• Aucun résultat trouvé

L ES ABUS DE POSITION DOMINANTE ET OPÉRATIONS DE CONCENTRATION

A. L A NOTION DE CONCENTRATION

Para aplicarmos o questionário houve necessidade de definir o universo da nossa investigação, no qual se insere a população a estudar. Definimo-la, através de várias características:

ƒ Geograficamente localizada no Baixo Alentejo17

;

ƒ Alunos do décimo segundo ano de escolaridade que no ano lectivo de

2003/2004, estiveram inscritos na disciplina de Matemática até ao final do ano lectivo18;

ƒ Alunos que tiveram no décimo segundo ano de escolaridade o mesmo docente

pelo menos desde o décimo primeiro ano de escolaridade.

Estabelecemos como uma das características essenciais os alunos terem tido o mesmo docente da disciplina de Matemática pelo menos desde o décimo primeiro ano de escolaridade. Justifica-se tal facto para que os alunos pudessem estabelecer um termo de comparação no seu percurso escolar num ano em que não estão sujeitos a Avaliação Externa e aquilo que sucede num ano em que se encontram sujeitos a esse tipo de avaliação. Desta forma, as questões colocadas aos inquiridos obrigavam a uma comparação com o ano lectivo anterior, por exemplo no que diz respeito a práticas pedagógicas do docente. Na eventualidade do docente ter sido o mesmo, as práticas podiam alterar-se pelo facto do docente não ser o mesmo e não pelo facto de existir ou não alguma influência por parte de qualquer tipo de Avaliação Externa.

Uma vez que pretendíamos inquirir alunos do Baixo Alentejo recorremos a uma amostra da população escolar constituída por todos aqueles que frequentavam o décimo

17

A escolha da localização geográfica deveu-se aos factores apresentados na introdução deste capítulo. 18

Não se pretendia contemplar os alunos que não frequentassem o décimo segundo ano de escolaridade até ao final do ano lectivo uma vez que algumas questões implicavam o acesso ao exame nacional como aluno interno.

segundo ano de escolaridade inscritos na disciplina de Matemática. Todavia em primeiro lugar houve necessidade de definir o tamanho da nossa amostra.

Pela nossa vivência sabíamos que nem todos os alunos inscritos no décimo segundo ano de escolaridade na disciplina de Matemática teriam o mesmo professor há pelo menos um ano, isto porque nem todos os estabelecimentos de ensino têm um corpo docente estável e nem todos os professores seguem o percurso académico dos seus alunos desde o décimo ano até ao décimo segundo ano de escolaridade. Isto deve-se às opções feitas pelos departamentos e Conselhos Executivos das escolas aquando a distribuição de serviço.

Considerámos necessário inquirir um número substancial de alunos e através de uma questão colocada no questionário19, eliminar os questionários que não tinham no décimo segundo ano de escolaridade o mesmo docente desde o décimo ou décimo primeiro ano de escolaridade.

Começámos por determinar no Baixo Alentejo quantas localidades integravam escolas secundárias, identificámos dez locais, nomeadamente, Aljustrel, Almodôvar, Beja (com duas escolas secundárias), Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Mértola, Odemira, Ourique, Serpa e Sines, totalizando assim onze estabelecimentos de ensino.

Pelas razões anteriormente referidas a escola onde foi realizado o pré-teste foi excluída o que significa que ficámos com dez estabelecimentos de ensino com os quais poderíamos trabalhar. De modo a obter um número significativo de alunos com as características pretendidas, decidimos deslocarmo-nos a 50 % das escolas20 e para as seleccionar efectuamos um sorteio. Através de uma extracção aleatória simples e sem reposição de cinco dos dez cartões onde figuravam os nomes das localidades determinámos quais as cinco escolas secundárias a visitar. Por razões éticas não iremos

19

Item 5 do questionário definitivo no Anexo B. 20

Este valor não foi obtido através de uma fórmula, apenas por uma questão de conveniência e garantia de obtenção de um número suficiente de respondentes decidimos abranger 50% da população.

divulgar o nome das escolas uma vez que no nosso estudo não é necessário diferenciar os alunos por escola.

Foram inquiridos todos os alunos de Matemática do décimo segundo ano de escolaridade, na última semana de aulas do ano lectivo 2003/2004 garantindo assim que os mesmos estavam efectivamente inscritos na disciplina como alunos internos21, e posteriormente foram considerados válidos22 os questionário que satisfizeram a condição de ter o mesmo docente pelo menos desde o décimo primeiro ano de escolaridade.

Consideramos que não era viável estar a solicitar aos docentes que indicassem quais os alunos que tinham desde pelo menos o décimo primeiro ano de escolaridade uma vez que isso implicava alguma perda de tempo que no final do ano lectivo é muitas vezes essencial na conclusão dos temas a leccionar ou ainda para evitar um simples esquecimento num ou noutro caso. Por este motivo inserimos uma questão que permitiu identificar os alunos que de facto tinham o mesmo docente há vários anos.

Portanto, foram considerados válidos para o nosso estudo cem questionários, entre os cento e setenta e sete questionários recolhidos, dos quais cento e sessenta e dois encontravam-se devidamente preenchidos e quinze encontravam-se em branco. Isto permite-nos concluir que cerca de 61.73 % dos alunos mantiveram o mesmo docente desde o décimo ou décimo primeiro ano de escolaridade, o que denota alguma política de continuidade nas escolas que têm a sorte de manter um quadro de docentes estável. Os alunos são sempre aqueles que devem ser beneficiados com este tipo de atitude por parte dos estabelecimentos escolares.

21

Um aluno externo não frequenta as aulas com um carácter obrigatório não estando sujeito a faltas, o que poderia significar para o nosso estudo que alguns alunos que tinham tido o mesmo docente no ano anterior, mas que este ano não tinha assistido às aulas de uma forma regular não podendo pronunciar-se relativamente ao inquérito por questionário do mesmo modo que aqueles que frequentaram todas as aulas.

22

Documents relatifs