II. Le cas de l'enseignant B
4) L’entretien d'auto-confrontation de l’enseignant B
capitalização reforça financeiramente a instituição, reduzindo problemas de insolvência. No entanto, objetivou-se utilizá-lo na análise de risco de liquidez, dadas as relações entre essas duas condições, ou seja, a falta de liquidez de uma instituição hoje pode conduzi-la à insolvência no futuro. Pelo Quadro 12, constata-se que nas cooperativas ilíquidas a capitalização é menor, significando que os cooperados realizam menores investimentos na instituição.
Quadro 12 – Média e variância dos indicadores de capitalização e alavancagem das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Média Variância
ilíquidas líquidas ilíquidas líquidas
Capitalização 0,19 0,29 0,05 0,28
Alavancagem 4,84 2,99 121,05 546,70
Fonte: Resultados da pesquisa.
Analisando os resultados do teste t, apresentados no Quadro 13, verifica- se que, no período analisado, a capitalização discriminou bem as cooperativas de crédito mútuo líquidas das ilíquidas, a 5% de significância. O t observado bicaudal (-5,86) foi maior, em módulo, que o t crítico (1,96), sendo rejeitada a hipótese nula de igualdade das médias.
Quadro 13 – Resultados do teste t de duas amostras presumindo variâncias diferentes dos indicadores de capitalização e alavancagem das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Estatística t bicaudal t crítico H0: µL= µI;
HA: µL ? µI
Capitalização |-5,86| 1,96 Rejeita-se H0
Alavancagem |2,33| 1,96 Rejeita-se H0
Fonte: Resultados da pesquisa.
O indicador de alavancagem é formado pela razão entre a captação total e o patrimônio líquido. Para as cooperativas ilíquidas o resultado desse indicador é, em média, superior ao das cooperativas classificadas como líquidas (Quadro 12). Pelo teste t a 5% de significância, pode-se verificar que este indicador diferencia as amostras de cooperativas líquidas e ilíquidas, no período analisado, tendo sido rejeitada a hipótese nula de igualdade das médias (Quadro 13). A elevada variância encontrada para esta variável, conforme o Quadro 12, decorre do fato de que algumas cooperativas de economia e crédito mútuo analisadas apresentaram patrimônio líquido negativo em alguns meses, indicando que os passivos foram maiores que os ativos nesse período, o que caracteriza uma situação de risco de liquidez ou até mesmo insolvência.
O tamanho da instituição, representado pelos ativos totais, pode ser um indicador de boa saúde financeira, já que instituições financeiras maiores transacionam volume maior de recursos, tendo escala, além de conseguirem ter outras eficiências operacionais, conforme enfatizado por Gaver e Pottier (2005). Analisando as médias obtidas para o logaritmo dos ativos totais das cooperativas de economia e crédito mútuo de Minas Gerais, no período estudado, verifica-se que as cooperativas líquidas apresentaram, em média, tamanho maior que as classificadas como ilíquidas (Quadro 14). Pelo teste t bicaudal a 5% de significância, as médias das cooperativas foram estatisticamente diferentes. A estatística t (-5,54) apresentou valor superior, em módulo, ao t crítico (1,96), sendo rejeitada a hipótese nula (Quadro 15). Isso significa que este indicador representa uma boa variável explicativa para a análise do risco de liquidez.
Quadro 14 – Média e variância do logaritmo dos ativos e da imobilização capital em giro das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Média Variância
ilíquidas líquidas ilíquidas líquidas
Logaritmo dos ativos 6,52 6,63 0,15 0,25
Imobilização do capital em giro 0,04 0,03 0,00 0,00
Fonte: Resultados da pesquisa.
A imobilização do capital em giro indica o quanto de capital empregado na cooperativa (próprios e de terceiros) está imobilizado. O quociente de imobilização do capital em giro é determinado pela comparação entre o ativo imobilizado e o capital em giro (passivo circulante + passivo exigível a longo prazo + patrimônio líquido). A diferença percentual deste indicador para as duas amostras de cooperativas, líquidas e ilíquidas, apresentada no Quadro 14, foi de um ponto percentual, tendo as cooperativas ilíquidas maior índice de imobilização, no período analisado. Assim, verifica-se que, quanto mais alto este indicador, maior é o risco de liquidez das cooperativas analisadas, já que estes são ativos de longa maturação.
Quadro 15 – Resultados do teste t de duas amostras presumindo variâncias diferentes do logaritmo dos ativos e da imobilização capital em giro das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Estatística t bicaudal t crítico H0: µL= µI;
HA: µL ? µI
Logaritmo dos ativos |-5,54| 1,96 Rejeita-se H0
Imobilização do capital em giro |7,68| 1,96 Rejeita-se H0
Fonte: Resultados da pesquisa.
Nível de significância = 5%.
A imobilização do capital em giro discrimina bem as cooperativas líquidas das ilíquidas, pois, de acordo com o teste t, as médias foram estatisticamente diferentes. O t observado (7,68) superou o t crítico bicaudal (1,96), sendo rejeitada a hipótese nula a 5% de significância (Quadro 15).
Quadro 16 – Média e variância da relação entre depósitos totais e ativos totais das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Média Variância
ilíquidas líquidas ilíquidas líquidas
Depósitos totais / ativos totais 0,69 0,61 0,03 0,04
Fonte: Resultados da pesquisa.
Foi analisado o percentual dos depósitos totais em relação aos ativos totais, identificando o uso do capital de terceiros para financiar os ativos da cooperativa. Para as cooperativas ilíquidas, os depósitos representaram 69% do total de ativos, e para as líquidas obteve-se um indicador de 61%, em média, no período analisado (Quadro 16). A relação entre depósitos totais e ativos totais é mais elevada para as cooperativas ilíquidas, pelo fato de que, quanto maior for o percentual encontrado, maiores são os riscos de a cooperativa não ter condições de atender a demandas de saques por parte dos depositantes. Isso decorre do fato de que os ativos representam os bens e direitos da instituição e os depósitos fazem parte do passivo, constituindo-se em obrigação da cooperativa junto a terceiros. Pela análise do teste t, verifica-se que este indicador diferencia bem as cooperativas líquidas das ilíquidas, sendo rejeitada a hipótese nula de igualdade das médias, a 5% de significância. O valor de t observado (9,23) supera o valor de t crítico bicaudal (1,96), como mostra o Quadro 17.
Quadro 17 – Resultados do teste t de duas amostras presumindo variâncias diferentes da relação entre depósitos totais e ativos totais das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Estatística t bicaudal t crítico H0: µL= µI;
HA: µL ? µI
Depósitos totais / ativos totais |9,23| 1,96 Rejeita-se H0
Fonte: Resultados da pesquisa.
Nível de significância = 5%.
L = cooperativas líquidas e I = cooperativas ilíquidas.
O indicador de endividamento é a comparação entre o passivo circulante mais o passivo exigível a longo prazo e o patrimônio líquido. Este indicador informa o percentual de capital próprio comprometido com os credores. Também se relaciona com o problema de capitalização enfrentado pelas cooperativas, pois, para cada um real de capital próprio, as cooperativas ilíquidas possuem, em média, 5,01 reais em obrigações financeiras junto a terceiros (Quadro 18). O resultado indica desequilíbrio entre o capital próprio e o capital de terceiros nas cooperativas analisadas, pois, quando este indicador é superior a 1, conforme Braga (1989), representa desajustes entre as duas fontes de financiamento do ativo.
Quadro 18 – Média e variância dos indicadores de endividamento e utilização de capital de terceiros das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Média Variância
ilíquidas líquidas ilíquidas líquidas
Endividamento 5,01 3,00 150,21 643,09
Utilização de capital de terceiros 0,80 0,69 0,03 0,04
Houve, no entanto, grande dispersão dos resultados do indicador de endividamento em torno da média, a qual pode ser verificada pela análise da variância, apresentada no Quadro 18. Essa dispersão é decorrente do fato de algumas cooperativas, no período analisado, terem apresentado valor negativo do patrimônio líquido. Estatisticamente, as médias das cooperativas líquidas e ilíquidas foram diferentes para este indicador, como pode ser observado no Quadro 19. O t calculado (2,31) foi superior ao t crítico bicaudal (1,96) em nível de 5% de significância, no período analisado.
Quadro 19 – Resultados do teste t de duas amostras presumindo variâncias diferentes dos indicadores de endividamento e utilização de capital de terceiros das cooperativas de economia e crédito mútuo no Estado de Minas Gerais, no período de fevereiro de 2003 a abril de 2005
Indicadores Estatística t bicaudal t crítico H0: µL= µI;
HA: µL ? µI
Endividamento |2,31| 1,96 Rejeita-se H0
Utilização de capital de
terceiros |12,39| 1,96 Rejeita-se H0
Fonte: Resultados da pesquisa.
Nível de significância = 5%.
L = cooperativas líquidas e I = cooperativas ilíquidas.
O indicador utilização de capital de terceiros é a comparação entre a quantidade de capital de terceiros e o capital total (passivo circulante, passivo exigível a longo prazo e patrimônio líquido) utilizados pela cooperativa. As cooperativas ilíquidas e líquidas analisadas possuem, em média, 80 e 69% de capital de terceiros em relação ao capital total, respectivamente (Quadro 18). Ou seja, para cada R$1,00 de capital existente nas cooperativas ilíquidas, 80% são de terceiros e 20% são próprios, sendo o capital próprio representado pela integralização do capital social por parte dos cooperados, reservas e sobras
quais incluem os depósitos à vista e a prazo, e 31% de capital próprio. Pela análise do teste t, as médias das duas amostras de cooperativas analisadas foram consideradas estatisticamente diferentes, sendo rejeitada a hipótese nula de igualdade das médias, em um nível de 5% de significância (Quadro 19).
Em resumo, todos os indicadores de estrutura diferenciaram bem a amostra das cooperativas líquidas das ilíquidas, devendo ser considerados no modelo de regressão.