CHAPITRE II : MODEL CAO
II.2 Modélisation générique
II.2.1 Manipulateur Stewart 6-RUS
II.2.1.1 La description géométrique
Os projetos de desenvolvimento de produtos com relatos de participação local, são classificados de acordo com as propostas de Clark e Wheelright (1993), segundo os tipos de projetos de desenvolvimento (Figura 3). Posteriormente, os centros de desenvolvimentos também são classificados, segundo Consoni (2004), de acordo com o grau de competência adquirido em determinados projetos.
Figura 3 – Tipos de projetos de desenvolvimento
Fonte: Clark e Wheelwright (1993)
Na proposta de tipologia ilustrada na Figura 3 pode-se definir que:
Os projetos derivativos, híbridos ou de melhorias são também denominados de projetos de sustentação, e que podem variar desde versões de custo reduzido de um produto Tais projetos incluem mudanças incrementais no produto com pouca ou nenhuma alteração de processo, mudanças incrementais de processo com pouca ou nenhuma alteração do produto, ou produtos que envolvem (pouca) mudança de projeto e de processo.
Os projetos plataforma, representando um novo “sistema” de solução para os clientes, envolvem mudanças significativas tanto para o processo de fabricação quanto para o produto, ou para ambos. Os projetos plataforma fornecem uma base para uma família de produtos ou processos, cuja evolução colocará esses produtos e processos em outro patamar por muitos anos, e requerem significativamente mais recursos comparados aos projetos derivativos ou incrementais. Quando esses projetos são cuidadosamente planejados e executados, eles fornecem uma base significativa em volume e uma melhoria fundamental nos custos, qualidade, e desempenho comparativamente com a geração anterior. Por essa razão, eles são freqüentemente referidos como “próxima geração” (CAUCHICK MIGUEL, 2008, p. 4).
Além dos dois tipos de projetos citados, e de maior relevância para o presente trabalho, a Figura 3 mostra a existência de outros tipos de projetos de desenvolvimento, mais complexos (maior extensão de mudanças) do ponto de vista de alterações em projeto e processo, e que consomem mais recursos. Os projetos de parceria representam um modo diferenciado de condução de projeto. Como exemplo desse tipo de relacionamento de projeto de parceria pode ser citada a Autolatina, parceria da Ford com a VW realizada no Brasil, e desfeita na década de 90 como já citada anteriormente neste trabalho, e que pode envolver extensas alterações de produto ou de processo de produção. A definição dessa tipologia apresentada pode ser complementada afirmando-se que:
Na verdade, qualquer projeto pode ser conduzido utilizando-se de parceria, ou seja, a organização pode formar uma aliança ou criar uma parceria com outra instituição para conduzir pesquisa ou desenvolvimento avançado, para desenvolver um novo conceito de produto, ou simplesmente ampliar uma linha de produtos. Ao invés de se utilizar somente dos recursos próprios da organização, a empresa parceira freqüentemente fornece recursos únicos e/ou significativos (às vezes todos os seus recursos disponíveis), podendo, inclusive, gerenciar a execução do projeto (CAUCHICK MIGUEL, 2008, p. 4-5).
É importante classificar o tipo de projeto e analisar, o quanto o desenvolvimento é novo para a empresa. Por ora no Brasil, em sua extensa maioria, os projetos realizados na indústria automobilística estão inseridos dentro do quadrante ‘a’ no esquema representativo da Figura 3, seguindo essa classificação são chamados de projetos derivativos. Esses projetos também podem ser classificados quanto ao grau de complexidade, ou de capacidade da engenharia local segundo a proposta de classificação de competências em DP, realizada dentro da indústria automobilística nacional, segundo Consoni (2004). Tendo como base o modelo de Clark e Wheelwright (1993), a proposta de Consoni (2004) afirma que os projetos realizados no país até então eram apenas derivativos, mas que apresentavam diferentes graus de complexidade. O estudo de Consoni (2004) propõe quatro estágios cumulativos de maturidade para determinar a capacidade local de realização de projetos para que enfim possam ser sediados projetos do tipo plataforma, esta proposta de classificação pode ser vista na Figura 4.
Figura 4 – Classificação de competências em DP
Fonte: Consoni (2004)
Segundo o estudo citado, o processo de acumulação de capacidades, significa que a mudança entre um estágio e outro dessa
NACIONALIZAÇÃO TROPICALIZAÇÃO PROJETO DERIVATIVO PARCIAL PROJ. DERIVATIVO COMPLETO PLATAFORMA
tipologia ocorre somente quando a empresa consegue acumular determinado conhecimento e realizar determinada tarefa, no país, que antes não conseguia. Da nacionalização dos componentes (estágio um), passando pela adaptação local (estágio dois) – que alcança um leque amplo de atividades – até o desenho de veículos derivativos, simples em primeira instância, focado nas demandas do mercado local (estágio três); e, posteriormente, incorporando maior complexidade, de forma a atender as demandas de países em desenvolvimento (estágio quatro). Esses quatro estágios ilustram todos os tipos de competência em DP identificados entre as montadoras de automóveis no Brasil, esta figura também sinaliza para um quinto estágio, no topo do cone, porém ainda não alcançado pela engenharia local.
Como já mostrado no histórico de desenvolvimentos no país, os dois primeiros estágios quase sempre foram cumpridos, afinal montagem e adaptações locais sempre foram necessários, tanto pelas condições de rodagem como adequação a regulamentação nacional. Os primeiros projetos com um grau de complexidade maior são relatados por volta da década de 70, através dos projetos do SP2, Brasília e do
Chevette. Mais recentemente, a plataforma Corsa também envolveu um
maior grau de complexidade juntamente com outros projetos de outras montadoras.
O presente estudo busca um nível alto de atividades de projetos realizadas no país a fim de verificar a existência dos elementos para classificação do nível de modularidade. É bem verdade que já existem tentativas de medir o grau de modularidade de um produto, como o método chamado MFD - Modular Function Deployment (Erixon, 1998
apud Persson, 2007). Porém, de maneira geral nenhum método é ainda
reconhecido e utilizado universalmente. No capítulo seguinte são apresentados os métodos para condução do trabalho, detalhando como foram coletados os dados, analisados, e por fim, como os projetos selecionados foram classificados.