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L’analyse multidimensionnelle (MDS)

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6- La méthode Levenshtein

6.5 Regroupement des variétés et visualisation de la variation

6.5.1 L’analyse multidimensionnelle (MDS)

Depois do fim da guerra civil em 2002, Angola apresentou um elevado crescimento económico a nível mundial, destacando-se o setor petrolífero que teve um papel impulsionador na sua economia, principalmente na província de Luanda. Entre 2012 e 2014, o setor petrolífero era responsável por 43% do PIB e por 76% das receitas orçamentais(“Info-Angola,” 2016). Porém, com os preços baixos dos barris de petróleo desde 2014 e a falta de diversificação da economia angolana, deu-se a crise económica que se vive atualmente no país.

Luanda detém um dos maiores terminais de petróleo. Até abril de 2016, Angola era segunda maior produtora de petróleo do continente africano (depois da Nigéria), tendo igualado a sua produção em maio de 2016.

Figura 8 - Ortofotomapa com exemplo da coabitação de musseques e zonas de bairros formais no município de Belas. Google Earth, 2017)

18 Ariana Cêa da Silva Angola apresenta grandes assimetrias regionais a nível económico. Entre 2003 e 2007, a província de Luanda contribuía para 82% do PIB nacional, sendo o pólo determinante do crescimento do país. Já em 2007 cerca de 55% das empresas e estabelecimentos se encontravam em Luanda (ROCHA, 2010).

Em Luanda estão sediadas as principais empresas do país: Sonangol, Endiama, Unitel, Angola Telecom, Linhas Aéreas de Angola, O

d

ebrecht Angola, etc. Sendo assim, a província de Luanda constitui o centro de decisão do país, sendo o seu principal centro financeiro, económico e comercial, também “contando com o principal porto e maior parque industrial em termos nacionais” (GPL, 2014).

Atendendo à sua localização geográfica, Luanda apresenta condições favoráveis para a realização de determinadas atividades económicas, principalmente em zonas rurais. Segundo o documento "Estudos de Mercado sobre Províncias de Angola - Benguela, Cabinda, Huambo, Luanda e Namibe" elaborado pela Ceso Development Consultants (2015), as principais atividades económicas são: Agricultura, Pecuária e Silvicultura, Pescas, Indústria transformadora, Geologia e Minas, Comércio e por fim Hotelaria e Turismo. Entre os produtos produzidos destacam-se: produtos alimentares, bebidas, materiais de construção, produtos plásticos, têxteis, etc. Por outro lado, a sua localização permite ainda que beneficie de boas condições para a atividade marítimo-portuária, apresentando um porto natural, de onde exporta principalmente café, algodão, açúcar, diamantes, ferro e sal.

Tal como referido anteriormente, o setor petrolífero (indústria extrativa) é o que tem o maior peso no PIB nacional, apresentando em 2012 um peso de 51,9% do PIB, enquanto o peso do setor de agricultura e pescas era de 1,4%, o da indústria transformadora era de 3,5% e o dos serviços mercantis, como comércio hotelaria e turismo, era 14,9% no PIB (“Avaliação da Situação Actual Assessment of the Current Situation,” 2014).

Como consequência das constatações anteriormente referidas, Luanda foi classificada pela empresa de consultoria internacional Mercer6, como a cidade mais cara do mundo em 2011,

tendo permanecido em primeiro lugar até 2015, apesar da camada social relativamente rica viver ao lado da camada social extremamente pobre.

No que respeita ao emprego, a província foi a região que mais beneficiou com a paz (no período entre 2003-2007), tendo visto a sua taxa de emprego aumentar, ao contrário do verificado em outras regiões (ROCHA, 2010). Contudo, em 2014 a província apresentava uma taxa de emprego relativamente baixa com apenas 35,3% (1.393.190) dos habitantes empregados, comparada à

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taxa nacional (40%). Estima-se ainda que Luanda tenha cerca de 2.065.839 habitantes em idade economicamente ativa, representando 52,6% da população com mais de 15 anos (INE, 2016b). A taxa de desemprego em Luanda, estava estimada em 32,6%, sendo naturalmente mais elevada no meio urbano. Esta taxa abrangia uma população com mais de 15 anos, principalmente a população que procurava emprego pela primeira vez (grupo etário do 15-19 anos), e representava a maior taxa de desemprego, estimada em 62,5% (INE, 2016b). A taxa de desemprego da população entre os 15 e 19 anos deveria ser inferior em relação às outras faixas etárias, mas o problema do abandono escolar em Luanda, decorrente de vários fatores (acesso a escolas limitado, jovens são considerados força de trabalho capaz de produzir rendimento, etc.) é apontado como a fonte do problema (Nzatuzola, n.d.).

A maioria da população em Luanda tem um rendimento mensal muito baixo, cerca de 12.369 AKZ (2009), mas que é bastante elevado comparando com o resto do país. Existem assimetrias nos salários pagos por empresas angolanas, e, “um inquérito realizado em 2013 pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) a 351 empresas públicas e privadas demonstrou que existe uma diferença significativa, sendo que o salário mais elevado é 304 vezes superior ao salário mínimo” (“Avaliação da Situação Actual Assessment of the Current Situation,” 2014).

O setor da educação tem vindo a registar passos significativos, com expansão da rede escolar a todos os níveis de ensino (básico, médio e superior), sendo que para além da construção e reabilitação de escolas já existentes há também a preocupação em dotar as escolas com equipamentos necessários para o seu desempenho. Em 2013 a província de Luanda contava com um total de 826 escolas, incluindo 38 Institutos Médios, entre públicas e privadas. A capital é o principal pólo universitário do país, com 8 universidades espalhadas pela cidade (GPL, 2014). Luanda é a província que apresenta maior taxa de alfabetização do país com cerca de 85,9%, bem acima da média nacional que é de 65,6%. A taxa de alfabetização é também maior no meio urbano (86,5%) do que no meio rural (63,2%).

No setor de Turismo, “A Avenida 4 de Fevereiro representa um dos mais belos cartões-de-visita de Angola com a sua marginal a exibir o contraste entre a beleza natural da baía de Luanda e os edifícios a sua volta”. (Secuma, 2012).

Segundo o documento “Estudos de Mercado sobre Províncias de Angola – Benguela, Cabinda Huambo, Luanda e Namibe”, elaborado pela Ceso Development Consultants (2015), o ”parque hoteleiro de luanda tem-se vindo a desenvolver, com a criação recente de novas infraestruturas apetrechadas e de elevado nível de qualidade, que ajudam a dinamizar tanto o turismo de negócios, como o de lazer”. Este documento refere ainda que todos os municípios têm locais de interesse turístico, e que há uma oferta ampla em termos de restauração, melhorando as condições do setor de turismo e tornado Luanda um local agradável.

20 Ariana Cêa da Silva De acordo com os dados da World Organization Tourism, entre os anos 2007 e 2014, o número de turistas, recebidos a nível nacional são os apresentados no quadro abaixo, destacando-se o ano de 2013, em que foi recebido o maior número de turistas:

Quadro 4 - Indicadores de Turismo em Angola (Fonte: World Organization Tourism)

Ano 2007 2008 2010 2011 2013 2014 Visitantes internacionais (1000) 195 294 425 481 650 596

Receitas (milhões de USD) 225 285 719 647 1.234 1.589

Para além da Baía de Luanda, existem também outros pontos de referência conhecidos como a Ilha de Luanda ou Ilha do Cabo (também conhecida por apenas A Ilha), que é o cordão litoral de Luanda, onde se encontram praias, muitos restaurantes, hotéis e bares junto ao mar. Outro ponto de referência em Luanda, é a famosa Ilha do Mussulo ou simplesmente Mussulo como é conhecida, que apresenta a mesma variedade de equipamentos tal como a Ilha de Luanda, sendo necessária a travessia de barco para chegar ao local visto ser praticamente uma península a sul de Luanda.

2.4 Breve caraterização do setor de transportes de Luanda

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