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kilocycle -- A thousand cycles, especially a thou- thou-sand cycles a second

Como já referido anteriormente, é fundamental conhecer as características físicas e humanas da população abrangida na zona em estudo bem como o actual sistema de gestão de RSU. Desta forma, fizeram-se várias visitas ao local para o identificar em detalhe. Para registar alguns dados, foram fotografados os locais mais críticos, com os de deposição ilegal já existente, os propícios para a deposição ilegal e aqueles pouco acessíveis para a recolha dos RSU.

Analisaram-se 3 zonas: uma no Concelho de Matosinhos e duas no Concelho da Maia, mais concretamente na Freguesia de Vermoim. As visitas ao terreno, efectuaram-se nos dias 24, 29 e 30 de Março do presente ano de 2010.

Optou-se pela área exposta na subsecção 3.2, por apresentar boas condições para a implementação de um sistema PAYT. No entanto, tem-se consciência que se trata de uma área relativamente pequena, e, portanto, mais adiante ir-se-á sugerir uma possível extensão dela. Para justificar a escolha desta área piloto foram definidos aspectos fulcrais e necessários para a implementação de um projecto PAYT. Assim, teve-se em especial consideração a selecção dos limites da área em estudo, perante a existência de homogeneidade morfológica (especialmente de edifícios em altura), a existência de equipamentos previamente distribuídos (recolha em compartimentos e porta-a-porta), o isolamento da área em relação a possíveis locais de deposição colectiva pública (para evitar migração de resíduos), o nível de educação da população (percentagem de população com o ensino secundário e curso médio ou superior concluído, para que a situação seja melhor compreendida e mais facilmente aceite pela população) e a densidade populacional do local (para reduzir custos de recolha).

Após a selecção e análise da área em estudo de uma forma global, foi necessária a sua caracterização em pormenor. Efectuaram-se visitas ao local de forma a caracterizar a área. Isto é fundamental para a posterior implementação do projecto, não só para o conhecimento urbanístico como também territorial e mobilidade da população em si. Anotaram-se todas as características relevantes que serão descritas em detalhe neste trabalho.

Posteriormente elaborou-se um inquérito com o intuito de conhecer melhor as características da população.

Aquando da fase de inquirição, foi ainda contabilizado o número de fogos e de pontos de recolha de resíduos. Para facilitar o trabalho, efectuou-se o preenchimento de uma folha de registos, onde se

anotou o número de fogos existentes em cada edifício, o número de contactos efectuados, tal como o número de inquéritos realizados, as ausências e as recusas, e ainda o número de pontos de recolha. O modela da folha de registos encontra-se no Anexo B.

Existem vários métodos de delineação de inquéritos, cada um tendo as suas vantagens e limitações. Para seleccionar a melhor metodologia a adoptar, é necessário atender à situação em causa, seja a população, o tipo de perguntas que se pretendem efectuar, a representatividade, o financiamento e o pessoal disponível. A metodologia seleccionada e utilizada para recolha de informações foi o questionário presencial à porta, ou seja, face-a-face, sendo o preenchimento realizado pelo entrevistador por se apresentar o assunto em causa e se poderem esclarecer dúvidas imediatamente à colocação das questões aos produtores de resíduos. Inicialmente ponderou-se a elaboração de questionários aos próprios condomínios. No entanto, a probabilidade de encontrar resposta e disponibilidade seria muito baixa. Dos inquéritos elaborados, só em um se contactou com um gestor de condomínios, que por sinal habitava num dos edifícios que geria.

Os principais objectivos do inquérito incidiram na avaliação dos comportamentos da população em relação à sua gestão de resíduos, perceber se os utilizadores efectuam ou não a separação de resíduos, se gostariam que na sua área de residência existisse um sistema de compostagem comunitária e ainda se estariam dispostos ou não a alterar os seus hábitos para uma implementação de um sistema mais justo em termos de tarifa.

Para o sucesso de um inquérito é determinante a forma como o questionário é construído. Este deve ser claro, de fácil compreensão, fiável, traduzindo sem erros a opinião do inquirido, deve ser sujeito a análise estatística e o tempo entre o seu planeamento e a obtenção de resultados deve ser o mais curto possível de forma a não aborrecer os inquiridos e a não prolongar em demasia o tempo total de inquirição. É ainda necessário ter em atenção o tipo de perguntas utilizadas, o tipo de respostas associadas a cada pergunta e as escalas de medida associadas a algumas das respostas. A ordem das questões foi também avaliada e foi submetido ao parecer de diversos colaboradores da LIPOR.

De forma a abranger as diferentes tipologias existentes na área, edifícios em altura, moradias e comércios/serviços, efectuaram-se 3 inquéritos distintos. No entanto, todos apresentavam questões em comum para posteriormente se fazer uma análise comparativa. Os formulários de inquéritos encontram-se no Anexo A.

Os inquéritos foram realizados nos dias 15, 19 a 22 e 26 de Abril do presente ano, entre as 10:00 e as 17:30. O tempo médio de inquirição foi de 10 minutos por inquérito.

A análise dos resultados dos inquéritos baseou-se na utilização do software EXCEL, sendo apresentados os resultados na subsecção seguinte (3.2.5 - RESULTADOS DOS INQUÉRITOS). De seguida efectuou-se uma análise centrada nos custos e receitas actuais e futuras do sistema de gestão de RSU.

A Maiambiente, entidade responsável pela gestão de resíduos no Concelho da Maia, cedeu informações, de forma a conhecer o actual sistema de gestão de recolha de RSU na área em causa, tais como a frequência de recolha dos resíduos, que tipo de resíduos era recolhida tanto em compartimentos como em moradias, os quantitativos de resíduos e, os respectivos circuitos de recolha e ainda alguns valores de custos implicados no sistema de gestão de RSU.

A LIPOR forneceu dados relativamente às campanhas de caracterização de RSU, isto é, valores de retoma de resíduos recicláveis, taxas de deposição em aterro e de incineração, bem como gastos com a central de compostagem e os valores retomados.

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