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L’irlandais dans l’UE : une langue de traduction. Enjeux et difficultés

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Chapitre 2. La traduction juridique

2.7 L’irlandais dans l’UE : une langue de traduction. Enjeux et difficultés

saudável em estudantes universitários

A valorização da dietética e dos discursos médicos no preparo dos alimentos é retomada nos países ocidentais na contemporaneidade. Distante de ser o retorno da abordagem medicinal de Hipócrates (FLANDRIN, 1998), a preocupação emergente parece ser com a estética corporal e com o combate à obesidade, dentre outras doenças crônicas não transmissíveis. Autores discutem que essas questões se inserem ao contexto de aumento da disponibildiade de alimentos pré-prontos ou prontos para o consumo e das mudanças no estilo de vida (MINTZ, 1996; FISCHLER, 2001; POULAIN, 2004; DIEZ-GARCIA; CASTRO, 2011).

Isso pode se configurar na busca incessante à saúde, influenciando nas habilidades culinárias ou no preparo dos alimentos (ROZIN et al., 1999; SANTOS, 2008). Rozin e colaboradores (1999) identificaram, entre estudantes universitários dos Estados Unidos da América, França, Bélgica e Japão, que a obsessão pela alimentação adequada nutricionalmente pode apresentar influências negativas à saúde. Verificaram que a saúde foi favorecida pelas atitudes mais positivas em relação à alimentação, como o prazer e a menção à culinária (alimentos associados a termos culinários), em oposição às preocupações nutricionais (alimentos associados a nutrientes).

Pesquisas realizadas em diversos países referem que o distanciamento da prática culinária pode contribuir para a promoção de hábitos alimentares não saudáveis23. Consequentemente, esse fato pode agravar ou ocasionar problemas de saúde, uma vez que a diminuição do preparo dos alimentos parece também estar relacionada à epidemiologia da obesidade nas últimas décadas (ARANCETA, 2003; VAN DER HORST; BRUNNER; SIEGRIST, 2010).

Nesse sentido, o papel da culinária e sua relação com a saúde tem sido discutido, porém muitos aspectos ainda não estão claros. Há algumas evidências de que os programas de intervenção culinária influenciam nas mudanças de comportamento alimentar em curto prazo, melhorando a qualidade da dieta (CARAHER et al., 1999; LANG et al., 1999; IACOVOU et al., 2013; REICKS et al., 2014; MC GOWAN et al., 2016).

23 LARSON et al., 2006; PAPADAKI et al., 2007; WINKLER; TURREL, 2009; BEGLEYS;

GALLEGOS, 2010; ENGLER-STRINGER, 2010; LASKA et al., 2012; PELLETIER; LASKA, 2012; SOLIAH; WALTER; JONES, 2012; WARMIN; SHARP; CONDRASKY, 2012; GRAHAM et al., 2013; HARTMANN; DOHLE; SIEGRIST, 2013; IACOVOU et al., 2013; LAWE, 2013; THORPE et al., 2013; JONES et al., 2014; REICKS et al., 2014

2007; GARCIA et al., 2013; MC GOWAN et al., 2016; GARCIA et al., 2017), devido às diferenças metodológicas encontradas para avaliar a relação entre habilidades culinárias e alimentação saudável24.

Autores sugerem que o campus universitário pode representar um cenário privilegiado para incentivar medidas de promoção da saúde relacionadas ao preparo dos alimentos e às habilidades culinárias de adultos jovens, quando se inserem no contexto universitário (TSOUROS et al., 1998; NELSON et al., 2008; DOORIS; DOHERTY, 2010; DOHERTY et al., 2011). Mesmo diante de barreiras para o preparo das refeições em casa enfrentadas ou percebidas pelos adultos jovens (LARSON et al., 2006; LASKA et al., 2012), especificamente estudantes universitários (PAPADAKI et al., 2007; GREANEY et al., 2009; PELLETIER, LASKA, 2012; GRAHAM et al., 2013; THORPE et al., 2013; JONES et al., 2014), alguns estudos encontraram relação favorável entre suas habilidades culinárias e práticas de alimentação saudável. Por outro lado, alguns dados são ainda insuficientes para embasar essa afirmativa, embora sinalizem uma tendência nessa relação. Essa tendência foi vista sob alguns aspectos avaliados relacionados às habilidades culinárias, como, por exemplo, o conhecimento e a confiança culinária25.

Alguns estudos também demonstraram as diferenças nas habilidades culinárias entre os estudantes universitários que moram sozinhos e os que moram com os pais (PAPADAKI et al., 2007; RIDDELL et al., 2011; BLICHFELDT; GRAM, 2013; JONES et al., 2014; WILSON et al., 2017). Blichfeldt e Gram (2013) e Jones et al. (2014) conduziram pesquisas qualitativas com universitários, encontrando relação indireta entre habilidades culinárias e alimentação saudável. Contudo, Levy e Auld (2004), Clifford et al (2009), Smith et al. (2011) e Riddell et al. (2011) não encontraram relação nítida entre

24 MCLAUGHLIN; TARASUK; KREIGER, 2003; STEAD et al., 2004; WRIEDEN et al., 2007;

ENGLER-STRINGER, 2011; CONDRASKY et al., 2013; FLEGO et al, 2013; REICKS et al, 2014; MILLS et al., 2015; RABER et al., 2016

25 CARAHER et al., 1999; LANG et al., 1999; MCLAUGHLIN; TERASUK; KREIGER, 2003;

BYRD-BREDBENNER, 2004; LEVY; AULD, 2004; BYRD-BREDBENNER, 2005; LARSON et al., 2006; WRIEDEN et al., 2007; CLIFFORD et al., 2009; WARMIN, 2009; WINKLER; TURREL, 2009; SMITH et al., 2010; LASKA et al., 2012; LYON et al., 2011; WARMIN; SHARP; CONDRASKY, 2012; CHU et al., 2012; CONDRASKY et al., 2013; DE BACKER, 2013; FLEGO et al., 2013; GARCIA et al., 2013; HARTMANN; DOHLE; SIEGRIST, 2013; JONES et al., 2014

habilidades culinárias e qualidade da dieta, no que se refere ao consumo de frutas e vegetais. O quadro 3 resume os estudos encontrados discutindo a relação entre habilidades culinárias e alimentação saudável identificada em adultos jovens e universitários.

Larson et al. (2006) – EUA

RELAÇÃO FAVORÁVEL

Participantes que relataram serem muito envolvidos com o preparo das refeições consumiram F/V adequadamente (31%) e apresentaram ↓ frequência fast-foods (83%). Papadaki et al.

(2007) - Grécia

1

Estudantes ↓ consumo de refeições preparadas em casa e ↑ consumo de alimentos pré- elaborados/prontos ao ingressarem na universidade e passarem a viver sem as famílias comparados aos estudantes que ainda vivem com a família. Houve ↓ do consumo de F/V, óleo de peixe e ↑ de açúcar.

Greaney et al. (2009) – EUA

1

Participantes não consumiam alimentos saudáveis devido à falta de tempo, à confiança em refeições pré-prontas e alimentos não saudáveis e ao conhecimento limitado sobre compra e preparo de alimentos saudáveis. Homens alegaram motivos como falta de tempo e o custo para cozinhar alimentos saudáveis e mulheres alegaram o estresse.

Laska et al. (2012) – EUA

Comportamento de preparar os alimentos foi associado com ingestão dietética mais saudável ao longo do tempo (no período da adolescência até se tornarem adultos jovens). Thorpe et al.

(2012) –

Austrália 1

Participantes que preparavam suas próprias refeições (71,4%) tiveram associação positiva (β=0,15) com pontuação do DGI australiano1, sendo maior do que os não preparavam suas

refeições (média de 94,7 ±1,13 versus 90,2±1,89; p<0,04). Relação inversa foi verificada entre preparo das refeições e consumo de comida pronta (β=-0,21). 61

Quadro 3 - Estudos sobre avaliação relação entre habilidades culinárias e alimentação/dieta saudável de adultos jovens e estudantes universitários. (continuação)

ESTUDOS

RELAÇÃO COM ALIMENTAÇÃO/DIETA SAUDÁVEL

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