Chapitre IV Conception du processeur
IV.2. L’architecture du processeur
IV.2.2. L’architecture du jeu d'instructions
As estat´ısticas mais comuns utilizadas na detec¸c˜ao e diagn´ostico de falhas em pro- cessos multivari´aveis s˜ao:
• Estat´ıstica T2 de Hotelling;
• Estat´ıstica Q.
Estas duas t´ecnicas foram utilizadas para a detec¸c˜ao de falhas neste trabalho. Com a obten¸c˜ao de dados normais, ou seja, sem falhas, de acordo com a Equa¸c˜ao 2.91, com m vari´aveis e n observa¸c˜oes para cada vari´avel, denominados de dados experimentais, ´e comum um tratamento estat´ıstico pr´evio destes dados antes da aplica¸c˜ao das t´ecnicas T2 e Q.
O tratamento estat´ıstico ´e atrav´es da normaliza¸c˜ao dos dados, subtraindo-se de todas as n observa¸c˜oes, a m´edia, e em seguida dividindo-se pelo desvio padr˜ao de
cada m vari´avel, na sequˆencia, calcula-se a matriz de covariˆancia amostral:
S = 1 n − 1X
TX (3.22)
Supondo que a matriz de covariˆancia amostral S admita inversa e a mesma pode ser decomposta em valores caracter´ısticos:
S = V ΛVT (3.23) e com a seguinte defini¸c˜ao:
z = Λ−1/2VTx (3.24) A estat´ıstica T2 de Hotelling ´e dada da seguinte forma (JACKSON, 1959):
T2 = zTz (3.25) Para a aplica¸c˜ao da estat´ıstica T2 como m´etodo para a detec¸c˜ao de falhas em
processos multivari´aveis, ´e necess´ario um conjunto de dados experimentais. Este conjunto de dados n˜ao deve possuir falhas, ou seja, ´e um conjunto de dados hist´oricos normais de opera¸c˜ao.
Um fator importante que deve ser levado em considera¸c˜ao na utiliza¸c˜ao da es- tat´ıstica T2, ´e a quantidade de dados dispon´ıveis, que se for relativamente pequena,
pode ocasionar uma representa¸c˜ao n˜ao satisfat´oria do comportamento do processo, aumentando o erro na modelagem, pois ocorrer´a imprecis˜oes nos menores valores caracter´ısticos, corrompendo a aplica¸c˜ao da estat´ıstica T2 pelo fato da pequena con-
tribui¸c˜ao da raz˜ao de ru´ıdo.
A partir dos dados experimentais, aplica-se a PCA para obter a estrutura de correla¸c˜ao dos dados, e no momento em que novas informa¸c˜oes do processo forem adicionadas, x, ao mesmo tempo, supondo que Λ = ΣTΣ admita inversa, pode-se
calcular a estat´ıstica T2 diretamente da seguinte forma (CHIANG et al., 2001):
De acordo com as t´ecnicas de redu¸c˜ao de ordem do modelo, e que foi apresentado na se¸c˜ao anterior, a estat´ıstica T2 pode ser representada a partir do c´alculo do
n´umero do componente principal a da seguinte forma:
T2 = xTP Σ−2a PTx (3.27) com Σa os valores caracter´ısticos dispostos na diagonal principal das a primeiras
linhas e colunas de Σ.
Quando a m´edia amostral e a matriz de covariˆancia s˜ao conhecidas, o limite para a estat´ıstica T2 pode ser calculado da seguinte maneira (REIS, 2008):
Tα2 = x2α(a) (3.28) Por´em, quando n˜ao se conhece a matriz de covariˆancia real, mas sim, a mesma for estimada pela matriz de covariˆancia amostral, de acordo com a Equa¸c˜ao 3.23 o limite para a estat´ıstica T2 pode ser calculado como:
Tα2 = a(n − 1)(n + 1)
n(n − a) Fα(a, n − a) (3.29) com Fα(a, n − a) conhecida como distribui¸c˜ao de Fisher com a e n-a graus de
liberdade.
Para detectar outliers no conjunto de dados experimentais, o seguinte limite deve ser calculado:
Tα2 = (n − 1) 2 a n−a−1 Fα(a, n − a − 1) n 1 + a n−a−1 Fα(a, n − a − 1) (3.30)
A estat´ıstica T2 ´e uma medida menos afetada por ru´ıdos do processo, pois os
menores valores caracter´ısticos n˜ao fazem parte da an´alise, como pode ser observado na Equa¸c˜ao 3.27, desta forma a estat´ıstica T2´e capaz de expressar o comportamento
normal do processo, e que n˜ao ´e o caso da Equa¸c˜ao 3.26 que considera todos os valores caracter´ısticos, o que acaba levando em considera¸c˜ao o ru´ıdo. A utiliza¸c˜ao da estat´ıstica Q ´e mais adequada para este tipo de situa¸c˜ao, visto que a parte do espa¸co de observa¸c˜ao contida nos m-a valores caracter´ısticos pode ser monitorada mais precisamente, medindo as varia¸c˜oes aleat´orias do processo. A estat´ıstica Q tamb´em ´e conhecida como Erro de Predi¸c˜ao ao Quadrado - SPE (Squared prediction Error ) e pode ser obtida por:
Q = rTr,
r = I − P PTx (3.31)
com r o vetor de res´ıduos, ou seja, uma proje¸c˜ao do vetor de observa¸c˜ao x dentro do espa¸co residual (REIS, 2008).
A estat´ıstica Q foi proposta por Jackson e Mudholkar (1979) e ´e uma norma quadrada que mede o desvio das observa¸c˜oes do espa¸co de menor dimens˜ao da re- presenta¸c˜ao PCA. O limite para a estat´ıstica Q pode ser calculado com:
Qα= θ1 h0cα√2θ2 θ1 + 1 + θ2h0(h0− 1) θ2 1 1/h0 (3.32) em que, θi = n X j=a+1 σ2ij h0 = 1 − 2θ1θ3 3θ2 2
cα ´e o desvio normal da distribui¸c˜ao, correspondendo ao percentil (1 − α) para um
dado n´ıvel de significˆancia α.
Desta forma, a detec¸c˜ao de falhas em um sistema de controle ´e obtida atrav´es do c´alculo das estat´ısticas T2 e Q, pelas Equa¸c˜oes 3.27 e 3.31 dos dados do processo,
e comparados com os limites atrav´es das Equa¸c˜oes 3.29 e 3.32 respectivamente. Se os valores das estat´ısticas T2 e Q monitoradas forem maiores que as de seus limites,
indica que h´a uma falha naquele instante.
At´e o momento, o que foi discutido utilizando a t´ecnica PCA para o monitora- mento de sistemas de controle, n˜ao leva em considera¸c˜ao `a dependˆencia estat´ıstica de observa¸c˜oes passadas, ou seja, a t´ecnica apresentada considera apenas observa¸c˜oes em um determinado instante de tempo, o que em processos industriais essa afirma¸c˜ao n˜ao ´e v´alida devido ao pequeno intervalo de tempo de amostragem, que em muitos casos s˜ao em segundos (REIS, 2008).
De acordo com Chiang et al. (2001), a independˆencia estat´ıstica ´e obtida apenas para intervalos de amostragem entre 2 a 12 horas.
Reis (2008) mostrou em seu trabalho, uma maneira para contabilizar o efeito desta dependˆencia para processos com curtos intervalos de tempo de amostragem, levando em considera¸c˜ao as correla¸c˜oes temporais, fazendo agora, com que o m´etodo PCA seja ampliado com as g observa¸c˜oes anteriores em cada vetor de observa¸c˜ao, da seguinte maneira:
X(k − g, :) =xTkxTk−1xTk−2· · · xTk−g, k = 1, 2, . . . , n, (3.33) com xT
k o vetor de observa¸c˜ao de dimens˜ao m no instante de amostragem k.
Este m´etodo ´e conhecido com PCA dinˆamica ou DPCAm, que foi denominado por Reis (2008). Estudos foram realizados para a obten¸c˜ao de g de forma autom´atica, como em Ku et al. (1995), por´em experiˆencias indicam que g = 1 ou 2, quando se utiliza PCA no monitoramento de processos.
No pr´oximo cap´ıtulo, ser˜ao apresentados 2 exemplos com a aplica¸c˜ao do m´etodo DPCAm e utilizando as estat´ısticas T2 e Q para a detec¸c˜ao de falhas.
Com as ferramentas apresentadas neste cap´ıtulo, pode-se ent˜ao realizar de modo geral, o monitoramento cont´ınuo de sistemas de controle na ind´ustria qu´ımica.
Embora o m´etodo Karhunem-Lo`eve para detec¸c˜ao de oscila¸c˜oes n˜ao se aplica `a sistemas com transi¸c˜oes operacionais, a maioria dos processos qu´ımicos n˜ao apre- senta esta caracter´ıstica, e quando estas transi¸c˜oes existem, logo o sistema entra em estado estacion´ario para condi¸c˜oes normais de opera¸c˜oes, justificando a aplica¸c˜ao do m´etodo. As demais t´ecnicas propostas se aplicam em todos os sistemas de controle na ind´ustria qu´ımica.