Chapitre 3 : Résultats
3.6 L'interaction du CD40 à la surface des Ramos avec le CD154 wt ou le CD154 résistant
Greco e Benda (1998) definem a tática como o sistema de planos de ação que desencadeiam tomadas de decisão, possibilitando a elaboração de ações motoras orientadas à obtenção da meta planejada.
Ao considerar que no basquetebol cinco jogadores de cada equipe disputam a posse da bola, no espaço comum e de forma simultânea, no jogo apresentam-se situações que podem ser subdivididas conforme se apresenta no QUADRO 1:
QUADRO 1
Classificação das situações no jogo de basquetebol
JOGO DE BASQUETEBOL
Ataque Defesa
Jogador com bola
Arremessar Passar Driblar
Jogador sem bola
Desmarcar-se
Apoiar ao
jogador com
bola
Marcador jogador com bola Dificultar o arremesso, o passe ou o drible em direção à cesta Marcador ao jogador sem bola Dificultar a recepção do passe Dificultar a ocupação de espaços Fonte: Adaptado pelo autor de BAYER (1986) e MORENO (1994).
No basquetebol distinguem-se duas fases denominadas de ataque e de defesa, sendo que o contra ataque e o retorno defensivo são situações de transição entre essas duas fases.
O contra ataque é o momento em que a equipe na defesa recupera a bola e a transporta rapidamente ao campo adversário, o retorno defensivo é o momento que visa evitar a criação de superioridade numérica do adversário no contra ataque e a finalização. Objetiva-se no retorno defensivo forçar o ataque posicionado e procurar que a equipe no ataque consuma os 24 segundos para a realização da finalização.
Assim, conforme o jogador tenha a posse da bola ou não, considera-se tática no ataque a obtenção, conservação da posse de bola e seu transporte intencionado, na procura do desequilíbrio da defesa adversária em busca de chances possíveis de finalização (BAYER, 1986).
No basquetebol a obtenção da posse de bola acontece quando o adversário marca ponto, em rebotes defensivos ou por meio da interceptação de passes, bolas roubadas e violações às regras de jogo feitas pelo adversário. A conservação da
posse de bola acontece por meio das ações que visam o seu transporte para o objetivo (o que ocorre por meio do uso do drible ou do passe) e dessa maneira, desequilibrar a defesa para criar situações de finalização (ROSE JÚNIOR, 2006).
Do ponto de vista defensivo, Bayer (1986) caracteriza a ação tática com base na recuperação da posse de bola, contenção do ataque e proteção da cesta. No basquetebol, o objetivo da defesa é a recuperação da posse de bola por meio de ações que possibilitem interceptação de passes, dificultem os movimentos de ataque, induzam o adversário a cometer erros, que evitem arremessos fáceis e possibilitem um adequado posicionamento para evitar o ataque à cesta (ROSE JÚNIOR, 2006).
Rose Júnior. (2006) afirma que a tática no basquetebol está baseada em situações individuais e coletivas e essas, por sua vez, subdividem-se em táticas grupais em situações com igualdade, superioridade e inferioridade numérica (1x1, 3x2, 4x5, entre outras) criada pelas ações ou comportamentos técnico-táticos que os jogadores manifestam em diferentes momentos do jogo.
A tática individual de ataque é definida como a criação de condições para conduzir a bola por meio do controle do corpo, do drible e do arremesso nos setores da quadra mais adequados para a execução de passes e arremessos. Na tática individual de defesa, o defensor orienta suas ações conforme o jogador que estiver marcando, ou seja, atacante com ou sem a posse da bola (ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010).
A tática grupal se relaciona com situações em pequenos grupos ou situações de dois contra dois e três contra três (ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010). Os autores da literatura pesquisada convergem em afirmar que as situações de três contra três (3X3) agrupam todas as ações táticas ofensivas e defensivas no basquetebol, tornando-se a atividade mais recomendada no processo de ensino- aprendizagem da modalidade (CHEN; HENDRICKS; ZHU, 2013; GRECO; BENDA, 1998; TALLIR et al., 2007; TALLIR et al., 2012; TAVARES; VELEIRINHO, 1999).
Na tática grupal de ataque, as ações estão representadas pelas situações de servir e ir (movimentação do atacante para receber a bola em melhores condições de finalização) e corta-luz. Nas situações de duplas, quando o defensor do colega com posse da bola recebe o corta-luz, a ação se denomina de corta-luz direto. Em situações de trios, quando o defensor do colega que está sem posse de bola recebe o corta-luz, a ação de denomina de corta-luz indireto (ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010).
A tática grupal de defesa possibilita, em situações de jogo em momentos em que se apresentam, por exemplo, de um lado da quadra, ou em um contra-ataque constelações em duplas e trios, a execução de ajudas (ação do defensor mais próximo da bola), as saídas de corta luz (sair por cima, pelo meio ou por baixo dependendo da posição do atacante com bola) e a troca de marcação (troca de atacante que está sendo marcado) (DAIUTO, 1983; ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010).
A tática coletiva é expressa pelos sistemas de defesa e ataque que são elaborados a partir do material humano disponível, sistemas utilizados, características da equipe adversária e situações momentâneas do jogo ou da competição (ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010).
No que se refere aos sistemas de defesa, Rose Júnior. (2006) afirma que os sistemas básicos são o individual e o por zona. Para Daiuto (1983), o sistema individual apoia-se no conceito da marcação de cada atacante por um defensor, respeitando as características físicas e técnicas desses jogadores. O sistema de defesa individual subdivide-se em simples (defensor entre atacante e cesta), orientada para a bola (visão dos defensores na bola) e flutuação (ações defensivas no lado forte ou lado fraco do ataque) (DAIUTO, 1983; ROSE JÚNIOR, 2006).
Rose Júnior (2006) afirma que o sistema por zona se caracteriza pela marcação de setores da quadra, dependendo da posição da bola. Para Rose Júnior e Tricoli (2010), as defesas por zona subdividem-se em defesas pares (dois jogadores na
primeira linha de defesa) e defesas ímpares (um ou três jogadores na primeira linha de defesa).
Como colocado acima a fase de ataque apresenta duas situações básicas na sua dinâmica: ataque posicionado e contra-ataque. Para Rose Júnior e Tricoli (2010), o ataque posicionado acontece no momento em que a defesa está estabelecida na sua quadra defensiva requisitando dos atacantes um posicionamento definido. Nessa situação, cada atacante deve cumprir uma função específica e seus deslocamentos visam à obtenção de um melhor posicionamento para criar oportunidades de passe ou finalização (ROSE JÚNIOR, 2006; ROSE JÚNIOR; TRICOLI, 2010).
O contra ataque visa durante o veloz transporte da bola da meia quadra de defesa ao campo adversário, criar situações de superioridade numérica do ataque em relação à defesa com o intuito de executar um arremesso rápido que poderá ser próximo da cesta ou conforme características do jogador de três pontos.
Assim, observa-se a importância da compreensão, pelos jogadores, dos princípios táticos ofensivos e defensivos da modalidade, os que segundo Ferreira, Gallatti e Paes (2005) compreendem as atitudes de constante organização do ataque e das oportunidades de finalização, a criação de linhas de passe, as permanentes situações de passar e desmarcar-se, a conservação da posse da bola e a progressão ao alvo adversário com o intuito de executar um arremesso. Já na defesa, essas atitudes estão relacionadas à ação de se posicionar entre o atacante e a cesta, obstaculizar a troca de passes e executar arremessos, dificultar a progressão do adversário e recuperar a posse da bola.
Nesse contexto e de acordo com o objetivo deste estudo, a avaliação do conhecimento tático processual, a partir da observação dos comportamentos táticos individuais e de grupo no ataque e na defesa, objetiva a identificação da influência do modelo de ensino - aprendizagem abordado no planejamento e estruturação dos conteúdos táticos e técnicos do basquetebol. Oportunizam-se assim, alternativas de
analise dos processos de ensino-aprendizagem dos jogadores, bem como identificar seus níveis de desempenho.
4.2 A ação tática nos jogos desportivos: o papel do conhecimento tático na