1.4 Echantillonnage et interpolation
1.4.3 Interpolation
Mais de metade do universo dos alunos alvo do presente questionário não conhecia os wikis, nem o Glogster (56%), enquanto 24% dos inquiridos já conhecia os wikis, 6% conhecia o Glogster e apenas 15% dos alunos já conhecia ambas as tecnologias Web 2.0.
Ter-se-á tratado, então, de uma experiência de aprendizagem totalmente nova para um número substancial de alunos, o que não terá afetado a qualidade do trabalho, uma vez que os trinta e quatro alunos afirmaram ter sido uma experiência positiva trabalhar com tecnologias Web 2.0. No que concerne à ferramenta que mais gostaram de utilizar, as opiniões dividem- se, ainda que seja o Glogster a reunir uma substancial unanimidade (82%), seguido pelo wiki por temas de produção escrita (41%) e pelo wiki totalmente colaborativo sobre Festividades Britânicas e Americanas (21%). É importante relacionar esta resposta com a seguinte, pois, quando questionados acerca de qual das ferramentas é mais fácil de utilizar, 68% dos alunos afirma ser o wiki, 32% considera ser o Glogster e 12% afirma que ambas são de difícil utilização, o que nos leva a concluir que ainda assim os alunos gostaram mais da ferramenta “mais difícil” – algo que está de acordo com o que já anteriormente abordámos, relativamente ao grau de desafio das tarefas propostas aos alunos, que não deverá ser tão baixo que os leve a não investir, nem tão elevado que os leve a desistir ao longo do processo. A criação dos glogs, em trabalho de grupo, partindo de trabalho de pesquisa e de organização de informação sobre um item gramatical parece ter reunido o grau de dificuldade correto para este público-alvo.
Os principais problemas que os alunos registaram ao utilizar estas tecnologias deveram-se ao facto de não as conhecerem e consequentemente não as saberem utilizar (29%) e ao facto de não conseguirem gravar os ficheiros vídeo/áudio (21%) ou de terem uma má ligação à Internet (21%) – importa ressalvar que o servidor da Escola está frequentemente sobrecarregado, o que complica determinadas operações online. 9% dos alunos registou problemas ao gravar os textos, enquanto 3% afirmou que trabalhar com um wiki ou com o Glogster é demasiado complexo. Contudo, é bastante expressivo que 38% dos respondentes tenham afirmado não ter encontrado quaisquer problemas ao utilizar as ferramentas.
Em relação ao trabalho de grupo, 56% dos inquiridos considerou-o positivo, 41% muito positivo e apenas um aluno (3%) o considerou fonte de vários problemas; ressalte-se que nenhum aluno considerou que o trabalho de grupo fosse “igual” ao trabalho individual.
Quando questionados relativamente à área de aprendizagem do Inglês que encerra maiores dificuldades, os alunos dividem-se, sobretudo, entre “falar” (53%) e “escrever” (47%); são ainda 29% os alunos que consideram que a área mais difícil é a “gramática” e 21% os que consideram que a área mais problemática é “ler”; apenas 12% dos alunos elegem “ouvir” como fonte de alguma dificuldade na aprendizagem. Estas respostas permitem-nos concluir que os alunos reconhecem claramente as áreas que exigem mais trabalho e atenção na aprendizagem do Inglês – como já anteriormente abordámos, a escrita, pelo seu grau de complexidade e pelo elevado número de operações mentais simultâneas que exige, é uma delas; a oralidade, sobretudo quando nos movimentámos no universo desconhecido de uma LE, é também obviamente um obstáculo. Foram, sobretudo, estas razões que nos levaram a enveredar pelo trabalho de produção escrita com o wiki e pela abordagem de itens gramaticais com recurso a glogs, que permitiu trabalhar a pesquisa/seleção de informação, a gramática, a dinâmica de grupo e a oralidade.
Todos os respondentes consideraram que o recurso a wikis, para trabalhar a produção escrita, e ao Glogster, para trabalhar diferentes itens gramaticais, facilitou a aprendizagem de Inglês (100%) e 91% dos alunos afirmaram que a utilização destas tecnologias Web 2.0 melhorou o seu aproveitamento em Inglês; 3% dos alunos declararam que o seu aproveitamento não sofreu alterações e nenhum aluno sentiu que o seu aproveitamento baixou com o recurso a estas ferramentas.
Os alunos foram unânimes no que concerne à motivação para a disciplina de Inglês, com trinta e quatro respostas afirmativas (100%) em relação ao aumento da sua motivação como consequência do recurso a tecnologias Web 2.0. A unanimidade mantém-se em 100% na opção por aulas de Inglês com recurso a estas ferramentas, em detrimento de aulas
tradicionais, com recurso ao manual e a fichas de trabalho, e em relação ao computador como instrumento facilitador da aprendizagem.
Também 100% dos inquiridos consideraram que as ferramentas Web 2.0 poderão vir a ser úteis no seu futuro.
Em suma, os respondentes evidenciaram, de acordo com o perfil de nativos digitais que havíamos já delineado, uma clara preferência pela utilização de meios digitais na consecução das diferentes tarefas e das várias competências de aprendizagem da LE. As ferramentas Web 2.0 utilizadas reforçaram a motivação dos alunos, que de uma forma mais assertiva tentaram ultrapassar as suas limitações nos vários domínios da língua inglesa, porque se sentiam mais confiantes ao utilizar recursos mais próximos da sua mundividência e que estavam certos de conseguir dominar. Como consequência, os alunos investiram muito mais trabalho na disciplina, nos vários momentos de preparação e consecução das tarefas, porque acreditavam que iriam ser capazes de apresentar um trabalho original e de qualidade. Isto gerou também consequências a nível do aproveitamento modular dos alunos que, de uma forma geral, melhorou, tendo todos os alunos concluído o respetivo módulo no primeiro momento de avaliação.
As suas respostas a este segundo inquérito refletem, em grande medida, o entusiamo e o brio demonstrados na apresentação dos glogs e a preocupação com a correção dos trabalhos escritos nos wikis, pois estavam acessíveis à comunidade educativa alargada, o que aumentava exponencialmente a responsabilidade dos alunos perante o trabalho que apresentavam.
Acreditamos que é incontornável considerar que o recurso a tecnologias Web 2.0 na aprendizagem do Inglês é muito positivo – em termos do aumento da motivação dos alunos para as tarefas e para o desenvolvimento das diferentes competências, bem como em termos do aumento da responsabilidade, da criação de boas dinâmicas de trabalho em grupo e, consequentemente, em termos de uma melhoria do aproveitamento individual e global.