Na projeção das amostras obtidas nas análises de PCA nos gráficos de scores no modo positivo e negativo de ionização(Figura 4-106-A e Figura 4-107-A) pode-se perceber que as amostras formam grupos de acordo com as espécies as quais elas pertencem, onde órgãos oriundos da espécie C. sinensis possuem pesos negativos e as que pertencem a espécie C. limonia tem peso positivo na PC1. No modo positivo de ionização há uma clara divisão dos agrupamentos de cada órgão do enxerto nas PC1x PC2, entretanto no modo negativo de ionização o que se observa é que as amostras oriundas da espécieC.
sinensis foram todas agrupadas na mesma região do hipercampo formado pelas
PC1X PC3, o qual sugere que apesar de estarem próximas o que as diferenciam são as mesmas classes de metabólitos que melhorionizam no modo negativo. Cabe ressaltar aqui que a análise por PCA é uma técnica que tem por objetivo reduzir a dimensionalidade dos dados, permitindo assim uma melhor visualização de como as amostras variam entre si e como estão relacionadas com as suas respectivas variáveis e que essas observações são feitas em um espaço n- dimensional, onde muitos casos são necessários mais de uma componente (mais de duas dimensões) para ter uma noção total da variância dos dados. No caso do gráfico de scores no modo negativo ainda não o tínhamos em mãos para ser
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demonstrado aqui sua projeção com três componentes (PC1x PC3x PC5) que melhor projetava a variância que separava as amostras oriundas dos órgãos de C.
sinensis.
Figura 4-106: Análises quimiométricas no modo positivo de ionização de todos os órgãos vegetais dos enxertos sadios e infectadosA- PCA – gráfico de scores de PC1xPC2 ; B- HCA- dendrograma de similaridade
Figura 4-107: Análises quimiométricas no modo negativo de ionização de todos os órgãos vegetais dos enxertos sadios e infectadosA- PCA – gráfico de scores de PC1xPC3 ; B- HCA- dendrograma de similaridade
Os dendrogramas obtidos para o conjunto de amostras doentes e sadias nos modos positivo e negativo de ionização mostraram a formação de 4 e 6) grupos(a partir do dois grandes grupos iniciais), porém sem uma correspondência com os sintomas da doença, em uma análise inconclusiva a primeira vista. No entanto, no dendrograma do modo positivo (Figura 4-106-B) notou-se que dois grupos correspondiam a amostras provenientes das folhas e caule superior e o
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outro dois grupos aqueles foram aqueles agrupados em raízes sadias com caules inferiores infectados (detalhe em azul) e raízes infectadas com caules superiores sadios (detalhe em verde) que foram confirmado com a sobreposição dos cromatogramas tal similaridade (Figura 4-108 e Figura 4-109). Esses agrupamentos de similaridade de órgãos distintosdos enxertos e em diferentes fases de equilíbrios fisiológicos pode indicar que esses metabolitos que foram melhor ionizados no modo positivo no massas estejam se deslocando das raízes para os caules durante o processo de infeção das plantas pelo fitopatógeno o que explicaria o porquê do perfil químico dos caules inferiores sadios se assemelharem aos das raízes infectadas e o inverso, já que os metabólitos das raízes estão sendo deslocando para os caules inferiores ou a rota metabólica das raízes estejam sendo silenciadas em detrimentos do favorecimento de outras rotas que possam estar associada a produção de metabolitos no combate contra o hospedeiro nocivo. Isso será confirmado em analises quimiométricas discutidas em itens afrente, usando espectrometria de massas e analises quimiométricas supervisionadas (s-
plot), o qual permite identificar os respectivos íons que mais diferenciam nesses
órgãos.
Figura 4-108:Cromatogramas (ESI positivo) sobrepostos do (-) CISa – Caule Inferior Sadio e ( -) RSi – Raiz Sintoma.No gráfico de HCA está destacado em verde
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Figura 4-109: Cromatogramas (ESI positivo) sobrepostos do (-) CISi – Caule Inferior Sintoma e ( - ) RSa – Raiz Sadio.No gráfico de HCA está destacado em azul
Nas análises de HCA obtidas das análises cromatográficas realizadas em modo negativo (Figura 4-107-B), também foram observados 2 grupos correspondentes às amostras oriundas do caule superior e da raiz da planta, entretanto o dado marcante desta análise é o fato das amostras referentes às folhas estarem separados em grupos de similaridades bem distantes (59 ligações de distância de similaridade) o que pode indicar que o principal processo de resposta nos enxertos frente ao processo de infecção esta sendo nas folhas o que é sustentada essa hipótese já que em trabalhos realizados no monitoramento das colônias da bactéria X. fastidiosaobstruindo os vasos xilemáticos ao longo das plantas infectadas com sintomas aparentes, percebeu-se que esse se dá principalmente nos xilemas dos pecíolos seguido do limbo e caule, além do fato de que os metabólitos mais citados envolvidos no processo de infecção de Citrus serem os flavonoides glicosilados que são melhores ionizáveis no modo negativo o que explicaria o porquê dessa resposta nas analises de HCA ser só evidenciada neste modo (QUEIROZ-VOLTANet al., 2000;SOARES, 2011; ISIDORO, 2013; BELLETE, 2014; SOARES et al., 2014).
A peso de cada variável na descrição das componentessão apresentados no gráfico de PCA de loadingsnas Figura 4-110e Figura 4-111, e assim como nas analises dos pés francos, a discriminação e a classificação da
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confiabilidade dos íons que constituem a banda cromatográfica foram feitos nas analises de s-plot discutidas na próxima seção.
Figura 4-110: Análise de PCA: gráfico de loadings da Componente 1 X Componente 2 das análises realizadas no modo positivo de ionização dos órgãos vegetais.
Figura 4-111: Análise de PCA: gráfico de loadings da Componente 1 X Componente 3 das análises realizadas no modo negativo de ionização dos órgãos vegetais.
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4.3.10 Análises discriminantes dos biomarcadores via S-plotdos enxertos das