ANNEXE 6 : DONNEES D’ENSEMBLE SUR L’APA, LA PCH ET L’ACTP
3. L E POIDS DE LA PRESCRIPTION DANS LE FINANCEMENT D ’ AIDES TECHNIQUES
Assim como na aplicação do sistema construtivo LSF na execução da His estudada, o emprego das placas de poliestireno expandido ocasionaram necessidades de alterações de dimensões em relação ao projeto original em concreto armado. Tais modificações relativas às dimensões originaram-se da adoção de módulos para as placas de EPS utilizadas pelo método construtivo. A Figura 14 representa a planta da HIS a partir do sistema construtivo Monolite com a devida identificação e localização dos diferentes tipos de painéis quanto à sua modulação na HIS estudada, enquanto o Quadro 3 apresenta sua legenda.
Figura 14: Planta da HIS com disposição dos painéis na HIS – sem escala.
Quadro 3: Tipos de módulos e cor de representação no projeto em três dimensões.
TIPO DE MÓDULO COR DE REPRESENTAÇÃO
Painel de 2m Azul
Painel de 1m Rosa
Painel de 0,5 Verde
Painel de 0,25 Vermelho
Painel de janela - 1,5 m Azul claro Painel de janela BWC - 1,5 m Verde escuro
Porta Amarelo
Fonte: Autor (2016).
Os módulos representados na Figura 14 tiveram como critério para determinação de suas medidas as dimensões do projeto original, de modo que tivessem valores similares com a condição executada a partir de concreto armado. Todos as placas de EPS têm espessura de 10 cm com cobrimento de 2,5 cm de concreto estrutural em cada lado do mesmo, totalizando uma espessura final de 15 cm para as paredes da HIS.
Tendo como base esse critério referente às dimensões dos painéis de EPS pode-se, a partir da análise da Figura 14, extrair os dados referentes às áreas úteis e total da HIS a partir do sistema construtivo Monolite e compará-los com os obtidos para o projeto em concreto armado. A Tabela 11 contextualiza tal comparação entre as áreas obtidas para os dois sistemas construtivos quando empregados na habitação estudada.
Tabela 11: Comparação das áreas úteis dos cômodos da HIS executada a partir do sistema contrutivo Monolite em relação ao projeto original.
ÁREAS ÚTEIS
Cômodo Projeto original (m²) Projeto Monolite (m²)
Alpêndre 0,86 0,72 Sala 8,57 8,97 Área de circulação 0,92 1,38 Quarto I 7,03 6,66 BWC 2,43 2,16 Cozinha 6,61 6,76 Quarto II 9,01 8,06 Área de serviço 2,16 1,57
ÁREAS TOTAIS
Projeto original 43 m²
Projeto Monolite 42,40 m²
Fonte: Autor (2016).
Analisando a Tabela 11, é possível observar que houve certa diminuição na área útil total da HIS executada a partir do sistema Monolite. Essa condição pode ser explicada pelo fato das paredes em placas de EPS e microconcreto estrutural apresentarem espessura final de 15cm enquanto que originalmente têm 13 cm. Para a área total, no entanto, não observa-se grande diferença de valor em relação à execução em concreto armado.
A partir da disposição das placas de EPS em planta, bem como da definição das dimensões finais das mesmas de modo à obter-se medidas que não apresentassem variações extremas quanto à condição primária do projeto, foi implementado o software SketchUp para modelagem tridimensional da HIS a fim de proporcionar maior clareza e confiabilidade quanto ao levantamento das quantidades de insumos necessários à sua construção. A Figura 15 demonstra a ordenação dos painéis estruturais de EPS que dão forma à residência estudada, enquanto o Quadro 3 legenda a representação dos diferentes tipos de painéis na Figura 15.
Figura 15: Representação tridimensional dos painéis de EPS e disposição na estrutura da HIS.
Fonte: Autor (2016).
A representação 3D dos painéis de EPS pelo emprego do software SketchUp deu-se pela necessidade de levantamento de informações relativas às características de cada módulo utilizado, uma vez que a comercialização do EPS pode dar-se por uma relação de área para esse tipo de finalidade. Considerando que o pé direito adotado para a HIS construída por esse sistema construtivo tem valor igual a 2,75 m, tem-se as áreas relativas à cada um dos módulos adotados, permitindo a precificação de cada um desses posteriormente. A Tabela 12 denota as quantidades bem como as áreas das placas utilizadas na HIS, excluindo as placas utilizadas para construção do telhado.
Tabela 12: Quantificação dos módulos das placas de EPS utilizadas para estruturação da HIS.
TIPO DE PLACA DE EPS
(ALTURA = 2,75 m) QUANTIDADE ÁREA (m²)
Módulo 2m 6 5,5 Módulo 1m 7 2,75 Módulo 0,5m 13 1,38 Módulo 0,25m 5 0,69 Módulo janelas 4 4,13 Módulo janela BWC 1 4,13 Porta 6 1,07 Fonte: Autor (2016).
Como apresentado na Tabela 12, os módulos mais utilizados na HIS são os de 0,5 m. Seu emprego dá-se por proporcionar maior flexibilidade quanto às dimensões da parede, uma vez que o uso de módulos de tamanho maior ocasionam extrapolação de medidas em relação à condição original de projeto e fugindo, portanto, do princípio de manter o máximo de fidelidade dimensional possível entre as diferentes propostas para a habitação.
Quanto às áreas obtidas para as placas de EPS, os módulos apresentam uma relação de metades entre si, uma vez que as diferentes modulações adotadas variam também nessa mesma proporção. No que diz respeito aos módulos das portas, estes podem ser executados a partir dos recortes de dimensão 1,20x1,20 m para as janelas, ocasionando 1,44 m² de material descartado para os módulos ligados às janelas. Como a HIS apresenta 4 janelas com as dimensões descritas, tem-se 7,20 m² de material de recorte para aplicação nas 6 portas, nas quais necessita-se 1,07 m² de placas de EPS para cada uma, totalizando 6,42 m² de material reaproveitável para execução da HIS.
A condição de reaproveitamento observada é favorável por permitir uma redução do custo final dos insumos por meio da reutilização de material já adquirido. O reuso vai de acordo, também, com os preceitos da industrialização da construção, em que deve-se buscar o mínimo desperdício de materiais.
Para execução dos oitões do telhado foi adotada a modulação de 2 m, uma vez que essa apresenta as maiores dimensões dentre todas as outras, permitindo utilização de menos placas para esta etapa da construção. No entanto, há
necessidade de corte das placas para que dêem forma ao telhado, permitindo reutilização das partes cortadas para construção dos oitões em que, para sua devida efetivação, há necessidade de emprego de uma área igual a 8,22 m² de placas de EPS. Considerando que cada módulo de 2m apresenta 5,5 m² de área, necessita-se de 2 painéis para execução do telhado.
Na contabilização dos reforços, foram consideradas as medidas típicas de comercialização da empresa Termotécnica, ou seja, 1200x50 mm para os reforços do tipo L para aplicação em cantos internos e externos; 1200x300 mm para os reforços do tipo liso de aplicação nos vértices das janelas e das portas e, por fim, 1200x446 mm para os reforços do tipo U que são utilizados nas portas e diagonais das janelas.
Após a quantificação dos insumos relativos ao subsistema estrutural, foi realizado o levantamento dos componentes relativos aos subsistemas de esquadrias e ferragens, cobertura e vidros, sendo estes realizados a partir do projeto final da HIS, em que são representados todos os elementos que a compõem. A Figura 16 representa a condição final da residência.
Figura 16: HIS finalizada pelo emprego do sistema construtivo Monolite.
Para a quantificação dos demais insumos da HIS quando esta dá-se construída a partir do sistema construtivo Monolite, optou-se por implementar alterações em relação aos mesmos quanto a condição primária de projeto. Essas mudanças visam uma maior industrialização da produção da HIS por meio da utilização medidas únicas para as portas e janelas, diferentemente do que ocorria no projeto original, em que se utilizavam dimensões diversas para as diferentes janelas da residência. A Tabela 13 contextualiza as alterações em relação à condição inicial de projeto da HIS.
Tabela 13: Alterações das dimensões de portas e janelas para a HIS construída a partir de placas de EPS e microconcreto estrutural.
Fonte: Autor (2016).
A adoção de uma única medida para as janelas ocasionou uma diminuição da utilização de vidros para as mesmas, ocasionando redução dos custos referentes à este tipo de insumo. A utilização de dimensões de 1,20x1,20m para as janelas deu-se por enquadrarem-se em um valor médio dentre as contempladas na construção em concreto armado da HIS.
Para o vão das portas, a medida de 0,90 m foi adotado por apresentar-se como um valor acima da exigência mínima de 0,80 m vigente na NBR 9050:2015 para acessibilidade à edificações. A adoção desta medida para o vão das portas permite ainda 10 cm de folga de cada lado das mesmas para colocação dos reforços do tipo U, uma vez que a dimensão total para os painéis destinados à esta finalidade têm medida igual à 1,10 m. Dimensões do projeto original Dimensões do projeto em placas de EPS JAN EL AS (m ) Variáveis: 1,20x1,50; 1,20x1,20; 0,8x0,6; 1,00x1,00 1,20x1,20; 0,60x0,60 V IDRO S (m ²) 5,68; 0,36 4,16; 0,25 PO R T AS (m ) Variáveis: 0,60x2,10; 0,70x2,10; 0,8x2,10; 1,00x2,10 Única: 0,90x2,10
Uma diminuição nas áreas de vidros também foi observada quanto à construção em concreto armado, ao passo que sua utilização foi reduzida de 5,68 m² para 4,16 m² na execução das janelas dos cômodos e de 0,36 m² para 0,25 m² para a janela do banheiro, ocasionando barateamento dos custos desses materiais.
Com as premissas do novo projeto definidas, sua representação pela utilização dos softwares AutoCAD e SketchUp e a quantificação dos insumos para execução da HIS pelo sistema construtivo Monolite, foi abordado o levantamento dos preços destes.
O catálogo SINAPI foi utilizado para coleta dos preços dos insumos contemplados nos subsistemas de esquadrias e ferragens, forros, cobertura e vidros, enquanto os insumos ligados ao subsistema estrutural foram obtidos por meio da empresa Termotecnica através dos preços de comercialização destes itens pela companhia. A Tabela 14 contextualiza a quantificação dos insumos dos diferentes subsistemas da HIS, a relação de preços unitários e totais, bem como o preço total de implantação por meio da aplicação do sistema construtivo analisado.
Tabela 14: Quantificação e relação de preços dos insumos e preço final de implantação da HIS a partir do sistema construtivo Monolite.
INSUMO QTDE UNIDADE
PREÇO UNITÁRIO (R$) PREÇO APLICAÇÃO NA HIS (R$) ES TR U TU R A
Barras para ancoragem dos painéis - CA-50
média - 6,3 mm 18,75 kg 4,10 76,88
Painel de EPS revestido em malha de aço
galvanizado - espessura 10 cm - módulo 2 m 8 unid. 324,50 2596,00 Painel de EPS revestido em malha de aço
galvanizado - espessura 10 cm - módulo 1 m 7 unid. 162,25 1135,75 Painel de EPS revestido em malha de aço
galvanizado - espessura 10 cm - módulo 0,5 m 13 unid. 81,42 1058,46 Painel de EPS revestido em malha de aço
galvanizado - espessura 10 cm - módulo 0,25 m 5 unid. 40,71 203,55 Painel de EPS revestido em malha de aço
galvanizado - espessura 10 cm - módulo 1,5 m para janela de 1,2 x 1,2 m
4 unid. 243,67 974,68
Painel de EPS revestido em malha de aço galvanizado - espessura 10 cm - módulo 1,5 m para janela de 0,6 x 0,6 m
1 unid. 243,67 243,67
Reforço do tipo L 1200x50 mm - cantos
INSUMO QTDE UNIDADE PREÇO UNITÁRIO (R$) PREÇO APLICAÇÃO NA HIS (R$) ES TR U TU R A
Reforço do tipo liso 1200x300 mm- reforços de
vértices de vãos das janelas e portas 44 unid. 5,20 228,80 Reforço do tipo U 1200x446 mm- portas e
diagonais das janelas 44 unid. 6,80 299,20
Laje unidirecional 330x1250x80 mm 103 unid. 5,70 587,10
Microconcreto estrutural - fck 25 Mpa -
espessura 2,5 cm 4,94 m³ 290,00 1432,09
Pilar de madeira de lei - 15x15 cm 5,74 m 69,55 399,22
ES QU A D R IA S E FER R A G EN
S Janela de alumínio de correr 1,20x1,20 m 4,00 unid. 424,14 1696,56
Janela de alumínio basculante 60x60 cm 1,00 unid. 155,72 155,72 Porta lisa madeira interna 0,90x2,10 m 4,00 unid. 70,93 283,72 Porta externa madeira maciça 0,90x2,10m 2,00 unid. 98,10 196,20
Fechadura completa para banheiro 1,00 unid. 28,83 28,83
Fechadura completa para exterior 2,00 unid. 38,53 77,06
Fechadura completa para interior 3,00 unid. 31,15 93,45
Dobradiça de 3" 12,00 unid. 6,82 81,84
Dobradiça de 3½" 6,00 unid. 14,70 88,20
FOR
R
OS
Forro com lambri de pinus 33,82 m² 12,60 426,13
Meia cana de pinus 55,10 m 1,81 99,73
Forro com lambri madeira de lei 21,19 m² 39,70 841,24
Meia cana de lei 33,15 m 3,00 99,45
C
O
B
ER
T.
Cobertura com telha tipo francesa - rend. 16
telhas/m² 1.046 unid. 2,25 2353,32
Cumeeira para telha cerâmica - rend. 3
telhas/m² 29 unid. 3,62 104,27
Rufo de alumínio 7,36 m 79,33 583,87
VI
DR. Vidro liso 3,0mm - não colocado 4,16 m² 51,00 212,16
Vidro cristal 4,0mm- não colocado 0,25 m² 79,33 19,83
PREÇO TOTAL
INSUMOS (R$) 19.799,53 Fonte: Autor (2016).
Assim como para os demais sistemas construtivos abordados, a Tabela 14 apresenta um acréscimo de 15% referente a um orçamento expedito (AVILA; LIBRELOTTO; LOPES, 2003). Dos itens que constam na Tabela 14, houve a desconsideração do módulo de 1,10 m para execução das portas devido a este poder ser totalmente constituído a partir da reutilização dos materiais cortados para as aberturas das janelas nos módulos de 1,50 m, como mencionado anteriormente.
Da observação da Tabela 14 tem-se que os insumos relativos ao subsistema estrutural da HIS apresentam preços unitários maiores, de modo geral, em relação aos demais insumos dos outros subsistemas construtivos. Isso, aliado ao fato de que são empregados em larga escala na HIS devido a sua finalidade de contraventamento da mesma, acabam por tornar esta a etapa mais onerosa da construção. Este fato é comprovado pela Figura 17, que apresenta os subsistemas da HIS executada a partir do uso de painéis de EPS.
Figura 17: Representação dos subsistemas do projeto executado através do sistema construtivo Monolite. Fonte: Autor (2016). R$ - R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$ 8.000,00 R$ 10.000,00 R$ 12.000,00 57% 16% 8% 18% 1%
Estrutura Esquadrias e Ferragens
Forros Cobertura
O subsitema estrutural da HIS contribui com 57% do valor total da obra, ou seja, cerca de R$ 11 mil dos quase R$ 20 mil obtidos como preço final para a HIS. Ao que diz respeito à cobertura e às esquadrias e ferragens, estes apresentam-se como a segunda e terceira maiores parcelas do custo total estimado de execução e seus valores correspondem a 18% e 16% deste, respectivamente. Os insumos dos demais subsistemas apresentam parcelas de contribuição inferiores à 10%, apresentando menor impacto em termos de onerosidade na obra.
5 RESULTADOS
Mediante a relação de quantidades dos insumos e da precificação dos mesmos, tem-se os preços finais de execução para as HIS construídas a partir dos sistemas construtivos abordados, possibilitando um comparativo quanto à viabilidade econômica destes. Os preços totais dos insumos de execução considerados na comparação são dispostos na Tabela 15.
Tabela 15: Preços totais para os insumos de execução das HIS pelos sistemas construtivos abordados.
SISTEMA CONSTRUTIVO CUSTO DE EXECUÇÃO (R$)
LSF 31.470,18
Monolite 19.799,53
Concreto armado 15.264,69
Fonte: Autor (2016).
Da análise da tabela apresentada tem-se que, em termos dos componentes empregados na construção da HIS, o sistema construtivo em concreto armado ainda é o mais viável do ponto de vista econômico no que diz respeito aos insumos de construção, apresentando estimativa de custo final de execução de R$ 15.264,69. Seguidamente, tem-se a HIS levantada com o emprego de placas de EPS como o segundo mais viável dentre os três sistemas construtivos abordados no trabalho, com custo total de execução estimado em R$19.799,53. Por último, tem-se a aplicação do LSF como o mais oneroso dentre todos, expressando custo total de R$31.470,18.
É notável a grande disparidade entre os preços obtidos em que, para a HIS executada a partir do emprego do LSF tem-se um preço final que corresponde a mais do que o dobro do valor obtido para o projeto construído em concreto armado. O sistema Monolite, por sua vez, apresenta custo final de implantação estimado em quase vinte mil reais o que corresponde à um acréscimo de cerca de 25% no valor total da obra em concreto armado avaliada em pouco mais de quinze mil reais.
Se comparados, os preços de insumos dos subsistemas dos diferentes sistemas construtivos permitem propôr alternativas que visam a redução dos custos finais das obras construídas em LSF e Monolite, de modo a possibilitar maior competitividade destes com a execução a partir do concreto armado. A Tabela 16 representa os preços dos subsistemas das HIS executadas a partir dos diferentes sistemas construtivos abordados, sendo esta utilizada para obtenção do gráfico comparativo apresentado pela Figura 18, que retrata a comparação dos montantes obtidos para cada subsistema.
Tabela 16: Preços totais dos subsistemas dos diferentes sistemas construtivos.
SISTEMAS CONSTRUTIVOS
Concreto armado LSF Monolite
SU B SI ST EM A S Estrutura R$ 3.684,86 R$ 26.930,00 R$ 11.241,70 Esquadrias e ferragens R$ 3.080,85 R$ 3.610,15 R$ 3.106,82 Revestimento R$ 2.913,63 R$ - R$ - Forros R$ 1.901,54 R$ - R$ 1.686,54 Cobertura R$ 3.317,83 R$ 656,85 R$ 3.497,68 Vidros R$ 365,97 R$ 273,18 R$ 266,79 Fonte: Autor (2016).
Figura 18: Comparação dos valores finais obtidos para os subsistemas da HIS construída pelos diferentes sistemas construtivos.
Fonte: Autor (2016).
Como apresentado pela Figura 18, a condição que mais afeta a competitividade do LSF com os demais sistemas construtivos estudados é a estrutura. Isto por que este subsistema representa mais do que o dobro do montante obtido para o emprego do Monolite na HIS e mais do que cinco vezes mais do que o valor tido para o concreto armado como sistema construtivo.
Uma alternativa à diminuição do preço final do subsistema estrutural a partir do LSF é a adoção de uma nova modulação para a HIS, em que o valor utilizado para aquisição da malha de dimensões da residência é de 60 cm ao invés dos 40 cm no trabalho utilizados. O emprego de uma modulação de 60 cm remete ao espaçamento máximo que o sistema construtivo permite para os perfis métalicos, ocasionando diminuição nas quantidades destes insumos e, por consequência uma redução de cerca de 30% no preço final da HIS. A Tabela 17 contextualiza a diminuição do preço final da HIS a partir da implementação da nova malha.
R$ - R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 15.000,00 R$ 20.000,00 R$ 25.000,00 R$ 30.000,00 Concreto armado LSF Monolite
Tabela 17: Comparação de preços para o subsistema estrutural e preço final da HIS com emprego de malha de modulação de 60 cm.
MODULAÇÃO DE 40 CM MODULAÇÃO DE 60 CM
Preço final do subsistema estrutural (R$)
26.930,00 18.851,00
Preço final da obra (R$)
31.470,18 23.391,18
Fonte: Autor (2016).
Da Tabela 17 tem-se uma diminuição do preço do subsistema estrutural de R$ 26.930,00 tidos para o espaçamento de 40 cm para R$ 18.851,00 para a nova malha de 60 cm. A partir deste novo valor para o subsistema estrutural, tem-se também um novo preço final de execução da HIS, em que este dá-se, para a modulação de 60 cm, igual à R$23.391,18, o que representa uma redução de cerca de 25% do preço final da a obra quando comparado ao preço obtido para a modulação de 40 cm adotada para quantificação dos insumos.
No que diz respeito às esquadrias e ferragens, por sua vez, não observa-se grande variabilidade dos custos totais obtidos para os três sistemas construtivos, uma vez que não houveram grandes mudanças de dimensões das portas e janelas.
Para o revestimento, este é apenas considerado como subsistema para o projeto em concreto armado, uma vez que o LSF não precisa deste tipo de operação sobre as placas de OSB. Para o sistema Monolite, por sua vez, por se tratar de um aspecto estrutural da obra, o revestimento das placas de EPS por microconcreto foi considerado no subsistema estrutural. Dado esses critérios, tem-se um valor nulo para comparação desse subsistema pelos sistemas construtivos LSF e Monolite com o concreto armado.
O subsistema do forro foi desconsiderado para o LSF dado o fato da aplicação das placas de OSB apresentarem esta funcionalidade e este tipo de insumo já encontrar-se contabilizado na estrutura da HIS. Para o caso do concreto armado e Monolite, por sua vez, não observa-se grande variabilidade de custos, dado que a quantificação dos componentes à este subsistema é relativa às
dimensões da residência e que estas não sofrefram grandes mudanças em relação a condição original.
Quanto à cobertura, o LSF apresenta baixo valor quando comparado ao concreto armado e Monolite por apresentar apenas o rufo de alumínio como insumo na sua quantificação, uma vez que o cobrimento do telhado dá-se por placas de OSB, enquanto que para os demais sistemas construtivos são contabilizados, além do rufo, as cumeeiras e telhas cerâmicas.
Para os vidros não constatadas grandes diferenças em termos dos preços relativos a este subsistema devido às dimensões das janelas e, por consequência, das áreas à serem empregados estes materiais, não exibirem grandes diferenças entre os projetos adaptados e o original.
De modo geral, tem-se que a viabilidade de implantação do LSF na HIS ainda é comprometida quando são analisados apenas os aspectos de insumos, pois apresenta alto custo em relação ao concreto armado e Monolite. Para tanto, deve-se procurar avaliar os ganhos com a redução dos tempos de execução da residência e, por consequência, diminuição com os gastos de mão de obra para que se possa ter certeza quanto ao emprego do sistema construtivo ser justificável ou não em termos financeiros quando aplicado na HIS.
O sistema construtivo que utiliza placas de EPS para estruturação da habitação, por sua vez, apresenta um preço final considerado competitivo quando comparado à condição original de execução. Isso pode ser afirmado devido ao acréscimo de 25% em relação à construção em concreto armado, em que, apesar do maior preço, são obtidos ganhos consideráveis devido à implementação de um sistema construtivo industrializado na obra, ao qual remete à insumos padronizados, com produção externa ao canteiro de obra e com menores índices de desperdícios, em geral.
No que diz respeito à caracterização dos sistemas construtivos LSF e Monolite tem-se o Quadro 4 que contextualiza as suas diferenças.