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Interim Road Safety Management System

Dans le document Case study: road safety in Ethiopia (Page 35-38)

3. LEGISLATIONS, INSTITUTIONAL ORGANIZATIONS, AND FUNDING

3.2. Institutional Organizations

3.2.2. Interim Road Safety Management System

Artigos publicados antes dos anos 2000 não definem explicitamente o conceito de gestão sustentável da cadeia de suprimentos de forma efetiva, mas sim, fornecem definições com alguns aspectos relacionados exclusivamente ao contexto ambiental (TOUBOULIC; WALKER, 2015). A gestão sustentável da cadeia de suprimentos, embora seja uma área de pesquisa relativamente nova, tem se popularizado recentemente como um campo de estudo estritamente importante, concentrando a maioria de suas publicações a partir de 2014 e 2015 (ALEXANDER; WALKER; NAIM, 2014; BESKE; LAND; SEURING, 2014; TOUBOULIC; WALKER, 2015; DUBEY et al., 2017; ANSARI; KANT, 2017).

É possível identificar que existem diversas definições para gestão sustentável da cadeia de suprimentos (MATHIVATHANAN; KANNAN; HAQ, 2018). Autores variados têm oferecido diferentes perspectivas sobre sua conceituação (TOUBOULIC; WALKER, 2015; PAYMAN; JABER; SEARCY, 2016). Tais definições foram acompanhando a evolução do desenvolvimento sustentável e normalmente consideram, no geral, as três dimensões do Triple

Bottom Line (MECKENSTOCK; BARBOSA‐PÓVOA; CARVALHO, 2016).

O termo “gestão” adicionado a “cadeia de suprimentos sustentável” sugere a administração ou gerenciamento dos processos de negócio incorporando-se de maneira igualitária as vertentes do TBL. Pagell e Wu (2009) argumentam que uma cadeia de suprimentos sustentável é aquela que possui bom desempenho em todos os elementos do TBL. Em contrapartida, a gestão sustentável da cadeia de suprimentos são as ações gerenciais específicas que são tomadas para tornar a cadeia de suprimentos mais sustentável com o objetivo final de criar uma cadeia verdadeiramente sustentável.

Fornecendo um contexto mais operacional, Yang et al., (2017) enfatizam que a gestão sustentável da cadeia de suprimentos diz respeito à gestão de materiais, informações e fluxo de capital, bem como a cooperação entre empresas ao longo da cadeia de suprimentos levando em consideração os objetivos das três dimensões do desenvolvimento sustentável: ambiental, social e econômico e considerando os requisitos dos clientes e partes interessadas. Apesar da gestão sustentável da cadeia de suprimentos ser definida de variadas formas (ANSARI; KANT, 2017) a maioria das discussões encontradas versam sobre cinco aspectos principais, conforme apresentado pela Figura 15.

Figura 15. Aspectos principais da definição de GSCS Fonte: elaborado pelo autor

Filosofia de gestão Inclusão do TBL Coordenação dos processos de negócio Cooperação entre empresas Análise de Trade-offs

O primeiro aspecto frequentemente encontrado na literatura alude que a gestão sustentável da cadeia de suprimentos deve ser vista primeiro como uma filosofia de gestão, incorporando aspectos da sustentabilidade na cultura organizacional das empresas como um todo (DUBEY et al., 2017). O segundo aspecto enfatiza que as definições versam sobre a necessidade do desenvolvimento de uma abordagem que combina os objetivos gerais da SCM com os objetivos globais de sustentabilidade - desempenho ambiental, social e econômico (SCHWARTZ; TAPPER; FONT, 2008; REEFKE; TROCCHI, 2013; AZEVEDO et al., 2017). De forma parecida, autores como Svensson (2007) e Shafiq et al., (2017) destacam que a GSCS exige uma abordagem mais ampla, sendo necessário considerar questões ambientais, sociais e econômicas das organizações.

O terceiro aspecto trata da coordenação sistêmica dos principais processos de negócio de forma interna à organização sob a ótica do TBL (KLASSEN; VEREECKE, 2012; GRACIA; QUEZADA, 2016). Posteriormente, no quarto aspecto, é preciso que todos os processos envolvidos nas cadeias de suprimentos de forma externa operem de maneira eficiente para garantir que todo o sistema possa funcionar de modo mais sustentável (SILVESTRE, 2015). A adequação de processos externos exige maiores níveis de cooperação entre as organizações que compõem a cadeia de suprimentos (DUBEY et al., 2017). Confirmando tais argumentos, Klassen e Vereecke (2012) e Azevedo et al., (2017) enfatizam que a GSCS implica em gerenciar a sustentabilidade não apenas na empresa focal, mas também, com os outros integrantes da cadeia.

É possível perceber que as definições de GSCS sugerem que as decisões e comportamentos gerenciais devem ser direcionados para assegurar as metas e objetivos ambientais, sociais e econômicos de uma empresa individual e sua cadeia de suprimentos, o que pode ser alcançado por meio da integração sistêmica dos principais processos e cooperação entre os membros da cadeia de suprimentos (AHMAD et al., 2017).

Por fim, o quinto aspecto presente nas definições trata dos Trade-offs (situação em que há conflito de escolha) envolvidos na gestão sustentável da cadeia de suprimentos. De acordo com Faisal (2010), as iniciativas de sustentabilidade na cadeia de suprimentos implicam levar em consideração os trade-offs envolvidos com as dimensões ambientais, sociais e econômicas. Autores como Hassini, Surti e Searcy (2012) e Azevedo et al., (2017) destacam que a gestão sustentável da cadeia de suprimentos implica na análise de trade-offs, muitas vezes conflitantes, como maximização dos lucros, redução dos custos operacionais, minoração dos impactos ambientais e melhoria do bem-estar social.

O Quadro 11 apresenta uma síntese de definições de gestão sustentável da cadeia de suprimentos oriundas da RSL.

Quadro 11. Síntese de definições de gestão sustentável da cadeia de suprimentos

PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DA CADEIA DE SUPRIMENTOS AUTORES

✓ “O gerenciamento sustentável da cadeia […] envolve questões de desenvolvimento sustentável na medida em que as empresas podem ser responsabilizadas pelos impactos sociais e ambientais que surgem ao longo da cadeia de suprimentos. Ela exige que as empresas integrem aspectos ecológicos e sociais em suas decisões e ações, não apenas internamente, mas também ao longo das cadeias de suprimentos que determinam o valor econômico de seus negócios.”

Wolters (2003, p.8) ✓ “A integração transparente e estratégica e a realização dos objetivos ambientais, sociais e econômicos de uma organização na

coordenação sistêmica dos processos chave de negócio inter-organizacional para melhorar o desempenho econômico de longo prazo da empresa individual e de sua cadeia de suprimentos”.

Carter e Rogers (2008, p.368) ✓ “A gestão dos fluxos de materiais, informação e capital, assim como a cooperação entre as organizações ao longo da cadeia de

suprimentos, levando em conta os objetivos envolvidos com as três dimensões da sustentabilidade – econômica, ambiental e social.”

Seuring e Müller (2008, p. 1700) ✓ “GSCS é o gerenciamento de materiais, informações e fluxos de capital, bem como a cooperação entre empresas ao longo da

cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que integra metas de todas as três dimensões do desenvolvimento sustentável, ou seja, econômicas, ambientais e sociais, derivadas dos requisitos de clientes e partes interessadas.”

Seuring (2011, p. 478) ✓ “Cadeia de suprimentos sustentável pode ser vista como um conjunto de práticas gerenciais que inclui itens como impacto

ambiental, consideração de todos os estágios da cadeia de valor do produto e uma perspectiva multidisciplinar abrangendo todo o ciclo de vida do produto.

Gupta e Palsule-Desai (2011, p.235) ✓ “A criação de cadeias de suprimentos coordenadas por meio da integração voluntária de considerações econômicas, ambientais

e sociais com os principais sistemas de negócios inter organizacionais projetados para gerenciar de maneira eficiente e eficaz o material, a informação e os fluxos de capital associados à aquisição, produção e distribuição de produtos. ou serviços, a fim de atender aos requisitos das partes interessadas e melhorar a lucratividade, a competitividade e a resiliência da organização a curto e longo prazo.”

Ahi and Searcy (2013, p. 339)

✓ “Gestão de operações, recursos, informações e capital a fim de maximizar a rentabilidade da cadeia de suprimentos enquanto

ao mesmo tempo minimiza os impactos ambientais e maximiza o bem-estar social”. Hassini, Surti, Searcy (2012) ✓ “Definimos a SCM sustentável como a busca de objetivos de sustentabilidade por meio do processo de compra e fornecimento,

incorporando elementos sociais, econômicos e ambientais.” Walker e Jones (2012)

✓ “A gestão de todas as atividades dentro de redes de fornecimento interdependentes por meio do desenvolvimento estratégico de capacidades relacionais conduzidos por fatores extrínsecos e intrínsecos com o objetivo de melhorar continuamente o desempenho de todos os membros das redes nas três dimensões da sustentabilidade durante um período prolongado de tempo”.

Chen e Kitsis (2017) ✓ “A gestão sustentável da cadeia de suprimentos é definida como uma iniciativa colaborativa entre os parceiros da cadeia de

suprimentos para adotar, projetar e implementar estratégias e práticas de negócios que aprimorem a ferramenta Triple Bottom Line (econômica, social e ambiental) ou os três pilares da sustentabilidade (planeta, pessoas e lucro)”.

Singhry (2015) ✓ “GSCS é a criação, organização, coordenação e controle de cadeias de suprimentos para se tornar verdadeiramente sustentável

com a expectativa mínima de uma cadeia de fornecimento verdadeiramente sustentável, mantendo a viabilidade econômica, sem prejudicar os sistemas sociais ou ambientais.”

Pagell e Shevchenko (2014) ✓ “Define-se o gerenciamento sustentável da cadeia de suprimentos como a coordenação sistêmica dos principais processos de

negócios da inter-empresa para alcançar objetivos sociais, ambientais e econômicos.” Mariadoss et al., (2016) Fonte: elaborado pelo autor

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