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O programa Melhores Práticas para o Ecoturismo (MPE) proposto pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) tem como objetivo principal capacitar e treinar, In loco, grupos de interesse, direta ou indiretamente relacionados com o meio ambiente, cultura e turismo, interessados em fazer do ecoturismo uma alternativa econômica sustentável. Em essência, “Melhores Práticas” são formas

para executar um processo ou operação. São os meios pelos quais organizações e empresas líderes alcançam desempenho e também servem como metas para organizações que almejam atingir níveis de excelência (FUNBIO, 2004).

O programa MPE propõe alguns indicadores que mostram que as empresas e operadoras atinjam um determinado desempenho. Em função desses indicadores e de medidas de eficácia e eficiência, "melhores práticas" devem ser continuamente atualizadas.

Indicadores Quantitativos:

• Inventário de estoque;

• Grau de informatização;

• Informação tecnológica;

• Nível de inovações tecnológicas;

• Eficiência de promoção e vendas;

• Recolhimento de taxas e impostos;

• Despesas administrativas x custos;

• Disponibilidade de recursos humanos;

• Número de reclamações sobre serviços e/ou produtos;

• Fluxo de caixa (contas a pagar x a receber x folha de pagamento). Indicadores Qualitativos:

Design de produtos e atualização tecnológica;

• Qualidade na prestação de serviços;

• Gerenciamento e capacitação de recursos humanos;

• Desenvolvimento de estratégias;

• Programas de conservação e educação ambiental;

• Programas de saúde e de segurança no trabalho;

• Gerenciamento empresarial físico e financeiro

• Velocidade de atualização e agilidade para mudanças;

• Orientação voltada para produção e fornecimento;

• Conhecimento do mercado e da clientela.

Além destas informações, são realizadas entrevistas com clientes e fornecedores que geralmente enxergam melhor os problemas ou oportunidades do que alguém de dentro da organização. Outra estratégia consiste em visitas técnicas a empreendimentos ou projetos de outras organizações para verificar sucessos e fracassos da gestão. As relações interempresariais com associações profissionais e cooperativas de serviços e produção também são fonte de informações e estratégias (FUNBIO, 2004).

2.4.6 Produtos e Empresas Ecoeficientes

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realiza no Brasil o cadastro de empresas que oferecem produtos e serviços ecoeficientes. As exigências são baseadas Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente y Industria y Medio Ambiente (PNUMA, 2004) - Producción más Limpia.

Para que um produto ou empresa receba o rótulo de ecológico, todos os processos produtivos devem ser limpos e apropriados, com o uso de matérias- primas naturais renováveis ou não-renováveis (mas reaproveitáveis), sintéticas reaproveitadas e/ou recicladas, com insumos ecológicos, com baixo consumo energético para sua fabricação, com a menor carga residual sobre o meio ambiente, com possibilidade máxima de recuperação ou reciclagem. A empresa fabricante deve planejar o produto em todo seu ciclo de vida útil, incluindo a fase pós-consumo. Essas medidas afetam não apenas a empresa, mas também seus fornecedores e consumidores, em suma, todos os elos da cadeia produtiva (MMA, 2003). Para ser reconhecida como ecoeficiente, uma empresa precisa atingir no mínimo, as seguintes características:

• Possuir licença ambiental válida;

• Possuir licença expedida pelo órgão de saúde e Medicina do Trabalho;

• Desenvolver tecnologia para reduzir a geração de resíduos industriais;

• Adotar diretrizes que visem o aumento da vida útil dos produtos;

• Utilizar a ferramenta de avaliação do ciclo de vida dos produtos;

• Utilizar energias alternativas no processo de produção

• Gerar sua própria energia;

• Possuir gerador próprio de energia;

• Promover a reciclagem ou reaproveitamento de suas águas residuais;

• Adotar diretriz direcionada para as práticas de uso eficiente dos recursos naturais;

• Possuir passivos ambientais;

• Promover a recuperação de áreas contaminadas;

• Apoiar projetos sociais ou ambientais;

• Respeitar o estatuto do menor e do adolescente.

É importante esclarecer que as indicações deste programa são uma primeira orientação. Na prática é necessário analisar o material e adaptar (ampliar ou eliminar) de acordo com a realidade. O responsável pelo programa deve ser um especialista e, com sua ampla experiência poderá utilizar métodos interativos e ponto de vista pessoal sobre a efetividade e implantação do programa (ONU/PNUMA, 2004, tradução nossa).

3 METODOLOGIA

Do ponto de vista da sua natureza esta pesquisa é classificada como Pesquisa Aplicada. Esta classificação objetiva gerar conhecimento para aplicação prática dirigida a solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais (SILVA;MENEZES, 2001).

Quanto à forma de abordagem, será qualitativa-quantitativa levando-se em conta que o problema não pode ser traduzido somente em números, mas também, nos significados das ações e relações humanas. De acordo com Minayo (1994, 24) “os dados quantitativos e qualitativos não se opõem. Ao contrário, se complementam, pois a realidade abrangida por eles interage dinamicamente, excluindo qualquer dicotomia”.

O fenômeno social tem que ser entendido nas suas determinações e transformações dadas pelos sujeitos. Comprende uma relação intrínseca de oposição e complementaridade entre o mundo natural e social, entre o pensamento e a base material. Advoga também a necessidade de trabalhar com a complexidade, com especificidade e com as diferenciações que os problemas e/ou “objetos sociais” representam. (MINAYO, 1994, P.25).

Do ponto de vista dos seus objetivos e das questões a serem investigadas, terá um caráter Exploratório. Conforme Gil (1991) o objetivo da pesquisa exploratória é proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses, o foco principal é o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições.

Nesse sentido, esta pesquisa visa o aprimoramento de idéias sobre o tema proposto, e pretende também, fazer uma incursão bibliográfica como forma de exploração “Desde que se tenha decidido que a solução de determinado problema deverá ser procurada a partir de material já elaborado, procede-se à pesquisa bibliográfica” (GIL, 1991, p.63).