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Installation

Dans le document Travail de diplôme 2005 (Page 11-15)

3. SQL Serveur 2005

3.1. Installation

MAIS INTERESSANTE

O título da última parte desta pesquisa-trilha foi (com)-posto enquanto caminhávamos, com os dizeres de uma das professoras-trilheiras-alfabetizadoras do GEEM, que gaguejam, deliram e repetem alguma(s) coisa(s).

Ser-estar... é movimento: singular para cada uma das trilheiras que foi cativada a

caminhar, algo, de alguma maneira, impossível de ser repetido. O que acontece em uma trilha é processo, atravessado pelo corpo e pelas trilharias que cada um carrega (ora colocamos coisas na sacola, ora retiramos coisas dela, e eis o movimento) pelo caminho.

Ser-estar... é potência: de encontro, reencontro e desencontro com alguma(s) coisas(s)

que se tornaram objetos (de estudo ou prática) e que exigiram atenção, despertando o interesse das professoras-trilheiras-alfabetizadoras em explorá-las e estudá-las, independente de como essas alguma(s) coisa(s) poderiam ser colocadas em uso junto ao ensino da matemática.

Ser-estar... é abertura: abriram-se outro(s) espaço(s) para que as professoras-

trilheiras-alfabetizadoras pudessem falar (sobre o que fazem, o que sabem e o que acontece quando se estuda com matemática), trocar (vivências, ferramentas, procedimentos e formas de fazer as coisas), (com)-partrilhar (as maneiras de cada uma ser e estar professora), sentir o que pode um trilhar, desestabilizar certezas, aprender e para muitas outras coisas...

Em uma trilha... na Ilha-(Form)-ação-de-Professores nos movimentamos enquanto

Grupo de Estudo, e isso se tratou de um acontecimento comum a todas que aceitaram o convite de ser e estar a caminhar.

Em uma trilha... ao apresentar os acontecimentos de uma pesquisa-trilha, a

professora-trilheira-pesquisadora tentou expressar o que lhe acontecia nessa travessia. Deste modo, a escrita talvez tenha dado voz aos sentidos, sentimentos e transformações que lhe afetaram quando esteve com os pés no chão à companhia de outros, e que tenha deixado escapar outras coisas, as quais não estão na ordem do dizível.

Em uma trilha... acompanhada, você abre espaço para que as outras trilheiras digam

o que acontece quando se caminha: “Muitas movimentações... muitas coisas me afetaram.

Minha formação em matemática foi bem precária, como estudante de educação básica, sempre apresentei dificuldades na área, e a mesma perpetuou durante a vida profissional. Pensar em formação na escola, considerando um grupo de alfabetizadoras, me faz retornar como estudante e como professora que atuou 15 anos em sala de aula. Foram momentos tensos de

organização, contudo ‘mágicos’ de aprendizagens. Aprendemos juntas, apresentamos dificuldades que compartilhávamos umas com as outras, assim foi possível perceber que, na trilha da (form)-ação, não estava sozinha. Compreendi uma matemática possível, leve e fácil... observei que o grupo de professoras conseguiu colocar em prática em sala. Os estudantes foram afetados com a (form)-ação... Fui afetada... e percebi que fomos afetados” (Renata).

Em uma trilha... acompanhada, a professora-trilheira-pesquisadora abre espaço para

que as professoras-trilheiras que aceitaram o convite possam sentir o desejo de caminhar e estudar: “Pensar no que trazer para os momentos de (form)-ação, refletindo sobre as nossas

dificuldades e naquelas vivenciadas com os estudantes dentro da sala de aula, mobilizando o desejo da pesquisa e do estudo” (Jeanice).

É a parte mais interessante... na qual ecoam eutopias, utopias e heterotopias: “acredito na escola, no professor e na educação pública, que possibilitou o repensar a prática

cotidiana, e percebemos como o ensino da Matemática é rico de interações e práticas sociais”

(Tuani).

É a parte mais interessante... na qual o amor se expressa de maneira bastante comum, em pequenos gestos, modos de falar e de escutar: “Amei todos esses encontros, foi muito

prazeroso, e acrescentou demais na minha vida escolar. Meu currículo enriqueceu com todos esses materiais concretos. Amei muito” (Neusa – Laboratório).

É a parte mais interessante... na qual a escola (pública) é o lugar onde se pode errar, onde se pode caminhar com os próprios pés e onde se pode desenvolver o exercício da atenção. Um espaço público, um tipo de “casa do estudo” onde se dá ênfase à matéria, onde o mundo pode ser aberto, onde ideias de escola e educação podem ser atualizadas pelos escolares e pelos indivíduos que a frequentam, algo que deve ser incorporado pelos professores: “eu acredito na

escola, no professor e na educação pública” (Rita).

Acreditamos que seja possível imaginar outros espaços, onde os sujeitos possam andar com os próprios pés e per-correr suas próprias trilhas, quando não nos contentamos em sermos apenas professoras que ensinam matemática, e sim, que podemos fazer de todo o trabalho um meio de expressão; quando não nos contentamos em sentir, mas sim, seguir compartilhando. Assim, os sujeitos que fazem, escrevem, falam do que fazem e transformam o que fazem e sabem, podem compreender que ninguém nasce com mais inteligência que seu companheiro que habita a Ilha com os pés. Sentimos juntas que, para unir o gênero humano, não há melhor laço do que a igualdade de inteligência, pois todas que aceitaram o convite puderam caminhar.

Deste modo, suspendeu-se o funcionamento da “máquina de formação” e profanaram- se outros usos, outros espaços. Com Flores (2017) e Agamben (2007), profanar “só é possível se o homem desativar o velho uso que o habitou, tornando-o inoperante, e assumir a vida como jogo, como arte de viver, tentando pensar, pensando”207. Para os filósofos Masschelein e

Simons, o termo profanação refere-se “[...] a algo que é desligado do uso habitual, não mais sagrado ou ocupado por significado específico, e, portanto, algo no mundo que é, ao mesmo tempo, acessível a todos os sujeitos à (re)apropriação de significado”208. Disto, entendemos que

a (form)-ação de professores envolve ir além de seu próprio mundo de vida, por meio da prática e do estudo. O eu do professor é suspenso (é um eu colocado entre parênteses), um eu profano que não pode ser produzido, pois não se pode oferecer ao professor uma forma ou uma configuração específica, mas sim, fazer com que suas mãos e maneiras de trabalhar reverberem.

FIGURA 15: PROFANAR COM AS CAMADAS DO OFÍCIO FONTE: Elaborada pela autora.

Propõe-se, com a Figura 15, outra posição, outro espaço, um contradispositivo para o professor junto à (form)-ação, na qual se considera o professor (sua subjetividade), seu ofício (sua maneira de ser e estar no ofício) e se busca, com os artefatos do ofício, despertar o inter- esse pelo estudo (um estudo acompanhado) pela potência de ensinar (de abrir o mundo).

E com isso, talvez, ler, estudar, escrever, trilhar, palavrar, encontrar e conversar regularmente na escola, abrindo espaços de pesquisa, estabelecendo com os profissionais da

emergência207 Flores, morada 179 – 2017.

emergência208Masschelein; Simons, morada 39 – 2017.

Professor(a) Trilheiro(a)

Estuda e Caminha na Companhia

escola encontros para discutir, acompanhar a escola básica e propor outros espaços com as professoras que ensinam matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental, especialmente, encontros em que o deslocamento do “faça como eu” para o “faça comigo” seja uma invenção possível. Por essas brechas, caminhamos e tentamos tracejar maneiras outras de pensar a formação continuada de professores.

E ainda, se “ser-estar em uma trilha é a parte mais interessante”, que fique o convite a seguir caminhando, contando e re(contando) os seus efeitos, pois nossa afetuosa aposta é que cada trilha evocada seja potência para abrir e re(abrir) o mundo (da Educação Matemática). Eu (professora-trilheira-pesquisadora), as participantes (professoras-trilheiras-alfabetizadoras) e muitos outros puderam compartrilhar. Então, acredite que você pode caminhar, todos nós podemos caminhar e contar os efeitos das pegadas e das palavras que ecoam em nossos corpos (pois somos todo corpo) quando experimentamos habitar o mundo com os próprios pés, trilhar- se, ou ainda, inventar uma pedagogia pelo caminhar, ou ainda, uma pé-da-gogia.

O que você gostaria de ter dito e não disse?209

Renata: Queria falar um pouquinho da trilha... Desta trilha que iniciou em 2017 e que, ao longo do caminho, se alterou... não a trilha e nem onde queríamos chegar... mas a maneira como caminhamos na trilha... a forma como fomos conduzidos e nos conduzimos neste caminhar... ombro a ombro...

passo a passo... houve momentos que corremos muito...

riamos também, de euforia... mas às vezes silenciamos ... foi necessário o silêncio... precisávamos ouvir os outros e a nós mesmos... ouvir, foi um verbo bem importante... Nesta trilha acredito que não tenham fim, vai ser bem chato chegar no final,

estar na trilha, ser da trilha é a parte mais importante... Porque nela ninguém solta a mão de ninguém! Gratidão!!!

Cristiane: Gostaria de agradecer a oportunidade de compartilhamento do aprendizado, foi muito especial. Obrigada! Tuani: Obrigada pela oportunidade de nos repassar mais aprendizado na área de matemática e no coletivo.

Neusa: Para mim, foi uma satisfação, uma experiência transformadora e muito significativa. Jeanice: Muito obrigada pela disponibilidade e por nos encantar com as formações, levo para minha vida estas trocas de experiências. Neusa (Laboratório): Quando iniciou essa formação, estava absorvendo tudo, só ouvia e guardava, porque, como já disse antes, esse ano foi libertador e foi de muita superação, superei minhas barreiras... Agora, no final, só tenho que agradecer por você ter acrescentado muito no meu conhecimento, e com certeza minha bagagem aumentou não só de quantidade, mas sim, de qualidade. Obrigada por tudo. Deixo uma palavra aqui que não falei! Gratidão! Roseli: Obrigada pela ótima formação e pelos esclarecimentos. Sugestão: Verificar o dia da formação para que não fique muito próximo com a semana de formação da prefeitura. Ana: Que me sinto privilegiada por ter sido convidada a participar dessas ricas formações e por

atuar em primeiros anos. Foi um ano muito rico, de desafios e aprendizados. Valdirene: Obrigada pela oportunidade, foram muito válidos estes momentos de formação. Programar no primeiro encontro as datas, levando em conta a formação obrigatória da prefeitura, para não ter sobrecarga. Cristiane W.: Não sei. Às vezes, o cansaço nos atrapalha muito, turva a mente. E por isso, certamente, muitas coisas deixaram de ser ditas e outras aprendidas. Mas isso faz parte do processo. Então...

Esta trilha não acaba no ponto final que darei nesta pesquisa-caminhante, mas ela continuará na passagem, nas aventuras de uma professora-trilheira que perambula no mundo da escola, da matemática e da (form)-ação.

9. TRILHAS PARA INICIANTES: ALGUMAS DICAS PARA COMEÇAR A

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