SECTION II : LE CONTROLE DES COMPTES SOCIAUX
A. La mission principale de certification des comptes
Apesar das experiências já vividas, continuava a disposição de desenvolver a pesquisa sistemática e, para tanto, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de Salvador foi procurada.
Quando nos referimos à modificação do momento da pesquisa empírica, é preciso registrar que isto se deu por dois motivos. O primeiro diz respeito à própria constatação da importância do aprofundamento da pesquisa teórica. O segundo foi a dificuldade
com que nos deparamos quando tentamos ir a campo, dificuldade esta, aliás, que reforçou a necessidade de um aprofundamento teórico que oferecesse condição de compreendê-la.
Na SMEC, não encontramos empecilho, quando perguntamos como deveria proceder para solicitar permissão para observar uma escola da sua rede, como parte do meu projeto de dissertação. Conforme orientação recebida, providenciei o ofício adequado (APÊNDICE A), dirigido à Sra. Secretária, Professora Olívia Santana, acompanhado de resumo do projeto de dissertação (APÊNDICE B), e dei entrada no mesmo através de professor Normando Batista, Assessor da Secretária, o qual assegurou não apenas seu interesse pessoal como o da Secretária diante do objeto da pesquisa.
Não demorou muito e o dito interesse ficou demonstrado, quando fui contatada pelo departamento competente, para que eu indicasse a escola de minha preferência, sem estabelecer qualquer restrição. Já que também não queria alguma escola que fosse especial, optei pelo critério geográfico e da comodidade, buscando uma escola mais próxima de casa.
Escolhi uma escola, que não conhecia, mas cujo endereço correspondia ao critério adotado, facilitando a observação. Descobri que ela está instalada nas dependências de uma escola da rede privada, o que, de resto, é comum na cidade. Telefonei, marquei dia e hora com a diretora e fui acolhida com muita atenção, apesar da variada e permanente demanda que a cercava. Ofereci a ela cópia do resumo do projeto, para que ela soubesse o objeto da pesquisa. Ela, depois de atender algumas outras pessoas, deu uma lida geral e voltou a me atender. Disse que, de fato, se eu realmente quisesse observar na escola dela, ela aceitava. Porém, não sabia se seria bom para mim. Isso porque, alegou, quase como se, só então tivesse lembrado, naquele momento, a escola recebia estagiárias do ICEIA, além de observadores de uma faculdade privada, de forma que haveria momentos em que, na sala de aula, além da “pró”, estariam a estagiária, sua própria professora e mais o observador da outra faculdade, o que dificultaria, como frisou, meu trabalho.
Agradeci o interesse, concordei com a avaliação de dificuldade, e voltei a entrar em contato com a Secretaria. As demandas, naquele momento, eram muitas e variadas; não valia à pena, em meio ao tumulto reinante, conversar, seja sobre a sutil mudança de comportamento após a leitura do resumo, seja sobre a circunstância de que a preocupação dizia respeito a mim e não às crianças.
A Secretaria de Educação apresentou-me, em seguida, a possibilidade de observar uma outra escola, no mesmo bairro, esta funcionando em instalações autônomas. Após conseguir contatar a diretora, marquei com ela um encontro. Tivemos uma longa conversa, promissora, tudo indicava. A diretora aproveitou (“já que você trabalha com essa coisa de direito de criança”) para expressar uma série de queixas, inclusive no sentido de que, com tantas atribuições, não era justo que ainda pesasse sobre seus ombros a responsabilidade de cuidar de crianças que estivessem faltando aula ou com algum problema familiar. No entanto, apresentava bastante disposição: perguntou quantas turmas eu queria acompanhar, se nos dois turnos, se interessava também a pré- escola, enfim, portas abertas.
Acertamos que eu retornaria na 6ª feira seguinte, quando o corpo docente estaria reunido em Atividades de Planejamento regular e eu poderia ser apresentada a todas as professoras, discutindo com elas a minha proposta e definindo a minha presença na escola.
Falei ainda sobre o meu interesse em analisar os documentos regimentais da escola, os quais, assegurou-me, estavam à minha disposição, podendo consultá-los até mesmo antes da reunião com as professoras e mesmo que ela não se encontrasse lá.
Uma vez todas as questões acertadas, os passos seguintes combinados, deixei a cópia do resumo com ela e fui embora.
A partir de então, a maior dificuldade foi conseguir voltar a falar com a diretora. As reuniões fora da escola pareciam tomar todo o seu tempo. Houve, inclusive, um encontro agendado anteriormente e ao qual ela não compareceu. Por várias vezes tentei ter acesso aos documentos, deparei-me com a situação inusitada: a diretora não estava, e a secretária não tinha a chave do armário...
No dia marcado, chego para o meu encontro com as professoras. A diretora não aparece. A certa altura, a secretária me pergunta se quero ir conversar com as professoras mesmo assim. Não considerei correto, já que havia uma definição anterior de ser apresentada pela diretora e não seria produtivo que eu passasse por cima da autoridade dela, apresentando-me sem a sua chancela. A nova atividade de planejamento só aconteceria 15 dias depois. Sem conseguir contato, depois de ter ficado por duas vezes esperando pela diretora por toda a manhã, convenci-me da impossibilidade de desenvolver minha observação.
Some-se às duas tentativas o contato mantido com uma grande escola da rede privada. Num primeiro momento, ao comentário de que estava tão difícil obter um retorno das escolas, a disponibilização do espaço da escola para que ali se desenvolvesse, caso houvesse interesse, a observação. Uma vez que resolvi aceitar a oferta e voltei ao estabelecimento, já encontrei outra disposição, diante da possibilidade da identificação da escola.