A. LE SECTEUR ET L’ORGANISATION DE LA CONTINUITÉ TERRITORIALE
2. L ES DIFFICULTÉS RENCONTRÉES PAR LA CTC ET LES SOLUTIONS ENVISAGÉES
A Escola foi fundada por um grupo de Engenheiros Militares que haviam sido professores da antiga Escola Militar de Porto Alegre e sua primeira habilitação foi a Agrimensura, passando logo após para Agronomia e outras, assim como uma escola ginasial24 da Politécnica. A Escola de Engenharia foi uma instituição pioneira no Ensino Superior no Brasil e, em seus primeiros anos de existência, como já mencionado, contou com uma habilitação em Arquitetura.
De acordo com o Relatório de 1944 da Escola de Engenharia de Porto Alegre, em agosto de 1896 foi fundada a escola. Não houve registros de criação de cursos técnicos de Agrimensura, Estradas, Hidráulica, Arquitetura e Eletrotécnica. Na falta de outros documentos comprobatórios, não se soube exatamente se o curso
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Que funcionava de maneira semelhante ao colégio universitário da Politécnica, que será referido mais adiante no texto e servia como um preparatório àqueles que desejavam ingressar nas engenharias.
possuía os moldes de ensino profissional ou de fato se tratava de um curso superior (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944).
No final do século XIX e início do século XX, havia grande necessidade de formação de técnicos que suprissem a necessidade de crescimento e progresso do estado, reforçando um ideário desenvolvimentista e de vinculação à esfera pública, que também foi apregoado pela Escola Politécnica de São Paulo no mesmo período (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944).
No ano de 1944 foram realizadas reuniões do Conselho Técnico Administrativo e da Congregação da Escola que tiveram em sua pauta discussões a respeito da criação do curso de Arquitetura que seria concretizado no ano seguinte. (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944)
A primeira reunião que tratou da criação do curso ocorreu em outubro de 1944 (15ª reunião de 1944 do Conselho Técnico Administrativo), onde se discutiu um ofício da Reitoria que solicitava à direção da escola, “uma vez ouvido o CTA,
informação sobre o que necessitaria a Escola para instalação de um curso de Engenheiros-Arquitetos, de conformidade com o Decreto Federal n. 22.897, de 6 de julho de 1933” (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944, p.177). (Grifo da
autora)
Na mesma reunião, o Conselho, “estudando a seriação elaborada pelo
professor João Batista Pianca, aprovou-a com ligeiras modificações, tendo ficado autorizado o Senhor Diretor da Escola a estudar juntamente com o referido professor a parte orçamentária” (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944, p.178).
Conforme o que consta nas atas visualizadas, o professor João Batista Pianca parece ter sido o principal organizador do curso de Arquitetura, tendo elaborado seu currículo e orçamento para funcionamento e ainda feito parte da comissão que revisou a proposta para o curso, procurando adequá-la às recomendações do CTA e da Congregação da Escola.
O parecer de criação do curso foi discutido pela Congregação da Escola de Engenharia, que respondeu com a criação de uma comissão para discussão e
avaliação do parecer e do orçamento destinado ao curso, composta por Pianca, Duilio Bernardi e Luis Faria. Alguns dos membros da congregação tinham a opinião que o curso de Engenharia de Minas (criado no mesmo ano) possuía maior importância e era mais necessário. Apesar das divergências o curso foi criado e suas atividades iniciaram em 1945, após exame de admissão realizado em maio (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1944).
O parecer criado pela comissão de professores da Escola da Engenharia apresentava algumas considerações de ordem técnica e organizacional, como o número máximo de vagas ofertadas e o vencimento dos professores que trabalhariam com o novo curso.
O número de vagas ficaria restrito à estrutura disponível, que seria os edifícios já existentes na escola. No quesito vencimento, a comissão propôs uma gratificação de 50% sobre o salário dos professores que ministrassem cadeiras já existentes para a arquitetura. Foi detalhada ainda uma proposta de remuneração para os professores das cadeiras de “Estética, Composição Geral – Urbanismo” e “Composição Decorativa – Modelagem”, existentes em três anos do curso (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1945).
Sobre a remuneração dos últimos professores, foi definido que deveria ser um salário superior aos demais, devido à falta de profissionais especializados no estado e à necessidade de que se tratasse de professores com conhecimento e experiência, pela importância dessas disciplinas para o curso (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1945).
Nesse sentido, o professor Luiz Faria assim se posicionou: “Se quisermos
criar um curso realmente eficiente, temos que contratar professores do Rio e São Paulo”, supondo que estes não viriam por menor valor. Ele ponderou ainda que,
futuramente, no entanto, essas cadeiras poderiam ser ministradas por diplomados da própria escola (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1945, p.[3] 187).
A questão da ênfase dada aos professores para as cadeiras vinculadas à Estética e Composição, demonstra que elas é que dariam de fato a tônica ao curso, que até aqui não diferia das demais habilitações da Engenharia. Além disso, aponta
para o protagonismo que será conferido posteriormente ao professor deste campo na estrutura do curso.
No período da criação do curso de arquitetura, os professores destinados à esta habilitação foram: Paulo Barros Ferlini (Desenho -2º ano), Carlos de Carvalho Schmitt (Mecânica), Álvaro Magalhães (Física 2), Lélis Espartel (Topografia, Desenho -1º ano), Bernardo Geisel (Química Tecnológica e Analítica),João Batista Pianca (Desenho Arquitetônico, Arquitetura-Construções civis-História da Arquitetura), João Ferlini (Resistência dos Materiais), Egydio Hervé (Hidráulica Geral e Aplicada ao Saneamento), Duilio Bernardi (Estabilidade das Construções), Mario da Silva Brasil (Física 1), Leovegildo Paiva (Administração), Ivo Wolff (Pontes, Estruturas Metálicas e em Concreto Armado), Alexandre Martins da Rosa (Economia Política), Luiz Leseigneur de Faria (Geometria Descritiva), Ary Nunes Tietbohl (Cálculo Infinitesimal), Ricardo Cauduro (Física Técnica), Ernesto de Matos Mello Lassance (Geometria Analítica), Eugen Steinhof (Estética-Composição Geral, Urbanismo e Composição Decorativa e Modelagem) e Sady Domingues de Castro (Desenho Artístico: Arquitetônico) (UNIVERSIDADE DE PORTO ALEGRE, 1946; 1947)25.
O Relatório do IBA – “Relatório Anual de Atividades do Curso de Arquitetura
do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul” – sugeriu que a estrutura curricular
proposta para o curso da Escola de Engenharia seria igual à da Politécnica de São Paulo. Tal afirmação será melhor discutida mais adiante, ao examinarem-se os currículos das escolas (INSTITUTO DE BELAS ARTES DO RIO GRANDE DO SUL, 1945).
A maior proximidade com a Politécnica ocorria pela divisão dos conteúdos estudados, ainda semelhante à estrutura de curso geral e específico, embora tal divisão não mais existisse legalmente. Na Escola de Engenharia, como na Escola Politécnica, os dois primeiros anos eram de disciplinas básicas nas áreas de Matemática, Física, Topografia, Química e Desenho.
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Em documento do Arquivo Histórico do Instituto de Artes da UFRGS consta também o nome dos professores dos dois cursos de Arquitetura que foram nomeados para efetivamente compor a FA- UFRGS, de [1951].
Somente a partir do terceiro ano que começavam a surgir disciplinas técnicas específicas, vinculadas ao campo das edificações. As cadeiras relacionadas ao projeto, as do campo arquitetônico propriamente dito, foram ministradas por um único professor, o Austríaco Eugen Gustav Steinhof (chamado no Brasil de Eugênio Steinhof).
2.4.2 O curso de arquitetura do Instituto de Belas Artes do Rio Grande