O isolado de Colletotrichum gloeosporioides foi obtido de seca de ponteiros de cafeeiros, com sintomas foliares da mancha manteigosa, no campo experimental da UFLA. Tecidos infectados foram desinfestados com álcool a 50% por 30 segundos e hipoclorito de sódio a 1%, por 1 minuto, lavados em água destilada e esterilizada e secos em papel de filtro esterilizado. Em seguida, transferidos para placa de Petri contendo meio de cultura MEA a 2% (extrato de malte e ágar) e mantidos, durante sete dias, em câmara de crescimento a 25°C e fotoperíodo de 12 horas.
Foi realizado teste de patogenicidade dos isolados em folhas de cafeeiro e, em seguida, foram obtidas as culturas monospóricas. Suspensão de esporos
(1x102 esporos/mL), das colônias puras de C. gloeosporioides foi vertida em
placas de Petri contendo meio agar-água a 2%. Após 4 horas em câmara de crescimento a 25°C e fotoperíodo de 12 horas em câmara de fluxo laminar e em microscópio de luz, esporos germinados, foram transferidos individualmente para placas de Petri contendo MEA a 2%. Discos de micélio dos isolados monospóricos foram preservados em água destilada e esterilizada, seguindo o método de Castellani (1967).
2.2 Efeito direto do fosfito de potássio na germinação e formação de apressórios em esporos de C. gloeosporioides
Para se verificar o efeito do fosfito de potássio sobre a germinação dos esporos de Colletotrichum gloeosporioides, foram realizados testes de germinação em lâminas escavadas. O experimento foi montado em lâminas de
uma cavidade, e estas foram dispostas em placas de Petri de 9 cm com discos de papel de filtro, do mesmo diâmetro no fundo da placa, esterilizados e umedecidos com água destilada e esterilizada. Cada cavidade da lâmina recebeu uma alíquota de 40μl da suspensão de esporos de Colletotrichum gloeosporioides (1x106 esporos/mL), cuja quantificação foi feita em câmara de
Neubauer, e outra alíquota de 40μl do fosfito de potássio (Reforce ® – 25% de
K2O e 35% de P2O5 p/v da Agrichem do Brasil Ltda ®) nas concentrações de
1,25; 2,5; 5,0; e 10,0 mL L-1, e do Acibenzolar-S-Metil, ASM (Bion® - Syngenta
Proteção de Cultivos Ltda.) a 0,1 g L-1. A testemunha consistiu de água destilada
e esterilizada. As placas foram mantidas em condição de câmara úmida durante 14 horas a 25ºC. Depois desse período foi realizada a paralisação da germinação com uma gota de lactofenol. Para avaliação foi feita a contagem de 100 esporos por repetição, em um total de 5 repetições, com o auxilio de microscópio de luz. Foi considerado esporo germinado aquele que apresentou qualquer emissão de tubo germinativo, independente do seu comprimento.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com cinco repetições. Para a avaliação do número médio de esporos germinados, a superfície abaxial da cavidade das lâminas escavadas foram divididas em 4 quadrantes (formato de cruz), onde foram determinados quatro campos para amostragem. Foram contados 25 esporos germinados em cada um dos campos, num total de 100 esporos. A unidade experimental foi constituída por uma lâmina. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
2.3 Efeito do fosfito de potássio e ASM na inibição do crescimento micelial de Colletotrichum gloeosporioides
mL L-1 e do ASM a 0,1 g L-1 foram misturados com MEA a 2%, previamente
autoclavado, onde cada placa de Petri (9,0 cm de diâmetro) recebeu 10 mL dessa
mistura. Discos de 0,9 cm do isolado de C. gloeosporioides foram repicados
para o centro das placas contendo os tratamentos acima citados e estas foram incubadas a 23±2°C, com fotoperíodo de 12 horas. A testemunha foi repicada em meio MEA a 2%, sem nenhuma aplicação. A avaliação do crescimento micelial foi feita a cada 24 horas, medindo-se o diâmetro das colônias, até que a testemunha ocupasse toda a superfície do meio.
Com as medições diárias foi calculado o Índice de Velocidade de
Crescimento Micelial (IVCM), por meio da fórmula deMaguire (1962):
IVCM= [Σ (D-Da)]/N em que:
D = diâmetro médio atual
Da = diâmetro médio do dia anterior N = número de dias após a inoculação
O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado (DIC), com cinco repetições e a parcela experimental foi constituída de uma placa. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
2.4 Efeito do fosfito de potássio sobre a severidade da mancha manteigosa em mudas de café
2.4.1 Obtenção das mudas de café
sintomas da mancha manteigosa da cultivar Catuaí Vermelho, produzidas na safra de 2009/2010, coletadas na Fazenda da Laje, localizada no município de Paraguaçu, Minas Gerais.
As sementes foram obtidas de frutos no estádio cereja, colhidos manualmente. Os frutos foram submetidos ao despolpamento e, em seguida, as sementes foram desmuciladas por fermentação em água, por 24 horas. Após a retirada da mucilagem, foram lavadas em água corrente e dispostas em bandejas forradas com papel de filtro esterilizado e colocadas à sombra para a retirada do excesso de água. Em seguida, as mesmas foram semeadas em bandejas de isopor
com 96 células contendo o substrato comercial Vida Verde ®
. Essas foram levadas para a casa de vegetação localizada no Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras.
2.4.2 Preparo das mudas para a inoculação
As mudas de café foram inoculadas quando apresentaram 4 pares de folhas verdadeiras completamente expandidas, em torno de 9 meses após a semeadura. Três dias antes da inoculação, as mudas foram submetidas a condições de câmara úmida, feita com o auxílio de sacos plásticos e mantidas
em câmara de crescimento à temperatura de 30 oC. A pulverização com os
tratamentos foi realizada sete dias antes da inoculação de C. gloeosporioides com pulverizador manual de 0,5 L, sempre no final da tarde.
A inoculação foi realizada com uma gota de 10 µL da suspensão de Colletotrichum gloeosporioides, na face abaxial das folhas, em locais marcados com discos autocolantes com orifícios de 1,4 cm de diâmetro. Foram feitos ferimentos nos locais da inoculação com um conjunto de agulhas entomológicas para permitir a penetração e colonização do fungo. Posteriormente sobre a área inoculada, colocou-se um disco de papel semipermeável com 1,3 cm de
diâmetro, previamente umedecido, formando uma micro câmara úmida (ABREU, 1988). Essa foi retirada 48 horas após a inoculação.
Os tratamentos estão representados na Tabela 1 e foram aplicados sete dias antes da inoculação do patógeno.
Tabela 1 Tratamentos pulverizados em mudas de cafeeiro sete dias antes da inoculação de Colletotrichum gloeosporioides
Tratamentos Produtos Doses Empresas
Fosfito de Potássio Reforce ® 1,25 mL/L
Fosfito de Potássio Reforce ® 2,5 mL/L
Agrichem do Brasil Ltda Agrichem do Brasil Ltda
Fosfito de Potássio Reforce ® 5,0 mL/L Agrichem do Brasil Ltda
Fosfito de Potássio Reforce ® 10,0 mL/L Agrichem do Brasil Ltda
ASM Bion ® 0,2g/L Syngenta Proteção de
Cultivos Ltda
Testemunha Água
destilada ---
---
As avaliações da severidade da doença foram realizadas aos 7, 14, 21, 28, 35 dias após a inoculação. Para a avaliação da severidade foi utilizado uma escala de notas de Várzea adaptada por Martins (2008) representada na Tabela 2.
Tabela 2 Critérios de avaliação do espectro de reação a Colletotrichum spp. Em folhas de café
Nota (grau de
sintomas) Severidade / Sintomas
0 Ausência de reação visível
1 Pequenas e poucas (1 a 2) lesões cloróticas ou acastanhadas
2 Mais de 2 lesões acastanhadas ou lesões coalescentes. O
diâmetro da lesão excede 0,5 mm
3 Extensas lesões acastanhadas com numerosos pontos pretos ou
lesões escuras. Mais de 50% de áreas lesionadas.
4 Área totalmente necrosada
A partir desses dados foi determinado o índice da doença (ID), conforme a fórmula proposta por Cirulli e Alexander, citado por Carvalho (2004):
ID= ∑ (FxV)/(NxX)x 100 em que:
F= número de plantas com determinado grau de sintomas V= grau de sintomas
N= número total de plantas inoculadas X= grau máximo de sintomas
A área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) foi obtida com base nos índices de severidade de acordo com Shaner e Finney (1977), calculados pela fórmula:
em que:
X= intensidade da doença t= o tempo
n= o número de avaliações no tempo
O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com quatro repetições. A parcela experimental foi composta por uma folha com 4 discos autocolantes. Os dados obtidos para severidade (índice de doença) foram submetidos ao teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o software estatístico Sisvar (FERREIRA, 2000).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Efeito direto do fosfito de potássio na germinação e formação de apressórios em esporos de C. gloeosporioides
As doses 5,0 mL/L e 10,0 mL/L de fosfito de potássio se destacaram quanto à menor porcentagem de conídios germinados, sendo 27,6 % e 20,8 % respectivamente. Ainda, esses conídios germinados, praticamente não formaram apressórios, fato interessante, pois, por meio destes, que o patógeno consegue romper a superfície do hospedeiro e realizar o processo de penetração e colonização do mesmo (PASCHOLATI; LEITE, 1995). Apesar de ter apresentado resultado inferior em relação às anteriores, a dose 2,5 mL/L foi estatisticamente superior à testemunha, apresentado 37,8% dos conídios germinados e somente 4% formaram apressórios (Gráfico 1). O Acibenzolar-S- Metil e a menor dose de fosfito de potássio, não obtiveram resultados satisfatórios quanto à germinação, porém nesse último, a formação de apressórios foi baixa, em torno de 8 %.
Tratamentos Fos fito 1,25m L/L Fosf ito 2, 5 m L/L Fosf ito 5, 0mL /L Fos fito 10, 0m L/L Bion 0, 2g/ L Test em unh a ** % 0 10 20 30 40 50 60 Germinados Apressórios A B C a b b c d A C C a *
Gráfico 1 Porcentagem de conídios de Colletotrichum gloeosporioides germinados e que formaram apressórios in vitro, na presença de fosfito de potássio e Acibenzolar-S-Metil. UFLA, 2010 **Testemunha com água destilada. *Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. CV= 25,09%
Resultados semelhantes foram observados em outros patossistemas, onde o fosfito de potássio nas doses 2,5 e 5,0 mL/L reduziu a germinação dos conídios de Verticillium dahliae em 100 e 99%, enquanto que nas doses de 0,62 e 1,25 mL/L reduziu 65% e 89% respectivamente (RIBEIRO JÚNIOR et al.,
2006). Além disso, esses autores relataram que o ASM (0,1 g L-1) não
Pereira (2009) realizou testes in vitro com o fosfito de potássio contra Plasmopara viticola e, as doses 4,5 mL L-1 e 6,0 mL L-1, inibiram a germinação dos esporângios em 48,2% e 40,6% em relação à testemunha padrão. O ASM, embora tenha diferido estatisticamente da testemunha, apresentou baixa inibição, mostrando a inexistência do efeito tóxico do produto.
No presente trabalho ficou clara a ação fungicida do fosfito de potássio aos conídios de Colletotrichum gloeosporioides, pois, além da baixa porcentagem de conídios germinados, também, houve baixa formação de apressórios.
3.2 Inibição do crescimento micelial de Colletotrichum gloeosporioides com o fosfito de potássio
Assim como para a germinação e formação de apressórios, os melhores tratamentos que inibiram o crescimento micelial do patógeno foram as duas
maiores doses de fosfito de potássio, ou seja, 5,0 mL L-1 e 10,0 mL L-1,
representando uma inibição de 20,9 e 19,5 % respectivamente. O índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) das duas menores doses de fosfito de potássio foi igual estatisticamente com o do ASM e da testemunha padrão (Gráfico 2).
Resultado semelhante foi observado por Nojosa et al. (2009), que constataram que o fosfito de potássio a 10,0 mL/L proporcionou inibição de 62,3 % do crescimento micelial de Phoma costarricensis, destacando-se dos demais tratamentos testados. Esse efeito direto do fosfito de potássio sobre o crescimento micelial de fungos tem sido verificado para outros patossistemas, como para Colletotrichum gloeosporioides, agente causal da mancha foliar de gala e mancha foliar de Glomerella em maçã (ARAÚJO et al., 2008; ARAÚJO; VALDEBENITO-SANHUEZA; STADNIK, 2010).
Tratamentos Fosf ito 1 ,25 mL Fosf ito 2 ,5 m L Fosf ito 5 ,0 m L Fosf ito 1 0,0 mL ASM 0,1 g/L Test emun ha ** IV C M 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 b a* b b b a
Gráfico 2 Índice de Velocidade do Crescimento Micelial (IVCM) de Colletotrichum gloeosporioides, in vitro, em presença de fosfito de potássio e Acibenzolar-s-Metil. UFLA, 2010.**Testemunha sem aplicação. *Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. CV= 12,73%
3.3 Fosfito de potássio no controle de Colletotrichum gloeosporioides agente da mancha manteigosa, in vivo
A testemunha absoluta não apresentou qualquer sintoma da doença. O
fosfito de potássio na dosagem de 10 mL L-1 foi o melhor tratamento,
(AACPS), diferindo-se estatisticamente da testemunha inoculada e dos demais tratamentos. Em seguida o fosfito de potássio nas doses 1,25; 2,5 e 5,0 mL/L e o ASM apresentaram-se AACPS intermediária não havendo diferenças estatísticas entre si e diferindo estatisticamente da testemunha inoculada (Gráfico 3).
TRATAMENTOS Test + C g Fos fito 1, 25 mL Fosf ito 2,5 mL Fos fito 5, 0 m L Fosf ito 10, 0 m L AS M 0 ,1 g/ L Test ** AACPS 0 200 400 600 800 1000 a * b c c c c d
Gráfico 3 Área Abaixo da Curva de Progresso da Severidade (AACPS) de Colletotrichum gloeosporioides, em folhas de cafeeiro tratadas com fosfito de potássio e Acibenzolar-s-Metil. Test + Cg = Testemunha inoculada; **Testemunha sem inoculação. *Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. CV= 29,46%
Nojosa et al. (2009) observaram que o fosfito de potássio nas
de 0,1 g L-1 quando aplicados, sete dias antes da inoculação do patógeno Phoma
costarricensis, apresentaram as menores áreas abaixo da curva de progresso da doença, em mudas de cafeeiro da cultivar Acaiá Cerrado, com 10 meses de idade, tendo controle superior ao fungicida tebuconazole. De forma semelhante Ribeiro Júnior (2008), estudando o efeito da aplicação de fosfitos e de acibenzolar-S-metil (ASM) na proteção de mudas de cafeeiro contra Cercospora coffeicola, observou que a aplicação de fosfito de zinco a 2,0 mL L-1, fosfito de
manganês a 3,33 mL L-1 e os fosfitos de potássio Hortifos
PK® e Reforce® ambos
na concentração de 5,0 mL L-1, quando aplicados sete dias antes da inoculação
do patógeno, conferiram proteção parcial às mudas de cafeeiro da cultivar Mundo Novo contra Cercospora coffeicola, além de proporcionarem maior enfolhamento das mesmas. Além disso, o mesmo autor relata que uma aplicação de fosfito de potássio em mudas de cafeeiro com 90 dias de idade, sete dias antes da inoculação com Cercospora coffeicola promoveu nas plantas um aumento na atividade das proteínas PR, peroxidase, quitinase e β-1, 3 glucanase, além de aumentar os teores de fenóis solúveis totais.
A utilização do fosfito de potássio no controle da severidade de doenças de plantas está mostrando resultados satisfatórios em diversos patossistemas, principalmente àqueles fitopatógenos da classe dos oomicetos, como por exemplo, o míldio da uva cujo agente etiológico é Plasmopara viticola
(PEREIRA et al., 2010; SÔNEGO; GARRIDO; CZERMAINSKI, 2003) e
podridões radiculares causada por Pythium e Phythophtora (DANIEL; GUEST,
2006; DIANESE et al., 2009; LOBATO et al., 2008). Neste a ação do fosfito
está relacionada ao acúmulo de fósforo nas formas de polifosfato e pirofosfato interferindo em várias rotas metabólicas fundamentais aos patógenos (NIERE; DEANGELIS; GRANT, 1994).
Além disso, o fosfito de potássio parece ter efeito similar ao fungicida fosetil-Al, favorecendo a proteção da plantas contra fungos fitopatogênicos, com
translocação de forma descendente na planta, via floema, das folhas para as raízes (MCDONALD; GRANT; PLAXTON, 2001).
4 CONCLUSÕES
O fosfito de potássio nas doses 5,0 mL L-1 e 10,0 mL L-1 foram os mais
eficientes no controle in vitro de Colletotrichum gloeosporioides.
A severidade da doença foi menor para a dose 10,0 mL L-1 de fosfito de
potássio.
Os Acibenzolar-S-Metil e as outras doses de fosfito de potássio tiveram controle intermediário da doença.
REFERÊNCIAS
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CAPITULO 3
Indução de resistência em cafeeiro contra Colletotrichum gloeosporioides pela aplicação do fosfito de potássio
RESUMO
A indução de resistência se tornou uma ferramenta fundamental no manejo de doenças em plantas, pois, apresentam várias vantagens em relação aos produtos químicos. O objetivo desse trabalho foi verificar se o fosfito de potássio induz resistência em cafeeiro contra Colletotrichum gloeosporioides. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e no Laboratório de Fisiologia do Parasitismo do Departamento de Fitopatologia da UFLA. Os tratamentos
foram o fosfito de potássio 10,0 mL L-1, Acibenzolar-S-Metil 0,1g/L e água
destilada. As mudas de café e o isolado do patógeno foram obtidos de plantas adultas com sintomas foliares de mancha manteigosa. Avaliou-se a atividade das enzimas peroxidase (POX), polifenoloxidase (PPO), β-1,3 glucanse (GLU) e quitinase (CHI). Para a determinação das enzimas estudadas foram coletados tecidos foliares de cafeeiro nos tempos de 1; 3; 6; 8; 10; 13 e 17 dias após pulverização dos tratamentos (DAP), onde a inoculação ocorreu 7 (DAP). O fosfito de potássio aumentou a atividade da POX a 1 e 13 DAP e permaneceu alto até 17 DAP. Já para a PPO o pico de atividade ocorreu 6 e 13 DAP. O ASM aumentou a atividade da POX aos 10 DAP e da PPO aos 8 e 13 DAP. Quanto à quitinase, o pico da atividade ocorreu 17 DAP para o ASM. Já o fosfito de potássio incrementou a atividade da CHI aos 3 DAP, onde o pico máximo da atividade ocorreu em 13 DAP. Não houve aumento na atividade da enzima β-1,3-glucanase para todos os tratamentos.
ABSTRACT
Induction of resistance has become a fundamental tool in the management of plant diseases, because they have several advantages over chemicals. The aim of this work was to determine whether potassium phosphite induces resistance in coffee plants against Colletotrichum gloeosporioides. The experiment was conducted in greenhouse and in the Laboratory of