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Os preceptores do Programa da Resid‰ncia Multiprofissional em Saƒde da Famˆlia e Comunidade s‚o, em sua grande maioria, docentes dos pr€prios cursos de saƒde da UFSCar, com exce•‚o das †reas de Farm†cia e de Fonoaudiologia, constituˆdas em parceria com outras institui•‹es de Ensino Superior.

Considerando o papel do preceptor, a recomenda•‚o do Regimento Interno do Programa da UFSCar ‡ que o docente esteja qualificado para desempenhar as seguintes fun•‹es: orientador de nƒcleo/preceptor de †rea, orientador de pesquisa e orientador t‡cnico/docente.

Ž previsto que o orientador de nƒcleo seja respons†vel pela orienta•‚o t‡cnico- profissional para instrumentalizar o residente no exercˆcio de sua pr†tica profissional, considerando o nƒcleo de conhecimento especˆfico de cada profiss‚o.

O preceptor, na fun•‚o de orientador de pesquisa, deve acompanhar o processo de investiga•‚o e de reflex‚o sistematizada do residente, auxiliando-o na organiza•‚o e na estrutura•‚o do seu trabalho de conclus‚o de curso.

O orientador t‡nico-docente ‡ respons†vel pelas atividades de forma•‚o te€rica do profissional e deve articular estrat‡gia para a pr†tica de reflex‚o, embasamento e aprofundamento conceitual a respeito das atividades e a•‹es de gest‚o e aten•‚o • saƒde (UFSCar, 2006. p. 36-37).

Todavia, para o exercˆcio do papel de preceptor, est† previsto que o docente tenha, “no mˆnimo, tr‰s (3) anos de experi‰ncia em Aten•‚o Prim†ria ou titula•‚o acad‰mica de especializa•‚o ou de Resid‰ncia na †rea do Programa” (UFSCar, 2009. p. 38).

Na pesquisa de campo com os preceptores 19 docentes estavam vinculados ao programa, e 11 se disponibilizaram a participar deste estudo, dos quais 9 nos concederam a

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entrevista e 2 preferiram envi†-la por meio digital. Desse grupo, computou-se uma porcentagem de, aproximadamente, 58% de participa•‚o.

No protocolo da entrevista foram previstos como elementos indicadores para a an†lise do perfil do grupo: sexo, idade, forma•‚o profissional, tempo de forma•‚o, atua•‚o profissional, fun•‚o que desempenha na universidade, inˆcio da doc‰ncia e experi‰ncias que desenvolve na universidade que considera relevantes na sua atua•‚o profissional. O resultado desses dados est† demonstrado no quadro abaixo.

Quadro 7: Perfil do grupo de preceptores34

Sexo Idade Formação acadêmica Tempo de formação Atuação prof./ função Início doc. Experiências relevantes F 41 Odonto. 19 CEO/supervisora 2007

Supervis‚o; participa•‚o comiss‹es; preceptoria Resid Multi.

F 41 Enfer. 20 Docente, chefe Dep. 2006

Ensino; extens‚o; pesquisa; preceptoria Resid Multi.

F 43 T.O.

11 DTO/docente

1999

Pr†ticas USF; TCC;

Pesquisa mestrado, doutorado.

F 46 Enfer. 24 Docente, coordena•‚o

RMSFC.

1995

Coordena•‚o Resid Multi; Doc‰ncia gradua•‚o e p€s-grad; representante Com. Integ ensino-servi•o (DRSIII).

F

48 Ser. Social 26 Assist. Social, Chefe Dep.

- Assist‰ncia; preceptoria Resid Multi.

F 52 T.O. 33 DTO, docente 1978

Atendimento clˆnico; projeto parceria INSS; preceptoria Resid Multi.

M 37 Medicina 37 Dep. Med, docente 2004

Doc‰ncia; preceptoria gradua•‚o e p€s- grad; assist‰ncia; pesquisa.

M 41 Medicina 41 Dep. Med/docente

-

Doc‰ncia; preceptoria; pesquisa.

M 46 Medicina 23 Dep. Med/docente 2002

Doc‰ncia; preceptoria gradua•‚o e p€s- grad; assist‰ncia rede de saƒde; pesquisa.

M 52 Fisio 26 Dep. Fisio/docente 1989

Supervis‚o est†gio; membro Conselho Gestor; Conselho Parceria; Comiss‚o Reestrutura•‚o Curricular.

M 52 Medicina 26 Dep. Med/docente 2007 Gest‚o no SUS; doc‰ncia.

Na an†lise dos entrevistados, pode-se considerar que h† uma divis‚o, quase equitativa, dos segmentos de ambos os sexos. A varia•‚o na idade ficou entre 37 a 52 anos, com maior relevŠncia na faixa et†ria dos 40 anos (73%). Referente • forma•‚o profissional, os m‡dicos sobressaˆram (36%), seguidos dos terapeutas ocupacionais e enfermeiros (18%), do assistente

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Siglas utilizadas no Quadro 1: CEO – Centro de Especialidades Odontol€gicas; DTO – Departamento de Terapia Ocupacional; Resid Multi – Resid‰ncia Multiprofissional em Saƒde da Famˆlia e Comunidade; USF – Unidade Saƒde da Famˆlia; DRS III – Divis‚o Regional de Saƒde (regi‚o III).

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social, cirurgi‚o dentista e fisioterapeuta (9%). O tempo de forma•‚o esteve entre 7 e 33 anos, com uma m‡dia maior nos 26 anos.

Com rela•‚o • atua•‚o profissional, a maior parte dos segmentos est† vinculada aos departamentos de suas †reas profissionais, ou especˆficas, exercendo a fun•‚o de doc‰ncia, a exce•‚o ‡ na †rea do servi•o social, em que o profissional assume a fun•‚o de chefe do Departamento de Servi•o Social da UFSCar – Dess. O inˆcio da doc‰ncia no ensino superior contou com o maior tempo no ano de 1978 e o menor tempo, em 2007.

Quanto • relevŠncia da experi‰ncia profissional, as atividades da doc‰ncia s‚o as mais referidas, seguidas da experi‰ncia da preceptoria, tamb‡m se destacam os cargos de gest‚o.

A partir de 2001 eu fui atuar junto com a equipe de gest‚o da Secret†ria Municipal de Saƒde que tem uma viv‰ncia, uma inser•‚o muito grande na rede de saƒde de S‚o Paulo e durante o meu processo de trabalho eu fui buscando a minha forma•‚o, em nˆvel de p€s-gradua•‚o. Fiz uma especializa•‚o em saƒde pƒblica aqui na UFSCar, fiz o meu doutorado na †rea de enfermagem em saƒde publica (FELICIANO, enfermagem).

Apenas alguns preceptores relatam a titula•‚o na †rea da saƒde coletiva, as especialidades apontadas foram em terapia comunit†ria, em comunica•‚o e semi€tica, e em saƒde mental. Por‡m, a maioria dos preceptores relata a experi‰ncia na Aten•‚o B†sica em Saƒde, por meio do exercˆcio da pr†tica acad‰mica, seja para a implanta•‚o do servi•o nas Unidades B†sicas de Saƒde – UBS, na orienta•‚o dos estagi†rios em rela•‚o • assist‰ncia, ou mesmo realizando alguns atendimentos clˆnicos na Unidade Saƒde Escola – USE.

Implanta•‚o das pr†ticas nas UBS desde 2000 na cidade de S‚o Jos‡ dos Campos (como docente orientadora das pr†ticas); orienta•‚o de trabalhos que refletia a interlocu•‚o da terapia ocupacional com as diretrizes do PSF em 2001; grupos na aten•‚o b†sica; pesquisa da TO com foco na saƒde mental sob diversos aspectos do territ€rio como: diabetes, etnia indˆgena e a rela•‚o disso com a acultura•‚o e o cotidiano no territ€rio; pesquisa sobre os Nasfs; atua•‚o na resid‰ncia; orienta•‚o dos residentes sobre arte no territ€rio (BRITO, terapia ocupacional).

Alguns docentes da †rea de enfermagem referem-se • importŠncia da experi‰ncia profissional anterior • experi‰ncia acad‰mica, mas n‚o fazem alus‚o sobre a atua•‚o na Aten•‚o B†sica em Saƒde.

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Constatamos que os docentes vinculados ao Departamento de Medicina da UFSCar apresentam experi‰ncias profissionais no campo da saƒde pƒblica, mas n‚o somente no exercˆcio da atividade acad‰mica.

Eu sou m‡dico de famˆlia e comunidade, e na minha hist€ria profissional eu sempre tive uma afinidade bastante grande com a aten•‚o prim†ria e com a saƒde pƒblica, e minha colabora•‚o com o Programa da Resid‰ncia Multiprofissional ‡ a partir da experi‰ncia que acumulei durante esses anos atuando na saƒde pƒblica, mais especificamente na †rea de aten•‚o prim†ria (MATTOS, medicina).

A minha forma•‚o ‡ generalista, e eu sempre trabalhei no interior fazendo de tudo. Trabalhei no interior de Minas, no interior do estado do Paran†, trabalhei em cidades maiores tamb‡m, como Belo Horizonte, mas trabalhei durante 14 anos no interior fazendo de tudo, aquele m‡dico da ro•a que faz de tudo, faz parto, trata mordida de cobra. Voc‰ imagina que esquisito, e ‡ o que eu sempre gostei de fazer, tanto que a minha p€s-gradua•‚o toda ‡ na †rea de infectologia e medicina tropical, mas a minha pr†tica profissional ‡ toda em medicina comunit†ria (SOUTO, medicina).

Em rela•‚o •s atividades acad‰micas, esses docentes definem a participa•‚o no Programa das duas resid‰ncias, na m‡dica e na multiprofissional, e a maioria tem titula•‚o especˆfica na †rea.

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