A.7 De donn´ ees diff´ erentes vers des prototypes similaires
2.1 Introduction to clustering
Apresenta-se a seguir o Balanço Patrimonial simplificado e a Demonstração do Resultado do Exercício simplificada dos anos de 2012 e 2013 da empresa Panvel.
Quadro 63 – Balanço Patrimonial – simplificado - Panvel Balanço Patrimonial (Em milhares de reais)
Contas 2012 2013
Ativo 500.654 599.894
Ativo Circulante 401.204 421.167
Caixa e Equivalentes de Caixa 9.159 7.613
Estoques 210.359 248.429
Despesas Antecipadas 0 0
Ativo Não Circulante 99.450 178.727
Ativo Realizável a Longo Prazo 12.311 14.299
Passivo + PL 500.654 599.894
Passivo Circulante 228.717 250.946
Passivo Não Circulante 38.297 72.051
Patrimônio Líquido 233.640 276.897
Fonte: Elaborado pela autora
Quadro 64 – Demonstração do Resultado do Exercício – simplificada - Panvel Demonstração do Resultado do Exercício (Em milhares de reais)
Contas 2012 2013
Receita de Venda de Bens e/ou Serviços 1.524.000 1.740.420 Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos (1.181.278) (1.358.399)
Resultado Bruto 342.722 382.021
Lucro/Prejuízo Consolidado do Período 47.105 56.145 Fonte: Elaborado pela autora
A companhia mantém seu ritmo constante de crescimento, onde a receita líquida de 2012 cresceu 13,3% em relação a 2011, enquanto o lucro líquido superou o de 2011 com aumento de 25,9% (PANVEL, 2012). Em 2013, a empresa obteve crescimento de vendas superior ao ano anterior devido a abertura de novas lojas, a melhora no nível de serviço e negociações do segmento de atacado (PANVEL, 2013b).
Os indicadores de Estrutura de Capital revelam a participação de Capitais de Terceiros e Capitais Próprios das entidades. No caso da Panvel, a Estrutura de Capital dos anos de 2012 e 2013 pode ser conhecida através do quadro 65, conforme segue.
Quadro 65 – Estrutura de Capital - Panvel
Estrutura de Capital 2012 2013
Participação de Capitais de Terceiros 53% 54%
Participação de Capitais Próprios 47% 46%
Fonte: Elaborado pela autora
A Estrutura de Capital se mostrou equilibrada nos dois anos. Em 2012 a participação de Capitais de Terceiros foi de 53%, enquanto a participação de Capitais Próprios foi de 47%. Em 2013, os Capitais de Terceiros cresceram 1 p.p. e se tornaram 54% da estrutura.
Para cálculo dos Indicadores de Liquidez, necessita-se de informações contidas no Balanço Patrimonial simplificado. Para a empresa Panvel, os Indicadores de Liquidez podem ser conhecidos através do quadro 66, como segue.
Quadro 66 – Indicadores de Liquidez - Panvel
Indicadores de Liquidez 2012 2013
Liquidez Corrente 1,75 1,68
Liquidez Seca 0,83 0,69
Liquidez Imediata 0,04 0,03
Liquidez Geral 1,55 1,35
Fonte: Elaborado pela autora
No caso da Panvel, somente a Liquidez Corrente e a Liquidez Geral se apresentaram de forma teoricamente favorável para a empresa. Já a Liquidez Seca e a Liquidez Imediata se mantiveram abaixo do esperado nos dois anos da análise. Pode-se destacar o fato de que todos os índices da Liquidez da Panvel sofreram diminuição no ano de 2013 se comparados a 2012.
Em 2012 a Liquidez Corrente da empresa foi de 1,75, já no ano de 2013 esse índice passou para 1,68. Quanto a Liquidez Imediata, nos dois anos a empresa apresenta-se em situação de alerta já que, utilizando somente Caixas e seus Equivalentes, a companhia não conseguiria saldar nem 5% de todo seu Passivo Circulante. A Liquidez Geral se mostrou de formar positiva para a empresa, já que no ano de 2012 ela foi de 1,55 e diminuiu 0,20 p.p. no ano de 2013 quando fechou o ano em 1,35.
O retorno gerado pela empresa para seus acionistas pode ser conhecido através do indicador do Retorno sobre o PL. Para a empresa Panvel, esse índice pode ser conhecido através do quadro 67, conforme segue.
Quadro 67 – Rentabilidade - Panvel
Rentabilidade 2012 2013
Retorno sobre o PL 20,16% 20,28%
Fonte: Elaborado pela autora
O retorno apresentado pela empresa Panvel se apresentou de forma adequada nos dois anos da análise. Em 2012 o retorno gerado aos acionistas foi de 20,16% enquanto que no ano de 2013 esse índice foi de 20,28%.
Braga (2012) afirma que o Grau de Endividamento evidencia de que forma a empresa está utilizando os capitais obtidos. No caso da empresa Panvel o endividamento pode ser conhecido através do quadro 68, conforme segue.
Quadro 68 – Grau de Endividamento - Panvel
Fonte: Elaborado pela autora
O Grau de Endividamento da Panvel evidencia que sua Estrutura de Capital possui preferência por Capitais de Terceiros. Em 2012, para cada R$ 1,00 de Capital Próprio a empresa dispunha de R$ 1,14 de Capitais de Terceiros. Esse índice aumentou no ano de 2013 se tornando 1,17.
Em ambos os anos a Estrutura de Capital da Panvel se mostrou equilibrada, sendo que a participação de Capitais de Terceiros ficou em torno de 55%. A empresa se mostra de certa forma conservadora já que mantém uma proporcionalidade entre Capitais de Terceiros e Capitais Próprios. Na gestão de capital da empresa, a administração procura manter a capacidade de continuidade da companhia, além de tentar reduzir custos através de uma Estrutura de Capital ideal (PANVEL, 2013a).
Quanto aos índices de Liquidez da companhia, todos diminuíram em 2013 se comparados a 2012 e somente a Liquidez Corrente e a Liquidez Geral se
Endividamento 2012 2013
mantiveram acima do recomendado pela teoria nos dois anos da análise. Já a Liquidez Seca e a Liquidez Imediata se apresentaram abaixo do índice que seria esperado. De forma imediata, utilizando valores disponíveis em caixa e seus equivalentes, a empresa conseguiria saldar somente 4% de todo seu Passivo Circulante em 2012, enquanto que em 2013, esse percentual sofreu uma diminuição e se tornou 3%. A diferença entre Liquidez Corrente e a Liquidez Seca foi significativa nos dois anos, evidenciando o fato de que a empresa mantém valores relevantes em estoque. Tanto em 2013 quanto em 2012 a conta de Estoques representava em torno de 40% do Ativo Total da companhia. Verificando-se a Liquidez Geral da entidade, em ambos os anos a empresa consegue pagar todas as suas contas de curto e longo prazo utilizando-se de ativos de curto e longo prazo.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido se mostrou relevante e de forma positiva para os acionistas da companhia. Nos dois anos, esse indicador ficou em torno de 20%, o dobro do recomendado na teoria. O Grau de Endividamento se manteve estável e obedecendo ao equilíbrio na Estrutura de Capital da companhia.
Esse equilíbrio na Estrutura de Capital nos dois anos do estudo é semelhante ao encontrado na primeira empresa da análise, BRF. Nessa, a participação de Capitais de Terceiros cresceu 2 p.p. em 2013 se comparada a 2012, enquanto na companhia Panvel, nesse mesmo período, o crescimento foi de 1 p.p., evidenciando um crescimento tímido nas duas empresas. Da mesma forma, o Grau de Endividamento se pareceu nas duas entidades, ficando em torno de 1,15 nos dois anos analisados.
A Liquidez Seca apresentada pela Panvel é a menor encontrada dentre as dez empresas analisadas. Em 2012 o índice era de 0,83, já no ano de 2013 esse índice foi de 0,69. Essa situação se mostra parecida com a encontrada na empresa Positivo, que também apresentou baixa Liquidez Seca nos dois anos da análise. Isso se deve ao fato de que em ambas as empresas os valores da conta de Estoques se apresentaram significativos perante o Ativo Total no Balanço Patrimonial simplificado.
A Liquidez Imediata no ano de 2012 foi a menor encontrada para esse mesmo ano nas empresas analisadas. Nesse ano, a Panvel conseguiria quitar somente 4% das suas dívidas de curto prazo. Já em 2013, o índice encontrado foi igual ao da CEEE sendo ele de 0,03. No caso da Panvel, esse percentual constatado em ambos os anos se deve ao fato de que a conta de Caixa e
Equivalentes de Caixa representa somente 1,83% do Ativo Total de 2013 e 1,27% no ano anterior.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido foi semelhante ao encontrado na empresa Marcopolo. Nessa o crescimento de 2012 foi de 23,04% e no ano de 2013 esse índice era de 19,04%, enquanto que, na companhia Panvel, para o ano de 2012 o índice era de 20,16% crescendo para 20,28% no último ano da análise. Ambas as empresas remuneram de maneira teoricamente satisfatória seus acionistas e se mostram como boa opção de investimentos.
No caso da empresa Panvel, o equilíbrio na Estrutura de Capital gerou indicadores de Liquidez Corrente e de Liquidez Geral positivos. O mesmo aconteceu com o retorno gerado aos seus acionistas que foi relevante nos dois anos. O Grau de Endividamento acompanhou o equilíbrio e se manteve moderado. A administração da companhia deve atentar para o fato de que possui saldo baixo em Caixa e saldo significativo em Estoques, prejudicando o giro da Panvel. Isso é evidenciado pela baixa Liquidez Seca e baixa Liquidez Imediata encontradas na análise da empresa, ressaltando a dependência de valores não disponíveis de forma imediata para saldar suas dívidas.