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L’ORGANISATION DES POUVOIRS PUBLICS AU XIII e SIÈCLE

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ET HÉTÉROGÉNÉITÉ SOCIALE (XII e -XIII e siècles)

B. L’ORGANISATION DES POUVOIRS PUBLICS AU XIII e SIÈCLE

Como todo recurso aplicado tem custo de capital, existe outro a ser

considerado: é o custo de utilizar o recurso disponível em determinada

transação e não utilizá-lo em outra, ou seja, o valor que se empresta a

determinado cliente custa uso de capital, no mínimo para fins de limites

operacionais, como, por exemplo, limite definido pelo comitê da Basiléia. Deve-

se orientar o uso do recurso para uma aplicação que possibilite o maior retorno

para o recurso disponível, dentro do mesmo nível de risco. Pelas regras da

Basiléia, adaptadas para o Brasil, um empréstimo consome 100% de alocação

de capital. Ainda por essas regras, o Patrimônio Líquido atualmente deve ser

maior ou igual a 11% do ativo total ponderado.

Ao emprestar-se R$ 100,00, isto representa alocação de R$ 11,00 de

capital. Deve-se, então, procurar o retorno máximo sobre o uso do capital para

maximização do retorno global. Exemplificando:

Consumo de Capital:

- Crédito para pessoa jurídica não financeira – 100%

- Crédito para pessoa jurídica financeira – 50%

- Valor = R$ 100,00

- Spreads, antes de impostos e despesas administrativas para pessoa

jurídica não financeira – 3% ao ano.

- Spreads, antes de impostos e despesas administrativas para pessoa

jurídica financeira – 2% ao ano.

- Retorno sobre Capital Alocado:

- Pessoa jurídica não financeira : 3 100

107

- Pessoa jurídica financeira : 2 50

Retorno sobre capital alocado: 4%

O maior retorno sobre o capital alocado, neste exemplo, é aquele

referente ao empréstimo para instituição financeira.

Nesta análise, deve-se preferir o maior retorno sobre capital alocado,

uma vez que o uso do capital é limitador do número de transações.

Esta escolha pressupõe que:

- todo recurso aplicado usa alocação de capital, segundo a regra da

Basiléia vigente;

- a instituição consegue aplicar todo o recurso disponível;

Um segundo fator importante a considerar é o aumento e diversificação

do volume sob risco, pelo fato de a instituição ter utilizado na plenitude o

recurso disponível.

Por exemplo: dados R$ 1.200 como recurso disponível e a instituição

tendo as seguintes opções de aplicação:

- Restrição de alocação de capital: R$ 600

- Crédito para pessoa jurídica não financeira: R$ 1.200, Spread de 5%

- Crédito para Bancos: R$ 1.200, Spread de 4%, a Instituição deve

otimizar, pela relação retorno sobre o capital alocado, seu conjunto

de aplicações, o conjunto ótimo seria, considerando o mesmo nível

de risco de crédito:

Total Capital Spread

Alocado

Empréstimo para bancos 1.200 600 4%

Ao se considerar empréstimo para pessoa jurídica não financeira, ter-se-á:

Total Capital Spread

Alocado

Empréstimo 600 600 5%

Resultado bruto: 5% sobre R$ 600 = R$ 30

Considerando diferenças entre os níveis de riscos, a combinação muda:

- assumindo a escala 1 como menor nível de risco de crédito e 5 como

maior risco de crédito, o conjunto ótimo de aplicações, considerando

empréstimo total de R$ 1.200, está demonstrado no quadro a seguir:

As premissas consideradas, incluindo o significado de cada coluna dos

quadros das páginas 109, 111 e 113 estão apresentados nas páginas

Premissas consideradas:

(A) Pessoas Jurídicas Financeiras

(B) Nível de Risco: 1 considerado como melhor rating de crédito

5 considerado como pior rating de crédito

(C) Valor do Empréstimo: representa total de recursos demandados por clientes.

(D) Nível de garantia: 1 considerado melhor tipo de garantia

5 considerado pior tipo de garantia

(E) Prazo expresso em meses. Empréstimo com prazo menor tem qualidade

melhor que empréstimo com prazo maior

(F) Consumo de capital: para pessoas jurídicas financeiras, considerando fator de

ponderação de 50%

(G) Consumo de capital expresso em valor, representa produto das colunas C pela

F

(H) Spread ponderado por nível de crédito, prazo e tipo de garantia: considerado

spread inicial padrão (antes da ponderação) de 3% ao ano. O spread ponderado representa o spread efetivo cobrado do cliente.

(I) Spread sobre capital alocado representa ganho sobre consumo de capital

(J) Resultado contábil representado por spread sobre principal

(K) Resultado sob risco representa spread ponderado por nível de risco de crédito

sobre principal, em valor

(L) Spread % sob risco sob capital alocado, representa spread ponderado sobre

consumo por nível de risco de crédito

(M) Pessoas Jurídicas Não Financeiras consideradas

(N) Nível de Risco: 1 considerado como melhor rating de crédito

5 considerado como pior rating de crédito

(O) Valor do Principal: representa empréstimos demandados pelos clientes.

(P) Nível de garantia: 1 considerado melhor tipo de garantia

5 considerado pior tipo de garantia

(Q) Prazo expresso em meses. Empréstimo com prazo menor tem qualidade

melhor que empréstimo com prazo maior

(R) Consumo de capital: para pessoas jurídicas não financeiras, considerando fator

de ponderação de 100%

(S) Consumo de capital em valor, representa produto das colunas C pela F

(T) Spread ponderado por nível de crédito, prazo e tipo de garantia considerado

spread padrão (antes da ponderação) de 3% ao ano. O spread ponderado representa o spread efetivo cobrado do cliente.

(U) Spread sobre capital alocado representa ganho sobre consumo de capital

(V) Resultado contábil representado spread sobre principal

(X) Resultado sob risco, representa spread ponderado por nível de risco de crédito

sobre principal, em valor

(Y) Spread % sob risco sob capital alocado, representa spread ponderado por

nível de risco de crédito sobre consumo de capital

Neste exemplo, os clientes escolhidos foram A, B, C, D e E, representando

a otimização do retorno por spread sob capital alocado, utilizando os parâmetros

nível de risco de crédito, nível de garantia, prazo, consumo de capital, spread

ponderado por nível de crédito, resultado contábil, resultado sob risco e total de

recurso disponível para empréstimos de R$ 1.200,00.

Evidenciação

As informações referentes ao detalhamento da carteira de crédito, sua

classificação por vencimento, rating, cliente, valor e seu retorno com relação ao

VaR e uso de capital são bastante importantes para o Senior Management e para

os Officers da instituição. Deve-se também, ao determinar os usuários importantes

para receber estas informações, definir a periodicidade para atualização, que

deverá ser diária (periodicidade ideal).

As revisões dos créditos são também muito importantes para atualização

dos créditos já concedidos, assim como para a determinação diária do VaR.

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