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CHAPITRE 1 : ETUDE BIBLIOGRAPHIQUE

2. LA FORMATION DU TARTRE ET SON CONTROLE

2.1. La formation du tartre

2.1.4. Le tartre en industrie sucrière

2.1.4.2. La composition et les précurseurs du tartre

Para além das medidas já tomadas pela Nauta, praticamente todos os meses o seu departamento de aprovisionamento, o departamento financeiro e o departamento técnico reúnem-se para discutir formas de melhorar a maneira como a empresa encara os tratamentos de resíduos. É importante estarem os três departamentos presentes na reunião pois cada um tem a sua importância.

Ao departamento de aprovisionamento compete inserir os dados das EcoREEE no sistema do software Primavera e tomar a decisão no momento da criação dos artigos.

O departamento financeiro é responsável pelas contas da taxa da EcoREEE e do seu respetivo pagamento. Para isso, este departamento elabora uma declaração financeira, a cada trimestre, e uma anual, sendo que o pagamento da EcoREEE é trimensal.

O departamento técnico é importante nesta reunião, pois é aquele que melhor conhece a constituição dos artigos, devido ao trabalho que o obriga ao contato com os produtos e, como tal, é aquele que melhor conhece a sua constituição nomeadamente acerca da presença de material elétrico ou eletrónico. Tanto é, que, no caso de não haver informação suficiente sobre um artigo, na criação do mesmo no sistema do Primavera, o departamento de aprovisionamento entra em contato direto com o departamento técnico para saber se o artigo em questão é EcoREEE ou não.

Uma informação que é importante realçar é a do pagador das EcoREEE. Assim, para saber quem paga a taxa EcoREEE, é necessário ter em mente que esta lei foi criada para evitar que seja trazido “lixo” para um país, ou seja, quem traz o “lixo” é quem deve pagar a EcoREEE.

Por exemplo, se uma empresa situada em Portugal comprar produtos provenientes de outra empresa localizada em Portugal não será necessário o pagamento de uma EcoREEE, pois não há lixo trazido de fora já que transporte

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será feito dentro das fronteiras do mesmo país. No entanto, se essa empresa, que se situa em Portugal, comprar produtos provenientes de uma empresa que não se localiza em Portugal, e que seja considerada um EEE, nesse caso é necessário o pagamento de EcoREEE pois é “lixo” trazido de outro país.

Imaginando agora que a Nauta compra um artigo à empresa X (nome fictício) que se situa em Portugal, mas que essa empresa, por sua vez, comprou esse mesmo artigo a uma empresa localizada em Inglaterra, quem deverá pagar a EcoREEE é a empresa X pois foi quem trouxe “lixo” de outro país. No entanto, se a Nauta comprar um produto que seja considerado EEE e venha de outro país que não Portugal, nesse caso quem deverá pagar a EcoREEE é a Nauta.

Gráfico 7- Pagamento de EcoREEE

Como já foi referido anteriormente, para além da EcoREEE, a Nauta é cobrada por mais duas ecotaxas. Uma delas é a das ecopilhas, que envolve tudo aquilo que é usado para potenciar energia como baterias e pilhas. A outra taxa ecológica é a do papel, que é bastante usado nas impressões, não só nas faturas de todas as tarefas já anteriormente enumeradas neste relatório de estágio, assim como o da impressão de posters e folhetos para promover promoções e eventos e nas caixas e embalagens utilizadas para a distribuição de produtos.

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E tal como acontece com as EcoREEE, a Nauta também tem métodos de reciclagem das baterias e pilhas, colocando Pilhões e outros recipientes próprios para a sua reciclagem, espalhados pela empresa. A Nauta faz também questão de transmitir, aos seus clientes, a informação de que podem entregar, de forma gratuita, as suas baterias e pilhas para que a Nauta possa tratar da reciclagem das mesmas.

Assim como a Amb3E é uma parceria que a Nauta estabeleceu para o tratamento das EcoREEE, para o tratamento das ecopilhas a Nauta decidiu estabelecer uma nova parceria, desta feita com a empresa Ideias a Granel.

Relativamente aos resíduos feitos pelo papel e cartão, a Nauta decidiu construir dois recipientes com cerca de 3 metros cada, a fim de poder colocar todos os papéis e cartões usados para que a empresa SUMA possa recolher e reciclar.

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Concluído o estágio na empresa de segurança Nauta, torna-se possível afirmar que este constituiu, de forma inequívoca, uma experiência enriquecedora, a nível profissional, que seguramente me trará vantagens num futuro próximo.

O trabalho, no contexto da empresa, permitiu-me ter uma visão mais abrangente sobre o funcionamento dos seus vários departamentos e dos colaboradores que, ao longo do estágio, me transmitiram conhecimentos diversos e possibilitaram a recolha de vários pontos de vista e de experiências, fornecendo-me algumas ferramentas essenciais para o meu futuro profissional. Esta vivência permitiu-me compreender, também, como é decisiva, numa empresa, a capacidade de organização, a capacidade de gestão do tempo e, ainda, do trabalho em equipa.

As atividades por mim desenvolvidas, no seio da Nauta, sob a coordenação da Mestre Mihaela Hofmann assumiram aspetos bastante relevantes porquanto contribuíram, inegavelmente, para a minha evolução enquanto futuro profissional e colaborador de uma empresa.

No término de seis meses de estágio, o balanço da “aventura” que foi o estágio na Nauta, é deveras positivo, terminando esta última etapa do meu percurso com uma sensação reconfortante de que tudo valeu a pena. Neste relatório, tentei realçar os aspetos relevantes de uma vivência que me permitiu, contactar com os colaboradores da empresa e partilhar o seu quotidiano, integrar uma equipa de trabalho que me acolheu com abertura, simplicidade e generosidade. Foi uma experiência ainda mais enriquecedora porquanto a Nauta é, ela própria uma lição de vida, um incentivo para que cada um invista e se invista, cultive a coragem, a persistência e a esperança de que todos juntos chegaremos mais longe. Com efeito, a Nauta é o resultado de muito empenho, de muita persistência: a pequena empresa inicial, sonho de um só homem, transformou-se, ao longo dos anos, numa empresa de belas dimensões, com uma

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rede internacional invejável, que a projeta longe no futuro, de modo muito otimista. E, sem sombra de dúvida, muito desse sucesso se fica a dever à qualidade humana dos seus dirigentes e dos seus colaboradores. Uma empresa que implementa políticas de proximidade, de humanização e, sempre atenta ao que a cerca, também não descura os aspetos ambientais. Pelo contrário. Há muito que essas preocupações se traduzem em tomadas de posição e medidas concretas das quais o meu relatório tentou dar conta. Enquanto parte integrante da sociedade, a Nauta revela-se uma empresa preocupada em cumprir o seu dever a nível ecológico e ambiental, sendo esse aspeto um dos temas cruciais deste relatório de estágio. No desenvolvimento e estudo do tema “EcoREEE, uma solução ambiental”, tornaram-se claros os motivos e a necessidade de leis ambientais, pois a destruição do planeta Terra apresenta uma evolução gradual, atingindo níveis causadores de grande preocupação. Torna-se cada vez mais imprescindível que os seres humanos estejam conscientes da importância do meio ambiente, pois é a própria sobrevivência da Humanidade que está em causa. A implementação desta taxa ecológica – EcoREEE –, surge como um alerta para as empresas do mundo inteiro. Esta taxa não acabará com todos os problemas ambientais, mas, esperançosamente, levará os colaboradores das empresas não só a optar por uma atitude mais respeitosa do meio ambiente no tempo e no espaço laboral, mas também a levar essa atitude para os seus lares e rotinas, influenciando família, amigos e pessoas que os rodeiam.

A experiência vivida ao longo do estágio foi algo intensa, para o jovem estagiário que eu era, porque implicou uma aquisição diária de conhecimentos e saberes, o que transformou o estágio num momento profícuo do qual penso ter retirado “dividendos” para o meu futuro profissional. Nesse sentido, procurei realizar as tarefas que me foram atribuídas, com empenho. Perceber o funcionamento da empresa, integrar-me no seu seio, ser aceite pelos demais colaboradores, usufruir dos ensinamentos de tantos deles foi uma experiência profissional e humana que jamais esquecerei. Termino o estágio com o sentimento de que tudo se conjugou para que se cumprissem os principais objetivos, aqueles que haviam sido definidos no plano de estágio elaborado no âmbito da unidade curricular Estágio/Projeto/Dissertação, antes mesmo de iniciar

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o estágio, mas também alguns que me eram intrínsecos e que talvez estivessem no domínio do “sonho” e do não verbalizado. Não raras vezes ouvimos dizer: “o caminho faz-se caminhando”, máxima inspirada do poeta castelhano Antonio Machado – “Al andar se hace camino”1. Porque acredito nela, vou acreditar que o

estágio na Nauta foi mais um passo – um passo decisivo, por certo –, no caminho para a minha realização profissional.

1 Antonio Machado (1875-1939): “se hace camino al andar” – verso de “Proverbios y cantares”, in

Campos de Castilla, Obras Completas:

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Anexo 1- Exemplo de uma VGR (Vossa Guia de Remessa)