• Aucun résultat trouvé

La justice réparatrice est une conception de la justice orientée vers la réparation

LA NATURE RÉPARATRICE DE LA PEINE PERPÉTUELLE

33. La justice réparatrice est une conception de la justice orientée vers la réparation

A corrosão em estruturas metálicas apresenta-se basicamente sob duas formas: corrosão em frestas (figura 6) e corrosão uniforme (figura 7). O conhecimento de seu mecanismo auxilia bastante na identificação e na aplicação de medidas adequadas de recuperação. Sua manifestação é decorrente de fatores como falta de manutenção, erros de projeto, mudança de ambiente, etc.

a) Corrosão uniforme

É um tipo de corrosão que se caracteriza por apresentar uma superfície metálica tomada por uma camada de óxido de ferro (ferrugem) pouco aderente. Caracteriza-se pela perda uniforme de massa em toda a extensão do perfil e conseqüente diminuição gradual da espessura do metal. É a forma mais comum de corrosão em estruturas metálicas, e a menos perigosa delas por ser

bastante visível e facilmente detectada (figura 8).

Figura 8 - Exemplo de corrosão uniforme em uma coluna metálica

Causa

Exposição direta do aço carbono a um ambiente agressivo. É o tipo de corrosão que ocorre quando se emprega o aço carbono sem proteção, com proteção deficiente ou inadequada, ou até mesmo pintura sem manutenção. Este problema pode ser agravado devido a erros de projeto, tais como:

i. disposição inadequada dos perfis possibilitando o acúmulo de água e poeira; ii. inexistência ou insuficiência de furos de drenagem;

iii. perfis semi-enterrados ou semi submersos;

Problemas de transporte e armazenagem também podem provocar o início do processo corrosivo. O transporte inadequado pode causar o rompimento do revestimento protetor durante as operações de carga e descarga. A má acomodação dos perfis pode permitir acúmulo de água ou contato direto com o solo.

Os dois mecanismos que ocorrem neste tipo de corrosão são a formação da pilha de ação local, ou seja, as próprias heterogeneidades do aço do perfil são responsáveis pela formação de micro áreas anódicas e catódicas em toda a sua superfície exposta, e, em menor escala, pilha de aeração diferencial, devido à formação de gotas sobre a superfície do metal. Como a camada de óxido formada sobre esta superfície não possui caráter protetor, temos um processo contínuo de corrosão enquanto o eletrólito estiver presente.

Terapia

A primeira providência a se tomar é avaliar o grau de corrosão a que a peça está submetida. Se a superfície estiver corroída apenas superficialmente, podemos apenas realizar uma limpeza superficial e refazer novamente a pintura. O jato de areia é o único processo capaz de garantir uma limpeza superficial adequada, eliminando quase todo resquício de ferrugem. Se não for possível o jateamento, deve-se analisar a adesão do esquema com limpeza mecânica. Neste caso deve-se procurar uma tinta compatível com a tinta já existente e que tenha boa aderência com este esquema de limpeza.

Caso a corrosão esteja em um maior nível de comprometimento (figura 9), deve-se avaliar a segurança da estrutura para aquela situação específica. Temos então duas opções a pensar: reforço ou substituição dos elementos danificados. Em qualquer uma delas é

imperativo uma limpeza adequada da superfície corroída, preferencialmente com equipamento de jato de areia. Cabe aqui uma análise mais minuciosa para se decidir qual procedimento adotar:

i. Reforço

Se a corrosão estiver ocorrendo apenas em um trecho da superfície do perfil, e se este trecho não estiver muito comprometido, pode-se pensar em uma soldagem de chapas, de mesma espessura ou superior, no local do reforço. Estas deverão garantir uma continuidade física e propriedades geométricas equivalentes ou superiores ao do perfil original.

ii. Substituição

A substituição deve ser considerada nos caso em que o reforço constituir uma solução mais onerosa e/ou menos confiável em termos de segurança. Como as estruturas metálicas muitas vezes são facilmente substituíveis, isso faz com que este custo diminua consideravelmente, podendo ser o caso de se tornar muito mais econômico do que o reforço.

b) Corrosão em frestas

É o tipo de corrosão que se caracteriza por ocorrer em pontos onde existam duas superfícies em contato ou muito próximas entre si (figura 10) - sua largura varia entre 0,025 a 0,1 mm. Podem ser formadas devido à:

i. Geometria estrutural de um sistema (ligações em geral);

ii. contato com não metais (interfaces entre a estrutura e o concreto, vedações, madeiras, plásticos, borrachas, etc.);

iii. depósitos de sujeira ou produtos de corrosão.

São mais perigosas do que a corrosão uniforme pois atuam apenas em uma área relativamente pequena da estrutura. Afetam diretamente a seção transversal da chapa ou perfil metálico e são mais difíceis de serem percebidas. O restante do perfil normalmente permanece intacto.

Causa

A principal causa da formação da corrosão por frestas é a exposição contínua ou intermitente desta a um eletrólito. Nas figuras 8 e 10 temos uma base de coluna e uma ligação metálica exposta diretamente à atmosfera. Em ambas as condições ambientais são muito propícias ao acúmulo de água nas frestas mostradas. Isso ocasiona um mecanismo de formação da corrosão conhecido como pilha de aeração diferencial.

O eletrólito é geralmente uma solução aproximadamente neutra, onde o oxigênio dissolvido atua como reagente catódico. Na borda da fresta temos uma região com maior concentração deste oxigênio (devido à convecção ou difusão) enquanto que no interior temos uma baixa concentração deste elemento. É justamente nesta região de baixa concentração que a corrosão ocorre. Mesmo que exista algum tipo de revestimento, este acaba deteriorando-se com o tempo, permitindo assim o início das reações químicas de corrosão.

Figura 10 - Corrosão por

fresta

Terapia

Por se tratar de um ataque localizado, a corrosão por frestas atua em uma região de difícil manutenção (ligações, bases de colunas, vedações, etc.). Fica difícil então se avaliar o estado de deterioração da mesma pois o processo ocorre dentro da fresta, que é uma região de difícil acesso. Depende muito então da experiência do inspetor para se determinar o estado de deterioração daquele elemento.

Se a corrosão estiver em um estágio inicial, basta promover uma limpeza superficial, eliminar qualquer resquício de umidade que haja no interior, aplicar um selante adequado na entrada da fresta e posteriormente o revestimento protetor. Desta forma impede-se a entrada do eletrólito no interior da mesma, eliminando então o seu mecanismo de formação.

Entretanto se a corrosão estiver em um estado avançado, comprometendo a segurança da estrutura, o melhor é optar por uma intervenção mais significativa. Parte-se então para o reforço e/ou substituição daquele elemento comprometido. Por se tratar de uma área relativamente pequena, de difícil acesso e estruturalmente importante, o reforço não deve ser encarado como uma solução definitiva.

O ideal é se fazer um serviço conjunto de reforço e substituição dos componentes afetados. A corrosão por frestas ataca basicamente os meios e elementos de ligação (parafusos, chapas, cantoneiras, etc.), que são muitas vezes facilmente substituíveis, sem grandes inconvenientes e com baixo custo. O perfil metálico, dependendo do seu estado de degradação na região, pode ser simplesmente limpo ou reforçado, sem a necessidade de se fazer uma substituição deste também. Em estruturas expostas a ambientes agressivos é preferível se utilizar ligações soldadas para se prevenir este tipo de corrosão.

3.2.2. Manutenção

Independente do tipo de ataque e do estado de deterioração da estrutura, deve ser feito um estudo sobre as condições ambientais a que esta está submetida. Se for um problema localizado, do tipo infiltração, vazamento, acúmulo de água ou outro qualquer, a manutenção será relativamente simples e os custos serão baixos. Porém, se a origem do problema estiver relacionada com a escolha errada do tipo de aço ou revestimento protetor, caberá então uma análise global de toda a estrutura para se estabelecer uma estratégia de

Figura 11 - Recuperação de coluna deteriorada por corrosão – SANTOS62

solução, com um ônus certamente significante. Em alguns casos compensa mais demolir a estrutura existente e fazer outra construção do que partir para uma completa recuperação

A manutenção deve ser feita de maneira periódica e por inspetores capacitados. A maioria dos problemas de corrosão citados podem ser facilmente corrigidos se observados em tempo hábil. A limpeza pode ser manual ou mecânica, e o revestimento protetor deve ser recomposto de acordo com as especificações de projeto. O custo de intervenção neste caso é mínimo e a sobrevida estrutural conseguida é significante.

A dificuldade em poder realizar uma manutenção pode vir a agravar tal problema. Isso deve ser previsto ainda na etapa de projeto de forma que a disposição dos elementos estruturais permitam um acesso sem complicações. Gastos adicionais com a estrutura podem ser totalmente compensados pela minimização dos custos de proteção contra a corrosão e de manutenção.

Outline

Documents relatifs