Chapitre 3 : L’espace d’inscription comme lieu d’interaction de processus de
3.2. L’espace de danse
Anúncios do Google na home page do site do Miami Herald, 19 de dezembro de 2006.
Capítulo 2: Web 2.0
página. Se um usuário de um site afiliado clicar num anúncio, o Google (de novo) cobra do anunciante e depois paga um percentual não especificado para o editor daquele site. Em 2005, o Google divulgou uma receita publicitária superior a seis bilhões de dólares (fonte: http://investor.google.com). Um ano depois, o rendimento com anúncios chegou a 10 bilhões de dólares. Tudo isto sem precisar contratar nenhum representante de vendas.
Os jornalistas também adoram os mapas do Google, que são um ótimo exemplo de Web 2.0, porque qualquer pessoa pode copiar o software para criar serviços de notícias baseados nos mapas. Por exemplo, o jornalista/programador de computador Adrian Holovat utilizou informações fornecidas pelo Departamento de Polícia de Chicago para combiná-las com os mapas do Google e produzir o premiado site chicagocrime.org. Outros sites da Web mapea- ram os preços mais baratos da gasolina, os melhores locais com Internet grátis sem fio, bares e restaurantes com happy hour e muito mais.
(ver http://googlemapsmania.blogspot.com/).
Esta abertura contrasta bastante com empresas como a Microsoft e AOL, que dominaram a era da Web 1.0, onde tudo era propriedade privada e controlado. O Microsoft’s MapPoint, por exemplo, chegou ao mercado alguns anos antes do Google Maps. Mas como foi desen- volvido sem acesso aberto (você não podia usá-lo sem uma máquina Windows e não era gratuito), os programadores não se empenhavam em construir ferramentas com ele. “A Web naturalmente tem uma dinâmica e o Google está alinhado com ela”, escreveu o au- tor Paul Graham5que foi citado no livro “The Long Tail” de Chris Anderson. “Esta é a razão pela qual seu sucesso parece ter sido alcançado com tão pouco esforço. Eles estão tiran- do proveito do vento para navegar, em lugar de ficarem sentados passivamente rezando pe- la continuidade de um modelo de negócio, como faz a imprensa escrita, ou tentando nave- gar contra o vento, como fazem a Microsoft e as gravadoras quando decidem processar clientes acusados de copiar músicas ou filmes.”
Em 2006, MySpace se tornou o site mais popular do planeta em termos de quantidade de
acessos. O site atingiu a marca de 100 milhões de usuários (dado de setembro de 2006) e recebeu aproximadamente 39 bilhões de acessos em novembro, de acordo com a ComScore Networks. A News Corp. comprou o MySpace em 2005 por 580 milhões de dólares. Por meio do registro e arquivamento de perfis pessoais, os usuários criam o conteúdo. Eles usam seções como as de “pequenos anúncios”, “interesses” e “detalhes” para mon- tar os seus perfis pessoais online, comunicar-se através de blogs, fotos, vídeo e comen- tários. Os adolescentes e os que têm mais de 20 anos se interessaram pelo site quase que imediatamente. Mas, embora ele permita que os jovens se comuniquem entre si, o MySpace tornou-se alvo de críticas por ter se tornado um refúgio para pedófilos e pes- soas que cometem abusos sexuais, gerando medo e angústia entre os pais e abrindo uma nova área a ser monitorada por agentes da lei. Ele também se transformou numa ferra-
menta de marketing eficiente para músicos, produtores de filmes, comediantes e peque- nos negócios como bares e boates.
OYouTube foi fundado por três antigos empregados do PayPal, o banco online e financei-
ra que impulsiona grande parte do comércio do eBay. O YouTube foi lançado em fevereiro de 2005 e rapidamente se tornou um dos mais populares sites da Web, crescendo mais rápi- do do que o MySpace. Seu slogan é Broadcast Yourself (Seja Um Comunicador), que é exa- tamente o que milhões de pessoas estão fazendo, ao compartilhar vídeos caseiros e filmes amadores com qualquer um que queira ver. Além disso, o blog com vídeo (comentário na câmera) decolou com a ajuda do YouTube.
A desvantagem do site é que muitas pessoas se apropriam do conteúdo de outras pessoas. As redes de televisão estão alegando problemas de direito autoral, e alguns dos clipes mais
Home page do MySpace.com
Páginas com os vídeos mais vistos do YouTube.com
Capítulo 2: Web 2.0
populares do YouTube foram retirados do ar, inclusive um quadro chamado “Domingo Pre- guiçoso” do “Saturday Night Live”.
Mas em junho de 2006, a NBC reduziu as resistências quando decidiu fazer uma parceria com o YouTube e criou um canal oficial no site para exibição de clipes promocionais. Com centenas de milhares de vídeo-clipes em seu site, a estrutura de Web 2.0 do YouTube ajuda os usuários a localizar um conteúdo importante rapidamente. Os usuários podem escolher entre os Mais Recentes, os Tops, os Mais Vistos e Mais discutidos, e encontrar rapidamente o clipe de maior sucesso do momento.
Em outubro de 2006, a Google comprou o You Tube por 1.6 bilhões de dólares em ações. OFlickr, que foi lançado em fevereiro de 2004, foi desenvolvido pela Ludicorp, uma empre-
sa sediada em Vancouver. Um ano mais tarde, a Yahoo comprou o web site de compartilha- mento de fotos, mas fez pouco para integrá-lo a seu pesado portal.
Flickr é mais do que um lugar para se compartilhar fotos pessoais. É também uma plata- forma comunitária que usa tags (etiquetas de indexação) para aumentar a organização do
material arquivado e facilitar a localização de fotos sobre tópicos específicos. Também é bastante funcional para os blogueiros, que podem arquivar fotos no site e exibi-las em seus blogs facilmente.
O Flickr.com permite que se faça uma busca por tags de assuntos,
como arquitetura.