Chapitre II : Oxydation thermique humide pour le confinement électro-optique
I. Introduction
Perante o atual cenário de reestruturação e internacionalização das economias, ligado à grande mobilidade do capital, as cidades são forçadas a competirem entre si, a uma escala global, na atração de atividades, num jogo de soma nula. É neste contexto que surge uma proliferação de órgãos de desenvolvimento económico que agressivamente publicitam as suas cidades e contatam diretamente as empresas, na tentativa de as atrair para os seus territórios.
Segundo Paddinson, (1993), citado por Vicente, (2001 p. 14); no seu ponto de vista, aponta que,
“a competitividade entre cidades para atrair investimentos, apesar dos diferentes graus de intensidade, tem sido uma constante ao longo dos últimos anos. É, porém, nos períodos de reestruturação económica, em que o modelo espacial das atividades económicas está em remodelação, que essa competitividade atinge uma maior intensidade.”
A grande competitividade que atualmente se verifica entre as cidades para atrair
investimentos é, portanto, em grande média o resultado da reestruturação económica em curso.
No entanto, estas empresas, por sua vez, em resultado de uma grande oferta, tornam-se cada vez mais exigentes nas suas escolhas. Pelo facto de terem à sua disposição uma grande quantidade de informação sobre os vários locais, podem comparar cuidadosamente o que cada cidade oferecer em termos de custos, de benefícios e de qualidade de vida, tornando-se mais seletivas nas suas escolhas.
Perante este contexto, as cidades procuram desenvolver estratégias que assegurem elevados níveis de competitividade, lançando-se, para isso, em projetos variados que permitam manter, não só atividades mas também turistas e populações com determinadas capacidades. É grande, portanto, a concorrência entre territórios na atração/retenção investimentos, residentes, visitantes ou profissionais de determinadas áreas. (Caetano, 1996).
3.4 O Turismo
Do Conceito à Natureza de Turismo
O Turismo é uma atividade económica e social que ocorre através da deslocação temporária de pessoas para fora do seu ambiente habitual e que, por diversos motivos chegam a um lugar de destino, onde realizam vários atos particulares de consumo que provocam um efeito multiplicador em toda a economia local.
O Turismo interessa hoje em dia à maioria dos países, das cidades e mesmo das comunidades. Os líderes políticos reconhecem finalmente os seus benefícios económicos.
A partir da década de 50 do século XX introduziu-se o novo conceito de marketing na comercialização do turismo. Este novo conceito surge a partir da entrada de uma série de empresas no negócio turístico.
O turismo é diferente de outras indústrias ou atividades, pois o serviço prestado constitui uma amálgama que pode incluir componentes como o transporte, alojamento, comida, bebida, atracões, Pelas mais diversas razões o homem se movimentou de uns locais para outros mas porque, o fazia livremente não havia necessidade de o identificar por qualquer designação particular. A necessidade de uma expressão para designar o indivíduo que se desloca só se verificou quando o Homem se tornou sedentário, conduzindo à noção de territorialidade e de fronteira. A partir daí, passou a chamar-se hóspede (hospetes em latim, ou xénos em grego), viandante, viajante ou forasteiro.
Segundo Pearce et al., (1998), citados por Comoane, (2007), o Turismo é considerado como um conjunto de ações levadas a cabo tanto pelo setor público como no setor privado, concorrendo para a organização e funcionamento do setor do Turismo e para a oferta de serviços ou produtos turísticos, a turistas e consumidores, de forma sã e sustentável ou, parafraseando os autores retro mencionados.
OMT - Organização Mundial de Turismo, (2000), acrescenta que se entende por turismo as atividades das pessoas durante as suas viagens e estadas fora do seu meio envolvente habitual, num período consecutivo que não ultrapassa um ano, por motivo de lazer, negócios ou outros. Ficam de fora as viagens com o objetivo de exercer uma profissão fora do seu meio envolvente habitual.
O Turismo surge, neste âmbito, como uma atividade económica – a atividade turística – realizada no âmbito de uma parceria entre o setor público e privado, sem prejuízo do papel específico de cada um, com vista a satisfação das necessidades dos turistas ou consumidores de produtos ou serviços turísticos, aliás, mesmo para os autores que consideram o turismo como uma viagem.
Importância do Turismo
O Turismo é considerado, hoje, como a atividade económica mais importante do mundo em alguns países, regiões e localidades e constitui um fator determinante nos rumos do desenvolvimento.
Segundo (Figueira e Dias, 2001 pp. 4-5) “Podemos associá-lo com um fenómeno que apresenta
várias faces – social, geográfica, económica, cultural, ambiental – destacando-se em todos eles como forma que provoca mudanças, em rápidos processos de transformação. Provoca profundas modificações sociais, espaciais, económicas, culturais, ambientais e assim por diante, que podem ser positivas ou negativas para a localidade/destino do fluxo turístico.”
Como um fenómeno transformador de múltiplas faces com efeitos múltiplos na sociedade, o turismo é ainda pouco estudado. Não há dúvidas de que no setor dos serviços pode ser considerado uma importante alavanca da economia global, uma vez que representa um número elevado de empresas, hoje dependentes da atividade turística. Com o aumento do tempo livre, o turismo assume um lugar que já tinha sido delineado em épocas anteriores, como nos séculos XVII e XVIII: o de ter a função de educar e aprofundar o processo de socialização dos indivíduos e dos grupos sociais ao fomentar a interação e o intercâmbio de ideias e informações.
O movimento de pessoas que o turismo provoca, aproxima indivíduos de lugares distantes, intensifica as mudanças de hábitos, facilita a comunicação de diferentes povos, estabelecendo regras de convivência e compreensão entre a diversidade étnica e racial do mundo. Neste caso, pode-se falar do turismo como uma das faces da globalização, de intensificação da redução ou da eliminação de barreiras nacionais, mas também da circulação e do contacto interculturais.
No entanto, a globalização leva ao aumento do grau de competição entre as cidades, as pessoas optam por viajar não só dentro do seu próprio país mas também para outros destinos que oferecem, muitas vezes, o mesmo que é encontrado nas
proximidades, só que a um preço e qualidade melhor e que incluem outras particularidades que tomam o produto ainda mais atrativo para o visitante.
Podemos falar, pois, numa hierarquia de cidades:
Cidades globais que intensificam a disputa entre si de eventos e promoção para atrair cada vez mais visitantes e em que algumas estão consolidadas como destinos;
Cidades que disputam o mesmo espaço, procurando atraírem eventos e promoções que trarão pessoas e mais-valias económicas;
Cidades que disputam e promoções a nível nacional;
Cidades a nível regional.
O Turista
Todo o visitante que passa pelo menos uma noite num estabelecimento de alojamento coletivo ou num alojamento privado no local visitado.
Tendo em conta a fixação de um período mínimo de 24 horas, pode-se questionar como classificar aqueles que viajam, por exemplo, por motivos de lazer ou para participar num workshop, permanecendo no destino apenas algumas horas que no total não perfazem 24 horas? Com efeito, hoje em dia, pode-se tomar pequeno-almoço num país e jantar ou mesmo almoçar noutro.
Ora, na opinião de Sessa (1992), citado por Comoane, (2007), diz que existem dois elementos básicos que determinam o conceito de turista:
O primeiro refere-se ao caráter temporário da viagem empreendida pelo turista, de modo que esta parte de um lugar, geralmente o da sua residência habitual, para outro, permanecendo neste último por um determinado período de tempo. Neste contexto, o turista não se confunde com a viagem comum, pois este pode viajar por tempo indeterminado.
O segundo elemento, é a liberdade que caracteriza a viagem do turista diferentemente do militar, do estudante ou do trabalhador que em cumprimento de um dever patriótico, académico ou laboral, nem sempre voluntário, mesmo nos dois últimos casos.
Visitante – toda a pessoa que se desloca a um local situado fora do seu ambiente
habitual durante um período inferior a 12 meses consecutivos e cujo principal motivo de visita é outro que não seja o de exercer uma atividade remunerada no local visitado.
Figura 6: Classificação dos visitantes internacionais (OMT)20