4. PARTIE THÉORIQUE
4.4 L’association Exit ADMD Suisse romande
Nesta seção, apresento os instrumentos que foram utilizados para a coleta de dados da pesquisa: diários reflexivos dos alunos (Anexo B) e da professora (Apêndice C), notas de aulas (Apêndice D), autoavalição da professora (Apêndice E), autoavaliação dos alunos (Anexo C) e entrevista com os alunos (Apêndice F).
2.6.1 Diários reflexivos
Utilizei diários reflexivos relatados em primeira pessoa para que o aluno pudesse refletir sobre o seu papel de aprendiz da Língua Inglesa e também para analisar a minha prática docente a partir do olhar reflexivo do aluno. De acordo com Bailey (1990, p. 215), os diários reflexivos são “relatos de experiência de ensino e aprendizagem na primeira pessoa regularmente documentada por meio de francos relatos que podem ser analisados por padrões recorrentes ou
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Voki (www.voki.com) é uma ferramenta que permite criar avatares (personagens virtuais) que vocalizam mensagem previamente gravadas em diversos idiomas.
20 Popplet (www.popplet.com) é um serviço gratuito de acesso on-line que permite a criação de mapas mentais. Por
meio dessa ferramenta é possível organizar ideias, pensamentos, além de facilitar a compreensão de conteúdos e planejamentos complexos. Neste aplicativo podemos usar gravuras, vídeos e uma infinidade de ferramentas para a edição e desenvolvimento do mapa mental.
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Neste contexto, entendo que ferramentas pedagogizadas são ferramentas que não são utilizadas especificamente para fins educacionais, mas que foram utilizadas e adaptadas para esta finalidade.
eventos marcantes.”22 De acordo com a autora os diários têm sido utilizados em investigações sobre a aquisição de segunda língua por meio da interação professor-aluno, autoavaliação, entre outros aspectos do ensino e aprendizagem de línguas.
Na primeira fase desta pesquisa, os diários foram escritos pelos alunos do Laboratório A e pela professora ao final de cada aula.
A ideia de trabalhar com os diários partiu da minha experiência enquanto discente da disciplina “Avaliação, ensino e novas tecnologias” ministrada pela professora Maria Inês Vasconcelos Felice, docente do programa de pós-graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Uberlândia. A professora pedia que ao final de cada aula, realizássemos um diário reflexivo sobre a aula ministrada. A partir da explicação e das discussões feitas em sala de aula, percebi que os diários não eram livres e que eu deveria voltar o pensamento sobre os conteúdos ministrados em sala de aula e refletir sobre minha própria ação enquanto discente e docente.
Após o final do semestre e por meio dos feedbacks da professora percebi que os diários contribuíam muito para a avaliação das minhas práticas enquanto discente do programa de pós- graduação e que poderiam contribuir para a observação e a avaliação da minha prática docente.
Com objetivo semelhante ao da disciplina que cursei, achei relevante utilizar o diário reflexivo nesta pesquisa uma vez que os“pesquisadores têm analisado os diários de aprendizes de segunda língua para melhor entender as variáveis que contribuem para a aprendizagem de línguas” 23 (PECK, 1996, p. 237). Assim, durante o curso regido por mim, o aluno poderia refletir sobre suas ações enquanto aprendiz de Língua Inglesa e contribuir para minha autoavaliação.
A experiência de trabalhar com os diários permitiu que eu tivesse um olhar crítico sobre a minha prática, o que eu, como observadora e professora, não pude ver em alguns momentos.
2.6.2 Notas de campo
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“First-person account of a language learning or teaching experience documented through regular, candid entries in a personal journal and then analyzed for recurring patterns or salient events”
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“researchers have analyzed diaries kept by second language learners to better understand variables that are thought to contribute to language learning”
Neste trabalho, teria sido muito interessante utilizar gravações para compor meus instrumentos de análise. Porém, o parecer do comitê de ética não referendou a utilização de tal recurso. Assim, recorri às notas de campo uma vez que são “descrições ou relatos de eventos no contexto da pesquisa que são escritos de maneira relativamente objetiva” (VIEIRA ABRAHÃO, 2006, p. 225).
Essas notas de campo têm caráter descritivo, pois compreende um registro do ambiente, das posturas e das conversas entre os participantes. Segundo Vieira Abrahão (2006, p. 226), “os diários de pesquisa são uma alternativa ou um suplemento das notas de campo” uma vez que são mais pessoais e subjetivas, pois promovem relatados contínuos vivenciados em sala de aula.
Teria sido interessante a participação de um observador externo durante a fase 1 e 2 deste trabalho já que os meus diários de pesquisa e notas de campo estavam imbuídos da ideia em que eu fielmente acreditava: que utilizar os mapas mentais trazia somente benefícios para a aprendizagem de inglês. Na análise, serão apresentados os registros das notas de campo com acréscimo dos diários de pesquisa feitos por mim e a dificuldade que tive enquanto ministrei o curso de separar a docente da responsável por registrar os fatos ocorridos.
Assim, para mim, foi difícil encarar que, enquanto professora, eu havia conduzido o curso de uma maneira diferente do que acreditava, ou seja, afirmava conduzir uma prática baseada na abordagem comunicativa enquanto a partir da análise crítica dos dados ela se mostrou permeada de características estruturalistas, cognitivistas e comunicativa.
Desse modo, um observador externo poderia ter contribuído para que eu visse de maneira mais rápida e menos inocente o meu dito e não feito. Escrevo este relato para que ele possa servir de alerta para futuros pesquisadores mestrandos que estão iniciando suas práticas em ensino e aprendizagem de língua estrangeira na pesquisa científica.
2.6.3 A entrevista
Decidi fazer uma entrevista com os alunos após a qualificação e início da análise dos dados uma vez que ela que pode ser definida como “diálogo com o objetivo de colher, de determinada fonte, de determinada pessoa ou informante, dados relevantes para a pesquisa em andamento” (ANDRADE, 1997, p. 32). Neste caso, o objetivo da entrevista foi o de identificar opiniões sobre as aulas, sobre o material e sobre minha postura. Para este fim, utilizei a entrevista padronizada ou estruturada, segundo Marconi e Lakatos (1999, p. 85) “A entrevista
padronizada consiste em fazer uma série de perguntas, da mesma forma a todos os participantes, para que sejam obtidas respostas para as mesmas perguntas, conforme um roteiro pré- estabelecido.”.