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L’approche structurelle de l’école Aixoise (Flament et Abric)

CHAPITRE 3. Le cadre théorique adopté : la conception des partitions sociales

4.12 L’approche structurelle de l’école Aixoise (Flament et Abric)

As inovações tecnológicas do século XX trouxeram mudanças nas instituições escolares. Segundo Yves Bertrand estas mudanças fizeram-se sentir ao nível das realizações tecnológicas e no grande potencial de mudança. Na década de sessenta pensou-se que a tecnologia salvaria a educação. No início da década de setenta foi anunciada uma revolução na educação por via da tecnologia. Pensava-se que as alterações na educação deveriam decorrer de mudanças nos métodos de ensino proporcionados pela tecnologia. A designação tecnologia assume um significado abrangente sendo considerado “o conjunto de suportes para a acção”8, correspondendo aos recursos, ferramentas, instrumentos, aparelhagem, máquinas, procedimentos, métodos,

8 Idem, ibidem

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rotinas e programas. A tecnologia da educação recorre a um ordenamento lógico de meios valoriza a organização do ensino e não a natureza dos conteúdos. Foca-se nas questões práticas. Por estar tão centrada nas questões de ordem pragmática e valorizar a organização da comunicação pedagógica chega a ser designada de tecnologia de instrução. A tecnologia da instrução, segundo Solovitch e La Roque, estuda como organizar o meio pedagógico, a escolha dos métodos educativos e ordem de apresentação dos conhecimentos, centrando-se na concepção sistémica da instrução. Tendo como objectivo o desenvolvimento de sistemas constituídos por metodologias, técnicas e máquinas que permitam desenvolver práticas de aprendizagem, de ensino e de formação.

“ A tecnologia é uma ferramenta de intervenção

racional que orienta a intuição do tecnólogo na pesquisa, o desenvolvimento e a aplicação de soluções satisfatórias, realistas, desejáveis, para os problemas práticos encontrados no universo efectivo.”9

O recurso à teoria tecnológica da educação pode ser identificado pela presença de terminologia característica nomeadamente: o uso recorrente das palavras como processo, engenharia, comunicação, formação, tecnologia, técnicas, meios, ambientes informatizados, hiper-média10, programação, sistema, ensino individualizado. Privilegia o uso dos termos formação, ensino instrução em detrimentos de educação. A utilização de tecnologias de comunicação baseia-se na diversidade de aparelhos áudio-visuais como computadores, CD, DVD entre outros. Dá grande relevância à sistematização das várias etapas da formação, nomeadamente na definição de objectivos, as etapas da avaliação e outras, numa perspectiva de ciência aplicada ou de engenharia. Privilegia o recurso à descrição, a estandardização das operações e a sistematização de rotinas.

No movimento tecnológico destacam-se duas grandes tendências, a sistémica da educação e a hipermediática. A tendência sistémica da educação,

9 Ap.BERTRAND, Yves, Teorias Contemporâneas da Educação, 1998, Lisboa, Instituto Piaget, Horizontes Pedagógicos, p.90

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examina as relações entre os elementos em função das finalidades que se pretendem alcançar. Considera necessário proceder a descrições completas, tendo em conta três categorias fundamentais, a saber: finalidades, processos e elementos. Defende a necessidade de agir de modo sistémico de acordo com um procedimento padronizado. Este tem como ponto de partida a análise das finalidades, as características dos estudantes, a concepção de um sistema de ensino/aprendizagem, a experimentação do sistema, a avaliação e a introdução das alterações consideradas necessárias. A tendência hipermediática prende- se com investigações em cibernética, em inteligência artificial, em Ciências cognitivas, em Informática, bem como em teorias da comunicação que se recorrem à utilização dos média. Preocupa-se em analisar os ambientes tecnológicos explorando a sua interactividade a fim de elaborar sistemas com maior grau de interactividade que são designados de ambientes hipermediáticos. Valorizam o aspecto pragmático e seu objectivo último é criar um sistema que funcione, uma tecnologia eficaz. O desejo de sistematizar as operações com o cuidado de nada esquecer constitui o foco da teria teoria geral dos sistemas e uma grande fonte de inspiração das teorias tecnológicas. No início da década de 50 surgiu na América o interesse em procurar aplicar na educação os princípios fundamentais da sistémica. Continuaram a interessar- se por esta área o que originou a publicação de inúmeros artigos sobre a sistémica educativa.

Na década de 90, as abordagens sistémicas revelam que os princípios sistémicos foram integrados no processo de design do ensino. Isolando os elementos base que constituem as teorias sistémicas é possível identificar os elementos, os processos, as funções, a finalidade, as metas e os objectivos. O modelo sistémico tem como base um quadro de modo a organizar e ter em conta as entradas, os componentes, os processos e os resultados do ensino. Permite ter presente as diversas interacções e ir na direcção das metas da formação. Pode ainda facilitar a planificação do ensino ao isolar e organizar os factores que devem ser tidos em conta para se alcançar uma eficácia máxima. Na década de 90 as teorias de design do ensino elaboram a descrição das operações do ensino de forma pormenorizada que variava com os modelos. A

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lógica deste modelo de ensino tinha por base alguns princípios muito simples como a individualização, planificação a curto e longo prazo, recurso à planificação e organização, aplicação da teoria sistémica e as condições de aprendizagem. Esta abordagem propunha uma organização, planificação e especificação dos acontecimentos externos de modo a construir um sistema de ensino eficiente.

O computador tornou-se de uso corrente em educação com múltiplas utilizações veio permitir gerir diferentes fontes de informação. O software ampliou e diversificou o recurso a este meio no ensino. As correntes hipermediáticas, privilegiam a utilização interactiva destes conjuntos tecnológicos geridos por um computador. Estas teorias contribuíram para o conhecimento do cérebro e vieram facilitar o aparecimento da tecnologia educativa, ou da engenharia educativa. Segundo Yves Bertrand verifica-se uma relação estreita entre a evolução das tecnologias da comunicação pedagógica e a evolução do pensamento sobre tratamento do conhecimento no estudante. Resultando desta cooperação um produto tecnológico que recorre às mais recentes avanços na área da informática bem como nas teorias do conhecimento. Existe uma ligação estreita entre a tecnologia da educação e as teorias do conhecimento. O número crescente de investigações na área cognitiva, bem como a possibilidade de ligações a hipertextos e as ligações em rede, internet, vieram alterar profundamente a concepção do computador e abriram a possibilidade de outras áreas de pesquisas designadamente a criação de ambientes abertos de aprendizagem e de ensino. Segundo Yves Bertrand na evolução dos princípios da tecnologia educativa destaca-se o facto das pesquisas e experimentações pedagógicas atribuírem uma maior relevância à interactividade e às técnicas de apresentação hiperemediática do conhecimento. As investigações actuais privilegiam as condições da interactividade aberta, designadamente os hipertextos e os hipermédia, o software didáctico e o funcionamento do estudante, bem como a exploração e a descoberta que correspondem aos aspectos valorizados por esta corrente e lhe conferem um crescente grau de interactividade.

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CAPÍTULO II – Contextualização da Educação e do Ensino a