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IV.2 L’organisation d’entretien sur les territoires communaux

IV.2.1 L’entretien de la voirie locale sur chaque commune

Walliman (2001) comenta que, uma vez que o problema de pesquisa foi formulado, deve tornar-se evidente que tipo de dados serão estudados e também que tipo de análise será adequada para analisar os dados. Walliman (2001) ressalta que os diferentes tipos de perguntas que instigam a pesquisa requerem abordagens de pesquisa que se distinguem pela sua formação teórica e metodológica.

Para efeito dessa pesquisa foram escolhidos os critérios que melhor se adequam ao problema de pesquisa proposto, explicados nos itens que se seguem, a fim de que os objetivos sejam alcançados. Esta pesquisa é caracterizada como descritiva com abordagem qualitativa e será realizada por meio de pesquisa documental através da técnica de análise de conteúdo.

3.1.1 Pesquisa Descritiva

Segundo Walliman (2001), em vez de examinar registro ou artefatos, a pesquisa descritiva se baseia na observação como um meio de coleta de dados. Ela tenta examinar situações, a fim de estabelecer o que é a norma, ou seja, o que pode ser previsto para acontecer novamente sob as mesmas circunstâncias. 'Observação' pode assumir muitas formas. Dependendo do tipo de informação procurada, as pessoas podem ser entrevistadas, questionários distribuídos, registros visuais feitos, até mesmo sons e cheiros gravados. O ponto importante é que as observações são anotadas ou gravadas, de alguma forma, de modo que elas podem ser subsequentemente analisadas. É importante que os dados recolhidos sejam organizados e apresentados de uma forma clara e sistemática, de modo que a análise possa resultar em conclusões válidas e precisas.

De acordo com Kothari (2004), a pesquisa descritiva inclui levantamentos e investigações de diferentes tipos de averiguação. O seu objetivo principal é a descrição do estado de coisas, tal como existe no presente. Os métodos utilizados na pesquisa descritiva são levantamento de todos os tipos, inclusive de métodos comparativos e correlacionais. Walliman (2001) ressalta que a escala da pesquisa é influenciada por dois fatores principais: 1) o nível de complexidade da pesquisa; e 2) o escopo da pesquisa.

3.1.2 Abordagem Qualitativa

A análise qualitativa, segundo Bardin (2011), corresponde a um procedimento mais intuitivo, mas também mais maleável e mais adaptável a índices não previstos, ou à evolução das hipóteses. Ela é válida, sobretudo, na elaboração das deduções específicas sobre um acontecimento ou uma variável de inferência precisa e não em inferências gerais.

Kothari (2004) acrescenta que a pesquisa qualitativa está preocupada com o fenômeno qualitativo, ou seja, os fenômenos relacionados com qualidade, ou envolvendo-a. Por exemplo, quando estamos interessados em investigar as razões para o comportamento humano (isto é, por que as pessoas pensam ou fazem certas coisas). Este tipo de pesquisa tem como objetivo descobrir os motivos subjacentes e desejos, usando entrevistas em profundidade para o efeito. Outras técnicas de tal pesquisa são os testes de associação de palavras, testes de completar frases, testes de conclusão de histórias e outras técnicas projetivas similares. Atitude ou opinião, ou seja, pesquisa, investigação destinada a descobrir como as pessoas se sentem ou o que pensam sobre um assunto ou instituição particular, também é a pesquisa qualitativa. A pesquisa qualitativa é especialmente importante nas ciências do comportamento, onde o objetivo é descobrir os motivos subjacentes do comportamento humano. Através dessa pesquisa, podemos analisar os diversos fatores que levam as pessoas a se comportarem de uma maneira particular, ou que as pessoas gostam ou não gostam de uma coisa particular.

Em resumo, pode-se dizer que o que caracteriza a análise qualitativa, de acordo com Bardin (2011), é o fato de a inferência – sempre que é realizada – ser fundamentada na presença do índice (tema, palavra, personagem, etc), e não sobre a frequência da sua aparição, em cada comunicação individual.

3.1.3 Análise de conteúdo e análise documental

A análise de conteúdo aparece como um conjunto de técnicas de análise das comunicações que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. A intenção é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou, eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores, quantitativos ou não (BARDIN, 2011).

Para Kothari (2004) a análise de conteúdo consiste em analisar o conteúdo de materiais documentais, como livros, revistas, jornais e os conteúdos de todos os outros materiais que podem ser verbais, falados ou impressos.

Para Minayo (2001), a análise de conteúdo é “compreendida muito mais como um conjunto de técnicas”. Na visão da autora, constitui-se na análise de informações sobre o comportamento humano, possibilitando uma aplicação bastante variada, e tem duas funções: verificação de hipóteses e/ou questões e descoberta do que está por trás dos conteúdos manifestos. Tais funções podem ser complementares, com aplicação tanto em pesquisas qualitativas como quantitativas.

Acrescenta Kothari (2004) que a análise do conteúdo é uma atividade central, uma vez que está voltada para o estudo da natureza dos materiais verbais. Uma revisão da pesquisa em qualquer área, por exemplo, envolve a análise do conteúdo dos artigos de investigação que têm sido publicados. A análise pode ser a um nível relativamente simples ou pode ser uma subtil. É a um nível simples, quando praticá-la sobre a base de algumas das características do documento ou materiais verbais que podem ser identificadas e contadas (tal como na base dos principais conceitos científicos de um livro). Ele está em um nível sutil, quando o pesquisador faz um estudo da atitude, digamos, da imprensa em relação à educação por colunistas.

A análise documental permite passar de um documento primário (bruto) para um documento secundário (representação do primário). São, por exemplo, os resumos ou abstracts (sínteses do documento segundo certas regras); ou indexação, que permite, por classificação em palavras-chave, descritores ou índice, classificar os elementos de informação dos documentos, de maneira mais restrita (BARDIN, 2011).

Bardin (2011) afirma que as diferentes fases da análise de conteúdo, tal como o inquérito sociológico ou a experimentação, organizam-se em torno de três polos cronológicos: 1) a pré-análise; 2) a exploração do material e 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.

Tendo em vista as diferentes fases da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011), destacam-se as dimensões da codificação e categorização que possibilitam e facilitam as interpretações e as inferências. No que tange à codificação, corresponde a uma transformação dos dados brutos do texto, transformação esta que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo, ou da sua expressão (MOZZATO; GRZYBOVSKI, 2011). Após a codificação, segue-se para a categorização, a qual consiste na: classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As

categorias, são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos (MOZZATO; GRZYBOVSKI, 2011).

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