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Joint Limit Avoidance (JLA)

2.4 Joint Limit Avoidance and Obstacle Avoidance

2.4.1 Joint Limit Avoidance (JLA)

O paradigma económico de uma região é um fator chave na escolha da filosofia dos padrões de qualidade, uma vez que a redução dos riscos está automaticamente associada a uma elevação dos custos. Desta forma, é necessário que esteja bem definido o tamanho do risco, ou o risco aceitável.

Os países mais desenvolvidos tendem a adotar caminhos que levam a um “risco zero” e, embora, recorrendo a tecnologias de custos mais elevados.

Os riscos que afetam a saúde de quem consome a água englobam os riscos microbiológicos e os riscos provocados por agentes químicos.

Os riscos provocados por produtos químicos presentes na água reutilizada são oriundos da presença de compostos orgânicos, compostos radioativos e de metais, no entanto, estes riscos são relativamente baixos quando comparados com os riscos provocados pela presença de microrganismos patogénicos. Graças a isso, os modelos de avaliação do risco para a reutilização de água não potável são baseados em riscos microbiológicos.

Existem duas formas de avaliar os riscos:

 Método da avaliação quantitativa de riscos (AQR): utilizada quando a contagem de patógenos, a exposição da população e os dados da dose infeciosa são conhecidos. A AQR permite o cálculo teórico de riscos extremamente baixos a que a comunidade está exposta com a reutilização da água. O método é capaz de fornecer estimativas de riscos com duas ou mais ordens de magnitude inferior àqueles fornecidos por estudos epidemiológicos.

 Método da avaliação de riscos imputáveis (RI): Considera as cadeias epidemiológicas, fatores físicos e sociais que afetam a probabilidade de desenvolvimento de doenças como um resultado da exposição à água reutilizada. As diretrizes e padrões são baseadas no princípio da incorrência de nenhum aumento do risco para a população por meio da reutilização da água. O método da avaliação de riscos imputáveis não é tão sensível como o AQR na estimativa do risco, pois os estudos epidemiológicos são, por natureza, limitados.

Os padrões e as diretrizes de reutilização da água variam de acordo com o tipo de aplicação, com o contexto de cada região, e com os riscos que essa prática implica. Dependendo das especificações do projeto, vão existir diferentes requisitos de qualidade, processos de tratamento, critérios de operação e confiabilidade. No entanto, o ponto de partida de qualquer projeto de reutilização da água, independentemente do ponto de aplicação, é a segurança da saúde dos utilizadores. Por essa razão, os parâmetros microbiológicos são os que receberam a maior atenção nas regulamentações de reutilização da água. Uma vez que não é viável a monotorização de todos os agentes patogénicos, alguns indicadores biológicos específicos são utilizados para minimização desses riscos – EPA (2004).

4.5.1. RISCOS QUÍMICOS

Segundo Metcalf & Eddy (1995), os contaminantes químicos dividem-se em contaminantes orgânicos e contaminantes inorgânicos.

35 Os contaminantes inorgânicos são provenientes de compostos não metálicos, metais e gases ionizáveis dissolvidos.

Já nos orgânicos não é possível distinguir os seus componentes separadamente. Cunha (2008), indica que no grupo dos contaminantes orgânicos, alguns compostos têm seus efeitos tóxicos, agudos ou crónicos, conhecidos e outros ainda não, o que representa um problema, com a impossibilidade da sua remoção – Silva et al. (2010).

4.5.2. RISCOS BIOLÓGICOS

Uma das grandes preocupações associada à água reutilizada é a transmissão de doenças infeciosas a partir de fezes e urina proveniente de humanos e animais infetados, que estejam presentes no sistema de esgotos.

Segundo Hespanhol (2003), estes organismos não são sinónimo de transmissão de doenças, uma vez que existem vários fatores que fazem variar as probabilidades de captação de doenças, como as características dos microrganismos infeciosos, a condição dos hospedeiros ou os padrões de higiene das condições sanitárias. As doenças relacionadas com os esgotos podem ser divididas em cinco partes distintas – Giordani (2002):

 Doenças não latentes e de baixa persistência: doenças causadas por vírus e protozoários, sendo as moscas e eventualmente moluscos os vetores de transmissão;

 Doenças não latentes e de média persistência: doenças transmitidas por bactérias, sendo os maiores transmissores as moscas:

 Doenças latentes, persistentes e sem hospedeiro intermediário: uma das categorias mais perigosas devido à extensa média de vida;

 Doenças latentes, persistentes e com hospedeiro intermediário animal;  Doenças latentes, persistentes e com hospedeiro intermediário aquático.

Os organismos patogênicos, bactérias, e vírus são facilmente removidos em estações de tratamento de esgoto, porem os cistos de protozoários são mais resistentes. Mas por serem de maiores dimensões e mais densos, facilitam a sua remoção por sedimentação e filtração.

Conforme a EPA (1992), a avaliação dos riscos pode ser avaliada pela intensidade, pela escala adversa dos efeitos ou pelo potencial de recuperação.

Alguns dos riscos podem ser identificados como:

 Contaminação do solo e da água subterrânea: a utilização das águas reutilizáveis para irrigação, quando usada por períodos alargados pode acumular substâncias tóxicas e aumentar a salinidade do solo. Dependendo da profundidade do lençol freático e do tipo de solo, a contaminação pode chegar a atingir as águas subterrâneas comprometendo a sua qualidade.

 Redução da disponibilidade hídrica: a vazão de alguns recetores depende do lançamento dos efluentes. A prática da reutilização faz com que estes efluentes abasteçam outro utilizador e podem ainda serem lançados noutro corpo recetor fazendo com que alguns rios sofram redução de caudal ou até mesmo desaparecer.

 Alteração do ecossistema: a contaminação e falta de água podem modificar as características naturais, o que provoca vários efeitos nos ecossistemas aquáticos.

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Estes riscos podem ser minimizados se a água com fins de reutilização tiver um tratamento adequado. Isto implica não se misturar com a água potável e haver uma boa sinalização dos pontos de consumo.