O 21 de abril de 1500 marcou não apenas o descobrimento de uma nação com dimensões continentais, mas uma nova etapa histórica para o Estado que se consolidaria no cenário geopolítico mundial como Brasil.
Por todo o país existem sinais da existência do homem há 40 mil anos, como anunciado pela arqueóloga Niéde Guidon para dezenas de cientistas de todo o mundo durante o Global Rock Art realizado na Serra da Capivara, interior do Piauí, em julho de 2009. O anúncio se fez a partir da comprovação de que naquela localidade existem pinturas rupestres com esta idade.
O fato é que, ao chegarem ao Brasil, os portugueses aqui encontraram não uma, mas inúmeras raças como os Tupinambás, os Tupis, os Guaranis, os Xavantes, os Ianomâmes, os Guadalajara, dentre outros, que se espalhavam pelas florestas da Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal e inúmeros outros lugares. Estima-se que existia no Brasil uma população de aproximadamente cinco milhões de habitantes no início do século XVI (OLIVIERI, 2009, s/p).
O processo de colonização predatório e o choque entre a cultura portuguesa, que visava explorar economicamente a nova colônia usando a força de trabalho do povo que aqui vivia, e, a cultura deste povo, que tinha como base o trabalho comunitário visando o bem comum, foi por algum tempo um entrave aos planos portugueses, como também, foi motivo para que se praticasse uma verdadeira caçada aos aborígenes brasileiros e se realizasse o massacre paulatino das nossas raças primitivas, que foi levado a cabo pelos bandeirantes entre os séculos XVI e XVIII.
No entanto, para além da dizimação dos índios brasileiros, houve uma miscigenação entre os invasores portugueses e os nossos primeiros habitantes. Dessa inicial mistura de raças, nasceu não só uma nova etnia com características peculiares, mas houve uma mistura de vocabulários, de hábitos, de costumes, enfim de culturas, ou para usar a expressão de Burke (2005) já citada, um encontro cultural.
tráfico negreiro para as terras brasileiras, prática que já haviam adotado em outras colônias. Em 1532 o Brasil receberia a primeira leva de negros e iniciava um processo de escravidão que perduraria por mais de três séculos.
Os negros que vieram para o Brasil foram comprados em vários pontos da África e possuíam culturas diferentes entre si. Um dos grupos mais importantes a chegar ao nosso país através da Bahia foi o Sudanês, com etnias diferenciadas, entre eles estavam Iorubas, Nagôs, Geges e Minas. De origem mulçumana vieram os Fulas e os Mandês. Em grande número vieram os Bantos, os Angolas, os Congos, os Moçambiques, dentre inúmeros outros grupos.
Os negros escravizados e trazidos ao Brasil não só, eram grupos étnicos diferenciados, como possuíam cultura e religião diferentes e sua influência na cultura brasileira é visível na culinária, na religião, nas danças, nos costumes, nas festas e em muitos outros aspectos.
Estima-se que entraram no Brasil em três séculos de tráfico negreiro mais de 2 milhões de negros (IBGE, 2000, p.223). Número suficiente grande para influir nos processos culturais do país.
Em tese, estes são os três principais grupos étnicos que formam o povo brasileiro: habitantes originais ou índios, portugueses e negros. A estes, juntaram-se outros tantos, que em diferentes períodos históricos estiveram presentes no Brasil, como os holandeses que ocuparam Recife, ou os franceses que estiveram presentes no Maranhão, e, posteriormente, após a abolição da escravatura, os italianos no Sudeste, os alemães no Sul, e ainda os japoneses, chineses e espanhóis, sem contar com os judeus que de uma forma ou de outra, sempre estiveram presentes no processo de desenvolvimento brasileiro.
O Brasil é, assim, um país que possui uma pluralidade étnica visível, ao tempo em que se proclama um país de iguais, no entanto, a realidade social e econômica desmente a imagem de país sem preconceitos, pois, invariavelmente, na base da pirâmide encontram-se os negros e outras minorias. Estes, por sua vez, agora possuem uma voz, relativamente, mais forte e atuante e, estão conseguindo implantar, através dos poderes constituídos, políticas públicas de acesso à educação, ao emprego e ao reconhecimento de sua cultura. Pregando a diversidade e a identidade negra no Brasil.
Os índios, por sua vez, não possuem vozes tão atuantes, nem poder de coerção suficiente para impor ou mesmo negociar políticas de inserção, muito embora, desde muito tempo possuam uma fundação que lhes representa, a FUNAI- Fundação Nacional do Índio. O fato é que estes se encontram espalhados em pequenos grupos por todo o país.
sempre são respeitados, assim como, sua cultura. Os índios nem sempre conseguem o respeito necessário e, comumente, são prejudicados pelo poder econômico, que em nome do progresso invade suas terras.
Diante do contexto exposto, podemos afirmar que através do conhecimento dos cruzamentos étnicos e culturais que se processaram em terras brasileiras é possível compreender a grande diversidade cultural existente em cada ponto de nosso território, mas é impossível enquadrar em um mesmo locus identitário as variantes culturais que possuímos, uma vez que somos a mescla de milhares de nações indígenas, com várias nações negras africanas e inúmeras raças européias e asiáticas, que se cruzaram em momentos e espaços distintos. De todas essas misturas nasceram inúmeras e variáveis formas de manifestações artísticas, como também, costumes diversos e um sincretismo religioso único.
A língua oficial e uniforme em todo o país é o português, mas não é a única a ser falada em território nacional, existem várias línguas indígenas em uso no país, assim como, dialetos africanos e línguas européias que são faladas em pequenos povoados espalhados pelo Brasil. No entanto, é a língua portuguesa o primeiro elemento da unidade nacional, mesmo que esta possua inúmeros regionalismos e tenha sofrido a inserção de palavras das línguas tupi e guarani, por exemplo, ou das línguas africanas e, mais recentemente, tenha recebido vocábulos anglicanos.
É, no entanto, difícil, se falar em uma cultura brasileira uniforme, já que nada no país é uniforme. Somos muitos e distintos. A cultura dominante foi, por muito tempo, a branca e européia, mas a esta se junta agora, em um processo de renegociação de estruturas do poder, perpetuada ao longo dos séculos nas classes dominantes, a cultura negra que representa simbolicamente outras minorias. Estas, sempre estiveram presentes na cultura que se denomina erudita, principalmente, através de um processo de hibridação constante e comumente encontrado na literatura, na música, nas artes plásticas, etc.
Neste ínterim, no entanto, o que nos interessa de fato é compreender como no Sudeste se desenvolveu uma cultura de progresso econômico mais atuante que fez com que esta região se destacasse em relação às demais. O que nos interessa é conhecer porque as indústrias, as empresas e as pessoas se aglomeraram em torno de duas grandes cidades e destes lugares passaram a comandar os destinos econômicos e culturais do país, muito embora, o palco do poder tenha mudado para o Centro-Oeste há cinqüenta anos.
Também nos é importante mencionar os vestígios que apontam para a formação de uma imagem de pobreza e degradação da região Nordeste ao longo do século XX, já que a mesma era relativamente próspera durante o período colonial e império e que mesmo
possuindo, hoje, grandes e plurais zonas de desenvolvimento econômico incontestáveis, possui os piores índices de IDH- Índice de Desenvolvimento Humano.
Importa ainda falar que a região Norte mesmo sendo a mais rica em recursos naturais e alvo da cobiça mundial, permanece no ostracismo dos investimentos em infra-estrutura, educação, saúde e cultura, e que mesmo sucede em menor escala no Centro-Oeste, ou, ainda comentar sobre as diferenças do Sul. Enfim, saber que forças movem o país e sempre na mesma direção.
Cultura e poder no Brasil
Durante o período de colonização o poder centrava-se, sobretudo, nas regiões de maior desenvolvimento econômico, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Primeiro o conhecido ciclo do ouro, depois o ciclo da cana-de-açúcar, posteriormente, o café. Os portugueses plantaram aqui a semente de uma economia monocultora. Mais adiante tivemos o ciclo da borracha no Norte e de outros produtos no Nordeste, como o gado.
As regiões se desenvolveram de forma não linear e ganharam em importância conforme o lucro que podiam gerar para a coroa, atraindo os poucos investimentos realizados por Portugal na colônia, uma vez que aquele país adotava um modelo colonial de exploração, bem diferente do modelo inglês, por exemplo.
Durante o Segundo Reinado, a Bahia seguida de longe por Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, governou o país na maioria dos mandatos parlamentares, tendo seus políticos, ocupado a Presidência do Gabinete de Ministros por mais de onze Ministérios. Essa Província, assim como, Pernambuco, representava o poder econômico da cana-de-açúcar. Mas, ainda no século XIX o poder político seria compartilhado por São Paulo e Rio de Janeiro, em face da mudança na economia agrícola que antes tinha como base a monocultura da cana e, que passou, naquele momento, para o produto café.
No princípio do século XX, São Paulo e Minas Gerais oficializariam a política “café- com-leite” revezando seus representantes na presidência do Brasil. Os gaúchos também teriam seu espaço e logo sua oportunidade de governar o país, com Getúlio Vargas. O poder político estaria assim, desde o princípio relacionado diretamente ao poder econômico e este, por sua vez, dependeria e em grande medida ainda depende dos “favores” do primeiro, através das leis de isenções fiscais para instalação de indústrias em determinados territórios e não em
outros, ou das concessões públicas para exploração de serviços em uma região e não em outra, dentre inúmeras formas, através das quais se realizam os favores entre os campos político e econômico no Brasil.
Todavia, o processo de identidade cultural brasileiro teria o Rio de Janeiro como o seu principal centro de projeção, influenciado por uma cultura européia, principalmente, francesa. Durante muitos anos como capital brasileira, o Rio guardou a grandeza de uma cidade imperial. No período do império esta cidade projetava-se para o país como exemplo de civilização, para onde concorriam os homens letrados, os jornalistas e os intelectuais, em um ambiente fomentado pelo governo monárquico, e, aonde se instalariam importantes instituições educacionais e culturais, ícones simbólicos do processo de desenvolvimento cultural do país. Depois com a proclamação da República, o Rio não perderia o seu encanto, ao contrário, se tornaria mais vibrante e teria o auge em meados do século XX, sendo ainda hoje o principal emissor de mensagens da simbologia que sintetiza a identidade brasileira para o mundo.
São Paulo se consolidaria como o grande centro econômico do país e tiraria paulatinamente do Rio de Janeiro, o lugar de cidade mais cultural do país. Para lá, passaram a confluir investimentos de todas as naturezas, inclusive para a área cultural, tanto no que concerne ao mercado de bens simbólicos, como referentes a outros aspectos.
Estes dois maiores centros urbanos brasileiros se tornariam ao longo do século XX o resumo de um país, impossível de ser resumido, e que se prolonga para além das avenidas Paulista (SP) e Vieira Souto (RJ), mas que se alastra pelos confins da Amazônia, passa pela imensidão do Nordeste, inclusive pela riqueza das manifestações do sertão, pelas terras do Centro-Oeste, se concretiza na diversidade do Sul e alcança as serras mineiras e as praias capixabas.
Não vamos aqui elencar as nossas inúmeras e distintas manifestações, nem nossas variações lingüísticas e os inúmeros sotaques, como também, o nosso modo de ser em cada região, porque seria outra tese, com o foco na diversidade cultural brasileira, o que não é nosso objetivo. Entretanto, entraremos rapidamente na formação e na história cultural das regiões brasileiras, para que possamos compreender a atual conformação das mesmas no espaço geopolítico e econômico do país.
Começando pelo Sudeste, na contemporaneidade, o Estado de São Paulo teria o seu grande momento de ascensão com o ciclo do café, este por sua vez, teve em seu processo dois cruciais momentos, o primeiro com a libertação dos escravos e o segundo com a importação de mão-de-obra italiana e japonesa, que se instalou nas fazendas de café, mas que trazia uma
cultura laboral diferente e não estava disposta a se transformar em uma nova casta de escravos brancos. Posteriormente, com a queda do preço do café e o fim desse ciclo econômico, grande parte dos trabalhadores imigrados passou a se dedicar a outros fins, sobretudo, industriais, e daí nasceram algumas das grandes indústrias brasileiras.
Esse processo de imigração provocado por uma determinada confluência no final do século XIX levou São Paulo à outra realidade no início do século XX. A cultura dos imigrantes trouxe conseqüências e influiu na formação da sociedade paulista. Na área cultural, por exemplo, estes estavam acostumados à prática do mecenato por parte da aristocracia e da burguesia, e, se vendo em uma posição similar de poder econômico, resolveram aqui, construir espaços culturais e fomentar manifestações artísticas, a exemplo dos Matarazzo.
Esse avanço industrial do início do século atraiu um grande contingente populacional de outras regiões do país, principalmente, do Nordeste. Os nordestinos também influíram e ajudaram a construir o Estado que é hoje o mais poderoso do ponto de vista econômico dentro do Brasil. A cultura nordestina também foi para São Paulo para se projetar para o país, e ainda ajudou a construir a cara que esta possui. A começar por intervenções como o MASP que foi criado a partir de uma iniciativa de Assis Chateaubriand.
O crescimento econômico do Sudeste seria, no entanto, fomentado com mais vigor e investimentos durante a ditadura militar e do chamado período do “milagre econômico”, quando grandes infra-estruturas foram construídas e se realizou o incentivo à instalação de muitas empresas internacionais, potencializando a centralização de recursos já iniciada nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
O Sul teria uma formação diferente, sobretudo, por se tratar de uma região que possui um clima mais ameno, o que atraiu uma imigração européia intensa, mas também porque esteve durante muitos anos em disputa geográfica com os demais países da chamada Colônia Cisplatina.
Durante o final do século XIX e início do século XX o Sul recebeu um grande número de imigrantes alemães e de outras origens germânicas, o que proporcionou a esta região um impulso industrial singular, fomentado pela cultura trabalhadora dos imigrantes que provinham de regiões já industrializadas e que deram ao Sul, não só uma cara diferente do restante do país, mas várias identidades fragmentadas, já que europeus de diversas origens ali se instalaram. Ainda hoje existem nos estados sulistas, regiões que são dominadas por culturas européias e, que muito se distanciaram da origem cultural dos brasileiros que ali viviam antes da imigração, mas, de algum modo é possível observar que mesmo nestes recintos, conservam-se certos traços e valores nacionais, o que só foi possível a partir de um
processo de hibridação.
O Nordeste é singular e plural ao mesmo tempo. De grande influência cultural portuguesa em todos os valores encontrados na região, o Nordeste teve ainda uma grande participação indígena e negra em sua formação. Dessa mistura nasceram povos com características distintas e que se posicionaram de acordo com a região em que viviam. O clima árido e seco em seu interior foi, ao lado de outros fatores, como a política de coronelismo, dominação e corrupção, um dos motivos que levou o Nordeste a ter uma imagem negativa no cenário brasileiro. De um lado, a pobreza que se instaurou fomentada por estes fatores e, de outro, a ausência de políticas públicas, por parte dos governos, que fossem eficazes no combate a esta realidade.
No litoral nordestino, nos cerrados e em algumas regiões do meio-norte, outro panorama se formou, uma vez que a formação geográfica, a existência da zona da mata e outros tipos de vegetação, assim como, a abundância de água, possibilitaram a existência de uma realidade econômica próspera.
Para além da economia, a formação cultural dos povos é visível a partir de uma maior ou menor influência dos negros, que estiveram presentes em grande número nas províncias mais desenvolvidas durante o Brasil colônia e império, como Bahia, Pernambuco e Maranhão. Nestas regiões o povo apresenta traços físicos e culturais que dão visibilidade à influência africana, desde a música, a culinária, os trajes, os penteados, e, principalmente, nos ritos religiosos. Nestas três regiões, principalmente, encontramos uma identidade cultural arraigada, um senso de pertencimento e de orgulho bem visível. O que difere das regiões de colonização tardia como o Piauí, aonde a presença do negro foi menor e aonde a construção de imagem negativa no século XX fez com que o senso de pertencimento se tornasse fraco. Ainda no Nordeste, encontramos nichos de colonização espaço-temporal holandesa e francesa, que contribuíram ainda mais para a miscigenação.
No Norte a influência indígena sobrepõe às demais, muito embora, os ingleses tenham deixado seus rastros e ainda hoje estejam presentes, como também outros povos. A influência das inúmeras raças indígenas é constante na culinária, nas músicas, nas danças, nos traços físicos. Por outro prisma, é certo que a geografia e a natureza beneficiaram a preservação do meio-ambiente, hoje, bastante explorado, mas também dificultaram a chegada de benefícios públicos, em face de não existir uma rede de transportes pluviais capaz de transportar grandes estruturas. Todavia, apesar de sua grande importância para o mundo, o Norte continua como região esquecida e desarticulada do cenário nacional. Neste quadro, as últimas gestões federais se esforçaram no sentido de instalar mecanismos de proteção e
vigilância na Amazônia, porém, continuam esquecendo de que recursos para educação, saúde, transporte e cultura, visando dar acesso ao povo, são tão, ou, mais importantes do que os investimentos em segurança territorial.
Por último, o Centro-Oeste que se desenvolveu como uma região agrícola e nesse sentido, tem obtido crescimento econômico louvável. A transferência da capital federal para o planalto central decerto foi um fator determinante para o progresso da região, no entanto, para além das capitais dos estados que a compõem, pouco se conhece da imensidão do centro brasileiro e de sua enorme riqueza. No entanto, a cultura dos que ali vivem é, hoje, influenciada também pelos gaúchos que para lá se dirigiram a fim de promover a agricultura. Sendo um pólo de biodiversidade de grande importância mundial, aonde o pantanal se destaca; sendo ainda, uma grande produtora agrícola e de carne bovina do país, a região Centro-Oeste, no que concerne ao fomento da área cultural, não tem recebido atenção suficiente.
Assim é que diante do pequeno cenário projetado acima, percebemos que a energia que move o Brasil, a exemplo, da maioria das economias capitalistas está atrelada, principalmente, a dois eixos: ao econômico e ao populacional. Ambos através da concentração e da força política. Deste modo, por aqui, e, teoricamente, seguindo os princípios democráticos, os investimentos públicos vão para aonde se encontra a maior parte da população, já os privados atendem aos princípios do capitalismo e concorrem para os espaços aonde o retorno econômico é mais viável. Isto faz com que no Brasil, concentração humana e urbana venha a ser sinônimo de progresso, pois somente em lugares de grande aglomeração populacional é que se encontram os serviços básicos e essenciais à qualidade de vida das pessoas, e ainda, as maiores e melhores empresas de produtos e serviços que de quebra exigem a melhor infra-estrutura viária, de transporte, etc. Todavia, nem mesmo nas grandes cidades os serviços públicos conseguem atender a população que foi para elas atraída e, invariavelmente, estas metrópoles, que se proliferam por todo o país, possuem bolsões de pobreza e nichos de violência, provocados pelo grande desnível social.