A metodologia do estudo é o caminho a ser seguido durante o desenvolvimento do trabalho, segundo Gil (1999, p. 26) “pode-se definir método como caminho para chegar a determinado fim. E método cientifico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”.
Nesse sentido, apresenta-se na sequência a classificação da pesquisa, a coleta e a análise dos dados.
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
Para Richardson (1999) a única maneira de aprender a pesquisar é fazendo uma pesquisa, muitas vezes deixa de se entender algumas variáveis sobre determinado tema apenas lendo o relatório final sobre o assunto e, pesquisando sobre ele, aprende-se infinitas coisas além do que nos é exposto como resultado final.
Seguindo esta linha, a pesquisa se torna fundamental para a concretização do conhecimento por parte do acadêmico, levando em consideração que seus conhecimentos estão sendo muito mais desenvolvidos durante o processo de pesquisa.
A pesquisa classifica-se de diferentes abordagens e, especificamente neste trabalho de conclusão de curso classifica-se da seguinte forma:
3.1.1 Quanto a natureza
Classifica-se como pesquisa aplicada, em função de buscar o conhecimento para que este estudo seja aplicado na prática evidenciando fatos o mais próximo da realidade para que sejam analisados e possam contribuir na tomada de decisão.
[...]Tem como característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas dos conhecimentos. Sua preocupação está menos voltada para o desenvolvimento de teorias de valor universal que para a aplicação imediata numa realidade circunstancial, (GIL, 1999, p. 43).
Segundo Vergara (2010, p. 43) “a pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não”. Dessa forma, este estudo se classifica como aplicado por ter realizado pesquisas bibliográficas e de mercado, fazendo o
levantamento de informações decisivas para uma correta análise de viabilidade de instalação de uma farmácia comercial no município de Santa Rosa – RS.
Esta análise teve como base a aplicação dos conhecimentos construídos ao longo do curso em diversas áreas da contabilidade, como por exemplo: planejamento tributário, contabilidade de custos, índices de rentabilidade, índices tempo de retorno do investimento, projeções de lucros, formação de preços de vendas, gestão de pessoas, controle de finanças, etc.
3.1.2 Quanto aos objetivos
Este estudo caracteriza-se como descritivo pois apresenta a descrição do negócio pretendido e de todas as variáveis que possam influenciar no desenvolvimento do mesmo. Para Richardson (1999, p. 66) “estudos descritivos, quando se deseja descrever as características de um fenômeno”.
“As pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”, (GIL. 1999, p 44). O mesmo autor, ainda relata que:
As pesquisas descritivas são, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática. São também as mais solicitadas por organizações como instituições educacionais, empresas comerciais, partidos políticos etc. (GIL. 1999, p. 44).
Desta forma o desenvolvimento de um plano de negócios para a implantação de uma farmácia comercial no município de Santa Rosa, foi necessário descrever todas as etapas, desde a adequação às legislações vigentes, quadro funcional, o tipo de negócio, a localização geográfica do negócio, a definição de horários de funcionamento, os fornecedores, o plano de vendas e clientes, a formação de preços de vendas e promoções, a projeção de cenários com o objetivo de alcançar os resultados pretendidos pelos empreendedores baseado em levantamento de informações do mercado.
3.1.3 Quanto a forma de abordagem do problema
Esta pesquisa trata-se de uma pesquisa qualitativa levando-se em consideração a relação entre fatos reais e os que estão sendo projetados neste estudo.
“A pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como a tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos” (RICHARDSON. 1999, p. 90).
Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa pois não utilizou dados reais devido a ser uma análise de viabilidade para a instalação de uma nova empresa, não podendo quantificar seus resultados porque os mesmos somente são projeções, assim como não foi utilizado nenhum
software estatístico.
3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa é classificada como bibliográfica, levantamento e estudo de caso.
Na elaboração deste estudo de viabilidade a pesquisa bibliográfica atua como base fundamental para a construção do conhecimento e de amparo aos procedimentos e formulações dos vários fatores que necessitam ser estudados para a elaboração do plano de negócios e suas projeções.
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente, (GIL. 1999, p. 65)
A respeito da pesquisa por levantamento, Gil (1999, p. 70), conceitua que “as pesquisas deste tipo se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer.”
O estudo classifica-se também, de acordo com as metodologias de pesquisa, em estudo de caso. Realizou uma análise detalhada e aprofundada de todos os fatores que envolvem a instalação de uma farmácia comercial no município de Santa Rosa, desde o período anterior a sua instalação até os fatores que possam influenciar na manutenção e ascensão do empreendimento no mercado concorrente.
Estudo de caso se conceitua da seguinte forma, segundo o que diz Vergara (2010, p 44) “Estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas essas como pessoa, família, empresa, órgão público, comunidade ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou não ser realizada no campo”.
3.2 COLETA DE DADOS
A coleta de dados ocorreu mediante entrevistas despadronizadas direcionada aos consumidores locais, entrevistas a profissionais da área e observação de mercado.
Para Richardson (1999, p. 96), “os pesquisadores qualitativos têm à disposição diversas técnicas de coleta de informações, incluindo a observação participante e não participante, grupos de discussão e entrevistas em profundidade”.
3.2.1 Instrumentos de coleta dos dados
A coleta de dados para a definição de diferenciais a serem oferecidos aos clientes foi realizada mediante entrevistas despadronizadas ao público local, pessoas comuns do município com ênfase nas questões relacionadas a satisfação dos consumidores e, quais variáveis eles levam em consideração no momento da escolha de qual estabelecimento farmacêutico irão realizar suas compras. Levou-se em consideração variáveis como gênero, idade grau de instrução, faixa de renda, diferenciais que levam a escolha entre outros.
Entrevistas despadronizadas são conceituadas por Marconi e Lakatos (2010, p. 180) como aquelas em que “o entrevistador tem liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direção que considere adequada. É uma forma de poder explorar mais amplamente uma questão”.
Para o levantamento de informações técnicas foram realizadas entrevistas com os profissionais do ramo farmacêutico, empresários e profissionais de saúde, com foco na parte operacional da atividade, instalação e manutenção de uma farmácia que envolvam também a parte financeira, ambiente de trabalho, local de instalação, legislação pertinente ao setor.
Realizou-se observações de mercado diretamente dentro de alguns estabelecimentos farmacêuticos com o intuito de analisar o perfil do público consumidor deste setor, comportamento que os gestores devem seguir, giro de estoque, capacitação necessária aos colaboradores.
A observação sistemática segundo Gil (1999) pode ocorrer tanto em campo quanto em laboratório, no caso das observações de campo o pesquisador elabora antecipadamente um plano de registros e análises das informações que serão levantadas. Diz ainda que este tipo de observação objetiva uma maior precisão da descrição dos fatos ou testes de hipóteses, onde o pesquisador conhece com antecedência os aspectos da amostra da população ou ambiente ao qual irá buscar as informações.
A observação foi realizada de forma individual, ou seja, somente pelo autor do estudo. Segundo o que conceitua Marconi e Lakatos (2010, p. 176) observação individual
Como o próprio nome indica, é técnica de observação realizada por um pesquisador. Nesse caso, a personalidade dele se projeta sobre o observado, fazendo algumas inferências ou distorções, pela limitada possibilidade de controles. Por outro lado, pode intensificar a objetividade de suas informações, indicando, ao anotar os dados, quais são os eventos reais e quais são as interpretações.
As observações foram realizadas no ambiente real das organizações, com o intuito de reunir as informações mais fidedignas possíveis para a elaboração correta da análise de viabilidade tema deste estudo.
“Normalmente as observações são feitas no ambiente real, registrando-se os dados à medida que forem ocorrendo, espontaneamente, sem a devida preparação. A melhor ocasião para o registro é o local onde o evento ocorre” (MARCONI; LAKATOS. 2010, p. 178).
3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
Para Gil (1999) a análise e interpretação é a fase seguinte à coleta de dados e, mesmo estando estes dois procedimentos relacionados entre si, um se distingue do outro. Enquanto a analise realiza a organização dos dados a fim de fornecer ao usuário as repostas ao problema proposto, a interpretação ligada a conhecimentos já adquiridos ao longo da pesquisa, fornece as respostas no sentido mais amplo.
Para este estudo a ordem que foi utilizada é a seguinte:
Coleta de dados;
Análise e interpretação dos dados;
Sistematização dos dados coletados;
Confecção de tabelas e gráficos para a apresentação dos dados;