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Introduction

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A formação da subjetividade agrega particularidades diante da configuração do contexto contemporâneo, isso porque o ritmo veloz da mudança tecnológica e informacional produz efeitos na forma de se relacionar com o mundo. Diante desse contexto, parece cada vez mais forte o apelo da indústria cultural para a produção de necessidades, desejos e pensamentos através dos meios de comunicações, especialmente via televisão e internet. Aliado a esses fatores, o ciberespaço traz consigo um paradoxo: ao mesmo tempo em que encurta espaços e aproxima as pessoas, oportuniza a democratização da informação e a expressão das subjetividades, também isola as pessoas dentro de um universo virtual, dificulta a reflexão acerca das informações devido a seu fluxo e quebra a privacidade, dentre outros aspectos que também se atrelam a fatores políticos e econômicos. De acordo com Parente (2004), a subjetividade pode estar aprisionada de forma mais aperfeiçoada através do ciberespaço com a ideia da ubiquidade, por meio da qual o internauta pode ir a todos os lugares sem precisar se deslocar do seu lugar. Esse paradoxo reforça a relevância da mediação do professor11 na interação do aluno internauta com o computador on line.

A tecnologia é vista por Lévy como integrante da sociedade, ou seja, produto do meio social e da cultura. É um dispositivo de comunicação interativo e coletivo que propicia a construção e a expressão da inteligência coletiva. Isso porque o ambiente virtual apresenta uma gama de possibilidades para que o usuário na sua jornada pessoal o explore e o enriqueça

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A aprendizagem colaborativa se embasa na abordagem construtivista e parece se vincular à ideia de autonomia da aprendizagem, já que a colaboração entre os integrantes do grupo assume o propósito de contribuir para a aprendizagem individual e coletiva, a partir da interação. Essa forma de aprender demanda: ênfase no processo de aprendizagem, protagonização, a coautoria, a solidariedade, o respeito pelo outro, a cooperação, a responsabilidade e a ética. “A proposta de construir a aprendizagem colaborativa nos processos educativos implica em um instrumento de contraposição à perspectiva instrucionista, posto que compreende o ser humano como sujeito integral” (MENDONÇA; SILVA, 2011, p. 10).

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Nossa compreensão de mediação do professor no espaço escolar se embasa numa perspectiva de educação que reconhece os alunos como indivíduos com saberes construídos ao longo de história de vida e com capacidade para avançarem na sua formação humana. Desse modo, as intervenções pedagógicas do professor se processam sob o propósito de contribuir para a aprendizagem e autonomia dos alunos dentro das circunstâncias sociais, sobretudo, para a criticidade e sobriedade no enfrentamento dos desafios da realidade.

a partir de sua contribuição. Possibilidades que se atrelam à forma de uso, uma vez que “o tempo real pode inibir a reflexão, o discurso bem construído e a argumentação. Por outro lado, o clique generalizado permite a potência da ação imediata, o conhecimento simultâneo e complexo, a participação ativa nos diversos fóruns sociais” (LEMOS, 2003, p. 13).

Lévy (1999) concebe o ciberespaço de forma otimista, o que se expressa na afirmação de que reúne uma multiplicidade de vozes que se fazem ouvir e geram respostas. Nesse espaço, ocorre a interligação de diversos modelos comunicacionais, que processa de forma aberta entre computadores a nível mundial, através de uma codificação digital que “...condiciona o caráter plástico, fluido, calculável com precisão e tratável em tempo real, hipertextual, interativo e, resumindo, virtual da informação” (p. 92). Aponta três princípios orientadores do crescimento inicial do ciberespaço, a saber: a interconexão, a criação de comunidades virtuais e a inteligência coletiva.

O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo “cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço (LÉVY, 1999, p. 17).

Cazeloto (2008) contribui com essa discussão ao atentar para a dimensão política do ciberespaço, quando afirma que “...a polifonia não implica igualitarismo ou democracia, visto que alguns emissores continuam em situação privilegiada do ponto de vista de sua influência na cena coletiva” (p. 103). Para nós, essa reflexão chama atenção para o fato de que a relação de poder, a hegemonia também se expressa na internet. Ou seja, que há intencionalidades subjacentes que não nos permitempensar o ciberespaço como um ambiente neutro.

O ciberespaço é visto por Lemos (2002) como a evolução da linguagem aliada ao desenvolvimento tecnológico, “um hipertexto mundial interativo” (p. 131) que pode seguir para dois vieses: a separação, alienação e esgotamento da solidariedade, assim como pode servir como vetor de estar junto – religação através da cooperação e solidariedades diversas. Nessa perspectiva, o ciberespaço se configura como um modelo informatizado em que a comunicação se processa através da circulação de mensagens livres, disseminada de forma aleatória e associativa. Apresenta uma nova racionalidade que, por sua vez, altera a lógica clássica da comunicação: “editor-coletor-distribuidor”, pois o usuário tem a possibilidade de

ser (co) autor da mensagem, ou seja, a mensagem é aberta para outras contribuições, com autoria coletiva (LEMOS, 2002; SILVA, 2010b).

Com isso, percebemos que o ciberespaço irá conduzir a caminhos distintos, de acordo com a forma de acesso, ou seja, da mesma forma em que podemos sucumbir ao apelo para a alienação do sujeito, considerando sua dimensão política e econômica, também é possível potencializar nossa conscientização e a expressão da nossa politicidade. Nesse sentido, é interessante pensar a cibercultura a partir de alguns vieses: o contexto histórico de seu advento, a dimensão política, o filosófico e o educacional. Esse olhar nos subsidia para pensarmos o professor necessário, que pensa em rede12 e de forma crítica, que instiga os alunos a elaborarem questões sobre a vida e sobre si mesmo e que trabalha a argumentação. O que implica na constante reflexão acerca da realidade e das suas ações pedagógicas.

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