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INTRODUCTION TO OTI-055 DATA BUFFER and POWER MANAGER

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POWER MANAGER

1.0 INTRODUCTION TO OTI-055 DATA BUFFER and POWER MANAGER

Partindo-se de um quadro de referência conceptual simples, construiu-se um outro, mais completo e elaborado, de acordo com os dados obtidos no decurso das leituras efectuadas para o desenrolar da investigação. A figura seguinte representa esse quadro.

Figura 1 – QUADRO DE REFERÊNCIA CONCEPTUAL

Formação da Auto-imagem Formação da Imagem da Profissão Realiza Representações e Auto-Representações Influências Internas e Externas Capacidade de Comunicação Contexto Histórico/Cultural Campo de Competências e Saberes Distribuição de Papéis Sociais

Políticas da Saúde /Legislação Profissão Feminina Formação

Definição de Funções /Papéis a Desempenhar Relação Médico/Enfermeira

Chefias de Enfermagem

História de Vida Profissional: Enfermeiro Personalidade Profissão: Enfermagem Formação da Auto-imagem Formação da Imagem da Profissão Realiza Representações e Auto-Representações Influências Internas e Externas Capacidade de Comunicação Contexto Histórico/Cultural Campo de Competências e Saberes Distribuição de Papéis Sociais

Políticas da Saúde /Legislação Profissão Feminina Formação

Definição de Funções /Papéis a Desempenhar Relação Médico/Enfermeira

Chefias de Enfermagem

História de Vida Profissional: Enfermeiro Personalidade

Profissão: Enfermagem

Ana Sofia Sales

49 Analisando o esquema anterior pode verificar-se que o centro desta investiga- ção é o Enfermeiro, que profissionalmente é um indivíduo enquadrado numa profissão específica – a Enfermagem. Pretende-se que essa pessoa tenha a capacidade de realizar representações conducentes à formação de uma ima- gem de si própria enquanto profissional e de uma imagem da profissão que desempenha, sabendo que essa formação de opiniões sofrerá a influência de factores externos ao indivíduo e de factores que lhe são específicos (internos). No que concerne a factores externos, parecem destacar-se o contexto sócio- cultural, o campo de competências e saberes e a definição de funções/papéis a desempenhar.

Tanto o profissional como a profissão estão inseridos num determinado contex- to histórico e cultural que os influencia no tempo presente, tal com aconteceu no passado e acontecerá no futuro. Nesses diferentes contextos, factores exis- tem que são deles decorrentes, que se interlaçam uns nos outros conduzindo a uma realidade sócio-cultural com influência no Enfermeiro e na Enfermagem. Entre eles destaca-se o facto da profissão ser desempenhada especialmente por mulheres que convivem com uma distribuição de papéis sociais muito pré- determinada socialmente. Apesar da evolução, estes são factores descritos na literatura e que parecem permanecer actuais.

Também o campo de saberes e competências tem vindo a alterar-se, no senti- do de uma melhor formação académica e profissional, promovendo alterações da profissão com reflexo no desempenho do profissional. Os enfermeiros de hoje têm um maior número de conhecimentos e possuem competências que anteriormente não existiam, podendo assim realizar funções e desempenhar papéis profissionais que anteriormente lhe estavam vedados.

A definição desses papéis e funções, dependente das políticas de saúde, da legislação que regulamenta o sector e da vontade das chefias de enfermagem em implementarem o legislado, vai reflectir-se na profissão e nos profissionais. A sua história de vida – experiências pessoais e profissionais com que se defrontou –, a sua capacidade de comunicação e os traços da sua personali- dade vão afectar a opinião e, consequentemente, a formação de imagens.

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que escuta e pratica uma arte portadora de sentido para o beneficiário dos cuidados que a torna capaz de ir ao

encontro do outro, de tecer laços de confiança e de caminhar com ele no âmbito de um projecto de cuidados

significativo

que procura afinar e desenvolver a sua arte, bem como discuti-la e partilhá-la com outros

que exerce a sua capacidade de se indignar que se situa numa equipa pluridisciplinar que revela sentido de humor

que domina os apoios da prática da enferma- gem, nomeadamente:

- os cuidados ditos básicos, - a presença contínua, - os actos prescritos, - as várias acções de saúde,

- o ensino, o enquadramento e o acompanha- mento de pessoas menos qualificadas ou não qualificadas

que participa em diferentes situações não exclusivamente de

cuidados para uma maior atmosfera de humanidade

que possui conhecimentos de natureza humana, científica e técnica em relação com a saúde

que é autêntica, simples, humilde, disponível, que se compadece e que age como vector de serenidade velando pelo conforto, pela doçura, pelo calor e pelos «mil e um pormenores»

Walter Hesbeen (2000:117) apresenta um esquema relacionando vários facto- res que contribuem para ajudar a definir a personalidade do Enfermeiro, segundo uma perspectiva não estática, que se transcreve em seguida:

Figura 2 – UMA REPRESENTAÇÃO DA PESSOA DO ENFERMEIRO

NUMA PERSPECTIVA DE PROGRESSÃO

Fonte: HESBEEN, Walter (2000:117)

que tem uma visão enriquecida da vida, da humanidade, da saúde, do cuidar e dos cuidados de enfermagem e que tem

curiosidade pelas «coisas da vida»

que tende para a autonomia e favorece a dos outros

que cuida de si

que exerce e desenvolve a sua capacidade de inferência incluindo nela a intuição

A B C D E F G H I J L M N N

Ana Sofia Sales

51 Como se pode verificar pela análise do esquema, são múltiplos os aspectos que se relacionam com a personalidade do enfermeiro e que são determinan- tes para a formação de uma imagem profissional, imagem essa que não é está- tica, mas que vai evoluindo com o passar do tempo. Essa personalidade vai influenciar a forma como cada enfermeiro exerce a sua profissão, interferindo tanto na formação da auto-imagem como no modo de cada indivíduo represen- tar a profissão.

Determinantes da personalidade do enfermeiro, relacionados com o seu de- sempenho e a sua imagem, encontramos descritos factores como a capaci- dade de cuidar, os conhecimentos científicos e técnicos, a capacidade de comunicação, a interacção com os pares na saúde e com os utentes, a capaci- dade de autonomia ou a capacidade de sorrir (sentido de humor) e de se indig- nar.

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3 - OBJECTO, OBJECTIVOS E OPÇÕES

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