• Aucun résultat trouvé

Matériel et méthodes

2. LES FACTEURS ASSOCIES A L’ALLAITEMENT MATERNEL:

2.1 L’âge gestationnel :

2.4.1 Insuffisance du lait :

O modelo educacional culturalmente institucionalizado e incorporado no pensamento e nas ações dos agentes envolvidos no sistema educacional, não permite mudanças rápidas. Predomina a ênfase no intelectual e a separação entre a teoria e a prática. Promover mudanças nas pessoas que estão

habituadas a um sistema de pensamento e ações consiste numa tarefa complexa. Há uma tendência de repetir hábitos já instalados e que transmitem uma aparente segurança no fazer pessoal e pedagógico, decorrente dos processos de formação e evolução social.

Os educadores costumam apresentar dificuldades no gerenciamento emocional, tanto pessoal como no organizacional. São reduzidas as experiências que possam ser apresentadas como modelo de aprendizagem integradora que reúne teoria e prática, que aproxima o pensar do viver.

A ética permanece contraditória entre teoria e prática. Os meios de comunicação mostram com freqüência governantes, políticos, empresários e outros grupos representativos socialmente agirem impunemente. Muitos adultos falam uma coisa, orientam para o que consideram correto e praticam outra. Alunos muitas vezes se confundem e são reduzidos a imitar educadores que praticam atos que não são permitidas aos alunos, em situações semelhantes. Em suma, a educação destinada aos alunos nem sempre envolve e compromete os educadores. Isto pode ser observado desde a dificuldade que o educador encontra para exercer suas atividades com positividade

e percepção do ambiente de aprendizagem até posturas autoritárias e agressivas na relação com seus pares e alunos.

O autoritarismo da maior parte das relações humanas interpessoais, grupais e organizacionais reflete o estágio limitado em que se encontram as pessoas individual e coletivamente em termos de desenvolvimento humano, equilíbrio e amadurecimento social.

A educação para a autonomia, para a liberdade, com processos participativos, interativos e que respeitem as diferenças, ocorre na mesma proporção em que as pessoas, escolas e organizações estão comprometidas com essas características.

As mudanças na relação educativa dependem fundamentalmente de educadores maduros, intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, que amam o que fazem e sabem motivar e dialogar. Pessoas com as quais vale a pena partilhar experiências, trocar idéias para novos projetos, cujo contato enriquece o ambiente de trabalho.

O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e ao mesmo tempo está atento ao que não sabe, ao novo.

Demonstra ao aluno o árduo caminho do aprender, sem esconder as próprias dificuldades. Ensina aprendendo com as diferenças, valorizando as experiências alheias, sabendo extrair resultados positivos de situações não previstas. Promove a partir da incerteza, uma certeza provisória, que desencadeia novas descobertas.

O contato pessoal, a sensibilidade relacional, a postura educada do educador, além da lucidez nas idéias e ações, caracterizam os grandes educadores. São educadores dentro e fora da sala de aula. Transmitem sempre algo surpreendente, inovador, inquietante, sem perder a forma simples e acessível de se comunicar e transmitir a informação.

Entretanto, diferentemente dos grandes educadores, uma parcela considerável de professores é previsível, não surpreende, repetem fórmulas e hábitos. Se deixam levar pelas ciladas da moda intelectual sem refletir, sem questionar.

É importante termos educadores com postura intelectual, emocional e ética que simplifiquem a organização do processo de ensino/aprendizagem. Segundo Moran (2000),

“...educadores abertos, sensíveis, humanos, que valorizam mais a busca que o resultado pronto, o estímulo

que a repressão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de seleção na construção do conhecimento” (Moran, 2000).

A educação integradora e democrática envolve, além dos educadores, os setores administrativos, diretores e coordenadores. Os setores que compõem o funcionamento da instituição educacional não podem atuar de forma isolada e omissa em relação à atividade pedagógica. É fundamental o apoio aos professores que apresentam iniciativas para construir um ambiente comunicativo e inovador.

As mudanças também dependem de alunos motivados, curiosos que demonstram interesse em superar os desafios, que sejam ousados e estimulem as qualidades do professor, tornando-se interlocutores e parceiros no processo de aprendizagem.

Para Moran (1998) a base da mudança na educação encontra-se no processo de comunicação autêntica e aberta entre professores e alunos, contando com os administradores e funcionários. A verdadeira educação ocorre somente num ambiente participativo, interativo, vivencial.

Ensinar dentro de estruturas estabelecidas com base no poder e de forma autoritária, tende a limitar os resultados positivos possíveis. Neste contexto, os alunos podem assimilar conteúdos programáticos, mas perdem a oportunidade de construir a cidadania.

Encontramos nesta exposição teórica um espectro defendido sob pontos de vista diferentes, com o objetivo de situar com maior clareza as manifestações que constituem o fenômeno das relações de poder. Constata-se a carência de subsídios construídos formalmente em torno da temática. Para compreender a questão do poder que no contexto escolar, a problemática do estudo envolve as relações que se estabelecem entre professor e alunos no ensino presencial e a distância. Na perspectiva de conhecer os meios pelos quais o poder se manifesta, é fundamental aproximar-se do espaço de atuação docente. São relações complexas, revestidas de subjetividade e, por isso, nem sempre percebidas por professores e alunos.

A progressiva democratização da educação em nosso país através da utilização crescente do ensino a distância, sugere mudanças também na prática docente. Esta contraposição do exercício constante de ensinar e aprender origina manifestações diversificadas que envolvem as relações de poder. Diante desta

inquietação, a presente dissertação propõem no capítulo que segue, a delimitação metodológica para o desenvolvimento do tema.

Capítulo 3

Metodologia de

pesquisa

ara estabelecer maior aproximação com o tema proposto, os procedimentos que envolvem a coleta de dados foram sistematizados, partindo de uma abordagem qualitativa de enfoque fenomenológico. Na perspectiva de compreender o fenômeno do poder antes da pretensão de explicá-lo, esta metodologia busca analisar experiências ancoradas na relação de poder entre professor e alunos no ensino presencial e a distância. Para isso, busca no primeiro momento, a constatação do ambiente e a coleta de informações, em segundo plano, a análise interpretativa das manifestações e, ao final, as considerações conclusivas.

Para conhecer melhor a realidade, em que será realizada a pesquisa e no intuito de extrair aspectos subjetivos relacionados

ao exercício do poder entre professor e alunos, o processo de coleta de dados valeu-se inicialmente de entrevistas com perguntas não estruturadas. A pertinência da utilização deste método está baseada no conhecimento prévio do entrevistado e do ambiente onde está inserido. Propositadamente, este primeiro momento de contato com os participantes da pesquisa transcorreu em forma de conversação. O objetivo fundamental posto nesta fase é a familiarização dos depoentes com o tema, considerando a subjetividade inserida no contexto das relações de poder. Para a realização das entrevistas e aplicação do questionário, foram selecionados dez alunos e quatro professores do Sistema Faesa de Educação de Vitória, Espírito Santo. Todos os participantes da pesquisa integram um dos cursos ou disciplinas de graduação oferecidas na modalidade a distância, quais sejam: filosofia, informática e matemática financeira. Os alunos entrevistados freqüentam também, no mesmo período, aulas presenciais, assim como os professores não atuam exclusivamente no ensino a distância. A coleta de dados ocorreu no período de junho e julho de 2002.

A própria atuação como professor e o desenvolvimento de atividades na área pedagógica na instituição pesquisada permitiram prontamente o acesso para a coleta das informações. Durante as conversações, que ocorreram de forma

individualizada, num universo de dez alunos e quatro professores, foi assegurada ao entrevistado a liberdade para emitir sua opinião e expressar com fidelidade os fatos e impressões, manifestando aspectos pertinentes a relação de poder que ocorre entre professor e alunos no ensino presencial e a distância. Para a coleta de dados baseada nas entrevistas, os participantes selecionados prestaram depoimentos durante o espaço de tempo que permaneciam na instituição, sem que tivesse agendamento prévio. Com esta postura, a coleta de dados foi enriquecida com a possibilidade de identificar expressões simbólicas, como gestos, tom de voz, não menos representativas para a interpretação das informações.

É um desafio direcionar a coleta de dados partindo da entrevista dialogada com perguntas abertas que decorrem da abordagem e da seqüência de opiniões que estão sendo fornecidas, para elevá-la ao nível de consistência em que os resultados sejam reveladores.

Para avançar na coleta de informações, foram formuladas as seguintes questões:

1- Qual a principal motivação para optar pela modalidade de ensino a distância?

2- Você considera que o professor exerce poder sobre os alunos no ensino a distância? E no ensino presencial? Justifique.

3- Descreva uma situação ou experiência que demonstra a relação de poder/autoridade que o professor exerce sobre seus alunos no ensino a distância e outra situação ou experiência decorrente do ensino presencial.

As perguntas elencadas foram elaboradas tendo como ponto de partida a hipótese de trabalho segundo a qual existem manifestações de poder, nem sempre percebidas, na relação entre professor e alunos no ensino presencial e a distância. A referida hipótese foi construída pela observação através da própria experiência como profissional docente, considerando que no ambiente escolar há pouca reflexão sobre as formas de expressão de poder do professor com relação aos alunos. Conseqüentemente, ao professor é atribuída a condição de alguém superior, naturalmente aceita pelos alunos, tendo assim, espaço para o exercício do poder. Para direcionar o trabalho considera-se importante também a suposição de que o professor encontra dificuldades para romper com a relação de poder quando ela está instituída na prática educativa, desprovida de crítica e reflexão.

A escolha de realizar a entrevista, de modo informal, com os alunos e professores selecionados, antecedendo à aplicação do questionário, suscitou informações objetivas e coerentes. Esta abordagem metodológica supostamente adequada, asseguram aos participantes a emissão com maior liberdade de raciocínios relevantes para o desenvolvimento do tema proposto.

O instrumento de pesquisa, contendo as questões descritivas, foi entregue pessoalmente a cada um dos participantes. Durante a entrevista, todos já haviam sido informados sobre a segunda fase da pesquisa, ou seja, a aplicação do questionário.

Além de mencionar as dificuldades encontradas ao longo da jornada investigatória, é fundamental reforçar o privilégio e a oportunidade para expor sobre a temática que envolve as relações de poder entre professor e alunos.

Longe de investir na pretensão de apontar soluções ou idealizar comportamentos, a expectativa central deste estudo é contribuir com reflexões conscientizadoras acerca das relações de poder para elevar a qualidade no processo de ensino e aprendizagem. A convivência no ambiente escolar no qual foi desenvolvida a pesquisa, contribuiu positivamente na

compreensão crítica das informações prestadas pelos entrevistados.

Em algumas ocasiões, os entrevistados manifestaram curiosidade em relação ao destino e utilização das respostas ao considerar o tema sobre as relações de poder muito delicado e complexo. Durante a entrevista, os interlocutores eram também informados que responderiam posteriormente ao questionário para o registro de outras informações por eles considerados importantes.

Documents relatifs