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A exposição do desenvolvimento histórico do AVA da Sedis foi dificultada devido à desativação de antigos servidores de dados da secretaria, na qual se encontram versões anteriores do sistema, porém algumas imagens foram

resgatadas através de cópias de segurança em estações de trabalho e relatórios periódicos gerados pela gestão possibilitando a diacronia do ambiente. Dessa forma, a evolução do Moodle desde o início da atuação da Sedis em 2003 aos dias de hoje foi registrada como mostra a tabela 3.1.

Tabela 3.1: histórico de versão do AVA da Sedis e suas principais mudanças. Versão Ano de

criação

Tecnologias utilizadas

Mudanças significativas

1 2008 PHP, HTML Estilização do cabeçalho do Moodle.

2 2010 PHP, HTML Proposta visual do Moodle semelhante ao Portal da secretaria.

3 2011 Flash Novo objeto de aprendizagem simulando o material impresso;

Barra de ferramentas com controles de navegação animados;

Algoritmo de controle de histórico de navegação.

4 2012 PHP,

HTML5

Compatibilidade com todos os navegadores; Integração com Facebook e Twitter;

Integração de recursos do Moodle com o objeto de aprendizagem;

Ambiente mais leve e ágil;

Substituição dos blocos de navegação do Moodle por seções internas do objeto de aprendizagem; Navegação através de um menu vertical de opções.

5 2014 PHP,

HTML5

Reestruturação da arquitetura do ambiente nos moldes proposto pelo moodle.org;

Substituição do objeto de aprendizagem por um novo formato de conteúdo de curso;

Menu horizontal de opções para um maior aproveitamento das seções internas do módulo; Barra de progressão do andamento do curso. Fonte: Dados da pesquisa.

No início da sua atuação, a Sedis utilizou a distribuição 1.9 do Moodle, mais atual e mais estável na época, nos cursos de licenciatura em Física, Química, Matemática e Bacharelado em Administração. Com um contingente de aproximadamente três mil alunos, a secretaria possuía, além do Moodle, um portal com informações institucionais sobre os cursos, suporte, legislação e notícias relacionadas, deixando para o Moodle apenas o que se refere à sala virtual do aluno

incluindo o material didático, ferramentas de interação, avaliações e relatório de notas.

Figura 3.17: Portal da Sedis em 2008.

Fonte: Sedis - UFRN.

Com a reformulação do portal em 2008 (Figura 3.17), sob o intuito da melhoria na arquitetura da informação, a secretaria começara a demandar esforços, através de ações internas, para melhorias na interface do AVA.

Figura 3.18: Moodle da Sedis em 2008.

Uma das modificações foi a criação de cabeçalhos específicos para cada disciplina, utilizando personagens ilustrados pela equipe de edição da secretaria como mostra a Figura 3.19, porém, em relação a estrutura original do Moodle, não houve nenhuma mudança significativa na forma de como o conteúdo do curso era apresentado ao aluno, na qual apenas o cabeçalho foi modificado.

Figura 3.19: Cabeçalho proposto para o curso de Licenciatura em Física no Moodle.

Fonte: Sedis - UFRN

Numa segunda ação interna, com a finalidade de gerar uma experiência mais homogênea no acesso entre os ambientes, Moodle e Portal, foi proposta uma adequação visual no AVA seguindo os moldes do Portal da secretaria sob a justificativa de que o aluno ao ingressar no Moodle consiga identificar os padrões visuais utilizados pela instituição gerando uma navegação mais fácil e intuitiva.

Figura 3.20: Adequação visual do Moodle da Sedis seguindo o modelo do portal.

Em 2011 com a criação do Projeto Moodle Interativo, foi proposta uma reformulação de como o conteúdo didático seria apresentado aos alunos, utilizando o Curso de Gestão em Saúde Coletiva da UFRN como experimento. O ambiente deveria seguir a mesma identidade visual do material impresso, com a finalidade de diminuir o esforço cognitivo na identificação das seções internas do material; simular uma experiência de navegação, dimensões e conteúdos semelhantes ao impresso, através do uso de um módulo feito em tecnologia Adobe Flash; e diminuir a utilização da barra de rolagem, recomendações percebidas em relatos de alguns alunos e professores do curso quando o conteúdo do curso se mostrava muito extenso.

Figura 3.21: Objeto de aprendizagem elaborado com tecnologia Adobe Flash e criado para a primeira versão do CGTES.

O objeto de aprendizagem, inserido dentro da sua sala virtual substituindo todo o conteúdo didático numa única tela, possuía uma barra de ferramentas (figura 3.21) na qual o aluno, através de um controle de navegação, teria opções para avançar ou retroceder entre as páginas, assim como um algoritmo de controle do histórico de navegação na qual permitia ao aluno a continuação da leitura do objeto exatamente na ultima página acessada pelo mesmo.

Devido às limitações do uso da tecnologia Adobe Flash da primeira versão, na qual dispositivos móveis não visualizam de maneira adequada, certos navegadores para aceitar a tecnologia precisam de extensões instaladas e incompatibilidades com o sistema operacional da Apple, foi proposto para uma segunda versão do CGTES um novo objeto de aprendizagem. Sendo assim, optou-se pelo uso de linguagem HTML5 inserido dentro da estrutura do Moodle, simulando recursos semelhantes aos da primeira versão e agregando novas funcionalidades ao sistema como, por exemplo, uso de mídias sociais (Facebook e Twitter), integração aos recursos do Moodle, visualização mais rápida do ambiente e substituição dos blocos de navegação por seções internas no objeto. Para o controle da navegação um novo menu de opções fora criado e posicionado verticalmente, deixando ao lado o conteúdo das seções internas.

Nesta Versão 4 do ambiente, os script foram implementados utilizando as funções nativas do Moodle, diferente da versão anterior, na qual o módulo era incluído como um recurso de página dentro do formato tópico. Apesar de não ter sido elaborado seguindo as orientações propostas pelo moodle.org (MOODLE 2015), o módulo nesta versão consistiu na primeira modificação de formato de visualização de curso proposto pelo Moodle.

Figura 3.22: Segunda versão do objeto de aprendizado para o curso CGTES.

Fonte: Sedis - UFRN

Para a terceira versão do Curso em 2014, o objeto de aprendizagem foi reformulado e inserido no Moodle como um novo modo de Formato de curso, passando a se tornar como um novo módulo do AVA sob a denominação Formato Mandacaru. Utilizando regras de programação e recursos disponibilizados pelo moodle.org, o formato fora totalmente reescrito em linguagem PHP e HTML5 e redesenhado numa versão mais limpa, com uma navegação mais ágil e um novo recurso na visualização do andamento do curso. O menu principal foi remodelado e posicionado horizontalmente no topo do modulo, de maneira a aproveitar mais o espaço destinado ao conteúdo das seções internas.

Figura 3.23: Curso CGTES utilizando o formato mandacaru

Fonte: Sedis - UFRN

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