PART 6 – RESULTING CONTRACT CLAUSES
1.0 General
1. A infecção pela cepa Colombiana de T. cruzi nos animais não imunossuprimidos via icv, tratados ou não com fármacos colinérgicos não apresentou parasitemia patente nos grupos avaliados 15 e 30 d.p.i, enquanto a imunossupressão favoreceu a multiplicação do parasito, com consequente surgimento de parasitemia patente nos animais infectados via ip e icv, tratados ou não com fármacos colinérgicos, nos dois tempos de avaliação. O grupo de animais inoculados diretamente no cérebro e imunossuprimido (via icv) apresentou parasitemia mais elevada;
2. O tratamento com o fármaco agonista colinérgico carbacol, nos animais imunossuprimidos, pareceu proteger/bloquear a entrada dos parasitos nas células cerebrais, o que repercutiu no baixo nível de parasitemia observado nos animais por 15 e 30 d.p.i;
3. O tratamento com o fármaco antagonista colinérgico atropina, em animais imunossuprimidos, pareceu favorecer/potencializar a entrada dos parasitos nas células cerebrais, o que refletiu na alta parasitemia observada;
4. Os parasitos inoculados via ip não conseguiram atravessar a barreira hematoencefálica e não infectaram a meninge ou encéfalo desses animais, independente da imunossupressão e do tempo de avaliação;
5. A inoculação dos parasitos via icv em animais não imunossuprimidos avaliados no 15º d.p.i, causou alterações histopatológica importantes e variadas e suspeita da presença de ninhos de amastigotas. Nos animais avaliados no 30º d.p.i as alterações cerebrais foram discretas;
6. A imunossupressão em animais infectados via icv, causou lesões com aumento da celularidade com discretos sinais de degeneração celular, além da presença frequente de ninhos de parasitos, inclusive em neurônios hipocampais.
7. O tratamento com carbacol (agonista colinérgico) em animais não imunossuprimidos infectados pela via icv (carbacol+icv) preservou o cérebro durante a infecção avaliada no 15º d.p.i. Nos animais avaliados no 30º d.p.i. foi encontrada inflamação mononuclear focal com presença de parasitos, predominantemete na área próxima ao local da inoculção (crtico-talâmico). 8. O tratamento com a atropina (antagonista colinérgico) em animais não
imunossuprimidos infectados via icv (atropina+icv) favoreceu a infecção pelo T. cruzi, causando no cérebro lesões mais graves com presença de parasitos em
ninhos e isolados, em animais avaliados no 15º d.p.i. No 30º d.p.i a infecção cerebral apresentou o mesmo perfil de reatividade semelhante;
9. A imunossupressão intensificou ainda mais o parasitismo no cérebro dos animais do grupo (atropina+icv) demonstrado pelo parasitismo em todas as áreas cerebrais com importantes alterações degenerativas do cortical e do parênquima; 10. A inoculação de salina pela via icv causou meningite reacional no tempo de 15
d.p.i., independente da imunossupressão;
11. A inoculação de parasitos via ip não alterou o estado de ansiedade dos animais, independente da imunossupressão. Já a administração de salina ou parasitos ou bloqueadores (carbacol ou atropina) via icv nos animais não imunossuprimidos induziu um leve estado ansiolítico;
12. A infecção via icv nos animais imunossuprimidos induziu um quadro ansiogênico, por outro lado a ativação da via colinérgica (tratados com carbacol) induziu um quadro menos ansiogênico nos animais. O bloqueio da via colinérgica muscarínica (tratados com atropina) não alterou o estado de ansiedade dos animais;
13. A inoculação de parasitos via ip e de salina via icv não comprometeram a atividade motora e o equilíbrio dos animais, independente da imunossupressão. 14. A infecção via icv comprometeu o estado locomotor dos animais não
imunossuprimidos.
15. O tratamento com o agonista colinérgico carbacol melhorou o estado locomotor e o equilíbrio dos animais e o tratamento com o antagonista colinérgico muscarínico prejudicou;
16. A imunossupressão promoveu um prejuízo ainda maior na locomoção e no equilíbrio nos animais infectados via icv tratados com antagonista atropina (atropina+icv), enquanto o tratamento com o agonista (carbacol+icv) protegeu parcialmente o estado locomotor e de equilíbrio dos animais;
17. A infecção via icv com intervenção da imunossupressão também ocasionou outras alterações comportamentais como andar em círculo, perda de pêlo e piloereção;
18. O bloqueio da via colinérgica muscariníca, pelo tratamento com atropina, causou piloereção nos animais não imunossuprimidos. A imunossupressão nesse grupo de animais causou coluna encurvada, convulsões, dificultade de locomoção e piloereção;
19. O fármaco agonista carbacol durante o processo de inoculação protegeu os animais da infecção com a infecção com a cepa Colombiana de T. cruzi em modelo animal normal e imunossuprimido. Por outro lado, o fármaco antagonista muscarínico atropina potencializou o processo de infecção.
8. 0 CONCLUSÃO
A infecção em camundongos via icv se apresentou como um bom modelo para o estudo da doença de Chagas nervosa. A via colinérgica muscarínica está envolvida no processo de infecção e seu bloqueio favoreceu a infecção com a observação de maior parasitemia, parasitismo e lesões que repercutiram proporcionalmente nas alterações comportamentais dos animais.
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