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1-Agir sur le sujet : l’habitant

Chapitre III : La politique de l’espace vert urbain à Batna

II- 1-Agir sur le sujet : l’habitant

A escolha do estudo quase-experimental como mais um elemento de análise para este trabalho de investigação surge da necessidade de contactar, de forma mais direta, com os consumidores de conteúdos de informação sobre ciência e tecnologia. Contudo, após realizadas algumas pesquisas foi notória a dúvida sobre se a investigação seria uma investigação experimental propriamente dita ou se estaria mais direcionada para uma investigação quase- experimental. Neste sentido, na preparação desta abordagem metodológica começa-se por definir os conceitos de investigação experimental e quase-experimental.

O estudo experimental prevê a manipulação de uma ou mais variáveis independentes sem que a influência de variáveis menos importantes para o estudo possam ter qualquer influência sobre a análise (Raupp, Beuren, & Martins, 2006). No estudo experimental a escolha dos sujeitos é feita de forma totalmente aleatória (Herson & Barlow, 1978). Para Almeida e Freire (2000) a chamada investigação experimental clássica é definida por três aspetos fundamentais: “assegura a manipulação da variável independente, implica dois ou mais níveis ou valores na variável independente e a sua amostra é escolhida ao acaso” (Almeida & Freire, 2000, p. 86). Para os mesmos autores, na investigação experimental procura-se que “a variância dos resultados na variável dependente seja exclusivamente, ou o mais possível, associada aos valores assumidos pela variável independente” (idem). Há uma grande preocupação em controlar os efeitos de outras variáveis que não sejam determinantes para o trabalho que se desenvolve.

A investigação experimental trabalha com a manipulação de uma ou mais variáveis independentes. A manipulação surge, nesta metodologia de trabalho, como uma tentativa objetiva e controlada de produzir efeitos diferentes por meio de diferentes formas de manipulação (Raupp et al., 2006).

Por seu lado, a investigação quase-experimental é definida como um estudo muito próximo do experimental no qual uma das grandes diferenças é a não aleatoriedade na escolha dos sujeitos participantes na investigação (Coutinho, 2014), cuja a escolha dos sujeitos não é feita seguindo alguma tipologia de critério. Cohen et al (2011) citam Kerlinger (1970) para explicar que a investigação quase-experimental é descrita como “projetos de compromisso” onde a escolha dos sujeitos é quase impraticável na medida em que há um compromisso que se tem para com a amostra com a qual se está a trabalhar (Cohen, Manion, & Morrison, 2011, p. 322). Na investigação quase-experimental não há um total controlo sobre todas as variáveis como se procura fazer na investigação experimental.

No sentido de atingir os objetivos, geral e específicos, propostos para o trabalho de investigação em infografia, optou-se pela abordagem metodológica quase-experimental. O estudo foi implementado numa turma do 3.º ano do curso de Publicidade e Relações Públicas (PRP) que já estava constituída, pelo que a escolha dos sujeitos não será feita de forma aleatória.

A INFOGRAFIA COMO FACILITADOR DO CIBERJORNALISMO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

O principal objetivo do estudo é perceber de que forma o uso de infografias pode ter influência positiva na transmissão de informação de conteúdos noticiosos de ciência e tecnologia. Neste sentido, a investigação quase-experimental permitiu colocar os sujeitos em contacto com notícias ditas tradicionais e notícias com infografias que serão alvo de pós testes que permitirão avaliar o nível de assimilação que os sujeitos fizeram dos conteúdos de ciência e tecnologia apresentados nos dois modelos de notícia. Por outro lado, os pós-testes procuraram perceber se há características ou aspetos que mais se realcem nas notícias em forma de infografia e se isso foi motivo de prender e captar a atenção dos sujeitos. Desta forma, será possível ir ao encontro de um dos objetivos específicos do trabalho - Identificar as características usadas na elaboração e publicação de infografias nas secções de ciência e tecnologia das edições online de alguns jornais nacionais.

A aplicação desta técnica vai proporcionar a observação de conteúdos noticiosos de C&T com e sem a aplicação de infografias que as sustentem. Essa observação teve como meta determinar em qual das situações os observadores conseguiram percecionar - melhor e com maior entendimento os assuntos de C&T.

5.2.1.1. Design do estudo quase-experimental

Definição do problema:

O trabalho que se desenvolveu procurou destacar a infografia como ferramenta facilitadora de conteúdos noticiosos de C&T, demostrando que a sua utilização pode ajudar os utilizadores de ciberjornais a se aproximarem de um conjunto de informações que normalmente são consideradas complexas, difíceis e até saturantes. Entende-se que a infografia pode desmistificar estes pensamentos e contribuir para um melhor entendimento destes conteúdos.

Assim, o problema em causa para a investigação é avaliar o impacto que as notícias com e sem infografias têm nos utilizadores. Ou seja, a aplicação do modelo de investigação quase- experimental vai possibilitar perceber se a infografia pode ou não auxiliar na interpretação de notícias sobre C&T.

Seleção dos sujeitos e dos instrumentos de medida:

Os sujeitos intervenientes nesta etapa do estudo são os alunos da turma de Infografia do 3.º ano do curso de PRP no ano letivo de 2014/2015 da Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV). A escolha dos sujeitos não é feita de forma totalmente aleatória pois o terceiro ano está

dividido em duas turmas distintas e o trabalho foi desenvolvido dentro desses grupos previamente constituídos.

Os instrumentos de medida utilizados foram testes de modelo americano com espaço para uma ou duas questões designadas abertas com o objetivo de possibilitar aos sujeitos uma maior e mais expressiva explanação do que entenderam ou não em relação aos modelos de notícia que observaram.

Escolha do plano quase-experimental de atuação:

Tendo como missão avaliar a infografia como um meio facilitador para que as pessoas possam estar mais à vontade com as notícias de ciência e tecnologia, o estudo quase- experimental nesta investigação passa pela aplicação da observação de notícias sobre o mesmo tema de ciência ou tecnologia.

O estudo quase-experimental tem alguns planos de abordagem, contudo, para esta investigação específica, o plano adotado é o “plano contrabalançado” no qual é possível que os dois grupos de trabalho “recebam os mesmos modelos de tratamento mas numa ordem diferente” (Hermano Carmo & Ferreira, 1998, p. 238).

Deste modo, todos sujeitos estiveram em contacto com notícias sobre C&T que foram abordadas com recurso à elaboração de infografias e com notícias do mesmo teor mas no formato tradicional – o da notícia. Os participantes tiveram cerca de dez minutos para as analisar e interpretar e de seguida tiveram de responder a um breve questionário sobre a notícia em si e sobre a forma como ela apresentada.

A escolha dos materiais para análise

Os materiais selecionados para este estudo quase-experimental resultaram da escolha de quatro temas interessante, complexos e atuais – ébola; legionela; cancro em Portugal e vespa asiática. Cada infografia e cada notícia tiveram como principal preocupação que a abordagem fosse a mesma ou o mais semelhante possível. Não era correto escolher o mesmo tema, mas com abordagens diferentes o que levaria a interpretação diferentes e claro as respostas não seriam tão objetivas.

Com o intuito de que os participantes não se sentissem desconfortáveis perante os conteúdos daí que os temas selecionados eram, à data, bastante atuais e estavam na ordem do dia dos diversos jornais nacionais. Foram realizadas várias pesquisas e foi possível selecionar os oito materiais que se organizam na tabela que se segue (tabela 4).

A INFOGRAFIA COMO FACILITADOR DO CIBERJORNALISMO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Tabela 4 – materiais escolhidos para análise

INFOGRAFIAS NOTíCIAS ÉBOLA LEGIONELA CANCRO EM PORTUGAL VESPA ASIÁTICA