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Temàtica: la dona

1. PRESENTACIÓ I MARC TEÒRIC

1.5. Perspectiva metodològica, criteris de classificació i estructura

1.5.1. Taules d’identificació

1.5.1.3. Temàtica: la dona

A gíria externa gira em torno de dois tipos de empréstimo linguístico; um dos usuários da comunidade ouvinte e outro da própria comunidade surda, onde estão sempre a utilizar uma forma de comunicação mais despojada, menos técnica; termos do dia a dia do povo. Podemos citar como exemplo da gíria falada, os termos: OUXI, VIXE além de outros aspectos da língua oral, termos estes próprios das comunidades ouvintes, onde os surdos aproveitam estes contextos e passam a adaptá-los em seus vocabulários, transformados para a língua de sinais, perante o qual possam a ter possibilidade de se enquadrarem frente a diversidade de palavras existentes no vocabulário da língua portuguesa.

Assim adaptadas, as palavras através da contextualização dos sinais no processo de interação e organização dos aspectos linguísticos, estão embutidas através da influência de outros estados, contudo,

adquirem diferentes palavras novas, advindas da gíria de outros estados e até mesmo de outros países; aos outros estados em consequência da integração das associações dos surdos do Nordeste, e assim; aproveitamos este empréstimo linguístico, ressaltando as necessidades de inovações que a língua ilustra através do seu povo inovador, que traz os dialetos usados pela maioria das pessoas, onde vez por outra traz em seus conhecimentos a gíria adquirida através do contato externo .

O acervo lexical de todas as línguas vivas se renova. Enquanto algumas palavras deixam de ser utilizadas e tornam-se arcaicas,... outras são criadas pelo falantes de uma comunidades linguística... este processo chama-se NEOLOGIA... e à nova palavra é denominada de NEOLOGISMO... (ALVES,1990, p.5)

Trazendo este perfil para a LSB pode-se perceber a semelhança no contexto, da elaboração de novos sinais, como também nas mudanças dos sinais existente e na sua composição semântica e sintática da palavra ou de sua derivação espontânea onde refaz-se num processo tradutório, e derivacional do estrangeirismo no empréstimo linguístico advindo de pessoas que circulam em espaços diversificados. Estas pessoas tanto levam, quanto trazem os perfis tradutórios dos usuários da LSB e assim, enquanto um grupo está levando seus conhecimento para fora da comunidade, ao mesmo tempo está adquirindo e trazendo novos sinais para serem adaptadas no contexto comunicativo das pessoas envolvidas.

Figura 46: Gíria externa: 007 (esperto)

Descrição: A pessoa é esperta, sagaz, astuciosa .

A percepção que os ouvintes podem ter é referente ao agente secreto e neste é a sentido mesma situação do contexto da comunidade surda, aspectos de esperto.

Sinal que configura os números zero, zero, sete, elaborados em frente ao peito, reforçado pela expressão facial em conexão ao morfema- boca configurado pelos lábios incialmente contraídos e posteriormente soltando o lábio inferior soltando o ar.

Exemplo:

– PESSOA X: IX NÃO SABER COMO EVITAR POLICIA BLITZ.

– PESSOA Y: CONHECER ESTRATERGIA EVITAR – PESSOA X: VIXE! VOCÊ ( SINAL 007)

// Pessoa X: Eu não sei como evitar a Blitz Policial

Pessoa Y: Ah! Eu conheço caminhos estratégicos para evitá-los. Pessoa X: Vixe! Você (sinal de esperto)

Figura 47: Gíria externa: Oxe!

Video original: < https://www.youtube.com/watch?v=LYhXxbDTJ98 > Descrição: A pessoa está muito surpresa. O sinal revela o aproveitando da mesma palavra da língua portuguesa para a gíria em LSB, o sinal mostra soletração (na datilologia) conforme a abreviação da palavra configurando-se em empréstimo linguístico, conforme uso da língua dos ouvintes, os surdos fazem esta adaptação e empregam o uso de certos dialetos em sua conversação.

Sinal configurado datilologicamente conforme as letras OX, juntamente às expressões faciais e o morfema-boca que perceptualmente

inicia com os lábios fechados e termina com os lábios abertos como se falasse Thi.

Exemplo:

– PESSOA X: HORAS VOCÊ VEM IX(SI) CASA? – PESSOA Y: 7 HORAS NOITE

– PESSOA X: ESPERAR AMIGO (PESSOA Y) CHEGAR 7 HORAS NOITE, PESSOA Y CHEGAR ANTES, PESSOA X VER SUSTO CHEGAR CEDO AMIGO X ( FAZ SINAL OX) CHEGOU CEDO? PENSAR VOCÊ CHEGAR DEPOIS SI( dem) CASA.

// Pessoa X: Que horas você vem na minha casa? Pessoa Y: Às 19hs

Pessoa X: Esperando o amigo (Pessoa Y) chegar às 19 horas, no entanto a pessoa Y antes, às 18h, então a pessoa X fica muito surpreso com a antecipação da chegada do amigo e faz o sinal “OXE” já está aqui? Pensei que fosse chegar mais tarde aqui em casa.

Figura 48: Gíria Externa: Vixe (admiração) Video original: < https://youtu.be/5yQ7h-2Mmz0 >

Descrição: Gíria com sentido de espanto, surpresa, e também no sentido da palavra “Eita!” estas palavras são termos próprios usados pelos ouvintes, sendo que os surdos aproveitam os empréstimos linguísticos do português, por ser sua segunda língua.

Sinal elaborado com os braços cruzados, ressaltando, principalmente as diferentes expressões faciais, com a cabeça

levantando e baixando, seguidas pelo morfema-boca apresentado com os lábios presos.

Exemplo: PESSOA X EXPLICAR AMIGO BATER CL( carro- arvore); PESSOA Y (Sinal gíria Vixe Morfema-boca). //A pessoa X conta para a pessoa Y que seu amigo acabou com o carro batendo numa arvore; a pessoa Y faz (sinal gíria Vixe morfema-boca) quer dizer horrorizada.

Os sinais externos são adquiridos através de situações percebidas e rapidamente adquiridas através dos fatos sociais, dos eventos das associações. Desse modo, a LSB absorve novos sinais das gírias onde as pessoas mostram nas relações, sua instrução e/ou tradução cultural, adaptando estas percepções sob a ótica dos sinais; como também se apropriando da língua portuguesa, onde os surdos usam como segunda língua; assimilando novos conhecimentos através do convívio e assim, seu contato, com as abreviações na língua envolvida pela mídia, internet, amigos e grupos sociais, entram nos sinais como instrumento pragmáticos dos sinais.