LA TRADUCTIO! DES PREPOSITIO!S
5. L’analyse syntaxique
Belk (2014) explica que a comunidade que é vista como consumidor, além do meio ambiente, é favorecida pelo compartilhamento devido à praticidade de negociação, além de apresentar economia para esses beneficiados e oportunidade para aquelas organizações que possuem visão inovadora, com propostas de expansão no futuro além de apresentarem características de flexibilidade.
Colaborar significa agir como uma entidade conjunta através do compartilhamento de riscos, recursos, responsabilidades e recompensas. É um mecanismo que amplia a capacidade de sobreviver no mercado em condições turbulentas, necessitando de tempo, esforço, dedicação e confiança mútua, o que é alcançado gradualmente (ROMERO et al., 2009).
Himmelman (2001) define cooperação como o ato de trocar informações, compartilhar recursos mútuos em prol de um objetivo comum, requerendo uma quantidade significativa de tempo, o que envolve um elevado nível de confiança e de território compartilhado. Colaborar envolve comprometimento em compartilhar riscos, recompensas e recursos na busca por uma mutualidade de ações. As organizações usam estratégias de coalizão para satisfazer um propósito comum, sendo elas a criação de redes, coordenação, cooperação e a estratégia de colaborar.
a) Criação de redes: ação que envolve a troca de comunicações e informações para que, mutuamente, as organizações obtenham benefícios;
b) Coordenação: implica no alinhamento ou na alteração de atividades adicionados à troca de informações para elevar os níveis de eficácia dos resultados obtidos; c) Cooperação: além de envolver troca de informações e atividades ajustadas,
compartilha recursos para que os objetivos compatíveis sejam alcançados; d) Colaboração: processo no qual as organizações compartilham recursos,
informações e responsabilidades para planejar, implementar e posteriormente avaliar um programa de atividades para alcançar um objetivo determinado. Essas estratégias são avaliadas e selecionadas conforme surjam as oportunidades e os desafios apresentados pelo tempo, confiança e pelo território (HIMMELMAN, 2001).
De acordo com Romero et al. (2009), a colaboração é reconhecidamente um mecanismo que auxilia a elevar a competitividade em economias consideradas globalizadas onde as redes colaborativas apresentam-se como uma tendência através de diferentes modelos de negócios colaborativos em que os pontos fortes são capitalizados, riscos e recursos são compartilhados assim como suas habilidades e capacidades com o propósito de obter vantagem competitiva.
Para que as organizações migrem para um ambiente colaborativo, o que de acordo com Lee e Lan (2007), suportam o trabalho de equipes, estando ou não em um mesmo local e horário, uma nova orientação institucional deve ser operacionalizada, baseando-se em uma cultura colaborativa que está associada a alguns requisitos como abertura, liderança, comprometimento, construção de confiança, visão global, treinamento contínuo, eficácia na comunicação, autoaprendizagem, inovação e compartilhamento de conhecimento. Em um mercado onde a competição é agressiva, em algumas situações, para permanecer relevante em um negócio, a colaboração está sendo incentivada, promovida ou se faz necessária (ROMERO
et al. 2009).
Devadasan et al. (2013) consideram o termo “Inteligência Colaborativa” para descrever a capacidade de um grupo ou organização em colaborar com outras entidades para lograr êxito em objetivos comuns enquanto mantém a autonomia de suas ações. Usa-se a expressão “Inteligência Colaborativa” para se referir à capacidade de colaboração entre as organizações, o que demanda alguns fatores críticos de sucesso para a obtenção de um alto quociente dessa inteligência (LEE; LAN, 2007).
a) Estabelecimento de um mecanismo de em que haja moderação, facilitação e satisfação do grupo;
b) Incentivo ao pensamento crítico e ilimitado;
c) Existência de uma forte consonância, interação e feedback sobre os membros das entidades;
d) Fornecimento de mecanismos que garantam a qualidade e que auxiliem na resolução de conflitos;
e) Criação de uma base documental de conhecimento ou uma memória de grupo. Para Cândido (2013), Lee e Lan (2007), existem três pilares que estão conectados
e são correspondentes entre si nos quais a inteligência colaborativa está pautada, são elas as tecnologias colaborativas, a reunião de conhecimentos e a cooperação intelectual.
a) Tecnologias colaborativas: plataformas que sustentam comunicações envolvendo duas ou mais pessoas sem a necessidade da presença dessas pessoas no mesmo local físico ou no mesmo horário;
b) Reunião de conhecimentos: equivale ao agrupamento de saberes que estejam relacionados ao processo da colaboração;
c) Cooperação intelectual: trata-se da cooperação para o surgimento de novos conhecimentos, relacionando-os à interação entre indivíduos ou entidades/ organizações;
Dentre as entidades que possuem práticas de colaboração estão as lojas colaborativas que segundo o SEBRAE (2017), tem como objetivo principal o suporte ao microempresário atendendo as suas necessidades de exposição e comercialização de seus produtos pois através desse suporte com espaços que variam de acordo com o tamanho dos produtos, os custos são reduzidos consideravelmente com relação à comercialização e distribuição do que é ofertado nas lojas além de que o valor pago pelo aluguel dos boxes, local onde os produtos serão expostos, irá variar conforme o tamanho e posicionamento para exibição escolhido na loja.
Segundo o Brasil Econômico (2017), questões relacionadas à questão ambiental e diferentes opções de consumo e seus respectivos empreendimentos, lojas colaborativas por exemplo, representam um crescimento de 80% no surgimento desse nicho de negócio.
Explica que como são ambientes novos e que proporcionam um bem-estar comum e que prezam pela sustentabilidade e qualidade, para que haja uma valorização constante existe uma curadoria interna para a seleção do que vai ser ofertado para os clientes, o que ficará no mostruário locado pelo produtor. Há uma seleção das marcas mais criativas, sustentáveis e originais (SEBRAE, 2017).
Surgido na Europa, em cidades da Espanha e Holanda, as lojas colaborativas estão aumentando o número de adeptos, especialmente aqueles que não apenas visam lucro, mas experiências através da cooperação e de trocas de ideias entre micro e pequenos empreendedores que não possuem embasamento ou condições financeiras de possuir um espaço físico para expor seus produtos que geralmente giram em torno de profissionais como artesãos, designers, estilistas entre outros (BRASIL ECONÔMICO, 2017).
Sousa (2014) explica o funcionamento de uma loja colaborativa, onde além do espaço que será dividido pelos empreendedores, as despesas também serão fracionadas o que 31
acaba tornando os gastos como aluguel, água, luz, internet, entre outros custos que giram em torno da loja em uma escala reduzida devido à essa divisão.
A loja é composta por vários nichos podendo ser prateleiras, “araras” ou boxes onde os produtos serão expostos, ofertando diversas opções permitindo aos clientes extenso poder de escolha bem como diversas faixas de preço. O empreendedor ao assinar o contrato com o gestor do espaço, recebe consultoria sobre como atingir seu público e fortalecer sua marca visto que a permanência da marca dependerá do desempenho de vendas de seus produtos (BRASIL ECONÔMICO, 2017).
Uma outra característica apontada pelas lojas colaborativas de acordo com Pequenas Empresas & Grandes Negócios (SEBRAE, 2018), é a de que o sistema de lojas colaborativas entrega um suporte aos artistas independentes, ajudando-os a levar seus produtos para potenciais clientes sem haver a necessidade de que eles estejam na loja, comparecendo, se for o caso, para repor o estoque ou receber a comissão pelas vendas efetuadas.
Segundo o Diário Comércio Indústria e Serviços (DCI, 2015), o surgimento do conceito colaborativo proporcionou aos micro e pequenos empresários uma oportunidade, especialmente em tempos de crise, uma ferramenta com excelentes benefícios principalmente para os empresários que não possuem um estoque robusto e muita celeridade na reposição de seus produtos.
Ravazzi (2019) aponta como vantagem para o investidor o fato das lojas colaborativas possuírem boa localização onde há intensa movimentação de clientes e potenciais clientes, facilitando o contato com o público alvo além de representar custos de operacionalização consideravelmente baixos.
Apresentando-se como uma vantagem para os consumidores, Sousa (2014) aponta a diversidade de produtos encontrados nas lojas colaborativas, que apesar de algumas especificidades, podem complementar-se entre si de acordo com a busca do cliente por determinado produto além de proporcionar aos consumidores conhecer novas marcas autorais no mercado, fidelizando-os através do contato direto com os vendedores/produtores, eliminando a presença de intermediários na negociação.
O agrupamento de empreendedores que buscam alternativas para que possam ser inseridos no mercado através de lojas colaborativas está sendo fortificado já que esse formato atende a demandas diversas em termos de propostas de vendas, produtores independentes e que trabalham em formato de cooperação, rateando despesas, eliminando o papel do intermediário nas negociações entre marcas e clientes.
A conceituação de um tema é parte essencial para um trabalho acadêmico pois proporciona ferramentas para aprofundamento da teoria apresentada anteriormente; após apresentar as visões dos autores sobre os conceitos da economia compartilhada e suas características, o próximo capítulo busca explicar o processo metodológico que serviu como parâmetro para responder os objetivos propostos no início do trabalho.