sourd en vue d’améliorer sa communication
B. La démarche rééducative
V. L ’ANALYSE DU BILAN INITIAL
O baixo grau de investimento em capacitação docente na área de sustentabilidade indica a fraca força política que a temática tem nas IES pesquisadas.
No caso de administração, eu posso te garantir que não existe essa formação [em sustentabilidade], até porque como se diz: se não existe uma priorização, se não existe o tema... não é considerado prioritário, também não há uma busca de aprimoramento de professores (E4, professor de escola privada no Rio de Janeiro).
Nenhuma das instituições pesquisadas declarou ter uma verba específica para a capacitação ou o desenvolvimento de docentes na temática da sustentabilidade. As instituições possuem iniciativas e investem no desenvolvimento de seu quadro funcional com diversos focos, inclusive para sustentabilidade, mas não há uma verba dedicada exclusivamente para tal.
Apesar de uma das maiores dificuldades de inserção do tema no currículo estar relacionada à falta de professores estudiosos da área, conforme discutido no item 4.2 não se observou uma preocupação genuína por parte das instituições analisadas em investir na capacitação do seu quadro de docentes, o que poderia contribuir para a diminuição do problema em questão.
A forma como os coordenadores se referem à necessidade de formação de docentes para discussões que envolvem dilemas da sustentabilidade, ética, ou questões correlatas, revela muito do sentido e do lugar que estes temas ocupam nas escolas de administração:
A gente tem a capacitação docente, isso aí é trabalhado nas capacitações. Tanto que está dentro da política da universidade, nas próprias palavras do reitor. Tem lá, responsabilidade, tem ética, tem... Então, isso... (E10)
Eu acho que ainda é questão muito pessoal. Não é uma orientação mais específica, vamos dizer assim, do colegiado. (E12)
Eu acho que é exatamente por aí, não existe uma forma de eu treinar, eu não preciso treinar o meu professor para isto. [...] Se quiser tem “N” oportunidades, é que não tem necessidade, ele entende este processo. E a gente não entende que isso tenha que ser separado do conjunto. Então, é isto. (E15)
Tudo soa como se o simples fato da política da universidade esposar objetivos dessa ordem, ou o desejo de alguns professores engajados e convictos, por si só, garantissem que
ações formativas estariam em curso. Sustentabilidade, nessa perspectiva, aparece como discussão acessória, muito distante da necessidade de repensar o que os negócios devem ser e que perfil de administradores queremos.
A despeito da fragilidade e superficialidade com que se observam algumas iniciativas de capacitação dos docentes, a mais referenciada é o incentivo à criação de linhas de pesquisa, que podem estar relacionadas diretamente ou não à existência dos centros de pesquisa.
Dentre as 17 IES estudadas, 10 possuem centros de estudos ou de pesquisa relacionados à sustentabilidade (ver Quadro 16, p. 125). Os centros de estudo possuem focos diferentes de atuação, indo desde aqueles que priorizam estudos ambientais sobre água e clima, até os que contemplam outros aspectos da sustentabilidade (social, econômico, político). Isso indica que há medidas que visam a uma produção sistemática de conhecimento na área, que pode alimentar os cursos de graduação.
O que nós estamos trabalhando agora, inclusive na pós-graduação, é para gerar cases [de sustentabilidade]. Assim, das nossas pesquisas, gerar cases ou materiais que os professores de graduação possam usar nas diversas áreas: em RH, em estratégia. (E2, coordenador de escola particular de São Paulo)
Nove das instituições analisadas estão inseridas dentro de universidades, ou seja, são unidades de ensino dentro de universidades que possuem outros variados cursos, de medicina às artes, geografia à economia. Os centros de estudos pertencentes a universidades são interdisciplinares, portanto não necessariamente apresentam foco na administração ou gestão, servindo igualmente a outras áreas de conhecimento (medicina, geografia, gestão pública, economia rural, arquitetura e outros).
Relacionam-se a seguir os centros de estudo e pesquisa encontrados na análise documental e as linhas principais de atuação.
Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social
o Objetivo: formação qualificada de gestores, objetivando ultrapassar as dicotomias entre teoria e prática e cultivar o compromisso social das organizações.
o Observações: pertence à universidade e com foco interdisciplinar; vinculado à administração.
o Objetivo: gerar e difundir conhecimentos sobre a gestão da inovação tecnológica, da produção, estratégias tecnológicas, visando à competitividade das empresas e o desenvolvimento sustentável. o Observação: pertence à universidade e com foco interdisciplinar. Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente
o Objetivo: contribuir através da ciência e da educação para o desenvolvimento sustentável, visando a estabelecer a interação entre a universidade e o meio, e entre sociedade e natureza.
o Observação: pertence à universidade e possui foco interdisciplinar; vínculo com a administração através de representante da área.
Núcleo de Gestão Ambiental Avançada
o Objetivo: estudo de práticas ambientais, métodos, ferramentas e técnicas aplicadas à gestão ambiental.
o Observação: foco em gestão pública e privada. [Escola] Social
o Objetivo: trazer para a instituição uma reflexão sobre ética, responsabilidade social e terceiro setor.
o Observação: foca ações sociais promovidas pela instituição e pesquisas relacionadas à gestão, sobretudo marketing.
Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
o Objetivo: apoiar, incentivar e promover atividades relacionadas com o meio ambiente na universidade e na comunidade que a envolve. o Observações: pertence à universidade e possui foco interdisciplinar;
sem vínculo direto com a administração. Instituto de Saneamento Ambiental
o Objetivo: voltado para estudos de gerenciamento e planejamento ambiental, com uma visão de prevenção e minimização de impactos ambientais.
o Observações: pertence à universidade e possui foco interdisciplinar; sem vínculo direto com administração.
Os centros de pesquisa encontrados são, em sua maioria, pertencentes a universidades. Dos 7 centros relacionados acima, 4 possuem vínculo direto com gestão de negócios ou administração e quase todos (6 em 7) possuem foco interdisciplinar.
No próximo item discute-se extensão universitária.