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6.1.4 Integration Tasks

PODE SE CONSIDERAR CRISTÃO... MAS SE VOCÊ NÃO ACREDITA QUE JESUS É SENHOR... VOCÊ... É APENAS UM PARTICIPANTE DA COMUNIDADE... JESUS ERA O CENTRO... E ISSO ERA PASSADO DOS PEQUENOS ATÉ OS MAIS VELHOS... ERAM DISCUTIDO(SIC) EM GRUPOS... é o que nos fazemos nas nossas escolas dominicais... que é transmitir este ensinamento... O PROJETO DE JESUS ERA UM SÓ... E ERA UM SÓ QUE... DAVA TODA A CONOTAÇÃO À NOSSA FILOSOFIA... À NOSSA IDENTIDADE...222

Neste trecho da Prédica é possível notar, mais explicitamente, a preocupação do Rev. X com a juventude. Depois das explicações do significado do ensino para a comunidade cristã primitiva, o pregador chama a atenção das pessoas que convivem com os/as jovens para que nunca cessem de ensiná-los/as, ou seja, imprimir na memória deles/as a identidade, o conhecimento e a filosofia cristã correta, em outros termos, criar um habitus religioso.223 Na ótica do autor, ensinar constantemente é o mesmo que

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Ver: Anexo, Prédica 1, linhas 166-192.

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confessar a Jesus como o Senhor, de tal forma, a pessoa que ensina é cristã caso contrário, é apenas participante da comunidade. A veracidade e autoridade assumidas para estas declarações são remetidas ao texto bíblico, à práxis de Jesus e da comunidade primitiva. Nas palavras do pregador: “SE VOCÊ ACREDITA QUE JESUS É SENHOR... VOCÊ PODE SE CONSIDERAR CRISTÃO... MAS SE VOCÊ NÃO ACREDITA QUE JESUS É SENHOR... VOCÊ... É APENAS UM PARTICIPANTE DA COMUNIDADE”.

Por trás desta discussão se encontra a interação com a Pós- modernidade, mais especificamente com a destradicionalização, ou, segundo aquilo que se discutiu sobre a mundialização, perda da fixidez. Na contemporaneidade, a tradição, a identidade e a preservação das culturas se esvaem dando espaço à polissemia da dinâmica social insuflada pelas transformações econômicas. Na Prédica o autor se nega a aceitar esta destradicionalização que está ocorrendo no âmbito religioso, dá a ordem para que o ensino bíblico ocorra com veemência, e, para tanto, firma as suas idéias no texto sagrado.

Corpus 6 e análise

A ESSÊNCIA DO AMOR AO PRÓXIMO... ela está se diluindo... com o ( )... ELA ESTÁ DEIXANDO DE TER AQUELE MESMO SENTIDO... AQUELE MESMO GOSTINHO... LÁ DE TRÁS... HOJE JESUS PASSA A SER... O DEUS DE MIL AGRE... O DEUS DA PROSPERIDADE... O DEUS DA BARGANHA... e tantas outras coisas mais... QUANDO NÓS LEMOS O TEXTO TAMBÉM...UMA DAS COISAS QUE ERA MUITO ENSINADA... ERA O REPARTIR... ERA O DIVIDIR... e hoje isso não acontece... nós trabalhamos mais no individualismo... EU SOU EU... E VOCÊ É VOCÊ... EU tenho dois carros... VOCÊ pode andar a pé... EU tenho uma televisão... um vídeo... e VOU comprar um dvd... e VOCÊ só tem um radinho de pilha... estas coisas... ISSO NÃO TINHA LUGAR NA COMUNIDADE PRIMITIVA NÃO... TEM HOJE... NAQUELA ÉPOCA NÃO

TINHA... MOMENTO DE ANIVERSÁRIO... DE REVER... A NOSSA EXISTÊNCIA COMO COMUNIDADE... É MOMENTO TAMBÉM DE REVER... O QUE DEUS TEM FEITO NA NOSSA VIDA... E NA NOSSA MANEIRA DE AGIR... NA NOSSA MANEIRA DE EXERCITAR A NOSSA FÉ... NÃO HÁ LUGAR PARA INDIVIDUALISMO...224

Outra marca da identidade cristã verdadeira, segundo o Rev. X, é o exercício do amor ao/à próximo/a. Porém, a concepção de que o Deus amoroso instrui os/as fiéis a amarem os/as semelhantes está sendo trocada pela visão de que cada fiel deve cuidar de si e, numa relação de troca, Deus resolve todas as necessidades imediatas e concede a prosperidade financeira. O pastor confirma que na atualidade muitos/as fiéis tiraram o foco do ensinamento bíblico de vida comunitária e assumiram o individualismo dentro da igreja e transformaram Deus num grande capitalista.

O individualismo é uma das marcas da Pós-modernidade mais vivenciadas pelas sociedades. Uma vez que as igrejas são entidades compostas por pessoas, estão interagindo com todos os fenômenos sociais. Neste contexto, os/as homens/mulheres se entendem livres para escolherem, todavia, o Rev. X fundamentando a sua autoridade na Bíblia afirma que não existe cristianismo se a prática comunitária não é observada pelo/a fiel.

Corpus 7 e análise

e nem há lugar para descompromissado... muitas e MUITAS IGREJAS... ESTÃO SE ESPALHANDO POR AÍ... mas vai lá porque tem muita gente... vai lá porque tem televisão... vai lá porque tem um bom pregador que tem uma oratória bonita... mas isso não é a essência do evangelho... falta alguma coisa... PORQUE É MUITO MAIS FÁCIL... EU VIVER DESCOMPROMISSADO... COM ESTA MISSÃO... VIVER

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DESCOMPROMISSADO... COM A TAREFA QUE JESUS ME DEU... EU SIMPLESMENTE BOTO MEU TERNINHO E A MINHA GRAVATA... vou pra lá e fico como um mero espectador... isto não é ser igreja... está desconsiderado no capítulo dois de Atos dos apóstolos... A COMUNHÃO... UM DOS ESTEIOS TAMBÉM QUE MARCAVA... A VID A DAQUELE POVO... PARA ELES... COMUNHÃO NA SUA LÍNGUA... KOINONIA... O TEXTO DIZ AINDA QUE A COMUNIDADE DOS PRIMITIVOS CRISTÃO(SIC) PERSEVERAVA NA KOINONIA... ESTA PALAVRA GREGA SIGNIFICA COMUNHÃO... COMUNHÃO SIGNIFICA FAZER ALGO EM COMUM... SINTONIA DE SENTIMENTOS... não pode haver uma igreja... onde o sentimento não seja um só... não pode haver uma igreja aonde cada um pensa de uma forma... cada um age de uma forma... e os sentimentos são diferentes... NÃO PODE HAVER UMA IGREJA Com modo de pensar diferente...225

Este recorte do discurso é a continuação do trecho anterior. E, uma vez mais, o Rev. X utiliza como exemplo de anticristianismo as igrejas recentes não-históricas. Outro agravante citado pelo autor é a migração de fiéis para as novas igrejas, pois nestas não se exige compromisso comunitário, ou seja, o/a fiel é um espectador/a e/ou consumidor/a que exercita a sua fé no entretenimento e no prazer oferecidos no culto.

Sendo assim, nota-se que as pontuações feitas pelo pastor, neste trecho, denotam uma estreita relação com o hedonismo e o cultivo do entretenimento, características da Pós-modernidade. A contraposição à ênfase individualista no prazer e no lúdico feita pelo autor, é a prática da vida em comunidade, onde há unidade de pensamentos e anseios com o intento de beneficiar o todo.

Corpus 8 e análise

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A EFICIÊNCIA DA DIACONIA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS SE NOTA... PELO FATO DE QUE ENTRE ELES...NINGUÉM PASSAVA FOME... e por fome... meus irmãos ... NÓS PODEMOS ENTENDER... carência humana... ninguém tem carência humana...né?... vivemos num século moderno... que tem tudo... televisão tem na minha casa... telefone... celular que toca o dia inteiro... ninguém tem carência... só clicar você fala com as pessoas... acabou... resolveu o problema... não existe mais carência... estou certo ou estou errado?... estamos errado... HOJE... A CARÊNCIA... ESTÁ AINDA MAIOR... esse desconforto... esta massificação do ser humano... os medos que nos atormentam... tira nossa tranqüilidade...TIRA NOSSA PAZ... NOS TIRA... DAQUELE PROJETO DE DEUS QUE É AMAR AO PRÓXIMO... PORQUE EU ESTOU TÃO ENVOLVIDO... QUE EU ESQUEÇO DO MEU PRÓXIMO... ALÉM DA FOME DA COMIDA... HÁ FOME DO AFETO... HÁ FOME DA JUSTIÇA... E HÁ FOME DE DEUS... NAQUELA ÉPOCA... EXIS TIA AINDA UM DIACONATO226

A diaconia retratada pelo Rev. X é o serviço que uma pessoa cristã da Igreja Primitiva presta em favor de outra ou da comunidade sem objetivo de obter lucros ou elogios. É, por conseguinte, uma prática de solidariedade que objetiva o bem estar geral. Neste contexto, o pastor questiona as ações diaconais dos/as seus/suas interlocutores/as. Pontua também, algumas produções contemporâneas (televisão, telefone, celular, computador) que procuram melhorar as relações entre pessoas, no entanto, escondem as carências humanas e são reflexos de uma sociedade insegura.

Uma vez mais o autor assinala o individualismo como um problema para a comunidade cristã que deve exercitar a diaconia à semelhança de Jesus Cristo. E, coloca como obstáculo para o diaconato a Modernidade e a geração e partilha da precariedade. Assim sendo, há como perceber que o Rev. X ao

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discursar está interagindo, mais amplamente, com os efeitos sociais do individualismo, relacionamentos humanos superficiais e a insegurança generalizada.

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