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L’appui parental, une mesure de prévention précoce

O primeiro passo é a definição do problema (STERMAN, 2000). “Qual problema devemos atacar?”, “Que problema tentamos resolver?”, “Qual o objetivo do modelo?”. Essas perguntas são realizadas para identificar um propósito claro na construção e simulação do modelo (STERMAN, 2000). Nessa etapa, Bala, Arshad e Noh (2016) aduzem que é importante definir quais variáveis que interferem no fenômeno serão consideradas no modelo e quais serão excluídas, deixando claro as suas limitações.

A apresentação do problema, desse modo, é acompanhada de um recorte temporal e de um modelo de referência, especificamente um gráfico, teorizando como o problema se comporta ao longo do tempo (BALA, ARSHAD E NOH, 2016). Utilizou-se as informações do quadro de gestão de tarefas do projeto para gerar o comportamento do sistema. Sterman (2000) sugere que a análise do tempo deve ser precisa o suficiente para que o comportamento do sistema possa ser fielmente representado. O segundo passo é a formulação de pressupostos, ou seja, uma teoria que tenta explicar, previamente, o comportamento do fenômeno pesquisado34 (BALA, ARSHAD e NOH, 2016).

Sterman (2000) cita que a dinâmica de sistemas busca essencialmente explicações endógenas para os fenômenos. Ou seja, as variáveis envolvidas no fenômeno se relacionam de modo a emergir ciclos de feedback de reforço ou de equilíbrio. Essas variáveis, portanto, devem ser relacionadas em uma lista que serão consideradas no modelo e daquelas que serão desconsideradas, para mostrar a limitação do modelo proposto. A seguir, uma demonstração de uma hipótese dinâmica, ou seja, o comportamento de um fenômeno ao longo do tempo.

Imagem 8 - Comportamento do fenômeno “população” nos Estados Unidos

Fonte: Bala, Arshad e Noh (2016)

O terceiro passo foi a criação de um diagrama enlace causal35. Bala, Arshad e Noh (2016) recomendam que o modelo de simulação deve ser testado precipuamente em um software de modelagem (“mundo virtual”). Desta forma, o software Vensim®, apropriado para representar fenômenos dessa natureza, foi utilizado para se construir o diagrama.

Um diagrama de enlace causal é uma estrutura que mostra uma relação de causa e consequência entre variáveis. O diagrama, portanto, representa a estrutura de feedback entre duas ou mais variáveis. (BALA, ARSHAD E NOH, 2016). Variáveis pontuais – que atuam isoladamente em um período específico ao longo do tempo – foram suprimidas do diagrama, já que a Dinâmica de Sistemas busca encontrar fenômenos que são submetidos a variabilidade ao longo do tempo.

Na modelagem, as unidades de análise provenientes da análise do discurso foram classificadas em variáveis exógenas ou endógenas – que participam do sistema (STERMAN, 2000). Em seguida, foram inter-relacionadas tendo como base as narrativas dos entrevistados, resultando em um modelo de natureza qualitativa estruturado em um diagrama de ciclos de feedback, de maneira a facilitar a identificação da dinâmica no modelo e as estruturas de enlaces de feedback do sistema modelado. Neste modelo, enlaces de feedback de reforço e equilíbrio (STERMAN. 2000), responsáveis pelo comportamento do sistema, foram identificados, sendo validado posteriormente pelos entrevistados.

Imagem 9 - Diagrama de enlace causal refletindo o comportamento da imagem anterior

Fonte: Bala, Arshad e Noh (2016)

Buscando dar maior credibilidade à pesquisa, foi adotada uma estratégia de triangulação dos dados, sendo analisadas ainda informações provenientes dos artefatos de acompanhamento e controle dos projetos como quadro de gestão do projeto Life Cycle Canvas® (LCC)36, dados da ferramenta de gestão das atividades do projeto e cronograma.

O modelo resultante da dinâmica de engajamento no projeto foi então analisado para se identificar a predominância dos enlaces de feedback ao longo do tempo, partindo-se do desempenho do projeto durante sua execução. Isso se justifica pela importância que os ciclos de feedbacks têm para melhoria de problemas caracterizados como de complexidade dinâmica (STERMAN, 2000). Desta análise, foram identificadas iniciativas de alavancagem baseado no projeto bem-sucedido37. Isto resultou em recomendações a serem direcionadas à Secretaria de Gestão de Projetos da UFRN, por meio da apresentação de protótipos de ferramentas que possam impulsionar os enlaces encontrados. Dentre as propostas apresentadas, tem-se um modelo de mensuração do engajamento, além de uma minuta de resolução voltada para o maior envolvimento dos servidores nos projetos de melhoria institucional na UFRN38.

A seguir, apresenta-se um fluxograma analítico contendo o processo de construção da pesquisa, desde a concepção inicial até a elaboração do relatório de análise dos dados. As etapas são iterativas.

36 Framework visual baseado em canvas que tem como objetivo realizar a gestão do ciclo de vida de um projeto,

baseando-se no PMBOK (MEDEIROS, ARAÚJO e OLIVEIRA, 2018). O LCC dispõe de informações sobre o projeto, tais como objetivos, produto final, aquisições, equipe e cronograma.

37 Atendimento ao terceiro objetivo específico da pesquisa.

38 A apresentação das ferramentas atende a um dos objetivos do Programa de Pós-Graduação em Gestão de

Processos Institucionais, que é desenvolver os discentes para “as habilidades necessárias para a intervenção bem fundamentada nos mais variados problemas associados à gestão de pessoas nos contextos de trabalho”.

Quadro 19 - Processo metodológico Prim eira fa se S eg u n d a f a se Te rc eira fa se Fonte: Autor

Pesquisa inicial sobre o tema

• Verificar qual a sugestão das pesquisas sobre o tema a ser investigado

Imersão inicial no campo para identificar o problema

• Verificar qual contexto é propício para a pesquisa

Formulação do problema e objetivos

• Formulação preliminar dos objetivos e problema de pesquisa

Construção da revisão narrativa e sistemática

• Revisão sistemática para localizar os últimos trabalhos sobre o tema

Validação do

instrumento de coleta de dados

• Validação com bolsistas participantes de projetos Realização de entrevistas semiestruturadas • Membros e gerente do projeto selecionado Transcrição das entrevistas • Utilização do NVivo® • Omissão de partes consideradas "sensíveis" Codificação das entrevistas • Utilização do NVivo® • Identificação dos "recursos"

e "demandas"

Coleta de informações do quadro de gestão de tarefas

• Tempos das entregas no

software Trello®

Construção do gráfico de comportamento do sistema

• Com base no tempo das entregas e no esforço

Construção dos fatores relacionados ao fenômeno • Detalhamento dos "recursos" e "demandas" Modelagem inicial do fenômeno

• Com base nos fatores, , discurso dos entrevistados e gráfico de comportamento

Validação com os membros

• Reunião de validação final com os membros Versão final da modelagem • Considerando os apontamentos da equipe Elaboração do relatório de análise dos dados

• Construção do Capítulo 04 - Resultados