C. Autre jurisprudence
1. Jurisprudence de la Cour européenne des droits de l’homme
5.3.1
Descri¸c˜ao
Nos testes experimentais dos evaporadores, ´e essencial que se tenha um dispositivo que gere calor e que o transfira por condu¸c˜ao ao evaporador avaliado. Portanto, os dissipadores de calor tˆem como objetivo apenas transferir calor aos evaporadores durante a realiza¸c˜ao dos testes experimentais.
O dissipador de calor instalado na bancada experimental, usualmente chamado de ve´ıculo de testes, possui caracter´ısticas que o assemelham a um processador com dois n´ucleos de processamento encontrado em computadores pessoais. O dispositivo possui trˆes resistˆencias el´etricas que podem trabalhar separadamente ou associadas. Desse modo, o ve´ıculo de testes propicia diversas condi¸c˜oes de aquecimento. A superf´ıcie de aquecimento do ve´ıculo de testes compreende uma ´area superficial de 11 x 8 mm.
Duas resistˆencias el´etricas correspondem aos n´ucleos de processamento enquanto que a outra corresponde `a mem´oria cache, conforme visto na Fig. 5.11. Este dissipador de calor foi criado e cedido pela empresa fabricante de processadores Intel, e deve ser utilizado na avalia¸c˜ao dos evaporadores quando estes resfriam processadores.
Figura 5.11: Resistˆencias el´etricas do dissipador de calor que representam os componentes internos de um processador.
O dissipador de calor utilizado nos testes experimentais do evaporador que opera com tubos de calor pode ser visto esquematicamente na Fig. 5.12. Este aparato foi criado com o prop´osito de avaliar experimentalmente o evaporador que, na aplica¸c˜ao aqui explorada, deve ser acoplado a tubos de calor. As resistˆencias el´etricas tubulares (3) possuem o papel de fornecer calor para o lugar onde o evaporador fica alocado (4), fazendo as vezes da regi˜ao de condensa¸c˜ao dos tubos de calor. Tais resistˆencias el´etricas possuem 6 mm de diˆametro, assim como o diˆametro externo dos tubos de calor citados no cap´ıtulo 3.
O espa¸camento entre as resistˆencias el´etricas ´e a mesma presente na configura¸c˜ao dos tubos de calor. O bloco (2), onde as resistˆencias foram inseridas, foi fabricado usando alum´ınio como material e possui as dimens˜oes de 10 Ö22 Ö50 mm. O furo circular onde o evaporador foi introduzido possui dois rasgos de chaveta que foram fabricados com o intuito de facilitar a passagem dos fios dos termopares. Completando, o bloco externo (1) garante todo o isolamento t´ermico do aparato, minimizando as perdas de calor para o ambiente externo. Este bloco externo mostrado na Fig. 5.12 foi feito de poliuretano expandido.
5.3.2
Instrumentos de Medi¸c˜ao e Controle
O ve´ıculo de testes possui internamente 15 termoresistˆencias para a medi¸c˜ao de temperatura, depositadas na ´area superficial do dissipador de calor. Na medi¸c˜oes das termoresistˆencias, foi implementada no sistema de aquisi¸c˜ao de dados da bancada
Figura 5.12: Desenho esquem´atico do dissipador de calor que faz as vezes dos tubos de calor. (1) Bloco isolante, (2) Bloco de alum´ınio, (3) Resistˆencia el´etrica, (4) Evaporador.
experimental a t´ecnica de medi¸c˜ao a quatro fios, garantindo maior exatid˜ao nas medi¸c˜oes. As posi¸c˜oes de todas as termoresistˆencias presentes no dissipador de calor s˜ao apresentadas na Fig. 5.13. Todas as termoresistˆencias est˜ao representadas pela letra T.
Para o fornecimento de energia el´etrica ao ve´ıculo de testes, ´e necess´ario o uso de uma fonte de alimenta¸c˜ao vari´avel. Logo, a taxa de dissipa¸c˜ao de calor ´e controlada manualmente, atrav´es da tens˜ao el´etrica fornecida pela fonte de alimenta¸c˜ao.
Para a medi¸c˜ao da taxa de dissipa¸c˜ao de calor do equipamento em quest˜ao, mediram-se a tens˜ao e a corrente el´etrica aplicadas pela fonte de alimenta¸c˜ao. Para a medi¸c˜ao da corrente el´etrica, novamente foi usada uma resistˆencia el´etrica de valor conhecido, chamada usualmente de shunt. Atrav´es da queda de tens˜ao el´etrica gerada pelo shunt, calcula-se a corrente el´etrica que passa pelo dissipador de calor. Desta forma, ´e poss´ıvel se obter a taxa de dissipa¸c˜ao de calor atrav´es do produto entre a tens˜ao e a corrente el´etrica aplicadas pela fonte de alimenta¸c˜ao. Devido aos altos n´ıveis de corrente el´etrica encontrados nesta aplica¸c˜ao, n˜ao foi poss´ıvel a convers˜ao do sinal de corrente em sinal de tens˜ao el´etrica diretamente pelo sistema de aquisi¸c˜ao de dados.
Para a aquisi¸c˜ao dos sinais gerados pelas termoresistˆencias e para o controle da potˆencia dissipada pelo ve´ıculo de testes, terminais el´etricos foram instalados numa placa de sil´ıcio onde o dissipador de calor se encontra. A Fig. 5.14 descreve esquematicamente a placa com o ve´ıculo de testes e com os terminais de medi¸c˜ao e controle.
Figura 5.14: Medi¸c˜oes e controle do ve´ıculo de testes.
Com rela¸c˜ao ao dissipador de calor que simula os tubos de calor, as resistˆencias el´etricas s˜ao controladas atrav´es da varia¸c˜ao da tens˜ao el´etrica disponibilizada por um transformador. Para isso, tais resistˆencias el´etricas s˜ao necessariamente alimentadas por
corrente el´etrica alternada.
A potˆencia dissipada pelas duas resistˆencias el´etricas ´e medida atrav´es de um transdutor de potˆencia, gerando sinais de tens˜ao que s˜ao adquiridos pelo sistema de aquisi¸c˜ao de dados da bancada experimental. O fato de ser usada corrente do tipo alternada na alimenta¸c˜ao das resistˆencias el´etricas torna vi´avel a medi¸c˜ao direta da potˆencia dissipada, ao contr´ario do ve´ıculo de testes que ´e alimentado por corrente do tipo cont´ınua. O controle da potˆencia dissipada pelo dissipador de calor ´e feito manualmente, atrav´es da tens˜ao el´etrica fornecida `as resistˆencias el´etricas.
Finalizando, quatro termopares do tipo T , de bitola 36 AW G, foram instalados diretamente na superf´ıcie do evaporador. Cada rasgo de chaveta possibilitou que os fios de dois termopares passassem em dire¸c˜ao ao sistema de aquisi¸c˜ao de dados.