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Uma estratégia emergente para o tratamento da síndrome do olho seco é a terapêutica com moduladores do sistema imunitário que atuam na inflamação local provocada por citocinas [44].

3.4.1.1. Ciclosporina

A ciclosporina é um polipéptido cíclico com propriedades imunossupressoras e anti-inflamatórias. Em ensaios clínicos, foi verificado que a ciclosporina tópica era capaz de aumentar a produção aquosa de lágrimas e reduzir os sintomas de irritação ocular no tratamento do olho seco [49].

Recentemente, a eficácia da ciclosporina foi testada e comprovada por oftalmologistas, que a experimentaram em pacientes com síndrome de olho seco acentuada. A sua utilização tem como objetivo impedir a ativação e a translocação nuclear dos fatores de transcrição citoplasmáticos, necessários tanto na ativação das células T, como na produção de citocinas inflamatórias [44].

Atualmente, esta é numa solução eficaz em pacientes com síndrome de olho seco severa, resistente ao tratamento com substitutos lacrimais [50].

3.5. Caso clínico

No dia em que os panfletos foram colocados nos balcões de atendimento, uma utente colocou uma questão que achei bastante pertinente. Tratava-se de uma senhora de, aproximadamente, 40 anos que trabalhava todo o dia em frente ao computador e dizia ter sintomas constantes de desconforto e vermelhidão. Contudo, não pensava na possibilidade de tratar-se de secura ocular, uma vez que lacrimejava constantemente, levando-a a creditar que tinha uma normal hidratação e lubrificação ocular. No entanto ao ler a informação contida no panfleto, identificou-se com os sintomas descritos e decidiu esclarecer essa questão.

Tive a oportunidade de explicar-lhe que uma das formas do olho combater a secura instalada passa pela estimulação da produção de lágrimas, havendo, por isso, a possibilidade de tratar-se deste tipo de patologia. Terminei o atendimento com o aconselhamento de um colírio (Hidrocil®) e alertei para a importância de consultar um oftalmologista, caso os sintomas persistissem. Quando voltou novamente à farmácia, a utente afirmou que, embora sentisse melhorias significativas, decidiu consultar um oftalmologista, o qual confirmou que os sintomas se deviam à secura ocular.

3.6. Considerações finais

Efetivamente, considero que a divulgação da informação acerca da secura ocular foi bem-sucedida, na medida em que sensibilizou alguns utentes, que, de imediato, se identificaram com o tema.

Creio que a exposição resumida da informação foi ao encontro da necessidade do utente, ajudando-o no esclarecimento de dúvidas.

Conclusão

Após 4 meses de estágio, concluo este ciclo com o sentimento de dever cumprido e uma enorme gratidão pela oportunidade de aprendizagem e crescimento que a Farmácia Beleza me proporcionou. A minha passagem por esta farmácia muniu- me de competências de comunicação, trabalho de equipa, espírito crítico e capacidade de resposta face a situações inesperadas.

A proximidade e o cuidado com o utente foi um dos aspetos que mais me surpreendeu ao longo do estágio. A FB tem como prioridade a saúde, segurança e satisfação de quem a frequenta, recebendo cada utente com boa disposição, simpatia e extrema competência. Por estas razões, a farmácia apresenta um elevado número de utentes fidelizados, que contribuem para o seu sucesso.

É gratificante sentir que, de alguma forma, contribuí para melhorar a qualidade de vida dos utentes e pude intervir, positivamente, na sociedade, percebendo o quão honrosa e altruísta é a profissão de Farmacêutico.

Despeço-me desta etapa com a certeza de que investi bastante na procura diária de mais conhecimento e novas formas de me superar. Resta-me agradecer pelos bons momentos que me proporcionaram, nesta que é a ultima fase do meu percurso de estudante.

Bibliografia

[1] - Santos, HJ; Cunha, IN; Coelho, PV; Cruz, P; Botelho, R; Faria, G; et al. (2009). Boas Práticas Farmacêuticas para Farmácia Comunitária (BPF). 3ª Edição. Conselho Nacional da Qualidade – Ordem dos Farmacêuticos

[2] - INFARMED: Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto. Estatuto do Medicamento [3] - Diário da República n.º 115/2011, Série I de 2011-06-16: Lei n.º 25/2011. Estabelece a obrigatoriedade da indicação do preço de venda ao público (PVP) na rotulagem dos medicamentos e procede à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto, e revoga o artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 106-A/2010, de 1 de Outubro. [4] - INFARMED: Decreto‐Lei n.º 112/2011, de 29 de Novembro. Regime da formação do preço dos medicamentos sujeitos a receita médica e dos medicamentos não sujeitos a receita médica comparticipados

[5] - INFARMED: Decreto-Lei n.º 48-A/2010, de 13 de Maio. Aprova o regime geral das comparticipações do Estado no preço dos medicamentos, altera as regras a que obedece a avaliação prévia de medicamentos para aquisição pelos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, procedendo à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 195/2006, de 3 de Outubro, e modifica o regime de formação do preço dos medicamentos sujeitos a receita médica e dos medicamentos não sujeitos a receita médica comparticipados, procedendo à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 65/2007,de 14 de Março

[6] - INFARMED: Psicotrópicos e Estupefacientes. Disponível em:

http://www.Infarmed.pt/documents/15786/1228470/22_Psicotropicos_Estupefacientes. pdf (acedido em 02 de Fevereiro de 2019)

[7] - INFARMED: Normas relativas à dispensa de medicamentos e produtos de saúde. Disponível em:

http://www.Infarmed.pt/documents/15786/17838/Normas_Dispensa/4c1aea02-a266- 4176-b3ee-a2983bdfe790 (acedido em 05 de Fevereiro de 2019)

[8] - Diário da República n.º 144/2015, Série I de 2015-07-27: Portaria n.º 224/2015. Estabelece o regime jurídico a que obedecem as regras de prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde e define as obrigações de informação a prestar aos utentes.

[9] - Diário da República n.º 39/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-02-25: Despacho n.º 2935-B/2016. Estabelece disposições com vista a impulsionar a generalização da receita eletrónica desmaterializada (Receita Sem Papel), no Serviço Nacional de Saúde, criando metas concretas para a sua efetivação.

[10] - INFARMED: Decreto-Lei n.º 232/99, de 24 de Junho. Estabelece as normas relativas ao fabrico, autorização de introdução no mercado, armazenamento, transporte, comercialização e utilização de produtos de uso veterinário

[11] - INFARMED: Produtos Cosméticos. Disponível em:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/cosmeticos (acedido em 02 de Março de 2019)

[12] - Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas: Decreto-Lei n.º 74/2010, de 21 de Junho. Estabelece o regime geral dos géneros alimentícios destinados a alimentação especial, transpondo a Directiva n.º 2009/39/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Maio

[13] - INFARMED: Dispositivos Médicos. Disponível em:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/dispositivos-medicos (acedido em 4 de Março de 2019)

[14] - INFARMED: Classificação e Fronteiras. Disponível em:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/dispositivos-medicos/classificacao-e- fronteiras (acedido em 4 de Março de 2019)

[15] - INFARMED: Medicamentos Manipulados. Disponível em: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/inspecao/inspecao-

medicamentos/medicamentos-manipulados (acedido em 5 de Março de 2019)

[16] - VALORMED: Quem Somos. Disponível em:

http://www.valormed.pt/paginas/2/quem-somos/ (acedido em 6 de Março de 2019)

[17] - Assistência Médica Internacional: Reciclagem de Radiografias. Disponível em: https://ami.org.pt/missao/reciclagem-de-radiografias/ (acedido em 6 de Março de 2019)

[18] - Mendes, Alexandrina Ferreira. Mecanismos de sinalização celular activados pela interleucina-IB, em condrócitos articulares: implicações na expressão da isoforma indutíval da síntase do monóxido de azoto. Diss. 2003.

[19] – Valderrabano, Victor, and Christina Steiger. "Treatment and prevention of osteoarthritis through exercise and sports." Journal of aging research 2011 (2011).

[20] - Albishri, Jamal. "NSAIDs and hypertension." Anaesthesia, Pain & Intensive Care (2019): 171-173.

[21] - Harvard Medical School: Are you taking too much anti-inflammatory medication? Disponível em:

https://www.health.harvard.edu/blog/are-you-taking-too-much-anti-inflammatory- medication-2018040213540 (acedido em 6 de Março de 2019)

[22] - Gregory, Philip J., Morgan Sperry, and Amy Friedman Wilson. "Dietary supplements for osteoarthritis." American family physician 77.2 (2008).

[23] - Pharma Nord: BioActivo® – Glucosamina Duplo, Articulações. Disponível em: https://www.pharmanord.pt/produtos/details/bio-glucosamina-duplo (acedido em 6 de Março de 2019)

[24] – Arkopharma Laboratoires: Arkoflex® Condro-Aid. Disponível em:

https://www.arkopharma.com/pt-PT/arkoflexr-condro-aid (acedido em 6 de Março de 2019)

[25] - Dalirfardouei, Razieh, Gholamreza Karimi, and Khadijeh Jamialahmadi. "Molecular mechanisms and biomedical applications of glucosamine as a potential multifunctional therapeutic agent." Life sciences 152 (2016): 21-29.

[26] - Rossignoli, Paula, et al. "Determinação espectroscópica da multivariadade de glucosamina e condroitina em formulações farmacêuticas." Quim. Nova 31.6 (2008): 1285-1289.

[27] - Fonseca, F. "Cartilagem do joelho: da fisiologia à clínica-algumas considerações." (2010): 10-12

[28] - Necas, J. B. L. B. P., et al. "Hyaluronic acid (hyaluronan): a review." Veterinarni medicina 53.8 (2008): 397-411.

[29] - Goa, Karen L., and Paul Benfield. "Hyaluronic acid." Drugs 47.3 (1994): 536-566.

[30] - Medical Nutrition International Industry: Intervenção Nutricional no Combate à Malnutrição. Disponível em:

https://medicalnutritionindustry.com/files/user_upload/documents/ONS_2012/MNI_boo klet_2012_PRT.pdf (acedido em 7 de Março de 2019)

[31] - Associação Portuguesa dos Nutricionistas e Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia: Alimentação no Ciclo de Vida. Disponível em:

http://www.spgg.com.pt/userfiles/file/apn_ebook_alimentacao%20no%20idoso.pdf (acedido em 8 de Março de 2019)

[32] - Deutz, Nicolaas EP, et al. "Protein intake and exercise for optimal muscle function with aging: recommendations from the ESPEN Expert Group." Clinical nutrition 33.6 (2014): 929-936.

[33] - Arends, J., et al. "ESPEN guidelines on enteral nutrition: non-surgical oncology." Clinical nutrition 25.2 (2006): 245-259.

[34] - Wirth, Rainer, et al. "Guideline clinical nutrition in patients with stroke." Experimental & translational stroke medicine 5.1 (2013): 14.

[35] - American Diabetes Association. "Diagnosis and classification of diabetes mellitus." Diabetes care 37.Supplement 1 (2014): S81-S90.

[36] - de Pediatria, S. P., & RECOMENDAÇÕES, C. E. (2007). Consenso para o tratamento nutricional de fenilcetonúria. Acta Pediátrica Portuguesa, 38(1), 44-54. [37] Fresenius Kabi. Disponível em: https://www.fresenius-kabi.com/pt/ (acedido em 8 de Março de 2019)

[38] – Sociedade Portuguesa de Nefrologia e Associação Portuguesa de Nutricionistas: Manual de Nutrição e Doença Renal. Disponível em:

https://www.apn.org.pt/documentos/manuais/Manual_doenca_renal.pdf (acedido em 8 de Março de 2019)

[39] Nestlé Health Science. Disponível em: https://www.nestlehealthscience.pt/ (acedido em 8 de Março de 2019)

[40] – Nutrícia. Disponível em:

http://www.nutricia.pt/area-terapeutica/ (acedido em 10 de Março de 2019)

[41] - Cereda, Emanuele, et al. "A nutritional formula enriched with arginine, zinc, and antioxidants for the healing of pressure ulcers: a randomized trial." Annals of internal medicine 162.3 (2015): 167-174.

[42] - Alves, Jader Da Silva. “Olho seco: uma abordagem didática”. Editora E-papers, 2010: 20-44.

[43] - Holland, E. J., Mannis, M. J., & Lee, W. B. (2015). Doenças da Superfície Ocular: Córnea, conjuntiva e filme lacrimal. Elsevier Brasil.

[44] - Gayton, Johnny L. "Etiology, prevalence, and treatment of dry eye disease." Clinical ophthalmology (Auckland, NZ) 3 (2009): 405.

[45] - Stern, Michael E., et al. "Conjunctival T-cell subpopulations in Sjogren’s and non- Sjogren’s patients with dry eye." Investigative ophthalmology & visual science 43.8 (2002): 2609-2614.

[46] - Dalzell, M. D. "Dry eye: prevalence, utilization, and economic implications." Managed care (Langhorne, Pa.) 12.12 Suppl (2003): 9-13.

[47] - Bacman, Sandra, et al. "Muscarinic acetylcholine receptor antibodies as a new marker of dry eye Sjogren syndrome." Investigative ophthalmology & visual science 42.2 (2001): 321-327.

[48] - Sociedade Portuguesa de Oftalmologia: Olho Seco. Disponível em:

http://www.spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2015/10/Olho-Seco.pdf (acedido em 9 de Março de 2019)

[49] - Sall, Kenneth, et al. "Two multicenter, randomized studies of the efficacy and safety of cyclosporine ophthalmic emulsion in moderate to severe dry eye disease." Ophthalmology 107.4 (2000): 631-639.

[50] - Agência Europeia do Medicamento: Resumo das características do Medicamento - colírio IKERVIS (ciclosporina). Disponível em:

https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/ikervis-epar-product- information_pt.pdf (consultado em 13 de Março de 2019)

Anexos

Anexo I – Vista exterior da Farmácia Beleza

Hospital Privado da Boa Nova Vera Lúcia Pereira Nogueira

Relatório de Estágio em Farmácia Hospitalar: Hospital Privado da Boa Nova

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto Mestrado

Integrado em Ciências Farmacêuticas

Relatório de Estágio Profissionalizante

Hospital Privado da Boa Nova

Setembro a Outubro de 2018

Vera Lúcia Pereira Nogueira

Orientador: Doutora Patrícia Moura

Declaração de Integridade

Declaro que o presente relatório é de minha autoria e não foi utilizado previamente noutro curso ou unidade curricular, desta ou de outra instituição. As referências a outros autores (afirmações, ideias, pensamentos) respeitam escrupulosamente as regras da atribuição, e encontram-se devidamente indicadas no texto e nas referências bibliográficas, de acordo com as normas de referenciação. Tenho consciência de que a prática de plágio e auto-plágio constitui um ilícito académico.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ___ de ____________ de _____

Agradecimentos

Foi, para mim, um privilégio estagiar num dos Hospitais do conceituado Grupo Trofa Saúde. Desta forma, gostaria de agradecer a todos que o tornaram possível.

Em primeiro lugar, quero agradecer à Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto pela oportunidade de contactar de perto com a realidade do Farmacêutico Hospitalar. Estagiar no Hospital Privado da Boa Nova permitiu-me concluir o meu percurso académico da melhor forma.

Agradeço, ainda, aos Serviços Farmacêuticos do Grupo Trofa Saúde, na pessoa da Drª Patrícia Moura, pela organização e prestabilidade demonstradas com a minha aprendizagem, assim como pela oportunidade de aprender com excelentes profissionais. Fui recebida por todos com grande hospitalidade, demonstrando sempre recetividade para partilhar conhecimento e experiências, desde Farmacêuticos, Administrativos, e restantes colaboradores.

Por último, faço um agradecimento especial ao Dr. André Azevedo, co-orientador do meu estágio, que me acompanhou diariamente, enriquecendo a cada dia a minha aprendizagem, e me integrou fazendo-me sentir parte da equipa. Obrigada pelo profissionalismo, simpatia e boa disposição.

Resumo

O estágio Hospitalar decorreu ao longo de dois meses, no Hospital da Boa Nova pertencente ao Grupo Trofa Saúde. Teve início no dia 3 de Setembro e fim a 31 de Outubro 2018, o que corresponde a um total de 43 dias úteis.

Neste relatório estão descritas todas as atividades realizadas pelo farmacêutico no Hospital Privado da Boa Nova, bem como todas as realidades com que tive oportunidade de contactar, quer neste hospital, quer na visita ao Hospital Privado de Alfena.

A realização deste estágio teve como objetivo principal o contacto com o ato farmacêutico no contexto hospitalar. Apesar de opcional, foi, na minha opinião, uma aprendizagem imprescindível ao crescimento profissional, permitindo vivenciar uma das áreas onde o ato farmacêutico é essencial. Esta experiência foi, para mim, um enorme prazer e ficarei sempre grata pela oportunidade.

Índice

Declaração de integridade……….II Agradecimentos….……….………...III Resumo……….…………..…IV Índice de anexos……….………..VII Índice de figuras……….……….VIII Lista de abreviaturas……….…………....IX

O Hospital Privado da Boa Nova e os Serviços Farmacêuticos………..1

1. O papel dos Serviços Farmacêuticos e do Farmacêutico Hospitalar.………1 2. Objetivo do estágio curricular em Farmácia Hospitalar………1 3. Trofa Saúde Hospital………...2 3.1 Hospital Privado da Boa Nova……….…2 3.1.1 Organização e Gestão dos Serviços Farmacêuticos……….………2 3.1.1.1. Localização………..2 3.1.1.2. Horário………..2 3.1.1.3. Recursos Humanos………3 3.1.1.4. Sistema Informático………3 3.1.1.5. Espaço Físico………..3 4. Circuito do Medicamento………...4 4.1 Gestão de Stocks e Aquisição de medicamentos……….4

4.2 Receção de medicamentos………..5

4.3 Armazenamento de Medicamentos……….5 4.3.1 Condições Especiais de Armazenamento………6 4.4 Formulário Hospitalar……….6 5. Farmacotecnia……….7

5.1 Reembalagem……….7

5.3 Citotóxicos ………9 6. Medicamentos de Autorização de Utilização Especial………...10 7. Sistema de Distribuição de Medicamentos………..10

7.1 Distribuição Clássica………10

7.2 Distribuição Individual Diária………..11 7.3 Distribuição em Ambulatório………..11 7.4 Circuitos Especiais………...12

7.4.1 Distribuição de Estupefacientes e Psicotrópicos………..12 7.4.2 Distribuição de Hemoderivados………...13 7.4.3 Medicamentos de Alto Risco………13 7.4.4 Sugamadex……….13 7.4.5 Mala cardíaca……….14 7.4.6 Gases Medicinais………...………14 8. Controlo de Qualidade……….15 8.1 Prazos de validade………..15 8.2 Contagem de stock………..15

8.3 Controlo de humidade e temperatura………...16 Conclusão………..16 Bibliografia………..17 Anexos………18

Índice de Anexos

Anexo I – Anexo VII.………...18 Anexo II – CAUL………19 Anexo III – Registo de fracionamento.……….……….20 Anexo IV – Registo de reembalagem de comprimidos………...………20 Anexo V – Impresso de Autorização de Medicamentos de Utilização Especial……….21 Anexo VI – Mapa de distribuição (Dose Unitáia)……….22 Anexo VII – Estupefacientes e Psicotrópicos………...23 Anexo VIII – Requisição de Hemoderivados………24 Anexo IX – Medicamentos de Alto Risco………..25 Anexo X – Folha de Justificação de Utilização de Sugamadex………26 Anexo XI – Folha de Registo dos Gases Medicinais………..27 Anexo XII - Registo do Controlo da Temperatura………27

Índice de Figuras

Figura 1 – Sala 1……….4 Figura 2 – Sala 2……….4 Figura 3 – Sala 3……….4 Figura 4 – Gavetas de Comprimidos………6 Figura 5 – Estantes de ampolas………...6 Figura 6 – Reembalagem………..8 Figura 7 – Fracionamento………..8 Figura 8 – Manipulado não estéril………....9 Figura 9 – Mala da dose unitária………11 Figura 10 – Mala cardíaca………...14

Lista de Abreviaturas

 SF - Serviços Farmacêuticos

 HPBN – Hospital Privado da Boa Nova  TSH – Trofa Saúde Hospital

 HPAV – Hospital Privado de Alfena e Valongo  FC – Farmácia Central

 FHNM – Formulário Hospitalar Nacional do Medicamento  PV – Prazo de Validade

 DCI – Denominação Comum Internacional  BPF – Boas Práticas de Fabrico

 AIM – Autorização de Introdução no Mercado  AUE – Autorização de Utilização Especial  GM – Gases Medicinais

O Hospital Privado da Boa Nova e os Serviços Farmacêuticos

1. O papel dos Serviços Farmacêuticos e do Farmacêutico Hospitalar

Segundo o Manual de Procedimentos da Farmácia Hospitalar, “Os Serviços Farmacêuticos Hospitalares são o serviço que, nos hospitais, assegura a terapêutica medicamentosa a doentes, a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, integra as equipas de cuidados de saúde e promove ações de investigação científica e de ensino.”[1]

2. Objetivo do estágio curricular em Farmácia Hospitalar

O estágio realizado nos Serviços Farmacêuticos (SF) do Hospital Privado da Boa Nova (HPBN) insere-se no âmbito da unidade curricular Estágio do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

Este tem como objetivo dar a conhecer as funções que um farmacêutico hospitalar realiza diariamente, através do acompanhamento de um profissional durante o seu período laboral, permitindo a aquisição de conhecimentos, competências e postura requeridos no âmbito da Farmácia Hospitalar. Além disso, promove a aptidão do futuro farmacêutico para responder às necessidades da sociedade em relação à preparação, controlo e dispensa de medicamentos, bem como para o aconselhamento aos doentes. Desta forma, poderá intervir na prevenção de doenças e na manutenção da saúde, melhorando a qualidade de vida.

3. Trofa Saúde Hospital

O Trofa Saúde Hospital (TSH) apresenta-se como um projeto global de saúde, integrando uma vasta rede de Unidades Hospitalares, entre as quais o Hospital Privado de Alfena e Valongo (HPAV), onde se encontra a Farmácia Central (FC) e o Armazém, o Hospital Privado da Boa Nova, o Hospital Privado da Trofa, o Hospital Privado de Braga, o Hospital Privado de Braga Centro, o Hospital Privado de Gaia, o Hospital de dia da Maia, o Hospital de dia de Famalicão, o Hospital de dia de São João da Madeira e, recentemente, o Hospital Privado de Vila Real. [2]

Atualmente, o TSH serve uma população superior a 2,5 milhões de habitantes, com particular enfoque no norte do país e tem como principal objetivo tornar-se uma referência nacional, alastrando os seus horizontes para o centro e sul do país. [2]

Cada Unidade de Saúde do Trofa Saúde Hospital oferece uma panóplia de serviços, nomeadamente Serviços de Urgência de Adultos e Pediátrica 24 horas,

várias salas de parto, Medicina Física e Reabilitação, Consultas Externas com mais de 45 especialidades clínicas e um conjunto de diversos Meios Complementares de Diagnóstico. Os Serviços Farmacêuticos apresentam-se também como um serviço importante em cada Unidade de Saúde, estando em

constante colaboração com os médicos e enfermeiros (Intervenção Farmacêutica) e prestando ajuda ao doente, quer de forma direta através da Farmácia de Ambulatório, quer indiretamente através da Reconciliação Terapêutica.

O TSH tem todos os seus Hospitais certificados pela APCER (ISO 9001-2008) e

dispõe de um dos melhores corpos clínicos a nível nacional. [2] 3.1 Hospital Privado da Boa Nova

O HPBN existe desde 2009, e encontra-se na Rua Armando Vaz, 225 - Perafita, Matosinhos. Usufrui de uma excelente localização, distante do trânsito cosmopolita e com fácil acesso à A28, assim como à cidade do Porto e arredores.

O seu serviço de Urgência encontra-se disponível 24h/365 dias e o Hospital conta com 9 especialidades integradas, sendo um dos seus maiores destaques as cirurgias. O HPBN é liderado pelo Dr. Ricardo Rodrigues (Administrador) e o Dr. Bento Bonifácio (Diretor Clínico). [3]

3.1.1 Organização dos Serviços Farmacêuticos 3.1.1.1. Localização

No HPBN, os serviços farmacêuticos localizam-se no Piso -1, próximo dos serviços de Oftalmologia, Bloco Operatório, Endoscopia, Esterilização, Bloco de Partos e Fisioterapia. A proximidade com o Bloco Operatório é vantajosa, visto que é um dos sítios que necessita de uma maior quantidade de carga, sendo maioritariamente soros. A baixa proximidade com o internamento poderia causar um maior distanciamento do farmacêutico face aos médicos e enfermeiros, no entanto isso não se verifica, uma vez que existe um esforço maior para integração da equipa.

3.1.1.2. Horário

Os Serviços Farmacêuticos funcionam desde as 9h às 18h, com uma hora de pausa para almoço, de segunda a sexta-feira. Fora deste horário, os enfermeiros estão autorizados a levantar a medicação dos serviços farmacêuticos, registando num documento específico (Registo de Levantamento de Medicação). Caso surja alguma questão, esta deve ser colocada à responsável pelos Serviços Farmacêuticos (Drª Patrícia Moura).

3.1.1.3. Recursos Humanos

O Farmacêutico Responsável pela Farmácia do HPBN é o Dr. André Azevedo, sendo o único nos serviços Farmacêuticos. A coordenadora dos farmacêuticos do grupo

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