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Interactions entre climat, tectonique et ´ erosion

Dans le document Universit´e Joseph Fourier Grenoble 1 (Page 27-30)

A componente emotiva tem que ser considerada ao longo de todo o processo de aprendizagem da LE no 1º CEB, pois uma criança que está emocionalmente ligada à aprendizagem da LE conseguirá desenvolver a sua competência linguística com mais facilidade e sucesso, dado que esse desenvolvimento lhe dará prazer e será significativo para o seu percurso pessoal e escolar.

Neste sentido, é incumbência do professor organizar todo um conjunto de actividades passíveis de concretização na sala de aula, actividades estas tendo por base a expressão corporal, dança, jogos diversos, actividades perceptíveis, musicais, plásticas e envolvendo a exploração da linguagem através de textos autênticos como poemas, rimas, canções, histórias. A referida organização passa, não só pela planificação coerente das ditas actividades, como ainda pela organização e/ou construção de todo o material necessário para levar a bom termo as estratégias inicialmente pensadas. Neste contexto, cremos ser lícito afirmar que tal processo não será levado a cabo somente no momento de preparação da aula, mas durante todo o decorrer da aula. Pretende-se, assim, que este seja um processo activo e constante (cf. Tomlinson, 1998).

Não é só durante o período da formação inicial, mas durante toda a sua prática lectiva que os professores sentirão a necessidade de seleccionar materiais para os seus alunos. Estes materiais serão comprados ou, muitas vezes, elaborados pelos próprios professores. Este processo de selecção/construção dos materiais impulsiona o professor a avaliar se os mesmos são ou não os apropriados às necessidades dos seus alunos. Conforme Harmer (2000) diz, cabe ao professor traçar um perfil dos alunos alvo, assim como das suas necessidades, de modo a concluir acerca do tipo de materiais mais apropriado para eles.

Os materiais destinados à aprendizagem da LE devem reflectir, naturalmente, os objectivos e pressupostos gerais do ensino das línguas. A definição de critérios não se

apresenta tarefa fácil, dado que os materiais podem apresentar diferentes formas e conteúdos, de acordo com os objectivos que com eles se pretendem atingir.

Durante todo o processo de planificação da aula, na qual incluímos o momento de selecção e construção de materiais, parecem ser dois os princípios que o professor deve ter sempre em linha de conta – variedade e flexibilidade. Na perspectiva de Brian Tomlinson, “variety means involving students in a number of different types of activity and where possible introducing them to a wide selection of materials” de modo a que a aprendizagem da LE seja um processo “interesting and never monotonous for the students” (1998: 258). Relativamente ao conceito de flexibilidade, este poderá ser circunscrito ao espaço da sala de aula, visto que “for any number of reasons what the teacher has planned may not be appropriate for that class on that particular day” (ib.). Neste contexto também os materiais terão que ser flexíveis, de acordo com o momento em que estão a ser utilizados. Em todas as turmas se encontram alunos com personalidades e características diferentes. Assim, as actividades que são apropriadas para um aluno podem não o ser para outro. O professor que acredita na variedade será, obrigatoriamente, flexível visto ser este o único modo de providenciar a todos a oportunidade de se envolverem na aprendizagem da LE.

Durante a fase de construção dos materiais, o executor de tão responsável tarefa terá que ter um conhecimento profundo da estrutura pretendida nos materiais com vista a reduzir a disparidade entre os objectivos a alcançar e os materiais em construção. O construtor dos materiais terá que ter sempre em conta que, nos primeiros anos de escolaridade, os objectivos gerais de ciclo são prioritários em relação aos conteúdos. Através das aprendizagens fundamentais as crianças desenvolvem aptidões gerais cognitivas, estéticas, sensório-motoras, sociais e culturais. De igual modo, durante a utilização dos materiais, a estrutura inicialmente traçada ajudará o professor a alterar ou não o uso predefinido dos materiais. De forma a que esta avaliação se torne coerente o construtor/seleccionador dos materiais deverá clarificar os aspectos nos quais os materiais são ou não apropriados, assim como justificar tal adequação ou inadequação.

Nesta fase [de construção/selecção dos materiais] o professor, e conforme já referimos no ponto precedente, terá que reflectir sobre o aprendente a que se dirige, transpondo, deste modo, para a prática, os conhecimentos que adquiriu durante a sua formação (inicial ou contínua). Os conhecimentos teóricos serão, assim, transformados

num saber-fazer característico do profissional reflexivo. O professor avaliará se os materiais são ou não atractivos, úteis, adequados, etc. para os seus alunos.

Um outro aspecto deveras pertinente refere-se ao tipo de linguagem utilizada nos materiais. Esta deverá ser realista, estar de acordo com a faixa etária e com as vivências dos alunos a que se destina. A abordagem de novos itens deverá demonstrar uma progressão lógica e apropriada para os alunos.

Embora a maior parte dos estudiosos considerem de extrema importância que os materiais devem corresponder às necessidades e interesses dos alunos, em nosso entender eles também deverão estar de acordo com as necessidades e as motivações dos professores que os vão utilizar. Se os professores não estiverem entusiasmados com os materiais a utilizar, tal falta de entusiasmo reflectir-se-á nos alunos e os materiais perderão credibilidade, o que reduzirá a motivação e o investimento dos alunos no processo de aprendizagem da LE.

Pretende-se que os materiais permitam ao aluno aprender o que precisa para participar numa determinada actividade, de modo a que essa aprendizagem seja realizada.

Com vista à consecução destes objectivos muitas são as fontes passíveis de serem utilizadas para a construção de materiais, partindo das mais frequentes: Internet, manuais escolares, revistas; para as “menos lembradas” – copos de iogurtes, fitas de várias cores, postais, todos os tipos de papéis, carimbos, botões, moedas, embalagens vazias de todos os tipos, “restos” de materiais já usados, etc. Qualquer material, por menos útil que nos pareça, será considerado de uma utilidade e diversão extrema aos olhos de uma criança, como tal, porque não o aproveitarmos como meio de desenvolvimento da competência comunicativa da criança (e acrescentaríamos, para o desenvolvimento da competência profissional do próprio professor).

A construção e utilização destes materiais espelharão o reflexo do saber-fazer do professor, que terá tido em conta as intenções da sua actuação tal como os conteúdos a abordar e, simultaneamente, uma abertura para outras formas de ver o quotidiano. Será através deles que se abordarão as várias dimensões do ensino da LE, sejam elas linguísticas, culturais ou outras.

Como síntese, podemos dizer que, os materiais construídos/seleccionados pelos professores deverão obedecer a todo um conjunto de características que passamos a apresentar no quadro da página seguinte.

LÚDICOS

. parte integrante do processo de desenvolvimento linguístico da criança, permitindo que o aluno aprenda através do prazer de brincar com a língua.

MULTICULTURAIS

. contemplando a vertente cultural, promovendo a solidariedade, o respeito e a aceitação da diferença.

MOTIVANTES E

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