*5.4 A divide and color algorithm for Longest Path
6.2 Integer Linear Programming
A manutenção da pressão arterial, do perfil lipídico e do nível de glicose no sangue dentro dos parâmetros normais, assim como a prática regular de exercício físico aliada a um plano de alimentação saudável é essencial para evitar o aparecimento de complicações crónicas no diabético do tipo 2 [43].
Princípios básicos como, por exemplo, analisar diariamente os pés, para averiguar se existem manchas vermelhas, feridas, cortes ou se estão inchados (pedir ajuda a outra pessoa ou utilizar um espelho, especialmente para ver a planta do pé); consultar um médico se tiver dores, cortes, unhas encravadas, micoses, inchaços nos pés ou nas pernas; lavar os pés todos os dias com água morna e sabonete neutro; secar bem e suavemente, sobretudo entre os dedos; hidratar com um creme/loção próprio; cortar as unhas em linha reta e, por fim, limar as pontas mais aguçadas; andar sempre calçado (mesmo em casa); observar se há dentro do calçado qualquer tipo de objetos ou deformações nas palmilhas que possam causar lesões nos pés; manter um peso corporal adequado para evitar excesso de pressão plantar; usar uma pedra pome ou uma lima de papel para remover calosidades em vez de lâminas de barbear ou calicidas; não fumar (o tabaco interfere negativamente com a circulação sanguínea, aumenta o risco do pé diabético e agrava a situação); não usar adornos (pulseiras, anéis) nos pés; são necessários para prevenir o pé diabético [43; 44].
Pé Fatores de risco Esquema de
seguimento
Baixo
risco Ausência de fatores de risco Anual
Médio
risco Presença de neuropatia Semestral
Alto risco
Existência de isquémia e/ ou neuropatia e/ ou deformação do pé, ou história de úlcera cicatrizada ou amputação prévia
38 Outro aspeto extremamente importante na prevenção do pé diabético está relacionado com a utilização, por parte dos diabéticos, de meias e calçado adequado. Assim, as meias não podem ter elásticos e costuras e devem ser de material absorvente (algodão ou lã). As lesões típicas do pé diabético são maioritariamente provocadas pelo calçado. Calos e úlceras são exemplos de lesões que resultam frequentemente de um traumatismo constante provocado pelo calçado e surgem nas zonas onde se exerce maior pressão. Deste modo, para prevenir o aparecimento de lesões, o calçado deve possuir determinados requisitos tais como: ter espaço para os dedos (para isso, mede-se um centímetro acima do dedo mais comprido); a ponta deve ter uma altura e largura suficiente para impedir dos dedos; o tacão não deve ter uma altura superior a dois/ quatro centímetros; o calcanhar do calçado deve ser firme e o dorso deve ser alto e, por último, deve fundo e ter uma palmilha amovível, de modo a permitir a troca por uma palmilha individualizada e corretora de hiperpressões plantares [43; 44].
A consulta do pé diabético apresenta-se como outro fator de elevada importância na prevenção do aparecimento de complicações, uma vez que constitui uma forma de cuidar e educar, motivando o paciente a participar ativamente no tratamento e a realizar o autocontrolo, reforçando assim, a adesão ao tratamento clínico.
5. Discussão e conclusão
A melhor maneira de evitar o pé diabético é através da prevenção, cabendo aos profissionais de saúde, incluindo o farmacêutico, a importante função de educar, cuidar, acompanhar periodicamente e orientar os pacientes portadores de DM, os seus familiares e a comunidade em geral. Assim, é necessário divulgar quais são as atitudes a adotar. Para isso, a minha intervenção baseou-se na transmissão, no sistema televisivo da Farmácia Trindade, dos principais cuidados a ter, com a finalidade de prevenir o pé diabético. A meu ver, julgo que esta intervenção é útil, pois permite informar, de uma forma simplificada, os utentes.
39
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[13] INFARMED: Decreto-Lei n.º 145/2009, de 17 Junho. Regras a que devem
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[14] INFARMED: Despacho n.º15700/2012, de 30 de Novembro. Aprova os modelos de receita médica, no âmbito da regulamentação da Portaria n.º 137- A/2012, de 11 de Maio. Acessível em: http://www.infarmed.pt [Acedido a 3 de Abril de 2015].
[15] Diário da República: Portaria n.º 137-A/2012, de 11 de Maio. Regime
jurídico a que obedecem as regras de prescrição de medicamentos, os modelos de receita médica e as condições de dispensa de medicamentos, bem como define as obrigações de informação a prestar aos utentes. Acessível em: http://www.dre.pt/ [acedido a 4 de Abril de 2015].
[16] Diário da República: Decreto-Lei n.º 11/2012, de 8 de Março. Regras de
prescrição e dispensa de medicamentos de uso humano. Acessível em: http://www.dre.pt/ [acedido a 4 de Abril de 2015].
[17] Diário da República: Decreto-Lei n.º 48-A/2010, de 13 de Maio. Regime
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[44] Bayer: Pé diabético. Acessível em: http://www.bayer.pt [acedido a 30 de
44
45
46
47
Anexo 3 – Listagem dos produtos cujo prazo de validade termina no prazo de 3 meses
48
49
50
51
52
Anexo 8 – Talão dos psicotrópicos e estupefacientes com informação do prescritor, do doente e do adquirente
53
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Anexo 9 – Regimes especiais de comparticipação de medicamentos (continuação)
55
Anexo 10 – Exemplo de uma ficha de preparação de um medicamento manipulado
56
57
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Anexo 12 – Tabela 3: Obstipação crónica, seleção adequada do laxante (continuação)
60
Anexo 12 – Tabela 3: Obstipação crónica, seleção adequada do laxante (continuação)
61
Anexo 12 – Tabela 3: Obstipação crónica, seleção adequada do laxante (continuação)
62
Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção
63
Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
64
Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
65
Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
66
Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
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Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
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Anexo 13 – Apresentação em PowerPoint: Síndrome do pé diabético, uma questão de prevenção (continuação)
I Centro Hospitalar do Porto – Hospital Geral de Santo António
Ana Martins | Clarisse Almeida | Marta Maia | Matilde Monjardino
II
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM FARMÁCIA HOSPITALAR
Centro Hospitalar do Porto – Hospital
Geral de Santo António
Ana Martins | Clarisse Almeida | Marta Maia | Matilde Monjardino Janeiro a Fevereiro de 2015
III
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
Relatório de Estágio Profissionalizante
Hospital Geral de Santo António
Janeiro de 2015 a Fevereiro de 2015
Clarisse Hermínia da Rocha Almeida
Orientador : Dra Teresa Almeida
________________________________________
Tutor FFUP: Prof. Doutora Irene Rebelo
________________________________________
IV
Declaração de integridade
Eu, Clarisse Hermínia da Rocha Almeida, abaixo assinado, nº 201001227, aluna do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste documento.
Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______
V
Agradecimentos
Após a conclusão deste estágio, não poderíamos deixar de agradecer a todos os que nos receberam e orientaram, particularmente:
À Dr.ª Patrocínia Rocha, Diretora dos Serviços Farmacêuticos, e ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Porto, pela oportunidade de realização deste estágio.
À Dr.ª Teresa Almeida, orientadora do estágio, pela paciência, disponibilidade e simpatia com que nos brindou, assim como pela orientação e conhecimentos transmitidos.
A toda a equipa dos Serviços Farmacêuticos, especialmente aos farmacêuticos com quem contactamos de forma mais próxima, pela formação que nos proporcionaram e a amizade com que nos receberam.
Por último, mas não menos importante, à comissão de estágios da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, pela oportunidade de realização do estágio curricular nos Serviços Farmacêuticos do Hospital de Santo António.
VI
Resumo
A Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, no âmbito do curso Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, proporciona a realização, por um período de dois meses, de um estágio nos Serviços Farmacêuticos de uma unidade hospitalar. O referido estágio decorreu nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Geral de Santo António entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2015, sob a orientação da Dr.ª Teresa Almeida.
Os Serviços Farmacêuticos Hospitalares são o serviço que, nos hospitais, assegura a terapêutica medicamentosa aos doentes, a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, integra as equipas de cuidados de saúde e promove ações de investigação científica e de ensino. Assim, os Serviços Farmacêuticos representam um elo essencial na qualidade dos cuidados hospitalares prestados, tendo o farmacêutico a responsabilidade de coordenação e representação desses mesmos serviços.
Os principais objetivos deste estágio são: conhecer quais as funções, as responsabilidades e as competências do farmacêutico numa instituição hospitalar; saber quais são as áreas que integram a farmácia hospitalar e como funcionam; contatar com a realidade profissional e com os profissionais de saúde; aplicar os conhecimentos científicos adquiridos durante o curso; adquirir habilitações mais alargadas para o exercício da profissão; formar profissionais devidamente capazes de exercer atividades que integram o Ato Farmacêutico, com idoneidade e responsabilidade.
O presente relatório está dividido em duas partes, sendo que na primeira parte descrevemos, resumidamente, o modo de funcionamento das áreas que integram os SF desta instituição hospitalar; na segunda parte relatamos algumas atividades (curso; folhetos informativos; reuniões; visitas de campo) em que participamos ao longo do estágio.
VII
Índice
Agradecimentos ... V Resumo ... VI Índice ... VII Lista de abreviaturas ... IX Lista de figuras ... X Lista de tabelas ... XI Lista de anexos ... XII 1. Centro Hospitalar do Porto – Hospital Geral de Santo António... 1 2. Organização e estrutura dos Serviços Farmacêuticos do HGSA ... 1 3. Recursos Humanos ... 1 4. Comissões Técnicas ... 2 4.1 Comissão de Farmácia e Terapêutica ... 2 1ª PARTE ... 3 1. Sistema informático e Armazém ... 4 1.1 Sistema informático ... 4 1.2 Gestão de stocks ... 4 1.3 Receção e armazenamento de medicamentos ... 5 2. Distribuição ... 7 2.1 Ambulatório ... 7 2.2 Distribuição Clássica ... 8 2.3 Distribuição Individual Diária em Dose Unitária ... 9 2.3.1 Validação da prescrição médica ... 10 2.3.2 Aviamento de medicamentos e produtos farmacêuticos ... 11 2.4 Medicamentos sujeitos a controlo especial ... 12 3. Ensaios clínicos ... 13 4. Farmacotecnia ... 15 4.1 Unidade de Farmácia Oncológica ... 15 4.2 Fracionamento e reembalagem ... 16 4.3 Preparação de Não Estéreis ... 17 4.4 Preparação de Estéreis ... 18 4.4.1 Preparação de bolsas de Nutrição Parentérica (NP) ... 19VIII 4.4.2 Preparações extemporâneas estéreis (PEE) ... 20 2ª PARTE ... 21 1. Folhetos informativos ... 22 2. Formações Internas no CHP ... 22 2.1 Curso básico de Suporte Nutricional Artificial ... 22 3. Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) ... 23 4. Hospital Joaquim Urbano (HJU) ... 24 5. Noite no HGSA ... 25 6. Caso de estudo: fármacos biológicos ... 25 Referências bibliográficas ... 26 Anexos ... 29
IX
Lista de abreviaturas
AO Assistente Operacional
APF Armazém de Produtos Farmacêuticos
AUC Área Sob a Curva
QUE Autorização de Introdução no Mercado CdM Circuito do Medicamento
CEIC Comissão de Ética de Investigação Clínica CFT Comissão de Farmácia e Terapêutica CHP Centro Hospitalar do Porto
CMIN Centro Materno-Infantil do Norte
CTX Citotóxicos
DCI Denominação Comum Internacional
DIDDU Distribuição Individual Diária em dose unitária
EC Ensaios Clínicos
FEFO First Expired, First Out
FHNM Formulário Hospitalar Nacional do Medicamento FFE Formas Farmacêuticas Estéreis
GHAF Gestão Hospitalar de Armazém e Farmácia HGSA Hospital Geral de Santo António
HJU Hospital Joaquim Urbano
HLS Hospital Logic System
INFARMED Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento
ME Medicamento Experimental
NP Nutrição Parentérica
OP Ordem de preparação
PEE Preparações extemporâneas estéreis
PV Prazo de validade
RCM Resumo das Características do Medicamento
SF Serviços Farmacêuticos
SNS Sistema Nacional de Saúde
TDT Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica TSS Técnicos Superiores de Saúde
UFO Unidade de Farmácia Oncológica VIH Vírus da Imunodeficiência humana
X
Lista de figuras
Figura 1 - Logótipo do GHAF ... 4 Figura 2 - Kanban ... 5 Figura 3 - Instalações da Farmácia de Ambulatório do CHP ... 7 Figura 4 - Pyxis ... 9 Figura 5 - Carro de malas de aviamento para os serviços ...11 Figura 6 - Pharmapick ...11 Figura 7 - SUCS ...12 Figura 8 - Instalações dos ensaios clínicos no CHP ...13 Figura 9 - Instalações da UFO no CHP ...15 Figura 10 - Equipamentos de reembalamento automático e semiautomático, respetivamente. ...17 Figura 11 - Laboratório de preparação de não estéreis ...18 Figura 12 - Receção do CMIN ...23 Figura 13 - Instalações do Hospital Joaquim Urbano. ...24 Figura 14 - Museu da Farmácia, HJU. ...24
XI
Lista de tabelas
XII
Lista de anexos
Anexo 2 - Organização espacial do APF ...30 Anexo 1 - Esquema de atividades do GHAF...30 Anexo 5 - Modelo de prescrição de psicotrópicos ...31 Anexo 4 - Modelo de prescrição de material de penso ...31 Anexo 3 - Modelo de prescrição de hemoderivados ...31 Anexo 8 - Modelo de prescrição de nutrição artificial ...32 Anexo 6 - Modelo de prescrição de anti-infecciosos ...32 Anexo 7 - Modelo de prescrição de antídotos ...32 Anexo 9 - Folheto informativo - Daclatasvir ...33 Anexo 10 – Folheto informativo - Fampridina ...34 Anexo 11 - Folheto informativo – Oximetolona ...35 Anexo 12 - Folheto informativo - Ruxolitinib...36
1
1. Centro Hospitalar do Porto – Hospital Geral de Santo
António
De acordo com o Decreto-Lei nº 326/2007, de 28 de Setembro, o Hospital Geral de Santo António (HGSA) encontra-se, desde 2007, integrado no Centro Hospitalar do Porto (CHP)1. Mais recentemente, e como estabelecido pelo Decreto-Lei nº 30/2011, de 2 de Março, o CHP, mantendo a natureza de entidade pública empresarial, é alterado devido à fusão com o Hospital Joaquim Urbano (HJU)2. Atualmente, o Hospital Maria Pia e a Maternidade Júlio Dinis estão encerrados. Estas duas instituições foram albergadas num novo edifício, o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), pertencendo este ao CHP.
2. Organização
e
estrutura
dos
Serviços
Farmacêuticos do HGSA
Os Serviços Farmacêuticos (SF) do HGSA apresentam um espaço renovado e quase totalmente centralizados num único local, Piso 0 do Edifício Neoclássico, com exceção da Unidade de Farmácia Oncológica (UFO), a qual está incluída na área do Hospital de Dia, de modo a situar-se mais perto do serviço que principalmente serve.
De acordo com o Manual da Farmácia Hospitalar, os SF do HGSA são constituídos pelas seguintes áreas funcionais: Seleção e Aquisição; Receção e Armazenagem; Produção e Controlo; Distribuição e Farmácia Clínica; Ensaios Clínicos (EC).
3. Recursos Humanos
A equipa dos SF do HGSA é constituída pela diretora do serviço, a Dr.ª Patrocínia Rocha, por Farmacêuticos/Técnicos Superiores de Saúde (TSS), Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT), Assistentes Operacionais (AO) e funcionárias administrativas, que desempenham funções específicas e diferenciadas.
Os SF do HGSA funcionam de forma contínua, ou seja, durante 24 horas por dia,