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L'EVALUATION DES PROPOSITIONS D’INSCRIPTION
de areolação inconspícua ... Família Achnanthidiaceae
(Gêneros Achnanthidium, Lemnicola, Planothidium, Psammothidium,
Rossithidium e táxons com pendências nomenclaturais)
1. Valvas ornamentadas por estrias transapicais
de areolação conspícua ... 2
interrompidas por duas áreas hialinas, uma submarginal
e outra marginal; valva arrafídea com estriação interrompida
por um esterno central ... Família Cocconeidaceae
(Gênero Cocconeis)
2. Valvas lineares a linear-lanceoladas, valva rafídea com estrias transapicais não interrompidas por áreas hialinas longitudinais
submarginais, valva arrafídea com estriação interrompida
por um esterno unilateral marginal ... Família Achnanthaceae
(Gênero Achnanthes)
4.2. Família Achnanthaceae Kützing 1844 emend Mann 1990
Células solitárias ou coloniais, geralmente pedunculadas; dois cromatóforos na vista valvar em forma de “H”, ou vários pequenos por célula. Frústula assimétrica ao redor do plano valvar mediano e curvadas ao redor do plano valvar transapical mediano e do plano apical; heterovalvar. Valva rafídea curvada em direção ao centro, convexa, rafe com esterno central. Valva arrafídea côncava, esterno estreito e excêntrico nas espécies dulciaqüícolas. Estrias uni, bi ou multisseriadas. Aréolas grandes, subquadráticas, tendo as estruturas cribra ou vola como oclusões.
Extremidades proximais internas da rafe variando de reta a em forma de gancho; extremidades proximais externas retas, dilatadas. Fissuras terminais da rafe, curvadas (Figs. 1, 5). Cíngulo com cópulas contendo poros abertos.
Quanto ao hábito, os indivíduos crescem comumente fixos a diferentes substratos por pedículos de mucilagem secretados pela helictoglossa (presente na extremidade distal da rafe) e que, mais raramente, formam curtos canais pela adesão de mucilagem célula a célula.
A família Achnanthaceae compreende apenas o gênero Achnanthes Bory. Conforme MANN (1980), as características morfológicas mencionadas acima justificaram a separação das “espécies maiores” de Achnanthes. Desta forma, presentemente o gênero está representado apenas pelos táxons de
tamanho maior, sendo que os restantes, anteriormente classificadas como Achnanthes, foram inseridos em gêneros de Achnanthidiaceae.
4.2.1. Gênero Achnanthes
Achnanthes Bory
Dictionnaire Classique d’Histoire Naturelle. Vol. 1, p. 79, 593. 1822
Lectotipo do gênero: Achnanthes adnata Bory
Designado por Boyer em Synopsis of North American Diatomaceae, part II. Proceedings of the Academy of the Natural Sciences of Philadelphia 79: 229- 583 (1927).
Valvas lineares a linear-lanceoladas, extremidades arredondadas a amplamente capitado-arredondadas. Valva rafídea: esterno linear, localizado centralmente, área central estaurada; valva arrafídea: esterno estreito, deslocado em direção a uma das margens valvares nas espécies dulciaqüícolas; extremidades proximais externas da rafe retas ou expandidas; extremidades proximais internas em formato de gancho, virados coaxialmente. Fissuras terminais curvadas (Figs. 1 e 5); cíngulo com 3-7 bandas abertas, uma destas com duas fileiras transversais de poros largos. O gênero caracteriza-se por apresentar células curvadas no plano transapical mediano, apresentando formato de “V” em vista conectival; bem como estrias geralmente unisseriadas, em algumas espécies bi ou tri-seriadas, ocluídas por cribra com vola, hímem ausente (ROUND et al. 1990).
Os indivíduos podem ser solitários ou, mais raramente, formar pequenas cadeias, fixos ao substrato por um pedículo de mucilagem secretado pela helictoglossa. São em geral bentônicos, predominantemente marinhos, com poucos representantes dulciaqüícolas (ROUND et al. 1990).
Na última década, muitas espécies pertencentes ao gênero Achnanthes Bory foram transferidas para Achnanthidium Kütz. e seis novos gêneros.
Entretanto, há mais de um século algumas divisões já vinham sendo providenciadas. Conforme BUKHTIYAROVA & ROUND (1996a), a primeira proposta de divisão foi feita por CLEVE & GRUNOW (1880), que distinguiram subseções baseados nas diferenças entre as estruturas das valvas com e sem rafe, na natureza do estauro central e no grau de espessura das fileiras areolares. Ainda segundo BUKHTIYAROVA & ROUND (1996), CLEVE (1895) seguiu o mesmo critério e separou cinco subgêneros, Achnanthes Cleve, Achnanthidium Cleve, Actinoneis Cleve, Heteroneis Cleve e Microneis Cleve. Entretanto, os referidos autores não mencionaram que, antes dessas proposições, CLEVE (1893) havia justificado a junção de Achnanthes Bory e Cocconeis Ehrenberg por apresentarem “caracteres essenciais”, propondo nove novos gêneros a partir desses dois: Achnanthes Cleve, Achnanthidium Cleve, Actioneis Cleve, Cocconeis Cleve, Disconeis Cleve, Eucocconeis Cleve, Heteroneis Cleve, Microneis Cleve e Pleuroneis Cleve. Em FOURTANIER & KOCIOLEK (1999) ficou esclarecido que, devido à ausência de designação de tipos nomenclaturais e de descrições, subentendeu-se que as subdivisões em CLEVE (1893) seriam subgêneros, o que foi confirmado em CLEVE (1895). Alguns autores não aceitaram estas subdivisões. Como exemplo, CARTER (1961) afirmou que a maioria das espécies britânicas estudadas pelo primeiro autor poderia ser perfeitamente identificada sem fazer referência a essas divisões. HUSTEDT (1930, 1985) concordou parcialmente com a proposta de CLEVE (1893) ao dividir o gênero Achnanthes Bory em três subgêneros: Achnanthes Cleve, Achnanthidium Cleve e Microneis Cleve.
KRAMMER & LANGE-BERTALOT (1991) adotaram a classificação de SIMONSEN (1979), porém, dividiram o gênero Achnanthes Bory em dois subgêneros, a saber: Achnanthes Bory, que engloba os presentes táxons do gênero Achnanthes Bory e Achnanthidium Kützing. Neste último estudo, o subgênero Achnanthidium Kützing foi dividido em oito grupos práticos, que foram identificados com as letras A, B, C, D, E, F, G e H.
Deve-se esclarecer que ao seguir as subdivisões adotadas por HUSTEDT (1930, 1985) o gênero Achnanthes Bory passou a abranger táxons do extinto subgênero Achnanthes Cleve, a maioria dos quais de hábito marinho, bem
como alguns do subgênero Achnanthidium Cleve como, por exemplo, os táxons apresentados neste levantamento.
De acordo com ROUND et al. (1990), embora Achnanthes seja semelhante ao gênero Achnanthidium por possuir flexão da frústula e processo semelhante de formação do pedículo de fixação, difere na estrutura da aréola, rafe, cintura e no plastídio. Tais características também o distingue dos demais gêneros de Achnanthales.
No presente estudo os diferentes padrões de oclusão areolar no que se refere ao velum do tipo hímem não foram examinados pela falta de análise sob microscopia eletrônica de transmissão.
A distribuição geográfica do gênero Achnanthes no estado de São Paulo está representada na figura 259.
Chave para identificação dos táxons encontrados de Achnanthes
1. Valvas intumescidas na porção mediana ... A. inflata var. inflata