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Inverse d’une matrice

Dans le document PRÉPARER LE BACCALAURÉAT (Page 100-115)

O modelo de associativismo profissional militar, instituído nos países do norte da Europa, sofreu um processo evolutivo mais longo pelo facto de ter surgido mais cedo e de os regimes de democracia onde floresceram terem permitido o seu desenvolvimento. Supostamente o Modelo Ideal, com o qual os militares portugueses se identificam aproxima-se do modelo de associativismo do norte da Europa. Pretende-se

verificar se as percepções dos militares confirmam a vontade generalizada de evoluir para o referido modelo.

Foi solicitado aos inquiridos que, dos 12 itens inseridos no inquérito, seleccionassem e ordenassem, por grau de importância, quatro que caracterizam o modelo de associativismo militar existente (Modelo Actual) e, seguidamente, que dos mesmos 12 itens, seleccionassem quatro que caracterizam o modelo que, na sua perspectiva, deveria ser idealmente seguido (Modelo Ideal).

Os respondentes foram ainda convidados a responder se eram ou não sócios e, em caso afirmativo, a qual das APMs aderiram. Num último campo, apelou-se aos inquiridos para, em texto livre e, justificando as suas afirmações, explanarem de uma forma geral, a avaliação que fazem da actuação das APMs na defesa dos interesses profissionais dos militares.

O inquérito foi elaborado num ficheiro em Microsoft Excel, com preenchimento automático, por recurso a caixas de combinação. O ficheiro agrupa a totalidade das respostas em folha separada, por forma a posteriormente facilitar a recolha.

Antes da administração do questionário procedeu-se ao seu pré-teste. Nesta fase, foi pessoalmente pedido a cada militar que preenchesse o questionário, após o que se procedeu a uma discussão sobre o mesmo, com vista a identificar dificuldades na interpretação e na compreensão dos itens e da forma como estão organizados. O questionário foi sucessivamente apresentado a 28 respondentes e, em face das dificuldades detectadas, principalmente sobre a forma como os itens eram visualizados, procedeu-se ao seu rearranjo na página de respostas. Foram também analisados vários comentários à formulação dos itens, nomeadamente no respeitante aos tempos verbais, que poderiam dificultar a percepção da dicotomia entre o presente (Modelo Actual) e o desejável (Modelo Ideal).

O questionário foi administrado por via electrónica. A administração por via electrónica é económica e rápida e não exige requisitos técnicos sofisticados. Apresenta, contudo, a desvantagem de exigir o acesso aos endereços electrónicos das pessoas a inquirir.

Havendo a percepção que o associativismo militar é um tema cuja abordagem gera, em muitos militares, alguns constrangimentos, e que a documentação relacionada com as APMs tem, por parte das chefias militares, um tratamento diferenciado face a outra informação não especificada, que circula pelas Unidades, considerou-se que seria

aconselhável oficializar a circulação do inquérito e eliminar quaisquer condicionamentos à livre resposta. Foi requerido aos Ramos das FAs autorização para difundir o inquérito através dos serviços de correio electrónico de cada um, em requerimento dirigido aos respectivos Chefes de Estado-Maior. O pedido obteve resposta favorável por parte da Força Aérea27; resposta condicionada por parte do Exército28 e resposta negativa por parte da Marinha29, o que se constitui como uma das limitações do estudo. Paralelamente, foram contactadas as APMs, que se disponibilizaram para reencaminhar o inquérito às respectivas listas de contactos.

A posição inicial do Exército, relativamente ao presente trabalho e questionário, foi de assentimento, mas quando foi formalizado o pedido para a sua difusão, esta posição oficial matizou-se. A decisão relativa à autorização para veicular o questionário pelos meios oficiais do Exército ficou dependente de uma reformulação do pedido onde figurassem, de forma mais explícita, os objectivos do trabalho. A decisão ficou ainda dependente da apresentação, para análise, de uma cópia do questionário a difundir. O Exército não deu qualquer resposta ao pedido reformulado, pelo que os militares do Ramo que responderam ao questionário, apenas dele tomaram conhecimento por outras vias que não a difusão oficial.

Tal como já referido anteriormente, o associativismo militar é um tema de difícil discussão, gerando ainda muitas desconfianças por parte das chefias militares. É um facto que as APMs, nomeadamente as que congregam pessoal na efectividade de serviço, têm tomado algumas posições que, nas questões de fundo, concorrem com as posições das Chefias. Contudo, a forma de abordar os temas, a estratégia para alcançar os mesmos objectivos e as posturas de uns e de outros, são, por vezes, antagónicas.

Face ao acima exposto, o questionário foi administrado da seguinte forma, pelos meios oficias da Força Aérea, pelas APMs e por outros contactos informais:

• Os serviços de informática da Força Aérea difundiram o questionário a 659 oficiais e sargentos, dos quadros permanentes na efectividade de serviço com contas de correio electrónico nominal, criadas em servidores externos. A Força Aérea conta com 1320 oficiais e 2450 sargentos dos quadros permanentes. Alegadamente, por

27 (Anexo 4) ─ Notificação do Gabinete do Chefe de Estado-Maior da Força Aérea. 28 (Anexo 5) ─ Notificação do Gabinete do Chefe de Estado-Maior do Exército. 29 (Anexo 6) ─ Notificação do Gabinete do Chefe de Estado-Maior da Armada.

razões de segurança informática, decorrentes de políticas de segurança interna de regras de segurança militar, não foi usado o serviço privativo de correio electrónico. • A ANS encaminhou o ficheiro a 3.500 endereços, tendo recebido cerca de 1.500

devoluções por razões variadas. Em termos de balanço, terão sido efectivadas cerca de 2.000 entregas, maioritariamente a sócios. Contempla-se a possibilidade da existência de alguma sobreposição com os militares endereçados pela Força Aérea. • A AOFA difundiu o ficheiro a cerca de 800 endereços, maioritariamente de sócios.

Certamente haverá alguma sobreposição com os endereçados pela Força Aérea. • A ASMIR publicou e publicitou o questionário no seu sítio da Internet. A ASMIR,

reúne mais de 3.000 sócios, mas nas suas listas de endereços electrónicos conta com apenas uma centena de entradas. O correio electrónico não poderá ser considerado um vector relevante na comunicação com os associados.

• A inexistência de autorização por parte do Exército, e consequente difusão do questionário à totalidade dos militares, teve como efeito um limitado número de respostas. Verificou-se, ainda, uma desproporção do número de respondentes de militares sócios, face aos militares não sócios. A inexistência de uma resposta negativa, relativamente à autorização para a difusão oficial do questionário, não permitiu que se tomassem, em tempo oportuno, outras opções de difusão apoiadas em listas particulares de endereços de militares.

• Os militares da Armada constituiu-se como o subgrupo de mais difícil acesso, devido à não colaboração desta instituição na difusão do questionário. Após esta difusão, realizada pelas APMs, foram recebidos 27 respostas de marinheiros. Estes voltaram a ser contactados e convidados a reencaminhar o questionário para as respectivas listas de contactos pessoais, em especial a militares não sócios de qualquer APM.

A recolha dos questionários realizou-se a partir de uma conta de correio electrónico localizada no servidor da Universidade de Aveiro. As respostas a cada questionário, constituíram-se como uma linha de uma matriz em Microsoft Excel. Posteriormente a referida matriz foi trabalhada por funcionalidades do Microsoft Excel e por recurso à aplicação Statistical Package for Social Sciences (SPSS).

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