Chapitre 2. De la donnée 3D à un modèle 3D : Revue des concepts et des technologies
2.4 L’analyse spatiale 3D 38
Mestrado em Música
56- Nome: GOMES, Rosimari Parra
Título: Cancioneiros Portugueses do Século XVI: Discussão e Metodologia da
Transcrição de música Polifônica vocal para Instrumentos de Cordas Dedilhadas.
Ano: 2003
Orientador: Prof. Dr. Giacomo Bartoloni
Esta dissertação não diz respeito especificamente ao violão, mas a autora é violonista e especialista em instrumentos de cordas dedilhadas, sendo que o assunto da dissertação pode ser desenvolvido também neste instrumento, o que explica a inclusão deste trabalho na nossa tese e neste capítulo em particular.
A transcrição de peças vocais do século XVI para instrumentos de cordas dedilhadas foi o escopo principal do trabalho. A autora fez inicialmente um apanhado histórico e musical do período, adentrou na questão dos cancioneiros, ressaltando aspectos de interpretação e composição dos mesmos, e fez observações sobre a prática das transcrições desde o século dezesseis.
Finalmente a autora apresentou suas transcrições que podem servir para alaúde, vihuela ou violão. Ela concluiu observando a falta de literatura específica sobre o assunto em língua portuguesa.
57- Nome: APRO, Flávio
Título: Os Fundamentos da Interpretação Musical: Aplicabilidade nos 12 Estudos para
Violão de Francisco Mignone
Ano: 2004
Orientador: Prof. Dr. Giacomo Bartoloni
A dissertação abordou fundamentos teóricos da interpretação musical, baseando- se nos 12 Estudos para violão de Francisco Mignone.
O escopo do trabalho esteve dividido em dois capítulos, sendo o primeiro uma abordagem das teorias de Luigi Pareyson e Umberto Eco sobre interpretação e o segundo uma revisão bibliográfica a respeito da obra de Francisco Mignone e considerações a respeito de suas obras para violão na década de 1970, focalizando, em seguida, no objeto principal do trabalho, os 12 Estudos para violão.
O autor apresentou soluções técnicas para a interpretação da obra e um modelo de aplicação teórica discutida no primeiro capítulo. Nas considerações finais, os questionamentos iniciais foram respondidos de forma não conclusiva, pelo fato de que o modelo de interpretação apresentado seria apenas um entre outros possíveis.
No primeiro segmento, dividido em três subpartes, o autor discorreu a respeito das tendências de interpretação musical (aspectos históricos, fidelidade e liberdade), teoria da formatividade - de Luigi Pareyson - e limites da interpretação.
O segundo segmento foi direcionado principalmente aos 12 Estudos de Francisco Mignone, tendo sido analisados aspectos técnicos e sugeridos diferentes modelos de digitação e edição a partir do texto manuscrito – em contraponto à versão editada pelo violonista Carlos Barbosa Lima.
Após a bibliografia básica, foram apresentados oito anexos como suporte aos elementos analisados.
Nas considerações finais o autor defendeu que as teorias de Pareyson são adequadas como aplicação geral a qualquer tipo de repertório, “por requerer o respeito e o equilíbrio geral entre as intenções do compositor, da obra e do intérprete em partes
iguais” 117. Defendeu, ainda, que uma adequação de igual medida entre o padrão técnico
de uma execução erudita e uma interpretação baseada nos moldes populares é fundamental para o sucesso da obra.
58- Nome: BARTOLONI, Fábio Figueiredo
Título: Guido Santórsola: Uma Introdução à obra violonística e seu trabalho como
professor para o violão brasileiro
Ano: 2004
Orientador: Glória Maria F. Machado
Essa dissertação tratou da vida e obra para violão do compositor italiano Guido Santórsola. Este viveu quase toda a sua vida na América do Sul, em especial no Uruguai, onde teve contato com importantes violonistas como Abel Carlevaro, Isaías Sávio e os irmãos Sérgio e Eduardo Abreu.
O primeiro capítulo foi todo dedicado à vida de Santórsola, desde seu período na Itália até sua mudança para o Uruguai. O segundo capítulo foi dedicado às obras do compositor, observando suas três fases composicionais, que Fábio Bartoloni preferiu separar em apenas duas grandes fases de obras – tonais e atonais – além de sua verve como professor. O terceiro e último capítulo foi dedicado à análise de duas obras de Santórsola, a Suite Antiga (tonal) e o Diptico – classificada como obra sob influência Dodecafônica, apesar de não seguir esse estilo de composição.
Entre os anexos, Bartoloni colocou várias entrevistas nas quais foi possível perceber a importância e contribuição deste compositor para o universo violonístico, desde suas obras de concerto até seu método de harmonia. O fato deste compositor não ter sido violonista aparece como um benefício ao fazer com que os violonistas prestassem mais atenção na parte musical, e não apenas na parte instrumental.
59- Nome: BRAZIL, Marcelo Alves
Título: Baden Powell e o Jazz na Música Brasileira Ano: 2004
Orientador: Prof. Dr. Giacomo Bartoloni
117 APRO, Flávio. Os Fundamentos da Interpretação Musical: aplicabilidade nos 12 estudos para violão
Este trabalho foi o primeiro a abordar a obra para violão de Baden Powell. A trajetória musical do violonista foi analisada a partir do modelo proposto por Eric Hobsbawm em seu clássico livro História Social do Jazz.
O autor analisou a influência do jazz na música brasileira, estudando em seguida a música e a trajetória artística de Baden Powell.
Muitas das gravações em estúdio do violonista teriam o caráter de gravação “ao vivo”, por terem sido gravadas sem cortes de edição, e o autor atentou para o grande número de gravações de Powell.
O foco do trabalho recaiu sobre a obra instrumental, sabendo que grande número das músicas do compositor possui poesia. Nisso recaíram questionamentos sobre a classificação da obra de Baden Powell e as influências musicais sofridas pelo mesmo. A música tradicional brasileira e o jazz seriam, então, as principais fontes de inspiração do compositor e violonista.
A delimitação do trabalho se estabeleceu entre obras do período situado entre 1959 e 1975 e entre as gravações coletadas pelo pesquisador.
60- Nome: PICHERZKY, Andréa Paula
Título: Armando Neves - Choro no Violão Paulista Ano: 2004
Orientador: Prof. Dr. Alberto Ikeda
Esta autora fez o primeiro e único trabalho sobre Armando Neves até o momento e mais um dos estudos sobre o violão em São Paulo. Picherzky privilegiou três aspectos da vida e obra do compositor: a trajetória do violonista na cidade de São Paulo, a análise musical de seus choros e a catalogação de suas obras.
A dissertação concluiu observando que Armando Neves conseguiu sobreviver por meio de seu talento no esporte – como jogador de futebol – e na música. Nesta última, sua atuação ao lado de importantes músicos como Américo Jacomino demonstrou seu papel de destaque entre os músicos populares da época.
Outra observação foi sobre o fato de que se o compositor tivesse aprendido a escrever música no papel, e não apenas saber tocar “de ouvido”, suas composições poderiam ter se enveredado por outros objetivos estéticos.
Título: A Escrita Modular no Repertório do Violão: Proposta Interpretativa para a
Obra Tarantos, de Leo Brouwer
Ano: 2005
Orientador: Prof. Dr. Giacomo Bartoloni
Márcio Pacheco fez uma análise da música Tarantos, do compositor Leo Brouwer, a partir de outras cinco músicas (La Espiral Eterna, Paisaje Cubano con
Campanas, Estudio Sencillo XX – todas de Leo Brouwer – Repente 1 e Repente 9 – de Pedro Cameron) também para violão solo e que apresentam escrita modular, como a
Tarantos de Brouwer, porém de forma não aleatória.
A técnica de análise foi a teoria pós-tonal dos conjuntos, apresentada no primeiro capítulo. O seguinte foi totalmente dedicado à música La Espiral Eterna, contendo também a análise de um artigo do violonista uruguaio Eduardo Fernández sobre essa obra.
A ideia do autor foi a de inserir a obra Tarantos – analisada no terceiro capítulo, incluindo cálculos das probabilidades de execução a partir dos módulos da música – em um recital juntamente com outras obras primando pela unidade de concepção musical. A elaboração dessa apresentação seria o resultado desse processo de pesquisa.
62- Nome: CORREIA, Márcio Guedes
Título: Concerto Carioca n.1 de Radamés Gnattali: A Utilização da Guitarra Elétrica
como Solista
Ano: 2007
Orientador: Prof. Dr. Marcos Pupo Nogueira
O autor analisou a escrita orquestral do compositor por meio do ritmo musical empregado, da instrumentação inusitada - com a utilização de violão elétrico - construção de melodias e procedimentos harmônicos. Novamente, como em praticamente todos os trabalhos analisados, foi ressaltada a confluência de utilização das músicas erudita e popular na obra do compositor, sendo isto uma característica marcante de seu estilo.
O primeiro capítulo inteiro foi dedicado à influência da música popular urbana na obra orquestral do compositor (em oposição à música popular rural e/ou folclórica, mais utilizada pelos seus contemporâneos brasileiros). Em seguida, o autor discorreu
sobre os ritmos populares dentro do Concerto Carioca n.1, enfatizando que alguns instrumentos de percussão foram os utilizados pelas escolas de samba, e os metais seguiram à maneira das big bands. O terceiro capítulo foi sobre a utilização da guitarra elétrica neste concerto e, por fim, o último discorreu a respeito dos motivos ritmo- melódicos na música de concerto de Gnattali.
2.3.14 Universidade Federal de Minas Gerais