1.3 Vers une approche intégrée du parfait dans le système temporo-aspectuelsystème temporo-aspectuel
1.3.3 La nécessité d’un « point de perspective »
A distribuição de medicamentos através deste regime é feita gratuitamente para
doentes das consultas externas, hospital de dia, no momento de alta do internamento e, em
casos excecionais, a doentes atendidos no serviço de urgência do CHCB [5]. Só pode ser
cedida medicação mediante a presença de uma prescrição médica. A cedência de alguns
medicamentos (p. ex., do foro oncológico, esclerose múltipla, etc.) tem suporte legal com
base em despachos (Anexo III) [9]. Cada hospital, de acordo com as suas necessidades,
estabelece que medicamentos distribui, dispensando medicamentos autorizados pelo
Conselho de Administração, como a medicação para hipertensão pulmonar, hepatite B, e
também os manipulados de pediatria. Podem ser cedidos medicamentos biológicos a doentes
provenientes de outras instituições públicas ou privadas, segundo o Despacho n.º 18419/2010,
de 2 de dezembro [5,10].
A dispensa de medicamentos pode ser feita mediante prescrição eletrónica ou
prescrição em suporte de papel, devidamente preenchida por um médico do CHCB (exceto
nas situações abrangidas pelo Despacho nº 18419/2010), devendo constar a identificação do
doente e número de beneficiário, identificação do médico prescritor, data de emissão e
designação dos medicamentos (DCI ou nome genérico), dose, posologia, forma farmacêutica e
número de unidades a dispensar ou duração prevista da terapêutica [5].
Se o doente for levantar a medicação é necessário que se identifique através do
Bilhete de Identidade (BI) ou do Cartão de Cidadão (CC). Se não for a primeira vez que o
doente levanta a medicação pode escolher um representante que a levante por si. O
representante tem de estar identificado e trazer a identificação do doente [11]. Quer seja
uma prescrição eletrónica ou em suporte de papel o farmacêutico tem de a analisar, validar e
contactar o médico caso surja alguma dúvida.
Se a prescrição for eletrónica, o médico indica a previsão da data da próxima
consulta, assim, o farmacêutico pergunta ao doente se ainda tem medicação em casa e
calcula a quantidade de medicação suficiente até ao dia da próxima consulta. Se a prescrição
for em papel está indicada a posologia e a duração do tratamento, sendo necessário
transcrever a informação para o sistema informático e posteriormente, arquivar no dossier
por especialidade.
Os medicamentos são dispensados adequadamente etiquetados com a data de
validade, lote, identificação dos SF, o nome do doente, número do processo, DCI do
medicamento, dosagem e posologia. Aquando da dispensa o farmacêutico confirma o
medicamento a dispensar, verifica a embalagem, o rótulo, o prazo de validade e anota o lote.
Isto é especialmente importante para garantir a rastreabilidade. Apenas pode ser fornecida
medicação parcelarmente para um mês, excetuando as pílulas, que podem ser fornecidas
para 3 meses, e a medicação enviada pelo correio, que é fornecida para 2 meses [11].
Durante o atendimento o farmacêutico questiona o doente se esta é a primeira vez
que este toma a medicação cedida e, se for o caso, informa verbalmente sobre os cuidados
principais com aquela medicação. O farmacêutico cede, juntamente com a medicação, um
folheto informativo, com uma linguagem acessível e aspeto apelativo, acerca do modo de
conservação, cuidados gerais, advertências e precauções, modo de administração e efeitos
secundários (Anexo IV), que reforçam a informação verbal e indicam o contacto telefónico
dos SF. É pedido que o doente assine um termo de responsabilidade (Anexo II) para o motivar
para a adesão à terapêutica e o responsabilizar pelo estado de conservação do medicamento
[11]. Durante o estágio pude participar na atualização de alguns folhetos de informação
cedidos aos doentes.
Se a receita for em formato de papel o doente ou representante tem de assinar a
receita, assim como o farmacêutico. Mas caso a receita seja eletrónica o farmacêutico regista
nas observações o nome do representante, número de BI ou CC, data de cedência, que
relação tem o representante com o doente, o número de identificação do doente e, se for o
caso, regista que foi assinado o termo de responsabilidade e entregue um folheto informativo.
Se a terapêutica tiver um custo superior a 200 euros é entregue ao doente um documento
com o custo, para que este seja responsabilizado pela conservação e uso do medicamento [5].
Por fim, imputa-se a medicação cedida.
Se não for a primeira vez que o doente toma um medicamento o farmacêutico avalia
a adesão à terapêutica, questiona acerca da forma como toma o medicamento e esclarece
qualquer dúvida que tenha transparecido. Caso os farmacêuticos detetem uma não adesão à
terapêutica devem reportar ao médico. O farmacêutico também questiona sobre a existência
de alguma RAM, principalmente quando o doente toma um medicamento sujeito a
monitorização adicional. Tive a oportunidade de assistir à intervenção do farmacêutico
quando um doente se dirigiu pela segunda vez ao serviço de ambulatório para levantar a sua
medicação (enzalutamida). O farmacêutico questionou o doente acerca da existência de
algum efeito adverso, e como o doente confirmou a existência, foi preenchido pelo
farmacêutico um impresso interno de farmacovigilância ativa para medicamentos sujeitos a
monitorização adicional recentemente introduzidos no GF do CHCB. A farmacovigilância ativa
é uma atividade da responsabilidade do farmacêutico e é essencial para monitorizar o perfil
de segurança dos medicamentos.
O farmacêutico hospitalar, juntamente com o médico, está
alerta para casos suspeitos de RAMs, que posteriormente são notificadas ao Sistema Nacional
de Farmacovigilância. Além da deteção de suspeitas de RAMs pude observar o papel do
farmacêutico na deteção de possíveis interações farmacológicas.
Os farmacêuticos são responsáveis por fazerem o seguimento farmacoterapêutico dos
doentes, que consiste p. ex., na monitorização da adesão à terapêutica e na previsão da data
do próximo levantamento da medicação [5]. São monitorizados de forma mais atenta os
doentes que fazem medicamentos biológicos, antivirais e antineoplásicos, devido ao seu
elevado custo económico ou à prolongada duração do tratamento. Medicamentos como a
enzalutamida, abiraterona e fingolimod, por estarem sujeitos a monitorização adicional,
requererem a aprovação da CFTa e um relatório clínico para justificar o seu uso e são
submetidos a um seguimento rigoroso.
No dia seguinte às cedências efetuadas, as prescrições e imputações são conferidas.
Na conferência das prescrições tem-se em atenção o nome do doente, grupo de prescrição, o
medicamento, lote, quantidade cedida e a prescrita. Pude observar a conferência de
prescrições e fui alertada para a necessidade de justificação quando se prescreve linezolida,
pois este é um antibiótico de uso hospitalar, devendo estar associado à prescrição um
antibiograma.
No final da conferência é enviado o receituário faturável para o sistema
informático dos serviços financeiros e as prescrições são arquivadas. A conferência diária do
receituário faz parte do sistema de garantia de qualidade e a correta imputação aos centros
de custo é um dos indicadores de qualidade do serviço de ambulatório.
Semanalmente o farmacêutico faz a contagem de medicamentos do armazém 20, à
exceção dos MEP, que pertencem a um circuito especial e são conferidos separadamente.
Pude proceder à contagem, normalmente à quinta-feira, e quando esta não correspondia ao
valor indicado no stock fazia-se uma nova contagem para tentar descobrir o erro. Quando
procedia à contagem e havia uma não conformidade informava o farmacêutico para que
tentasse descobrir a origem erro. Por vezes, quando se descobre um erro há necessidade de
se regularizar o stock. Um indicador de qualidade neste âmbito é a monitorização do número
de regularizações efetuadas no armazém 20 (indicador mensal), sendo a meta um número de
regularizações inferior a 3%. Durante uma destas contagens fiz o registo dos medicamentos
cuja validade expirava no ano de 2016, para que depois pudesse colocar uma etiqueta de
“validade reduzida”. Os medicamentos com esta etiqueta são os primeiros a ser dispensados.
Um farmacêutico elabora semanalmente um pedido de reposição de stock ao
armazém central (armazém 10), normalmente à segunda-feira. Para alguns medicamentos é
com base na data de consulta prevista e no stock existente que o farmacêutico sabe se deve
fazer a reposição. Tive oportunidade de armazenar corretamente a encomenda pedida ao
armazém 10, à terça-feira. Durante este processo arrumei os medicamentos segundo a regra
First Expire First Out (FEFO).
Um dos indicadores do setor de ambulatório é a monitorização do envio mensal do
mapa de registo de medicamentos biológicos ao INFARMED. Procede-se ao registo mínimo de
medicamentos biológicos para que seja criado um registo, que é enviado mensalmente ao
INFARMED numa folha de Excel (Anexo VII), dos dados dos doentes com artrite reumatoide,
espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite idiopática juvenil poliarticular e psoríase
em placas ao abrigo do Despacho n.º 18419/2010, de 2 de dezembro [10]. Isto possibilita o
controlo da efetividade dos medicamentos e o acompanhamento da adesão dos doentes à
terapêutica [9].
No âmbito da gestão de risco do medicamento coloquei sinalética nas prateleiras para
alertar para medicamentos com o mesmo principio ativo, mas dosagens diferentes,
medicamentos com embalagens idênticas e medicamentos potencialmente perigosos.
3.5.3.Distribuição de medicamentos sujeitos a circuito especial de
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La sémantique du "Parfait". Étude des "temps composés" dans un choix de langues germaniques et romanes
(Page 70-75)