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L’engouement pour les tatouages ethniques

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 75-82)

Chapitre 2 : Une dignité retrouvée ?

5. L’engouement pour les tatouages ethniques

Para o estudo da dimensão de esperança, foram feitas as perguntas 1, 2 e 6 que visavam investigar se o entrevistado considera ter conhecimento suficiente para crescer no trabalho; se o entrevistado acredita ser possível encontrar muitas maneiras de realizar seus sonhos no trabalho; e se o entrevistado considera ter experiência suficiente para se sair bem no trabalho.

Em relação à pergunta 1, que analisa se o entrevistado acredita ter conhecimento suficiente para crescer no trabalho, alguns acreditam que sim pelo tempo de profissão, como o Garçom J. Já o Garçom A afirma estudar e buscar conhecimento dentro da área dele, embora nem sempre deixe isso claro.

Olha, eu tenho 14 anos nesse ramo. E acredito que 14 anos seja um bom tempo. E em relação aos produtos que tem aqui, se tratando de Cabaña, eu já havia trabalhado em outras casas tão boas quanto ou similares à essa. Então eu acredito sim, eu me considero ter um bom conhecimento pra crescer. (Garçom J)

Sim. Faço algumas pesquisas sobre carnes e coisas dentro da minha área e dentro do meu segmento, mas muitas vezes deixo oculto e não falo. (Garçom A)

No entanto, de certa forma foi intrigante como muitos apresentaram um pouco de dúvida na hora de responder, precisando e pedindo tempo para pensar e analisar se realmente tinham conhecimento para crescer no trabalho. Intrigante pelo fato de que a grande maioria já possui bastante tempo no ramo e alguns bastante tempo na empresa também, o que de certa forma, por meio da experiência e tempo, poderia implicar em um vasto conhecimento para crescer no trabalho.

Ao final, alguns apontaram que não possuíam conhecimento suficiente, como os Garçons B, C e D, por reconhecerem que, no ramo em que estão inseridos, sempre podem estar aprendendo algo a mais e, por todos os dias novas situações acontecerem, onde em alguns casos são exigidas do garçom determinadas atitudes e performances que eles não têm conhecimento ainda por nunca terem vivenciado tal situação. O Garçom B, por exemplo, aponta que tem conhecimento, mas salienta determinadas atitudes que poderia ter tomado para que tivesse mais conhecimento.

Em relação à loja sim. Cardápio, atendimento, noção do que eu faço sim. Na minha função, o que eu faço. A função que eu exerço. Geralmente a gente aprende dia a dia. E a gente está fazendo um curso de inglês para não ficar voando, pensando o que você deve fazer. Mas acredito que eu poderia ter feito mais coisas ou estar fazendo. Tipo um curso de vinhos, um curso de técnicas, algumas coisas para aprofundar o conhecimento na área em que eu estou. Mas acredito que ainda faltam coisas para eu fazer e aprender mais. (Garçom B)

Não. Sempre há alguma coisa a acrescentar. Nunca é suficiente. Crescimento é diário. A gente aprende com todos. Um exemplo é o curso de inglês que eu estou fazendo e tentando aprender. (Garçom C)

Não. Acho que ainda não tenho. (Garçom D)

Quanto à pergunta 2, foi visto se o entrevistado acreditava ser possível encontrar muitas maneiras de realizar seus sonhos no trabalho. Foi visto que boa parte acredita que pode realizar sonhos profissionais e pessoais. Alguns citaram que estavam há pouco tempo na empresa e, em decorrência disso, não conseguiram realizar algum sonho, seja ele profissional ou pessoal. No entanto, foi nítido, no momento da resposta, que todos eles já haviam realizado ou que já estavam realizando algum sonho proporcionado pela empresa e pelo trabalho e esforço individual de cada um, podendo ser pessoal ou profissional.

O Garçom A, por exemplo, citou sonhos como viajar para fora do Ceará à trabalho. O Garçom B considera se manter no emprego um sonho profissional, enquanto o garçom G considera crescimento intelectual parte do crescimento profissional. Em adição, também citaram a conquista de sonhos pessoais.

Eu fui pra Manaus e Porto Velho, para trabalhar no mesmo segmento. Fui prestar consultoria de serviços. Porque na época o Ceará era conhecido por um excelente atendimento. Mas eu acho que não era nem atendimento não, era mais simpatia. Um negócio mais caloroso. Então, é diferente um atendimento com etiqueta, essas coisas todas, aí quando você usa os dois, dá quase 100%. E pessoal já realizei vários. Já tive 2 motos, 2 carros, casa própria e outras coisas. (Garçom A)

Acredito que sim, depende mais de mim. Mais de querer, de ter vontade. É tanto que eu estou fazendo minha casa no momento. De sonho profissional, o de me manter no emprego. Me mantenho fazendo o máximo possível para me destacar, fazer diferente no atendimento. (Garçom B)

Sim. Quando a gente cresce profissionalmente, a gente cresce intelectualmente. E isso faz a gente criar forças para crescer pessoalmente. Aqui já aprendi bastante porque aqui é muito detalhista, tudo muito minucioso. Ainda não realizei nenhum sonho pessoal porque cheguei há pouco tempo. (Garçom G)

Por fim, finalizando a análise da dimensão de esperança, foi feita a pergunta 6, que buscou investigar se o entrevistado tem experiência suficiente para se sair bem no trabalho. Nesta pergunta, diferentemente da pergunta que buscava saber se eles tinham conhecimento suficiente para se sair bem no trabalho, muitos garçons utilizaram o tempo de profissão no ramo para justificar que sim, que possuem experiência suficiente, como os garçons C, D e F, por exemplo.

Sim. Estou há 12 anos no ramo. (Garçom F) Sim. Já tenho 30 anos de profissão. (Garçom C)

Tenho. Tenho 20 anos no ramo e no Cabaña tenho 1 ano. (Garçom D)

Como ponto de divergência, o Garçom B, por exemplo, que possui 3 anos de empresa e 12 de profissão, ainda afirma que ainda não se sente preparado para parar onde está embora toda a experiência que já possua. Ele deixou claro, no momento da entrevista, que sabe o que deve ser feito e sabe todos os procedimentos da empresa, mas ainda sente que pode aprender com o tempo e que a experiência que tem nunca é suficiente. Em contrapartida, embora o Garçom I também afirme determinada inexperiência no que se refere ao relacionamento com o cliente, mesmo com pouco tempo na profissão já afirma se sentir com experiência suficiente para se sair bem no trabalho.

Não. Tu vai adquirindo experiência com a vivência. A cada dia mais eu tenho que aprender. Eu me sinto capaz, eu me sinto satisfeita com as coisas positivas que acontecem, quando o cliente me procura. Mas eu não me sinto segura para parar aonde estou. Eu sinto que sempre tem que fazer algo a mais para mudar e essa segurança e segurança aumentar. (Garçom B)

Eu ainda estou adquirindo aquela experiência de relacionamento com o cliente porque ainda sou muito tímido e estou quebrando essa barreira. Mas de resto, acredito que sim. (Garçom I)

Dessa forma, como estudado anteriormente, Norman, Luthans e Luthans (2005) afirmam que os indivíduos que possuem mais esperança, em sua grande maioria, são aqueles que apresentam resultados com melhor performance e maior eficácia dentro do cenário possível. Ademais, estes indivíduos também apresentam capacidade para definir e se mostrarem perseverantes diante de objetivos, sendo capazes de manterem-se motivados ao longo do processo.

Em relação ao conceito apresentado por Norman, Luthans e Luthans (2005), é possível concluir que, embora os garçons tenham demonstrado maior insegurança nas perguntas referentes à esta dimensão do que nas anteriores, ainda assim podem ser considerados, em geral, esperançosos. Isso pode ser afirmado pelo fato de que, em relação ao conhecimento suficiente para se sair bem no trabalho, por exemplo, alguns que afirmaram ainda não possuir conhecimento suficiente buscaram o curso de inglês para poder adquirir novas habilidades. Além disso, também foi visto que outro, embora considere ter conhecimento, busca estudar assuntos dentro do seu segmento, demonstrando de forma geral motivação e perseverança para o atingimento de objetivos.

Ademais, em relação à experiência no trabalho, foi visto nas entrevistas que embora seja algo que, de acordo com o afirmado, nunca terão, tendo em vista a diversidade de situações que enfrentam diariamente, ainda assim eles se mantêm motivados ao longo de tal processo acreditando que, com o passar do tempo conseguirão cada vez mais experiência e não mostrando desânimo em relação à isso, tendo em vista que fica nítida uma maturidade para entender que a falta de experiência, para aqueles que consideram isso, irá ser cada vez mais sanada com a vivência diária na profissão.

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